A Cavalaria de um Cavaleiro Fracassado — Capítulo 69: Volume 14 – Prólogo – Prólogo: Chuva de Tristezas

A Cavalaria de um Cavaleiro Fracassado
Cap. 69
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A Cavalaria de um Cavaleiro Fracassado

Volume 14 – Prólogo – Prólogo: Chuva de Tristezas

Capítulo 69

1.236 palavras~5 min de leitura

Uma noite chuvosa que aconteceu muitos anos atrás.

A garota solitária continuava esperando por alguém bem no meio da rua.

Apesar da chuva torrencial, ela não tinha um guarda-chuva consigo.

Logo sua expectativa terminou.

Ela avistou uma figura que parara sob o mesmo poste de luz.

“… Nene.”

Erguendo ligeiramente o guarda-chuva, Kurono Takizawa chamou o nome da garota.

Não havia uma única nota de surpresa em sua voz; muito provavelmente ela esperava encontrar Nene Saikyou ali.

Esta, por sua vez, imediatamente falou com ela.

“Ouvi as últimas notícias. Kuu-chan, você finalmente vai se casar com Taku-chan. Parabéns.”

Apesar das palavras tão alegres, seus olhos brilhavam de forma viciosa.

“… Normalmente ninguém é parabenizado com uma expressão dessas no rosto.”

“Meus sentimentos sobre seu casamento são sinceros. Só que…”

Nene estreitou os olhos e continuou:

“Além dessa notícia, ouvi que você está deixando a Liga de Rank A. Por quê?”

“…”

“Estou esperando sua resposta, Kuu-chan. Na próxima partida, eu deveria lutar contra você. Então nossa batalha no Festival de Batalha das Sete Estrelas não terminou, por isso eu estava ansiosa por uma revanche. Mas… você está realmente com medo dos nossos poderes?”

“… Oh.”

“…!”

Tomada pela emoção, Nene Saikyou agarrou Kurono pelo colarinho do terno.

“Desculpe, mas uma resposta tão vaga não me serve! Como ousa ter medo agora!? Você é a cavaleira mais forte do mundo, Kurono Takizawa, terceira colocada no ranking mundial. Por que tem medo da nossa batalha!? Responda-me!”

Durante suas palavras, ela se inflamou ainda mais. Segurando firmemente o colarinho de Kurono, Nene a puxou para si.

Apesar disso, Kurono não mostrou irritação. Pelo contrário, na posição inclinada, jogou o guarda-chuva para longe e se desculpou.

“… O fato de eu ter ficado com medo não é verdade. Eu ainda não tenho medo da minha própria força nem da força da Demon Princess.”

“Hã? Então por que está fazendo isso?”

As palavras de Kurono não trouxeram clareza aos pensamentos dela. Soltando o colarinho, Nene a empurrou para longe de si, irritada.

Liberando o aperto, Kurono endireitou as costas e começou a ajeitar distraidamente o colarinho amassado.

“Eu ainda me lembro das palavras que Nango-sensei e Ryouma-sensei disseram a nós depois do Festival de Batalha das Sete Estrelas. Nomeadamente, que um dia ultrapassaríamos os limites de nossas almas. E certa vez, após inúmeros treinamentos, preparando-me para acertar as contas com minha inimiga eterna, eu vi… a imagem de enormes portas de pedra.”

“…”

“Essas portas eram dez vezes mais altas do que eu. Mas, apesar do tamanho impressionante, quando as toquei, elas estavam prontas para se abrir para mim com facilidade. Eu compreendi que, naquele momento, poderia ir além do meu destino e das minhas capacidades. Um sentimento de determinação me preencheu, porque era isso que eu precisava para continuar lutando contra você. E quando estava pronta para cruzar a linha desejada…”

A cena de que Kurono falava era familiar a Nene.

Claro, uma imagem semelhante surgira em sua mente durante a batalha contra Kurono.

Mas ela abrira a porta sem qualquer tormento e dera o passo através do limiar do desconhecido.

Depois daquele passo, ela deixara de depender do próprio destino. Aquela porta levava ao reino dos Desperados — seres que deliberadamente abandonaram sua natureza humana.

Mas,

“… Eu ouvi uma voz atrás de mim.”

“Voz?”

“A voz de Takumi. A voz de uma pessoa querida para mim, que, como todas as pessoas comuns, voltava para casa para jantar. Ao ver sua figura habitual, lágrimas de felicidade vieram aos meus olhos… O ‘Despertar’ é um caminho direto para o reino dos Desperados, para um lugar onde você deixa de depender do seu destino. Não há garantia de que minha alma renascida permanecerá a mesma de antes do ‘Despertar’. Graças ao meu destino eu conheci Takumi; não quero simplesmente abrir mão dele. E então percebi que quero me tornar… a futura esposa dele. Como o destino me disse.”

Durante todo o monólogo, Kurono acariciava carinhosamente a parte inferior do abdômen.

“Antes de abrir mão da minha personalidade passada, compreendi o que era mais importante para mim. Por isso desisti da ideia de abrir a porta.”

“Kuu-chan…”

“Eu cheguei ao meu limite; não tenho mais para onde ir. Este mundo não precisa de pessoas indecisas que se congelaram em seu desenvolvimento. Por isso decidi… me retirar da Alta Liga da KOK. Não tenho arrependimentos quanto a isso.”

O pedido de desculpas ainda estava nos olhos de Kurono.

Talvez ela se sentisse culpada por abandonar a batalha com a rival eterna que ansiava pela revanche após a partida delas no Festival de Batalha das Sete Estrelas.

Mas, como Nene observou.

Além da culpa, havia outro sentimento nos olhos de Kurono. Uma vontade de aço, que não podia ser convencida por nenhuma força do mundo.

Ela absolutamente não se arrependia de sua decisão.

Mesmo que Nene tentasse persuadi-la ou usar violência, a decisão de Kurono não mudaria.

Mas, mesmo diante da firme vontade nos olhos de sua rival,

Nene se recusou a aceitar as palavras dela.

“… Isso não está certo! Você está cometendo um grande erro!”

Embora Nene compreendesse que todas as tentativas eram inúteis, um protesto alto saiu de sua boca.

“O desejo de Kurono de ser a maldita mulher daquele cara está errado! Lembre-se, Kuu-chan! Que diversão foi a nossa luta no Festival de Batalha das Sete Estrelas!”

“… Sim, realmente foi divertido. Sem poupar a própria vida, dar o máximo de si para derrotar o inimigo. Naquela época eu absolutamente não me importava com como poderia terminar. Eu me sentia louca… sim, era isso.”

“Exatamente! Foi assim que sempre aconteceu! Só na batalha com Kuu-chan eu podia aproveitar o combate! Sim! Se minha Kuu-chan for embora, então eu não conseguirei…”

“E mesmo assim, eu não posso mais lutar daquele jeito.”

“!”

“Eu encontrei algo mais importante do que a minha vida e o meu orgulho.”

Ao falar essas palavras, Kurono se inclinou ainda mais para a frente.

“Desculpe.”

A cabeça de Kurono sempre olhava apenas para cima.

Era esse o tipo de oponente que Nene sempre buscara.

Assim, olhando para baixo para ela, uma dor se acendeu em seu peito, como se o coração tivesse acabado de rachar.

“… Pare com isso. Eu não quero olhar para baixo para você desse jeito.”

Elas pensavam que sempre estariam juntas.

Mas agora seus caminhos se divergiram e nunca mais se cruzariam.

É triste e muito doloroso.

“… Desculpe…”

Incapaz de conter os soluços, as lágrimas de Nene escorriam pelas bochechas até os lábios bem comprimidos, molhados pela chuva incessante.

… No dia seguinte.

A Cavaleira World Clock – Kurono Takizawa anunciou oficialmente sua aposentadoria da Alta Liga da KOK.

– Almeranto: Cara, eu adoro relembrar do passado da Nene e da Kurono; é, de certa forma, triste e nostálgico. Essas duas eram melhores amigas e rivais, e é doloroso ver elas seguirem caminhos separados dessa forma.

E eu acho surreal a Kurono ter tido a opção de se tornar uma Desperada ou não. O nível de força dela no seu auge é monstruoso.

E eu acabei pegando uma gripe fudida, então, essa semana será apenas o prólogo. Nem consegui ir à faculdade, sinto meu corpo mole. Mas fiquem tranquilos, nada grave. Não vou dar uma de autor de Berserk.

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Como é uma obra que estou fazendo sozinho, posso cometer alguns erros. Caso tenha algo a relatar, por favor, avise nos comentários!

Claro, caso estejam gostando, eu adoraria saber a opinião de vocês!

Até domingo que vem!

Fim da leitura

Capítulo 69 concluído

Volume 14 – Prólogo – Prólogo: Chuva de Tristezas