A Cavaleira de Preto — Capítulo 9: CAPÍTULO 9 - 08 — 1 Atração Para Os Olhos (34)

A Cavaleira de Preto
Cap. 9
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A Cavaleira de Preto

CAPÍTULO 9 - 08 — 1 Atração Para Os Olhos (34)

Capítulo 9

1.032 palavras~4 min de leitura

Capítulo 08 — 1 Atração Para Os Olhos (3/4)

A Cavaleira de Preto

— Mnm… — Vaiola sentiu sua consciência retornar ao corpo depois de algum tempo na escuridão. — Hmmm… — Seus olhos se abriram e a primeira coisa que ela viu foram as largas costas em que ela estava. — P-pai?

— Huh? Vaiola? — Glamich sorriu, o brilho retornando ao seu olhar. — Você acordou, filha. Finalmente.

Ele se agachou na mesma hora para pousar a Vaiola no chão e se virou para dar um abraço apertado nela, antes de começar a analisá-la dos pés à cabeça, apalpando-a preocupadamente e trêmulo.

— Você está bem? Está sentindo alguma coisa? Quebrou alguma coisa? Seus olhos, como estão? Sente alguma dor? — perguntou ele, tão acelerado, como se estivesse na velocidade 3X.

— Hahaha!! — Ela sorriu e ele se acalmou na mesma hora. — Eu não percebi nada do que você perguntou, pai. Mas eu estou bem.

— Mesmo? Tem certeza que não está sentido nenhuma dor? Que não tem nada te incomodando?

— Tenho, pai! — confirmou ela e seus olhos acabaram caindo sobre os ombros. — Huh?!

O ferimento ali não estava mais doendo e tinha até cicatrizado. Quanto tempo tinha se passado?

— Passamos pelo mercado depois do… incidente…

— Passamos? A gente foi tão rápido que aquilo pode ser considerado teletransporte, isso sim. — Tirius brincou, massageando as coxas.

Só depois a Vaiola notou os dois parados atrás do pai. Tirius e Ferin estavam carregando uma grande sacola feita de sacos cozidos juntos.

— Isso não vem ao caso — disse Glamich. —, o importante é que conseguimos um bom preparado medicinal por lá. Não demorou a fazer efeito.

— Nos custou 1 Linn. Foi praticamente um roubo. — Tirius reclamou. — O vendedor ia se ver comigo se não tivesse um efeito tão rápido.

— Realmente. — Ferin concordou. — Normalmente, um frasco pequeno daquele preparado medicinal não vale mais de 7 Centavos. Se não fosse pela emergência, nunca que teríamos comprado lá. Aquele vendedor nem era das Terras Centrais.

Em todas as províncias que compunham o império Humano, eram três as designações usadas para o dinheiro.

Havia os ‘Centavos’, os ‘Linns’ e os ‘Vells’.

Os Centavos eram sempre em moedas de cobre. Havia as moedas pequenas de 1 Centavo e as grandes de 5 Centavos.

Os Linn’s eram em notas branco-prateadas. Havia as notas de 1 Linn, as de 5 Linns e as de 10 Linns. Cada Linn era equivalente a 15 Centavos.

Os Vells eram também em notas, mas estas eram verdes. Havia as notas de 1 Vell, as de 5 Vells, as de 10 Vells e as de 50 Vells. Cada Vell equivalia a 25 Linns.

As Terras Centrais não pertenciam ao império Humano, mas, por ser habitado completamente por humanos, eles usavam mais as designações do império Humano.

Vaiola viu a conversa dos mais velhos evoluir e logo se transformar num debate sobre o preço dos vários produtos nas Terras Centrais e apenas sorriu.

— Obrigada, pai. — Seus olhos irradiavam gratidão e alegria.

Glamich fixou os olhos nos da filha e lembrou daquela cena depois que conseguiram derrotar o Barbatanas douradas, quando a sua filha derramou lágrimas de sangue e desmaiou. Ela estava realmente bem?

— Você não precisa me agradecer… você está mesmo bem? Tem certeza?

— Eu sou uma Hermis, pai. — Glamich arregalou os olhos ao escutar aquela resposta. A sua filha realmente era uma Hermis, um “monstro” como a sua mãe era. Ele já devia ter se acostumado.

Mas ela parecia tão assustada lá no barco. Ela parecia com tanta dor. Será que ela…

— Eu devia… — Glamich baixou o rosto, suas sobrancelhas caíram e seu coração se encheu de culpa.

— Heh Heh! A mamãe vai ficar louca — alertou ela, depois de notar o tom rebaixado do seu pai. Ela não podia deixá-lo se culpar pelo ocorrido. Seus pequenos dedos deslizavam pela cicatriz no ombro, descascando a pele queimada, que tinha ganhado alguma crocancia.

— Ah, é mesmo! — Glamich levantou a cabeca. Ele tinha se esquecido da esposa. — A Lavina vai me matar.

— É claro que não, pai. — Ela sorriu com mais alegria. — A mamãe vai te encher de beijos, isso sim. Esqueceu do quanto ela falava da sua primeira cicatriz?

— Ah! — A ficha caiu. — Você tem razão. Sabe, por um momento, achei mesmo que eu estava casado com uma mulher normal.

— Hahahahahaha! — Os dois caíram na gargalhada, lembrando da icônica frase dita várias vezes pela Lavina: “Você só pode dizer que está vivo depois de enfrentar o mundo e sair vitorioso, levando consigo uma medalha, uma cicatriz”. Por vezes ela até dizia: “Você só vai entender depois que ganhar a sua primeira cicatriz, pequena”, quando a Vaiola perguntava a razão dela gostar tanto das suas cicatrizes.

— Já faz tempo que a mamãe vem querendo que eu ganhe uma cicatriz. — Vaiola acrescentou, seus dedos ainda acarinhando a cicatriz ali deixada. — Ela tinha razão, é realmente incrível ter uma.

— É! Pelos vistos, sou o único normal nesta família — disse Glamich após um suspiro. Ele tinha se preocupado atoa.

Eles seguiram viagem logo em seguida, depois do Glamich ter saído derrotado quando tentou convencer a filha de seguir a viagem nas costas dele enquanto se recuperava por definitivo. Na verdade, ele que acabou sendo convencido por ela de que ela ficaria melhor mais rápido exercitando o corpo.

Glamich explicou para a filha que eles não estavam indo para casa, que estavam indo para o extremo Norte das Terras Centrais para fazer a encomenda mencionada pela Amália. O que os dois jovens, Tirius e Ferin, carregavam naquela sacola eram os corpos dos dois Barbatanas Douradas que tinham os atacado.

Não estava nos planos caçar aquelas Bestas Mágicas, tanto que o Borboleta nem tinha se aproximado do habitat natural delas, mas, já que tinha acontecido, eles iam apenas aproveitar.

O grupo andou por cerca de quatro horas e meia, Glamich ajudava os jovens a carregar a sacola, até que avistaram, de longe, a névoa escarlate que cobria todo o oceano à Noroeste das Terras Centrais, a névoa densa responsável pelo nome dado àquele oceano: o Oceano Escarlate.

Eles caminharam mais um pouco naquele terreno coberto por terra vermelha, que parecia lama endurecida, e pedras de coloração vermelha e preta.

Não precisaram avançar mais para avistar aquelas duas figuras com um pouco mais de dois metros de altura.

Fim da leitura

Capítulo 9 concluído

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