A Filha da Minha Madrasta é Minha Ex — Capítulo 37: Volume 4 – Posfácio

A Filha da Minha Madrasta é Minha Ex
Cap. 37
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A Filha da Minha Madrasta é Minha Ex

Volume 4 – Posfácio

Capítulo 37

1.296 palavras~6 min de leitura

Posfácio

Eu não tinha pensado em nada específico para escrever e acabei não incluindo o episódio pessoal relacionado à história principal (o bisavô do Mizuto foi detido na Sibéria para atuar como tradutor, algo que inspirei no meu próprio avô), então queria escrever sobre essa parte agora. Para aqueles que ainda não leram o volume principal: por favor, voltem e leiam.

Pode-se dizer que, em comédias românticas, existe um interlúdio onde a heroína percebe que gosta do protagonista. Talvez seja quando ela é salva por ele, ou quando descobre seus pontos positivos enquanto estão sozinhos, ou, em alguns casos, quando a relação é um pouco delicada e eles não podem se encontrar abertamente — sentimentos acabam surgindo nessas situações. O denominador comum, porém, é que todos passam por esse pequeno interlúdio de "descobrir as qualidades do rapaz".

E bem... Você deve ter notado. Sim, a Yume já sabia desde o início quais eram os pontos fortes do Mizuto. Para ela, é a "coisa mais normal do mundo" dedicar tanto esforço para escrever sobre o quão legal o Mizuto é. Então, por quê? O que fez a Yume se apaixonar pelo Mizuto novamente agora que são família?

A resposta está escrita na história principal. As pessoas não gostam apenas dos aspectos "legais" dos outros.

O caráter de uma pessoa, e especialmente a sua autoimagem, influencia fortemente sua posição na sociedade. Assim, a influência da primeira sociedade na qual qualquer pessoa é inserida — os parentes — não pode ser subestimada.

Os seres humanos são como flocos de neve: inicialmente, é fácil deixar uma pegada, mas depois eles acabam sendo pisoteados e nivelados. Suponho que o período do ensino médio, para mim, foi quando eu estava pendendo para esse ponto de ser "nivelado". É uma fase em que coexistem as partes que mudam facilmente e as partes difíceis de mudar. Sempre deixamos que o ambiente nos afete, mas não conseguimos simplesmente mudar a nós mesmos. É uma fase complicada e problemática que alguns chamam de juventude — mas isso é conversa para outra hora.

Agora, o momento do jabá. Recentemente, em 25 de março de 2020, a MF Bunko J começou a vender minha nova obra: “Do You Think You Can Run After Reincarnating, Nii-san?” — provavelmente, se passar pelos testes de desempenho da Kadokawa...

É uma história de amor igualmente distorcida e também sobre irmãos. Tem uma irmãzinha cujo amor pelo irmão mais velho é "um pouco" forte demais. Só um pouquinho. Só um pouquinho... digamos que é cerca de um bilhão de vezes mais forte que o da Akatsuki Minami no fundamental.

[Paiva: Coitado desse prota]

Eu recomendo que, após terminar de ler “Nii-san”, você leia “Minha Madrasta é minha Ex”; você sentirá que a história de Mizuto e Yume é um pouco mais preciosa. Sério, você vai se sentir muito afortunado. Então, só uma vez... Você leria? Tente só uma vez.

Ah, e também foi criada a conta oficial no Twitter (@tsurekano). Penso em lançar alguns contos por lá, então, por favor, sigam o perfil.

Ao ilustrador responsável, TakayaKi-sensei; ao artista do mangá, Kusakabe Rei-sensei; à equipe editorial, designers, revisores, vendedores de livrarias e a todos os leitores — e a todos os envolvidos nesta série, ofereço meus sinceros agradecimentos.

A partir deste quarto volume, a primeira fase da história termina. Eu disse que não haveria uma "corrida de heroínas". Era mentira. A competidora é, obviamente, o eu do passado. Hein? A Higashira? Ela ainda está deitada no campo, lendo seu romance.

Este é o Volume 4 de “A Filha da Minha Madrasta é Minha Ex é agora minha Irmã de Consideração — A declaração do Primeiro Beijo”. As férias de verão ainda não acabaram, não é?

Notas dos Tradutores / Revisores:

-Kurayami: Takayaki sensei, você está colocando fogo onde não deveria… kkkkkk, que comentário ótimo!! Queria deixar minha opinião principal sobre o volume aqui, onde tudo acaba e poucos realmente leem. Foi um ótimo volume, claro, o Paiva pegou alguns dos melhores capítulos para traduzir, e eu fiquei “como pôde…”, mas, retornando à obra, esse comentário do Takayaki sensei me pegou em cheio.

Eu não esperava que a história do bisavô do Mizuto tivesse se inspirado em uma realidade tão próxima do escritor, e se formos parar para ver, essa história meio que definiu boa parte do Mizuto que vemos hoje. Outro aspecto que eu achei muito legal (além da Yume ter tomado a iniciativa em todo o volume) é que o Mizuto ligava para ela no seu “local sagrado”, o que é uma forma de gostar que não é comumente vista. Claro, os protagonistas mostram coisas de que gostam para suas amadas e as trazem para o “seu mundo”, mas a forma como ele procurou a Yume como um conforto é surreal. Às vezes penso que o Mizuto pensa como o personagem do livro “Memórias do Subsolo” de Fiódor Dostoiévski. Nos vemos no próximo volume!!

Ayko: Meu amado Dostoiévski, sim, eu amo Dostoiévski. Mas enfim, QUE VOLUMASSO ESSE HEIN? Que escrita incrivel, que delicadeza com os detalhes que entregam o contexto como um todo. Que olhas absurdo ao distanciamento do Mizuto como pessoa, e a aproximação lenta e gradual da Yume daquele que mais se sente deslocado, não só isso mas até a forma como a Yume passa a olhar para a persona do Mizuto de outra perspectiva. Que V O L U M A S S O!

Me identifiquei em especial com o trecho no qual o Mizuto tem seu monólogo interno, sobre não entender a razão de sentirem pena ou darem graças a Deus, como se a sua existência fosse algo especial no meio de várias outras. Por mais que seja realmente para muitas pessoas. É um tema delicado, mas abordado muito, MUITO bem. Outra coisa, leiam Geografia do Romance de Carlos Fuentes, nessa obra trazem a questão de “Nos apaixonamos pela ficcção por desamor a realidade, escrevemos livros e amamos o fictício como um protesto ao fato de termos somente uma vida”. Nos veremos no próximo volume gurizada!

Paiva: Salve gurizada, esse volume foi completamente incrível, ainda mais por ter se passado inteiramente na visão da Yume, é interessante analisar que a Yume é a representação da “mudança” na obra, se compararmos ela com o Mizuto, percebemos que ele não mudou nada desde o namoro deles, já ela mudou em praticamente tudo e o ápice dessa mudança vemos nesse volume, onde ela se torna Irido Yume deixando de lado a pessoa e os sentimentos que representavam Ayai Yume, pode parecer que mudou da água pra water, mas no contexto da personagem ela ter superado os sentimentos que sempre vieram acompanhados de uma sensação de inferioridade e de dependência emocional com o Mizuto é muito significativo pra personagem, agora ela não é mais a frágil e dependente Ayai e sim a Irido Yume a mulher que vai tomar o coração do Mizuto pra ela. Mudando de assunto, tenho real pena da Isana e seu papel na obra, o autor já descartou ela como interesse romântico do Mizuto e juntando as falas do autor nesse posfácio com alguns spoilers que o kura pegou do volume 11 e mandou no chat da staff, as únicas funções da Isana na obra são ter seus peitos citados e catalisador de ciúmes da Yume, tadinha. Dito tudo isso, espero não ver mais a presença do TALARICO na obra, porém a GOAT Madoka-san é sempre bem vinda, obrigado aos leitores por nos acompanhar até o momento na obra e um grande agradecimento ao Takayaki-sensei por ter nos presenteado com essa obra maravilhosa, um bom(boa) dia, tarde ou noite à todos e até o próximo volume.

Traduzido por Moonlight Valley

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Fim da leitura

Capítulo 37 concluído

Volume 4 – Posfácio