A Ordem Espiritual — Capítulo 324: CAPÍTULO 324 - 308 - Um estalar de dedos

A Ordem Espiritual
Cap. 324
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A Ordem Espiritual

CAPÍTULO 324 - 308 - Um estalar de dedos

Capítulo 324

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Capítulo 308 - Um estalar de dedos

A Ordem Espiritual

— Não disse que ia acabar com sua lâmina? — A voz dela cortou o ar, entre risos abafados e uma aura flamejante que ondulava como se o próprio espaço estivesse em combustão.

As chamas não apenas queimavam – cantavam, giravam com fúria, celebrando a conquista árdua.

Seu ataque foi uma liberação pura de energia latente, capaz de apagar seres da existência. Quanto à lâmina?

Reduzida a algo menor que um quark.

— O que tem de importante aí? — apontando com o queixo para os destroços da lâmina, como cacos de vidro — Usava para manifestar sua técnica? Ou… fortificar?

Talvez esperasse vê-la em pânico. Talvez em choque.

Surpresa?

Não. A ruiva sorria.

Um sorriso torto lhe curvava os lábios – mais que deboche, havia algo de sádico ali. Encantador. Cruel.

Ela avançou um passo, olhos semicerrados, cheios de provocação.

O sorriso cada vez mais travesso. Malicioso. Quase desarmante.

— Na verdade… — girou o pulso com leveza, como quem desenha memórias no ar — Concentrava toda a minha técnica inata na ponta da lâmina. O fluxo se comprimindo ao longo dela… um desperdício, se quer saber. Às vezes perdia força. Nem sempre era eficaz. Um saco, né?

Os olhos da entidade se estreitaram. O sangue fervia.

— Então… — ergueu os ombros em um quase suspiro, como se aquele instante fosse banal — …agora eu posso fazer literalmente o que quiser. Não que antes eu não pudesse… mas te dar um desafio… foi, bem… fofo!

— Fofo? — a palavra ricocheteou na mente dela como uma punhalada envenenada.

O ódio explodiu num rugido. Veias saltaram sob a pele, vibrando com fúria.

— FOFO!?

Sua voz rasgou o ar, estilhaçando o silêncio como distorção dimensional. O chão tremeu. O céu vibrou.

Mas então…

Um estalo.

Simples. Sutil.

Como uma vela sufocada pelo vento, sua aura abissal recuou – puxada, apagada, engolida pelo nada.

— O quê…? — Arfou, o olhar perdido por um instante, tentando compreender o que acabara de acontecer.

Ela ergueu o braço com casualidade, como quem traça uma linha invisível no ar.

— Ehr… sabe — Agora soava quase doce, mas carregada de um sarcasmo sutil — eu não gosto de lutas assim. Detesto ser óbvia… Mas você é um demônio… então foi divertido enquanto durou…

Estalou a língua.

— Mas já deu, né?

Os dedos brilharam por um momento. Havia algo ali – profundo, despertando.

— O QUE VOCÊ FEZ, SUA VACA!?

— Tirei sua aura — respondeu, serena — Não só para manipular esse espaço… ou sua energia… mas você!

— Me… manipular? — Até tentou mover um dedo. Nada. As pernas, imóveis. Os dentes rangeram sob a pressão. Um suor frio escorreu. Não era medo.

Era humilhação.

A encarava com olhos semicerrados, o olhar curioso de quem observa uma criatura rara presa num frasco.

— Já sei…

Outro estalo.

— Gr…

Num segundo, uma explosão de luz espiritual e distorção. No outro…

Nada além de uma banana.

Amarela. Levemente manchada. Com uma aura constrangedoramente cômica.

Ela se aproximou com os olhos brilhando, os lábios e as pálpebras marcadas por finos rastros de sangue – um toque de guerra… de sua diversão inconsequente.

— Não consegui pensar em uma fruta rara o suficiente pra você… então… — pegou a banana, observando-a com um certo prazer — se ficasse de cabeça pra baixo… — começou a descascá-la, devagar, teatral — pareceria uma banana semi-aberta. De ponta-cabeça…

E então ela fez.

Girou a fruta, ergueu como um troféu.

Riu alto – debochada, triunfante.

Uma gargalhada que ecoou no vazio como um insulto.

— Piada pronta, né?

…Fazendo-a cair por terra, junto com a última migalha da sua dignidade.

É… era oficial.

Amai Shiraksa havia exorcizado uma entidade de nível realeza do submundo como se fosse… nada.

Um estalo, uma banana e uma piada de mal gosto – fim de jogo!

Seria trágico… se não fosse cômico.

Diferente do embate entre os exorcistas e o Solitário, que ainda rolava – e mais parecia uma peça teatral escrita às pressas por um roteirista bêbado.

No caso, eu.

Só drama.

Um inferno à parte para o casal. Porque ele não era apenas forte — parecia sempre um passo à frente.

Mesmo contra dois celestes.

Pegá-lo de surpresa? Esquece. Nem em sonho.

Seus golpes surgiam acima da luz – no máximo, dava tempo de um revidar.

Abaixo disso? Morte certa.

Ele atacava antes mesmo de pensar em atacar. O lag corria solto, como se o tempo estivesse sempre contra eles.

— Lutando de um jeito óbvio assim… — zombou. A voz arrastada, parecia tudo, menos veloz — Vocês não vão nem me acertar!

Sarcástico. Entediado.

Mas antes que o som morresse no ar, deixou escapar um sorriso.

E, num piscar de olhos, segurava a espada reluzente de Gabriel.

— Cê acha? — rosnou.

Quem ri por último… ri melhor.

A lâmina brilhou – parecia até sagrada, intensa.

Mas só por um instante.

Sendo convertida numa explosão luminescente brutal e descontrolada.

Um sonho lúcido que durou poucos segundos.

Era tudo o que dava pra usar.

E a besta… mal teve tempo de gritar.

Elizabeth já estava atrás dele.

Um baque seco. Um golpe curvo, certeiro, carregado de fúria e energia.

Ele teve que cravar os pés no chão para não ser lançado longe.

— Óbvio? — rosnou, olhos em chamas — Vou enfiar esse óbvio no seu cu!

Ela socou o chão com a palma aberta. O impacto ecoou como um terremoto.

Sua energia se espalhou como uma maré violenta.

Num piscar de olhos, o solo tremeu e um bloco inteiro de terra e concreto se ergueu, como se a cidade decidisse dar um salto.

Ele não podia ultrapassar a resistência do ar.

A pressão o travou — sendo lançado aos céus.

— Vai, amor!!!

O grito cortou o caos como uma ordem divina.

Era a deixa que precisava.

Aproveitou o momento.

Quase caiu – firmou os pés no último segundo.

Espero ficar semanas sem lutar depois disso! Pensou, cravando a decisão como uma promessa silenciosa.

Seu coração ansiava por um fim.

Um basta. Uma explosão que encerrasse tudo.

De sua mão, a esfera de luz começou a se formar – imensa, pulsante, viva.

Rangeu os dentes.

Veias saltaram em seu pescoço.

Os olhos turvaram, como se seu corpo inteiro fosse luz prestes a se romper.

E quando lançou…

Foi como ouvir bilhões de bombas atômicas explodindo ao mesmo tempo.

O estrondo foi avassalador – um rugido primordial que rasgou o céu.

A luz engoliu tudo.

E, no fim, uma mega explosão, com um raio tão vasto e assustador que parecia capaz de engolir continentes.

Fim da leitura

Capítulo 324 concluído

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