A Ordem Espiritual — Capítulo 98: CAPÍTULO 98 - 89 - Vingança

A Ordem Espiritual
Cap. 98
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A Ordem Espiritual

CAPÍTULO 98 - 89 - Vingança

Capítulo 98

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Capítulo 89 - Vingança

A Ordem Espiritual

Quando os dois ataques se chocam, um rugido ensurdecedor preenche o ambiente. O calor intenso da bola de fogo começa a evaporar o jato de água imediatamente, criando nuvens densas de vapor que sobem rapidamente, obscurecendo a visão de ambos. E o vapor se expande violentamente, formando uma onda de choque que sacode a sala e faz os objetos amaldiçoados vibrarem e os vidros quase explodirem.

Enquanto o fogo, outrora tecido por uma quantidade monstruosa de energia, começa a consumir o vapor, dissipando a água, mas não sem perder parte de sua força no processo.

As chamas dançam e se retorcem, liberando um chiado sinistro.

O vapor continua a se expandir, pressionando as paredes da sala com uma força opressiva e aumentando a temperatura e a umidade a níveis sufocantes. E em meio à névoa espessa e abrasadora, Krynt avança com a determinação de um predador, acertando Rasen com socos violentos e um chute implacável. Dois golpes brutais no rosto e um no abdômen fazem Rasen se debater contra a parede.

— Você ainda é péssimo em combate corpo a corpo! — indaga com um sorriso cruel. — Como Hazan perdeu a batalha?

O adversário sente cada golpe com uma pressão esmagadora, sabendo que utilizar energia espiritual em golpes físicos é a especialidade de Krynt.

— Ehr… — Rasen imediatamente rola para o lado, — Transmutatio materiae et status… — enquanto sussurra, suas palavras evocam uma esfera de ventos poderosos.

Krynt aproveita as chamas ao seu redor, com brasas prestes a se dissipar, e as acumula na palma de sua mão.

— Você deveria se entregar… — diz, percebendo que Rasen está à espreita, passando agachado rapidamente ao seu redor. — Logo chegarão mais… e mais exorcistas… mesmo que me mate, não há escapatória! Assassino! — provoca, jogando-se para o lado, quase não percebendo uma ventania em seu ombro, que, de tão forte, abre uma fenda que leva ao andar de cima, fazendo cair objetos e destroços do 16 andar.

Foi como um vórtice, raspando o tecido que cobria sua pele, e ele é salvo pela sua velocidade de reação, que está além da capacidade do messias.

Num breve instante, enquanto o som dos vidros e concreto se esmagando no chão ecoa e a poeira do desabar se levanta, Rasen recebe um golpe em cheio no abdômen. Krynt lança as chamas em suas mãos, projetando-o contra a parede.

O golpe é tão forte que a marca do impacto fica gravada na parede. Talvez, os ossos de seu corpo tenham quase todos sido esmagados pela pressão.

— Xeque-mate!

— Merda… — Rasen cai de bunda no chão, suas pernas perdem a força. O tecido em seu abdômen foi consumido pelas chamas, deixando uma queimadura que provoca uma dor angustiante.

“Que merda ele fez?”

Pensa, enquanto o exorcista caminha lentamente em sua direção, como um anjo da morte.

— Concentrando a dor no seu abdômen, consegui te paralisar por alguns instantes… É, eu não gosto de enrolar, como Hazan. Se ele não tivesse a confusão tomando sua mente, seria seu fim naquela noite… Enfim, hora de se redimir! — Imediatamente, ele chuta Rasen na face, fazendo-o cuspir sangue enquanto um dente cai, seus golpes são pesados demais. — Peça desculpas a ele… se o ver do outro lado! — enquanto sussurra, Krynt se prepara para decretar o fim do exorcista… mas…

O destino, mais uma vez, é manipulado por aqueles que nas trevas se escondem. Do breu, surge uma das peças de Luciel.

O ambiente ao redor começa a escurecer, uma energia densa e sombria envolve a sala. As sombras parecem ganhar vida, se completando em um portal negro na parede, e dele, Gallael surge, com sua lâmina afiada apontada para o exorcista.

— Para trás, humano! — brada, sua voz ecoando como trovão no silêncio tenso. Em questão de segundos, ele ataca com uma velocidade impossível de distinguir, a lâmina roçando o pescoço de Krynt. — Para trás… HUMANO! — repete, sua voz carregada de autoridade e desprezo.

O exorcista recua, surpreso com a aparição repentina e a habilidade do novo oponente. A presença dele domina a sala, seu olhar é frio e implacável.

— Rasen… pegue a caixa e… entre no portal! — grita Gallael, sem desviar o olhar de Krynt.

— Quê? — O messias ri, se erguendo com dificuldade, enquanto sua rival cerra os punhos, os olhos queimando de raiva.

— Não ouse… ou sua cabeça vai voar! — rosna Krynt, sua voz carregada de ameaça. Ele dá um passo à frente, preparando-se para atacar.

O exorcista suspira, clamando por uma distração, qualquer coisa que possa ganhar tempo para finalizar o messias.

“O que está acontecendo? Rasen… está trabalhando com demônios? Que merda tá havendo?”

— Não tenho tempo para responder suas perguntas… pegue a caixa, entre no portal… é um presente das trevas para você! — grita Gallael, seus olhos fixos em Rasen. Ele então vira-se para Krynt com um olhar gélido. — E você… calma… terá sua vingança miserável. Basta ser obediente e não me atrapalhar! Entendido?

Krynt hesita, surpreso pela confiança e autoridade na voz da entidade. Seus punhos cerrados tremem de raiva, mas a presença intimidadora do demônio faz com que ele pare em seu avanço.

Enquanto o outro, ainda confuso e dolorido, arrasta-se até a caixa, cada movimento uma luta contra a dor que lateja em seu corpo. Cada passo é acompanhado pelo som macabro de seus ossos rangendo. Ele quebra o vidro com o punho, mutilando-o no processo, sentindo os cacos se cravarem em sua carne. Sangue goteja, formando um rastro vermelho-escuro no chão enquanto ele agarra a caixa, sentindo a energia sombria pulsar através dela, como se tivesse vida própria, quase consciente e maligna.

E então, ofegante, mira no portal.

— Vai, Rasen! — Gallael insiste, sem desviar o olhar, seus olhos refletindo uma determinação sombria.

— Isso é loucura… — murmura, a voz entrecortada pela dor. Mesmo assim, obedece.

Com um último esforço, ele se ergue, o corpo estremecendo de dor e começa a caminhar em direção ao portal negro, que parece vibrar com uma fome insaciável.

Krynt, ainda tremendo de raiva, grita com uma fúria primal: — Não deixarei que ele escape! Isso foi só uma fração do que farei contigo! Maldito! — Sua voz ressoa pelo ambiente.

E o messias lhe encara de lado, com um sorriso.

— Venha com tudo na próxima! Hehe… te mandarei para o mesmo lugar que seu amigo! — Nesse instante, ele mergulha no portal, sendo devorado pelo abismo. Gallael solta um suspiro e salta para trás, uma… duas vezes, até entrar também no portal, desaparecendo de vez da frente do exorcista.

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Fim da leitura

Capítulo 98 concluído

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