A Vilã é uma Marionete Novel — Capítulo 104

A Vilã é uma Marionete Novel
Cap. 104
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A Vilã é uma Marionete Novel

Capítulo 104

1.309 palavras~6 min de leitura

fictioneer-chapter#fastClick'>Cayena voltou a tirar suas luvas.

Logo, os olhos de Rezef correram sobre seus braços e pulsos suaves.

Escutei que no primeiro sequestro, a parte superior do corpo e pulso estavam presas e arranhadas. De fato, também usou bandagem ao redor de seus pulsos por um tempo.

Rezef estendeu a mão e passou por seu braço.

— Seu machucado sarou rapidamente.

Ela olhou sua mão e respondeu indiferente:

— Sim. Melhorei rapidamente por usar um bom remédio.

Tudo era graças ao elixir.

Depois de terminar o contrato pela rosa negra, todas as suas feridas desapareceram pelo uso do elixir de Bayel.

Cayena não o ocultou e o tornou público propositalmente.

Suas feridas foram avaliadas pelo médico todas às vezes e havia a troca de bandagens. Entretanto, se usasse uma bandagem sem ter uma ferida, pareceria suspeito.

Se revelar o que será uma fraqueza, então deixaria de ser uma fraqueza. De fato, ninguém estranhou vê-lo abertamente.

Rezef murmurou de acordo, inclinou a cabeça e disse:

— É um alivio.

Não significava que se alegrava pela cura das feridas.

“Me alegro de que as feridas deixadas por insetos desapareceram sem deixar rastros.”

Toc, Toc.

Os assistentes de Rezef entraram cuidadosamente.

— Vossa Alteza, tenho algo que dizer…

Sussurrou algo para Rezef.

— … está bem, saia daqui.

O homem assentiu e ordenou a seus subordinados, tudo dentro do vestiário e sem pedir licença a Cayena.

— Todos permaneçam fora até que eu os chame.

Seus assistentes partiram imediatamente, mas Susan se virou para olhar a Princesa. A mesma assentiu levemente, com a intenção de que saísse agora.

Quando apenas ficaram ambos, Rezef tocou as decorações de seu vestido e disse:

— Escutei que ofereceu a Lady Catherine o posto de acompanhante durante sua maioridade.

Nesse posto, se supõe que deveria estar sua babá, Rebeca Dottie.

Mas ela havia perdido seu posto por culpa de Cayena.

Cayena disse:

— Agora é um adulto na família de sua mãe e parece que você e o Conde Hamel têm uma relação estável.

O fato de que Rezef convertesse Catherine em filha adotiva do Conde Hamel já havia se estendido por todo o círculo social.

Enquanto a Cayena, se a aceitasse como madrinha, seria considerado conspiração.

— Está bem mostrar ao Grão Duque que seu poder não será afetado por isso.

Suas palavras não eram equivocadas.

Claramente, sua irmã e ele eram pessoas que recorriam ao mesmo caminho. Ele acreditava nisso. Tinha de fazê-lo.

Do contrário, não poderia deixá-la viva.

Mas, estranhamente, para ele persistia a sensação de que estava deixando algo passar.

— Sei que está dando o melhor por mim.

Ela não respondeu, ele continuou enquanto olhava-a, mas não conseguia ler suas expressões.

— Preciso de você irmã. Posso?

Cayena engoliu um suspiro e, em lugar de parecer cansada, sorriu.

Os entornos de Rezef estavam cheios de aduladores.

Ninguém lhe aconselhou a ter mais cuidado e sorrir ao que era contrário.

Ele se sentiu aliviado por seu sorriso, sem poder reconhecer o veneno no mesmo.

— Já havia dito: Prefiro viver em paz em um lugar tranquilo que viver aqui e lutar.

— Quer dizer que vale mais que ser irmã do Imperador e ser a chanceler?¹ Posso lhe dar qualquer coisa, minha irmã. Posso fazer de você mais poderosa que a Imperatriz.

— Obrigada pela opinião, Rezef.

Cayena girou e olhou para ele. Não mentia sobre por mel em seus lábios, mas expressar sinceramente seu coração:

— Mas quero viver como desejo.

Rezef distorceu sua expressão.

— Acha que será possível se casar? Será apenas outro membro da família.

— Rezef.

— Irmã, é inteligente. O casamento só servirá para ser esposa e mãe de alguém. Então fique comigo.

“E viver como sua irmã?”

Cayena aplaudiu e elogiou suas palavras.

— Mesmo que me case e vá a outro lugar, seguiria sendo sua irmã.

Rezef estava furioso.

— Então me abandonará? Estou dizendo que fique aqui! — Responder sem hesitar é como interromper. Havia uma estranha ansiedade desconhecida.

Era terrível o pensamento de que Cayena pudesse abandoná-lo em qualquer momento.

— Disse que o faria Imperador. Preocupa-te que não cumpra a minha promessa?

Ele negou com o cenho franzido.

— Isso não é ao que me refiro. Me refiro a deixar de fazer coisas inúteis, como se casar.

— Então, poderia me deixar ir?

— O quê…?

Indiferente ela perguntou:

— Se digo que não me casarei, mas que ainda assim partirei, me deixaria ir?

Rezef tinha um olhar frio em seu rosto.

— Falaremos sobre isso mais tarde.

Abriu a porta do vestiário bruscamente e se foi sem dizer nada mais.

Como ele partira, os serventes retornaram ao local olhando ao redor.

Cayena falou com um rosto pálido:

— Agora irei me trocar.

Logo Vera entrou também e comunicou Cayena:

— Vossa Alteza, Rebeca Dottie acaba de entrar no Palácio.

Cayena pôde adivinhar que era o mesmo sussurro ao qual o servente de Rezef havia dito antes, deve ter-lhe anunciado a chegada da Sra. Dottie.

O Palácio voltará a ser barulhento.

“Minha irmã me deixará no Palácio Imperial?”

Após sair, Rezef agarrou um jarro do corredor e o tacou na parede.

Crash!

Era difícil controlar a violência quando sentia que se agarrava a Cayena.

“Se sou o Imperador, minha irmã deveria esperar. Deverá estar aqui como um adulto da Família Imperial!”

Pam, Pam, Pam!

Um caco de vidro cortou sua mão e ele a agarrou com força.

Quando voltou a olhar para frente viu uma mulher vestida tão modestamente que era difícil vê-la como uma dama de honra.

— Saúdo Vossa Alteza o Príncipe Herdeiro.

Era Olivia.

Rezef tentou passar por ela sem dizer que se levantasse com um rosto frio. Olivia disse:

— É perigoso que deixe como está.

Ele parou.

Olhou para trás e ainda a viu sob um joelho.

— Levante-se…

Só então ele a permitiu levantar,

Olivia se levantou e deu a volta. Seus olhos se encontraram.

— Devemos cuidar da ferida e voltar ao Palácio.

Rezef sorriu com suas palavras.

— Quem é você?

Quando a viu já estava de mau humor e ela ainda se atreveu a dizer o que fazer, seu estômago se retorceu.

Queria sacar os olhos que o viam como se fosse um objeto inanimado.

Rezef se aproximou e agarrou o queixo de Olivia com sua mão ensanguentada.

Estava magra e vulnerável, se apertasse seu pescoço, morreria.

Olivia seguia tranquila apesar de que ele olhou para baixo com frieza.

— Não se sente mal?

— …

Não sabia se ela tinha coragem ou se tornaria louca. Rezef seguia sangrando e soltou o rosto de Olivia.

— Só suma.

Olivia, sabiamente, fingiu que não tinha escutado o som vulgar e vergonhoso que Rezef fez.

— É dever de um servente garantir sua segurança.

Originalmente, ela pretendia fingir não ver sua mão.

Entretanto, era incômodo deixar só o confuso homem que não sabia se era um cachorro abandonado ou um ouriço com espinhos.

Talvez por seu rosto ser estranho e diferente do de Cayena.

— O tratarei imediatamente.

Rezef suspirou de irritação.

— Faça o que quiser.

— Obrigada pela permissão.

O levou a um salão vazio.

Ela segurava um lenço em sua mão.

— Agarre forte até que pare de sangrar.

Ela trouxe desinfetante, algodão, unguento, tesouras e bandagens.

— O que estou fazendo são apenas primeiros socorros, então se lembre de mostrar ao médico.

Rezef seguiu olhando-a para dizer algo com olhos estupefatos.

— Perdeu o medo.

Ela não se irritou em lhe responder. Ambos não disseram nada. O silêncio seguiu naturalmente.

Rezef se irritou lentamente.

Olivia limpou o sangue e desinfetou a ferida.

Quando Rezef abriu os olhos, ela não levantou a cabeça e seguiu o tratamento.

Os primeiros socorros só estavam completos após envolver e prender corretamente a bandagem.

— Escutei que está a ponto de ser tratada.

— Sinto muito.

Rezef foi mais além da ira e agora era assustador. Chutou a mesa com o cenho franzido.

Pam!

A mesa rodou de forma barulhenta.

— Coisa descarada.

Ele se levantou.

Olivia olhou suas costas ao sair do salão e levantou a mesa.

Depois saiu com um pequeno suspiro.

Fim da leitura

Capítulo 104 concluído

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