Abismo das AlmasCAPÍTULO 107 - 107 — Tolos
Capítulo 107Capítulo 107 — Tolos
Abismo das Almas
Sangue.O cheiro de sangue infectava o ar daquele local, pesado, metálico, impregnando cada partículaO chão estava encharcado, formando poças espessas
Tsshin— o som do embainhar de uma espada ecoava de forma reverberante
Ptkd— passos se aproximavam lentamente dos corpos caídos, ressoando como marteladas.
E, em meio a uma névoa negra que se arrastava como uma entidade viva, o rosto doMestreera revelado.
—Mestre(acariciando a barba, com a outra mão apoiada na espada):—Hmpf… tolos.
Ele se agacha, aproximando-se dos corpos deDeylaneMeiy, observando-os como um predador analisa as suas presas
Plack— o som do sangue pingando, formando uma poça cada vez maior, ecoava pelo local, marcando o tempo como um relógio.
—Mestre(retirando uma pequena faca da cintura, cuja lâmina refletia tons esverdeados):—No que será que vocês estavam pensando?
Zckrrrr— o som do corte nas roupas, na região abdominal de ambos, ecoou, rasgando tecido e carne com precisão cirúrgica.
—Mestre(removendo os pedaços cortados):—Francamente… fui eu que treinei vocês?
Colocando a palma de cada mão sobre o abdômen deles, sua expressão permaneceu neutra, quase decepcionada.
—Rcure Rturndah.
Vbrrrr— era o pulsar da energia liberada das mãos do Mestre, um som grave, profundo, que parecia vibrar nas próprias leis da realidade.
Uma energia mista entre verde e amarelo invadiu os corpos de ambos como uma onda violenta.Ela adentrava suas veias,penetrando cada célula, suas mentes, seus corações, e além
Em suas testas, um redemoinho começou a se formar, girando lentamente
Abismo — Sala principal da caverna da Figura Nebulosa
—Skuldyr(rangendo os dentes calmamente, olhando para a figura):—Me diz aí, YG… qual é a tua tara com redemoinhos?
—Figura Nebulosa(com o olhar carregado de raios, literalmente, iluminando o espaço):—Ora, porque é maneiro. HiHi.
—Skuldyr(observando o Mestre através da Tela):—E qual é a dele?
—Figura Nebulosa(sorrindo, com vento entre os “dentes”):—Não imaginei que era para lá que ele estava indo quando me pediu a tesoura. Mas sei lá… me parece interessante. E é só isso que importa.
—Skuldyr(pegando um balde vazio de pipocas e direcionando para a figura):—Enche aí. Conhecendo ele, isso vai ficar realmente interessante. HuHu.
—Mílar(surgindo com o som de uma brisa, como se o espaço tivesse suspirado):—O que ele está fazendo ali?
—Figura Nebulosa(enchendo o balde com pipocas que surgiam do nada):—Han? Mílar, nem percebi que você não estava aqui.
—Mílar(suspirando, com os olhos amarelados):—Hmph… óbvio que não. Você vive com a mente viajando.
—Figura Nebulosa(entregando o balde a Skuldyr):—Eu nem tenho mente, idiota. HÁ! Hi!
—Mílar(criando um trono de diamante negro e sentando-se com elegância):—Não é de se admirar que você não tenha.
—Figura Nebulosa(encarando Mílar e virando-se lentamente 180° para “a tela”):—Você não entenderia.
—Mílar(com os olhos escurecendo lentamente):—O quê?
—Figura Nebulosa(sorrindo com um brilho esverdeado que iluminava toda a sala, como uma aurora cósmica):—Exatamente. Você não tem capacidade para compreender a minha complexidade, Mílar. Hi
.
Entre a existência e a inexistência — Onde Deylan e Meiy sangravam
O redemoinho em suas testas congelou, assim como seus corpos, desde o menor fio de cabelo até a menor célula, o Tempo ao redor deles estava congelado
—Mestre(mantendo as palmas sobre seus abdômens, contando com voz monótona):—1 segundo… 2 segundos… 3… 4… 5… 6… 7… 8… 9… conclusão de ciclo. 10 segundos. Repetição de ciclo. 11… 12… continuidade sucessiva de conclusão e repetição… 20… 30… 40… 50… conclusão. 60 segundos. Repetição…1 segundo… 2 segundos… fim inconclusivo até a conclusão.(Erguendo os braços, mantendo as palmas abertas)— Levantem
O redemoinho começou a girar ao contrário, assim como a energia que retrocedia até sair dos corpos dos dois e retornar ao Mestre, revertendo seus corpos no processo.
DeylaneMeiyabriram os olhos, deparando-se com o rosto do Mestre, eles recuam imediatamente e assumem uma posturas defensivas.
Snap— o estalar de dedos do Mestre ecoou em seus ouvidos.
Ambos caíram de joelhos, agonizando no chão.Sentiam brasas queimando dentro deles, como se carvão vivo percorresse suas veias, uma dor inimaginável, algo que ninguém suportaria.A mente gritava por inconsciência, o corpo implorava por morte.
MasDeylaneMeiyse mantinham conscientes mas não por serem fortes.Eles estavam conscientesporque o Mestre não permitia que seus corpos sucumbissem.Ele os fazia sentir o verdadeiro horror da dor por cinco segundos que pareciam eternos.
Snap— outro estalar que adentrava seus ouvidos
Mas desta vez era para diminuir a lembrança da dor que acabaram de sentir fazendo com que ela seja apenas uma lembrança desagradável para as suas mentes
—Deylan(irritado, com a voz tremida):—Por que fez isso, velh—
Ele recebe uma joelhada no estômago e, em um piscar
—Mestre(sussurrando no ouvido de Deylan):—Sou rápido demais para você?
Deylan é lançado pelos ares até a outra ponta do local, rachando a “parede” ao colidir.
Meiy, vendo isso, fixa o olhar no Mestre, a expressão se tornando feroz, quase animal, enquanto transforma o braço direito em um cajado.
—Meiy(com os olhos fixos no Mestre):—Aceleração Escarlate.
BUUUUUUUVVSG— Era o som do som sendo quebrado.
Meiyrompeu a barreira do som, deixando rastros carmesim no ar, o espaço se rasgando em sua passagem.
Trrrrrack— o som dos ossos de Meiy quebrando, estilhaçando sob a própria aceleração.
O Mestre a atingiu no exato momento da quebra, reduzindo sua velocidade insana com suas habilidades, Manipulando as leis físicas como um maestro.Ele a puxou pelos cabelos e a lançou contra a mesma parede onde Deylan havia se chocado
—Mestre(caminhando lentamente até eles, com cada passo ecoando ):—E agora? O que vão fazer? Eu podia acabar com suas vidas a qualquer momento. Vocês sabem disso.—Então, de que valeu esse treino tolo de velocidade?
—Deylan(se levantando com dificuldade, respirando com esforço, cuspindo sangue):—Arf… você é muito mais rápido que ele. Mas aí que está… você não é ele. A gente ia vencer ele.
—Mestre(fixando o olhar nos olhos de Deylan, seu olhar perfurando a alma):—E se ele ficar mais rápido? E se ele ficar rápido o suficiente para impedir qualquer carta que você jogue?—Vocês estão aqui há um bom tempo. O que te garante que ele não ficou mais forte? Que usou suas habilidades máximas em combate?—Vocês vão voltar aqui sempre? E Continuar aprimorando um atributo por vez até se igualar ao inimigo?
MeiyeDeylanse colocavam de pé aos poucos, extremamente feridos, cuspindo sangue no chão, com suas sombras tremendo como velas prestes a se apagar.
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