Abismo das Almas — Capítulo 59: CAPÍTULO 59 - 59 — Regras

Abismo das Almas
Cap. 59
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Abismo das Almas

CAPÍTULO 59 - 59 — Regras

Capítulo 59

1.126 palavras~5 min de leitura

Capítulo 59 — Regras

Abismo das Almas

Maftar — Aridar

Deylan contava a Meiy o que descobriu na noite passada.

—Meiy(pensativa): “Ela segue a luz? Isso me lembra algo, mas não sei o quê. Lembro que havia algo que seguia o sol também… era um gira… gira…”

—Deylan(segurando a lanterna): “Gira…sol?” (em seus pensamentos): “Que estranho.”

—Meiy(com um leve sorriso): “Isso, um girassol. Também gosta do sol, e quando o sol se vai, ele volta à posição original para… para?” (coçando a cabeça): “É tudo igual, não sei para onde ele voltava…” (apontando para qualquer lugar): “Para…”

—Deylan(sentindo um leve choque na cabeça): “Para o leste, de onde o sol nasce. Hm, será que?” (criando uma bússola): “Se não me engano, devo esperar a agulha estabilizar e então…” (girando o corpo para o norte): “À minha direita fica o leste.” (olhando a rocha da perspectiva em que estava): “Parece uma seta.”

—Meiy(curiosa): “O que é is…”

Deylan pega Meiy e a joga para o alto duas vezes.

—Meiy(caindo no chão): “Ai! Para quê foi isso? Quer me matar?”

—Deylan(estendendo sua mão): “Desculpa, me empolguei. Graças a você, talvez tenhamos achado uma direção para seguir aqui.” (entregando a bússola a Meiy): “Fique aqui e olhe para a pedra.”

—Meiy(surpresa): “Parece uma seta.”

—Deylan(colocando a bússola no bolso): “Exato.”

—Meiy(intrigada): “Isso é incrível, como você descobriu? Você sabe tanto.”

—Deylan(confuso): “Eu sei… tanto?” (sentindo uma dor forte na cabeça): “Ahhhhhhrrgh!”

Deylan cai no chão, desmaiado.

À noite…

Deylan acorda.

—Deylan(segurando sua cabeça): “Ahh… o que aconteceu?”

Ele olha em volta e vê Meiy dormindo ao seu lado. Remove o cobertor, se levanta e caminha em direção à rocha.

—Deylan(segurando a lanterna que havia deixado): “Parece que você sugou toda a luz dela, mas por quê? Para quê você precisa de luz?”

Meiy acorda e se aproxima de Deylan.

—Meiy(bocejando): “Wuahhhhh, você já acordou?” (olhando para o céu): “Oh, é noite?” (observando Deylan): “O que você está fazendo?”

—Deylan(sério): “Tentando entender algo.”

—Meiy(em seus pensamentos): “A voz dele mudou de novo.”

—Deylan(transformando a lanterna em uma carta): “Ei, você sabe magia, certo?”

—Meiy(com a voz monótona): “Sim, eu sei.”

—Deylan(vasculhando as cartas de seu baralho): “Então me responde uma coisa…” (arrumando as cartas e guardando o baralho): “Hm…”

—Meiy(no mesmo tom): “O quê?”

—Deylan(criando um caderno e uma caneta de várias cores): “Você consegue criar uma magia nova?”

—Meiy(no mesmo tom): “Não sei, nunca tentei. Eu uso as que o mestre me ensinou.”

—Deylan(sério, anotando algo): “Vamos tentar criar uma amanhã. A que estou pensando tem a ver com luz, e acho que você tem afinidade com isso. Talvez não seja difícil, o que me diz?”

—Meiy(indiferente): “Hm, ok…” (em seus pensamentos): “Ele está diferente.”

Deylan rasga uma folha do caderno e a gruda em sua mão.

Horas depois, ao nascer do sol…

—Deylan(acordando, removendo e olhando para a folha): “Hmmm…”

Pouco tempo depois, Meiy acorda.

—Deylan(vendo Meiy se aproximando, com uma voz alegre): “Oh, você acordou. Bom dia!”

—Meiy(em seus pensamentos): “A voz dele mudou de novo…” (com um semi-sorriso): “Bom dia.”

—Deylan(pegando a caneta e o caderno que criou): “Bom… você está pronta?”

—Meiy(sem entender): “Para quê?”

—Deylan(colocando a caneta e o caderno em cartas): “Para criar uma nova magia de luz, lembra?”

—Meiy(lembrando-se): “Oooooou…” (coçando a cabeça): “Te-he-hi, tinha me esquecido. Estou sim.”

—Deylan(guardando as cartas no baralho): “Então vamos até a pedra.”

Eles caminham em direção à pedra.

—Deylan(retirando a carta do caderno e invocando um lápis e uma borracha): “Vou tentar desenhar para te explicar. Observe.”

—Meiy(olhando para o caderno): “Ok.”

Deylan começa a desenhar ele e Meiy, depois uma esfera em volta deles e perto deles desenha a rocha.

—Meiy(fascinada e curiosa): “Você desenha muito bem. O que é esse círculo?”

—Deylan(finalizando o desenho, colocando óculos nos dois): “Obrigado. O círculo é uma esfera de luz. Minha ideia é fazer uma bomba de luz que cobrirá toda a rocha.”

—Meiy(transformando o braço direito em um cajado): “Oh, mas isso é fácil. Eu sei fazer isso.”

—Deylan(apagando as sombras no desenho): “Eu sei, mas nós estaremos lá dentro, e faremos sombra, diminuindo a luz. Então, a magia precisa criar uma esfera de luz intensa que ilumine tudo dentro dela sem fazer sombras. Entendeu?”

—Meiy(pensando): “Hm… não sei se consigo fazer isso. Apagar a nossa sombra… eh, não tenho ideia de como fazer isso.”

—Deylan(entristecido): “Que pena…”

—Meiy(vendo Deylan apagando o desenho): “Espera, acho que sei como resolver isso.”

—Deylan(intrigado): “Como?”

—Meiy(fazendo o braço voltar ao normal e tocando na testa): “Vush…”

Meiy some da vista de Deylan.

—Deylan(meio assustado): “Onde… onde ela foi?”

—Meiy(empurrando e fazendo Deylan cair): “Aqui, te-he-hi, estou invisível.”

Meiy reaparece.

—Meiy(estendendo a mão para Deylan): “O mestre me ensinou essa magia para momentos em que eu precisar ser furtiva, mas só dura por alguns minutos. É suficiente?”

—Deylan(segurando a mão de Meiy e levantando): “Incrível! Sim, é suficiente.” (criando dois óculos): “Agora estamos prontos.” (dando um dos óculos a Meiy): “Coloque isto, vai nos permitir ver dentro da luz.”

—Meiy(pegando e colocando os óculos): “Incrível! Vamos lá.”

Deylan e Meiy se aproximam da pedra.

—Meiy(tocando na própria testa e pulando para tocar na de Deylan): “Vush!” (transformando o braço direito em um cajado e apontando-o para cima, girando-o): “Brilho escarlate!”

A luz escarlate forma uma esfera em volta deles e da rocha.

—Meiy(olhando para a rocha): “E agora?”

—Deylan(olhando para a rocha também): “Bom, agora é esperar e ver o que acontece, eu acho.”

Após 1 minuto, a rocha começou a levitar, e a luz começou a enfraquecer. Mais um minuto passou, a rocha começou a se rachar, e a luz enfraqueceu ainda mais. Depois de mais um minuto, a rocha quebrou, revelando um orbe amarelo-ouro.

—Deylan e Meiy(maravilhados): “Incrível!”

Após mais um minuto, o orbe começou a sugar a luz, e Deylan e Meiy aos poucos ficaram visíveis. Mais um minuto se passou, Deylan e Meiy reapareceram, e o orbe sugou toda a luz.

—Meiy(olhando o orbe): “E agora?”

—Deylan(olhando o orbe): “Sei lá, vamos esperar e ver.”

Após mais um minuto, o orbe começou a se avermelhar em um tom vermelho escarlate.

Maftar — Fortaleza Flutuante, Pirâmide do Centro

Em uma sala, Satorjf estava reunido com outros quatro seres armadurados. Eles assistiam em um telão o que Deylan e Meiy faziam.

—Satorjf(de frente para os quatro, em um tom grave e sério): “Como podem ver, esses seres de outras terras acabaram de quebrar uma das regras do Reino. E como ordenado por nosso amo, devemos tomar as devidas medidas. Syna?”

—Syna(sentada à direita, levantando-se): “Sim?”

—Satorjf(virando-se de costas): “Vá até lá e os traga aqui. Caso se recusem, mostre a eles para que servem as regras e o que acontece com quem as desobedece.”

—Syna(em tom grave e sério): “Sim, senhor.”

Fim da leitura

Capítulo 59 concluído

CAPÍTULO 59 - 59 — Regras