Abismo das Almas — Capítulo 7: CAPÍTULO 7 - 7 – V de...

Abismo das Almas
Cap. 7
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Abismo das Almas

CAPÍTULO 7 - 7 – V de...

Capítulo 7

858 palavras~4 min de leitura

Capitulo 7 – V de?...

Abismo das Almas

Ao entrar no abismo, Vílk foi surpreendido pelas costas por uma criatura estranha, mas em questão de segundos, ele desviou e cortou a criatura ao meio.

—Vílk (sorrindo):Hehe, isso foi golpe baixo.

A criatura no chão começou a gargalhar de forma sinistra enquanto desaparecia lentamente na neblina.

—Vílk (olhando a criatura gargalhar e desaparecer):É cada coisa.

Vílk caminha procurando algo que o pudesse levar à caverna da figura nebulosa. Quanto mais ele andava no abismo, mais sentia que estava sendo observado de ângulos variados. Sua mente começava a girar, ele começava a ficar zonzo e ouvia alguns sussurros estranhos o atormentando.

—Sussurros (ecoando):Venha conosco, venha… venha.

Sua respiração começava a ficar ofegante, e os sussurros continuavam.

—Sussurros (calmos e ecoados):Descanse, durma, relaxe.

Quanto mais ele tentava avançar, mais o abismo o tentava. Caminhando, ele cai de joelhos, segurando sua cabeça.

—Vílk (grita com raiva e com uma lágrima escapando):Parem já com isso, parem, por favor.

Ao fundo, vendo aquela situação, Ráy observava.

—Ráy (pensando):Acho que não captou o que lhe ensinei, Vílk.

Ráy preparava-se para ir até Vílk, porém ele o vê cruzando as pernas, mudando sua forma de respirar, colocando a espada sobre as duas mãos e fechando os olhos.

—Vílk (pensando):Agora eu me lembrei. O Ráy me alertou sobre isso. A chave é a meditação.

Observando, Ráy sorri ao ver o que Vílk fazia.

—Ráy (pensando):Pelos vistos eu me enganei. Você captou o que lhe ensinei.

O corpo de Vílk parecia emanar uma aura esverdeada, e quanto mais ele meditava, uma espécie de barreira também esverdeada surgia e aumentava de tamanho gradualmente de 1 em 1 metro a cada 10 segundos.

Observando a uma distância de 20 metros, uma criatura de olhos cinzentos, pele verde e emanando uma aura roxa segurando uma espécie de junção de um machado e um arco.

—??? (silenciosamente):Eu encontrar um convidado, senhor mestre, gegegege.

Um minuto depois, a criatura decide atacar. Ele prepara uma flecha e a atira contra Vílk.

A flecha avança a uma velocidade incomum e atravessa a barreira de Vílk, que já se encontrava com 7 metros. A flecha se aproximava da cabeça de Vílk, mas em um piscar de olhos, ele se esquiva baixando sua cabeça.

—??? (surpreso):Hã? Como ele fazer aquilo? Parece que eu ter que lutar, gegegege.

—Vílk (irritado):Vocês só sabem atacar pelas costas, covardes. Seres como vocês devem conhecer a fúria da minha lâmina.

—??? (surpreso):Gegegegege, na luta valer tudo, gege. Mas como seu corpo está ali, depois aqui? Que magia ser essa?

—Vílk (irritado):Não é magia, é Ciência.

—??? (arqueando uma sobrancelha):Ciência? O que ser isso?

—Vílk (sorrindo):Hehe, a melhor coisa do mundo. (irritado): E a última coisa que você irá conhecer.

—??? (sorrindo de forma diabólica):Isso é o que veremos, gegegege.

—Vílk (irritado):Chega de conversa.

Vílk avança e ataca a criatura, mas ela defende e contra-ataca. Vílk esquiva e ataca, mas novamente ela defende e ataca com uma rajada de vento cortante de sua arma. Vílk tenta se esquivar, porém ele recebe o ataque, causando uma cicatriz em seu rosto.

—Vílk (irritado):Parece que você me acertou. Chega de brincadeira, mas me responda uma coisa. (sorrindo): Você conhece o V?

—??? (surpreso):V? Que V? O que é isso?

—Vílk (sorrindo):Hehe.

Vílk começa a saltar de um lado para o outro em uma grande velocidade, que aos olhos da criatura, ele parecia teleportar.

—Vílk (grita com um grande sorriso):Hehe, V de “vrau”.

—??? (estranhando):V de “vrau”?

Vílk clica em uma espécie de botão em sua cintura e, vindo para cima da criatura, ela defende colocando sua arma na frente. No entanto, aquele não era Vílk; ele aparece em suas costas gritando “vrauuuuuuuuuuuu”, o atravessando e deixando um corte em forma de V.

—??? (caído):V… de… vrau, gege. Eu gostar… ahhhh… arg.

—Vílk (sorrindo e irritado):Ehhh, eu também sei atacar pelas costas, hehe.

E dentre as sombras surge Ráy batendo palmas.

—Ráy (com um leve sorriso):Parabéns, jovem Vílk. Você conseguiu provar que está pronto para a próxima etapa de seu novo treinamento.

—Vílk (surpreso):Treinamento? Espera, você esteve sempre aí? Não te detectei.

—Ráy (colocando a mão sobre a cabeça de Vílk):Você ainda tem muito que aprender, Vílk.

—Vílk (sorrindo):Você sempre me disse para tomar cuidado aqui, mas até que foi bem fácil, hehe. (pensando): Quase sucumbi? Quase sucumbi, mas isso não importa.

—Ráy (sério):Não se precipite, Vílk. Eu havia pedido ao guardião para mandá-lo à área menos sombria do abismo, então não se alegre tanto.

—Vílk (surpreso):O, o quêêêê…? (pensando): Velho pilantra. (com um triste sorriso): Então este não é o pior lugar aqui?

—Ráy (olhando para Vílk):Sim, e por isso irei treiná-lo ainda mais, para que você consiga manter o controle nos piores lugares do abismo.

—Ráy (ouvindo um som):Está ouvindo isso?

—Vílk (sério):Não?

Ráy escuta uns batimentos vindos da criatura, e para confirmar, ele vai e checa sua pulsação. Ela ainda estava viva.

—Vílk (sorrindo):O que foi, Ráy? Está conferindo a minha vitória, hehe. Nem precisa, esse já não acorda mais.

—Ráy (sério):Errado, ele está vivo, porém inconsciente. Vamos levá-lo e interrogá-lo. Normalmente, as criaturas daqui não costumam ser tão fortes. Se não fosse por essa sua engenhoca, essa batalha ainda não teria terminado.

Fim da leitura

Capítulo 7 concluído

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