Abismo das Almas — Capítulo 95: CAPÍTULO 95 - 95 — Vínculo sanguíneo

Abismo das Almas
Cap. 95
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Abismo das Almas

CAPÍTULO 95 - 95 — Vínculo sanguíneo

Capítulo 95

866 palavras~4 min de leitura

Capítulo 95 — Vínculo sanguíneo

Abismo das Almas

— Meiy (olhando nos olhos de Deylan):Que tem mais alguém aí dentro?

Um silêncio se instaurou entre eles, durando um tempo considerável. Deylan desviou o olhar, fixando o “teto”, suspirou e voltou seus olhos para Meiy.

— Deylan (com um tom mais cinza):Por que a pergunta? (Concentrando seu olhar tenso nela) O que te fez pensar isso?

— Meiy (confusa):Ah, não sei… é que às vezes você me soa diferente, como agora.

— Deylan (dando uma leve risada):Hik Hik, ah, isso? É normal, eu mudo de humor rápido. (Sorrindo) Cê percebeu?

— Meiy (em seus pensamentos):Não são só mudanças de humor… mas é melhor deixar para lá. (Sorrindo de volta) Entendi, então é isso.

— Deylan (em seus pensamentos):Como se eu fosse outra pessoa…? (Tomando uma expressão mais séria, com voz calma)A verdade é que eu não sei responder a tua pergunta. Mas é verdade que não consigo controlar muito meu humor — talvez… nem a mim mesmo.Tudo parece tão caótico, tão estranho, e eu continuo seguindo.Eu queria poder te responder “sim” ou “não”, (entristecendo-se) mas não é tão simples assim. Não é fácil.Eu só… não consigo. São tantas coisas ao mesmo tempo que eu só… (respirando fundo) eu só não sei… (deixando uma lágrima cair) eu não sei.

Meiy se aproxima devagar, limpa o rosto dele e… o abraça.

— Meiy (sorrindo e o abraçando):Você não precisa responder. Eu entendo você.Apenas saiba disso: eu tô aqui, para o que der e vier, mesmo com toda essa confusão que te acompanha — até o fim. (Sorrindo com todos os dentes) Afinal, nós somos amigos, né?

— Deylan (segurando o ombro de Meiy):É… afinal, onde você estaria sem mim? Hik Hik.

*— Meiy (levantando-se e estendendo a mão):Não, onde VOCÊ estaria semmim? Te-hehe!*

— Deylan (segurando a mão dela e se levantando):Não, ondenósestaríamos semnós?

— Meiy (arqueando uma sobrancelha):Quê?

— Deylan (com a mão sobre a cabeça dela):Só segue o baile. E a propósito… talvez haja uma forma de vencê-lo.Falar da nossa primeira luta me fez pensar em algo.

— Meiy (com um brilho intenso nos olhos):O quê?

— Deylan (pegando o baralho na cintura):Uma condição que garanta nossa vitória.Mas, diferente de antes, nem eu nem você precisaríamos morrer. (Retirando a carta com a lente)Mas para saber o que fazer, preciso analisá-lo bem.E você precisa treinar contra ele — de um jeito que consiga ao menos desviar da maioria dos golpes.Mas antes… (olhando para o lugar onde antes estava o braço direito) preciso dar uma olhada nisso.Só que, mesmo com a cola, não tenho braço pra colar.

— Meiy (aumentando o tamanho e estendendo o braço direito):Isso não vai ser problema. Segura aqui.

Com o braço esquerdo transformado em uma espada…

— Deylan (segurando a mão dela):Hey, espera, Meiy! O que você tá fazendo? Espera—!

A lâmina desce, e Meiy decepa o próprio braço direito.

Ahhhhhhhhhhhhhhrgh

— Deylan (aterrorizado):O que você fez, Meiy?! O que você estava pensando?!

— Meiy (gargalhando):Te-he-he-he-he! Eu tô brincando!Consigo desativar minha sensação de dor quando me concentro.

— Deylan (suspirando):Idiota… mas você não espera que eu…?

— Meiy (regenerando o braço):Espero sim.Acho que o braço vai se adaptar a você. E, se não der certo, você dá um jeito de fazê-lo funcionar que nem o seu. Te-he-he!

— Deylan (meio enojado):Isso é tão estranho, Meiy…

— Meiy (dando de ombros e abrindo as mãos):Fazer o quê? É isso ou nada.

— Deylan (respirando fundo):Ahh… tudo bem. (Entregando o braço a Meiy) Segura.(Vasculhando o baralho e pegando a carta da cola) Aqui está.(Colocando a cola na área onde o braço encaixava) Agora coloca.

Meiy encaixa o braço.Por um momento, nada acontece. Mas, de repente, o braço começa a se modelar, tomando a forma original do braço de Deylan.O sangue dele começa a circular pelo novo membro, e o esforço é grande — seu tormento quase se esgota com o uso da cola.Ele não aguenta e cai no “chão”.

— Meiy (pegando a lente do “chão”):Descansa bem.Enquanto isso, eu vou treinar e esperar por você, meu caro amigo.

Abismo — Sala principal da caverna da figura nebulosa

— Figura nebulosa (notando uma presença):Ah, você voltou, Mílar! (Sorrindo intensamente, iluminando tudo)Olhe e chore! Eles sobreviveram! E não só derrotaram ela — estão compartilhando tudo, como irmãos de sangue. Literalmente.(Girando na cadeira, olhando para Mílar)E então? O que tem a dizer? HiHi.

— Skuldyr (comendo pipocas, observando a tensão):Tchomp tchomp… Hu hu…

— Mestre (acariciando a barba, observando Meiy):De inimigos a praticamente irmãos de sangue… que resultado inesperado.Quem poderia imaginar?

— Mílar (olhando para a Figura):Devo lhe dar os parabéns.Desta vez, realmente encontrou seres promissores.Mas creio que tenha sido obra do acaso.Seja como for, parabéns.Mas só o tempo dirá se isso foi sorte — ou se, pela primeira vez, você fez as escolhas certas, Nix.

— Figura nebulosa (com um sorriso trêmulo):Blá blá blá blá! (Engrandecendo o sorriso)Diga, diga, diga… Diiiiga!

— Mílar (suspirando):Tudo bem, se isso te agrada… você tinha razão.

— Figura nebulosa (girando devagar na cadeira, voltando à tela com um sorriso nebuloso):Como pensei. Eu não cometo erros.A razão está do meu lado. HiHi.

Alguns momentos no passado…

Na entrada da floresta que Ráy adentrou, as carruagens trazendo a rainha Lilith, a doutora Melory, o general Rodrick e Vílk finalmente chegavam.

— Rainha Lilith (descendo da carruagem em meio à tempestade de neve):Finalmente estamos aqui.Nos aguarde, Ráy… nós iremos trazer a sua razão de volta.

Fim da leitura

Capítulo 95 concluído

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