Angel Black: Tentando Sobreviver Neste Mundo SombrioCAPÍTULO 145 - 55 - No Dia Seguinte
Capítulo 145Arco 3: Capítulo 55 - No Dia Seguinte
Angel Black: Tentando Sobreviver Neste Mundo Sombrio
A primeira coisa que viu foi um teto com base nas estruturas daquele lugar: argila. Tentou recordar o que havia acontecido. Quando se lembrou de que levou uma facada, levantou assustado da cama. Tirou o lençol que se cobria, olhando sua barriga.— Nada.O ferimento que deveria estar ali simplesmente não existia, como se nunca tivesse acontecido. Estava sem camisa, em um local maior do que o quarto que estava antes. Tinha várias camas, todas vazias. Aquele lugar completamente vazio, sendo iluminado apenas por tochas o deixava desconfortável. Como se estivesse em um filme de terror, com essa ambientação vazia.— Eu morri?Pensou na possibilidade de ter morrido e voltado a vida, explicando de não ter o ferimento da facada. Mas, não deveria se encontrar com Himawari antes? E se ela apenas o reviveu sem dar um oi, por que ela faria isso?— Não, você está completamente vivo.Recebeu a resposta de uma voz vinda acima de sua cabeça. Olhou para cima, vendo uma fada com um jaleco apropriado para seu tamanho. Ela desceu até ficar cara a cara com o garoto, que tinha um olhar confuso no rosto.— E parece que está bem vivo, com muita energia, né, jovem?— Quem é você?— Me chame de Daisy. Eu tratei de seus ferimentos — disse, enquanto ia pegar um mini copo.Pó de fada era usado para curar feridas. Eles saíam das asas, mas apenas conforme a vontade das fadas, então, mesmo que ficassem voando para lá e pra cá, não iriam desperdiçar nenhum pouquinho de seu pó.A cura desse pó era bem eficiente, e poderia ser utilizado na medicina atual, porém, não era comercializado e nem utilizado por humanos, mesmo as fadas sendo uma das poucas criaturas ou monstros que não eram odiados ou temidos por humanos.O processo de materialização era demorado. Elas podiam soltar em grande quantidade, mas quando acabava, demorava quinze dias para terem 100% do pó. As fadas eram muito contrabandeadas por causa de seus benefícios de cura. Muitas, em grande quantidade, e isso compensava a demora. “Se uma não está podendo curar mais, usamos a outra até podermos usar essa novamente”.Além disso, o pó não servia apenas como benefícios de cura. Também serviam como aromatizador e uma pequena fonte de luz temporária.
Enfim, após ela pegar o mini copo, o colocou na região do coração de Dante, logo depois, colocando o ouvido na parte de trás do copo.
— Uhum! Ótimo.
— O que você está fazendo?
— Checando se você não tem mais algum problema.
Depois disso, ela voou até sua testa, encostando nela.
— Parece que sua temperatura está normal, também.
Desceu novamente para frente dele.
— Enfim, é isso. Irei chamar o novo líder. Ele queria falar com você quando acordasse.
— Espera, novo líder?
— Sim. Depois que Gradel morreu, Grond tomou o posto de seu pai.
Isso era coisa de família. Depois que o pai de Gradel, avô do atual líder, morreu, o orc assumiu o cargo de seu pai naquela época.
Não necessariamente precisava morrer para ser o próximo líder. Você também poderia renunciar o cargo ou abandonar por estar muito velho e se aposentar.
Dante compreendeu isso, e se perguntou se deveria o tratar mais formalmente por causa disso.
— Podem entrar! — disse a fada, da porta.
Quem entraram ali foram Grond, Crim e o lagarto Joe, que ficou preocupado quando viu que seu amigo estava ferido.
— Ei, Dante, você está bem? — disse Crim.
— Sim, sim. Estou de boa na lagoa, tranquilo como esquilo.
— Que bom! Mas o que é um esquilo?
Joe foi até o garoto, e com sua grande língua, lambeu seu olho. Isso o fez se arrepiar e ficar paralisado, desejando que o lagarto nunca fizesse isso. Além de ter achado desconfortável, não conseguia mais deixar o olho lambido aberto com facilidade.
— Obrigado… Joe…Dante olhou para o orc que estava com um olhar levemente preocupado.— Que bom que está bem, Danre. — Ele se virou para as pessoas que estavam al e disse: — Por favor, podem me dar espaço? Quero falar algo importante com ele.
Elas assentiram, saindo do quarto, junto com o lagarto. Dante estava curioso quanto ao que o homem queria conversar com ele.Foi quando viu ele se agachando no chão, ficando de joelhos.— Eu lamento pela sua primeira noite em nossa aldeia ter sido tão ruim. Mas peço, não vá embora ainda, Dante! Os cidadãos daqui precisam de você para não voltarem a comer péssima comida.Dante ficou surpreso. A preocupação do orc fazia sentido. Ele pensou por qual motivo Dante ainda continuaria naquele local depois de ter recebido uma facada, após ter ajudado uma aldeia inteira.Se perguntou o que faria depois que o único cozinheiro for embora, sem ensinar seus ensinamentos para os moradores.Porém…— Não se preocupe quanto a isso. Não posso prejudicar uma aldeia inteira por causa da atitude de um cara. E se eu for embora, vai ser depois de ensinar algumas pessoas a cozinharem.Grond o olhou com alívio e felicidade nos olhos. Se levantou do chão e limpou a garganta.— Sendo assim, agradeço muito… Mas, tenho algo para te pedir.— Hã?— Quando ficar descansado, participe do julgamento de Sullivan, o cara que te esfaqueou ontem.
Enquanto isso acontecia, Angel ainda estava no meio do mar, deitada na jangada, enquanto o sol batia em sua cara.— Que tédio…
Ela levou a sua mão, de forma desanimada, até a cesta de peixe que fez. Pegando um peixe, que antes estava quente e crocante, frio e mole. Mordeu um pedaço.— Ainda está gostoso, mas não como antes…Ela olhou para trás, e viu algo que a deixou animada.— Aquilo é uma praia?!Ela viu várias pessoas em uma extensa área de areia. Tinha crianças brincando na água ou na areia e adultos curtindo com amigos ou outros familiares, desde conversar ou apenas relaxar.— Isso! Isso!A animação foi tanta que se levantou apenas para se jogar na jangada, o que a fez balançar.— Amigos, eu estou indo até vocês!
Disse, levantando o braço e tampando a luz solar com a mão.
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