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Angel Black: Tentando Sobreviver Neste Mundo Sombrio — Capítulo 83: CAPÍTULO 83 - 40 - A Declaração da Vida

Angel Black: Tentando Sobreviver Neste Mundo Sombrio
Cap. 83
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Angel Black: Tentando Sobreviver Neste Mundo Sombrio

CAPÍTULO 83 - 40 - A Declaração da Vida

Capítulo 83

937 palavras~4 min de leitura

Arco 2: Capítulo 40 - A Declaração da Vida

Angel Black: Tentando Sobreviver Neste Mundo Sombrio

Raia estava em sua base que fazia parte da caverna. O homem estava construindo uma espécie de coletor de sangue ligado à máquina de “reprodução”, por um cabo.

A porta do local foi aberta, e o rapaz já tinha uma mínima noção de quem seria.

— Seja bem-vindo de volta, Han.

— Obrigado, mestre.

O demônio tinha chegado no local, junto de um potinho com um líquido viscoso e vermelho.

— Mestre, realmente pareceu mais fácil roubar o sangue das pessoas ao invés de sequestrá-las. Porém, infelizmente não sei o porquê desse seu plano novo.

Raia se cansou de sequestrar pessoas, por isso, fez um novo plano. Basicamente, seus subordinados iriam coletar o sangue de pessoas enquanto elas dormiam. Desse jeito, mais crimes seriam evitados.

Han olhou em confusão para o coletor de sangue que estava em cima da mesa. Ele chegou perto e levou seu dedo para o item. Porém.

— Não, Han. Não faça isso! — Raia não deixou.

— Ahn… perdão. Mestre, o que seria especificamente isso?

O rapaz explicou tudo para o demônio. Simplificando, aquilo era um coletor de sangue, e era naquele item onde seria despejado o sangue que Han e Kaira iriam “pegar emprestado” de dorminhocos pelo país.

Isso matava um questionamento que o demônio havia feito há alguns minutos. Com isso, e com brilhos nos olhos, Han elogiou o seu mestre, e o adimirou.

— Você é realmente inteligente, mestre!

— Que nada. A tecnologia do Rei Demônio que está fazendo isso funcionar. É realmente muito avançada!

— É, mas com a sua inteligência, você pode fazer coisas incríveis, meu mestre.

Raia acabou corando com toda aquela bajulação. Han parecia estar bastante inquieto com algo, e o rapaz percebeu isso.

— Algum problema?

— Não, não, não, não… Na verdade, queria fazer um pedido, se for possível. — Com as palavras presas na garganta, o demônio prosseguiu — É… que… eu qu-queria um carinho na cabeça.

Raia acenou e gentilmente acariciou a cabeça de Han. O demônio parecia ter adorado isso.

— Obrigado, mestre!

— Sem problemas. — O rapaz abriu um grande sorriso.

De repente, o barulho da porta sendo aberta lentamente surgiu no ambiente. Os dois olharam atentamente, e já sabiam de quem se tratava.

— Bem-vindo de volta, Kaira.

— Obrigado, mestre. Porém, temos visita.

Tanto Raia quanto Han arregalaram os olhos. Os dois viram um garoto com uma aparência feminina. Esse menino estava com a mão levantada e acenando.

— Boa noite — Dante Katanabe disse.

Han manteve uma guarda alta, se preparando para um possível combate. Porém, Kaira tentou intervir, e disse: “tudo bem, ele não está aqui para lutar”. O demônio ao lado de Raia olhou para seu mestre, e viu que não tinha nada com o que se preocupar.

Vendo Han abaixando a sua guarda, Dante ficou mais aliviado. O garoto prosseguiu com pequenos passos em direção à Raia. Enquanto andava, ele falava:

— Você deve ser o tal Raia, estou correto? Cê tá famoso pelo país, sabia? — Raia mordeu os lábios. Em seu rosto, mostrava arrependimento e um pouco de angústia — Não se preocupe, não estou aqui para tretar, quero só conversar contigo.

O rapaz levantou uma sobrancelha em confusão diante da declaração do garoto. “Então ele não veio aqui porque eu fui o responsável pelo desaparecimento de uma parente?”, foi isso que Raia pensou.

— Podemos ter uma conversa civilizada como dois adultos… quero dizer, um adulto e um brevemente adulto?

Raia fez chá para o garoto. Os dois se sentaram na cadeira, e tiveram uma pequena conversa.

Dante explicou tudo o que estava acontecendo em sua parte. Raia pareceu ter aceitado tudo muito bem, apesar de que ia ser preso.

— Eu sei um pouco da sua história mas, pelo visto, seu subordinado-demônio-montaria-peluda não sabe como você se encontrou com o seu, entre aspas, chefe — ele disse enquanto fazia um sinal com os dedos.

— Não o culpo pelo o que aconteceu com você, mas sabe que não vai sair em pune, né?

Raia relutantemente respondeu:

— Sei, e já pretendia me entregar de qualquer forma… Isso tudo é inútil, eu nunca… deveria ter aceitado a ajuda daquele cara… — Com lágrimas nos olhos começou a soluçar.

Dante não sabia muito o que falar diante aquilo, por experiência própria, o garoto sabia a dor de morrer e perder alguém, porém, não sabia como dar um conselho decente. O garoto estava sentindo muita simpatia por Raia.

— Olha… a sua família nunca vai voltar… pelo menos, não por esse método. — Dante sentiu os olhares arregalados de Raia e os demônios indo em sua direção — A morte é algo natural, de fato, é o ciclo da vida de qualquer ser vivo.

— O que você está dizen…

— Estou dizendo que não é impossível voltar da morte.

Raia se levantou de sua cadeira rapidamente, e fixou o seu olhar surpreso e assustado para o olhar calmo e sério de Dante Katanabe.

— Mas, também, não estou dizendo que é algo simples ou fácil, precisaria de muita determinação para isso.

— O que você…

— Por isso eu vou declarar aqui e agora.

O garoto se levantou de sua cadeira e deu dois passos para frente. Logo depois, apontou para o teto e, em seguida, para Raia, e disse destemidamente.

— Eu vou tentar trazer a sua família de volta. Isso não é uma promessa, é algo que eu simplesmente quero fazer por conta própria, então, não é para criar expectativas, viu? Donron Raia!

O rapaz estava se sentindo colocado contra a parede com a declaração de Dante, ele não estava sabendo como reagir.

— Não estou fazendo isso por pena, é porque eu quero! — Em seguida, ele apontou para si mesmo.

Fim da leitura

Capítulo 83 concluído

CAPÍTULO 83 - 40 - A Declaração da Vida