Ascendance of a Bookworm — Capítulo 309: CAPÍTULO 309 - 308

Ascendance of a Bookworm
Cap. 309
0%
Ascendance of a Bookworm

CAPÍTULO 309 - 308

Capítulo 309

3.411 palavras~15 min de leitura

Ascendance of a Bookworm – Capítulo 308

Resgate

O cavalo ao qual eu estava amarrada estava galopando a uma velocidade incrível, e eu podia sentir o impacto áspero de cada solavanco. Fui envolvida pelo saco de pano e ainda não conseguia ver nada, então tudo que eu sabia era que estava sendo levada para algum lugar.

Arg!? Não consigo mais mexer as pálpebras…?

Eu não conseguia mais piscar, meus olhos apenas abrindo e fechando devido à força de cada salto, e um calafrio me percorreu quando percebi que não conseguia mover uma única parte do meu corpo. O pensamento indutor de ansiedade de que eu poderia perder todos os meus sentidos e morrer aqui começou a parecer cada vez mais provável, com o passar do tempo, e era tudo que eu podia fazer para forçá-lo da minha mente.

Não, não, não… Aquele homem vestido de preto disse para me levar para uma carruagem, e que alguém ficaria feliz em me receber. Ele não teria me feito beber uma poção que me mataria… certo?

Era um pouco estranho estar analisando as palavras de um inimigo, mas com a sensação de que eu estava prestes a morrer ficando cada vez mais forte, eu estava agarrando tudo que podia. Eles não estavam planejando me matar, eles simplesmente me incapacitaram para que eu não pudesse resistir. Os olhos do homem estavam frios e sem simpatia humana, mas não havia vestígios de intenção assassina. Se ele me quisesse morta, teria sido mais fácil me matar ali mesmo.

Eu continuei dizendo a mim mesma que tudo ficaria bem, mas assim que eu estava começando a me acalmar, uma terrível percepção me atingiu.

E se a dose fosse segura para a maioria das pessoas, mas não para mim…?

Isso parecia extremamente possível, mas tentei desesperadamente afastar o pensamento. Ainda estávamos dentro do terreno do castelo, contanto que Wilfried e seus retentores relatassem o ataque, os reforços certamente chegariam em breve.

Eles irão para o prédio ao norte onde o ataque aconteceu, seriam atualizados e depois viriam direto para cá.

Comecei a suar frio enquanto me perguntava o que os reforços poderiam fazer. Eles realmente me alcançariam? Eles notariam o cavalo correndo pelas árvores escuras e arbustos? Eles conseguiriam antes que a poção me fizesse parar de respirar?

Talvez o Ferdinando possa ajudar…

Um cientista louco como ele, que sabia tudo sobre poções, certamente seria capaz de fazer algo sobre o veneno. Eu só precisava colocar minha fé em seus talentos extremos.

Salve-me, Ferdinando!

Então, do nada, ouvi uma explosão enorme.

O cavalo, que apenas alguns momentos atrás estava correndo em uma linha constante, relinchou e empinou. Eu só fui levantada um pouco no ar já que eu estava amarrada em suas costas como bagagem, mas o homem que cavalgava ao meu lado soltou um grito que o fez soar aterrorizado. Isso deve ter assustado ainda mais o cavalo, pois de repente ele acelerou para um ritmo furioso.

O outro cavalo que estava cavalgando ao nosso lado presumivelmente também perdeu a cabeça, já que eu podia ouvi-lo correndo em outra direção.

— Acalme! Pare!

O medo do cavalo só piorou o solavanco, e eu podia ouvir o homem ganindo para que ele parasse. Minha visão permanecia bloqueada pela camada de pano, mas a floresta noturna, que antes estava envolta em um silêncio quebrado apenas por cascos, estava agora fervilhando de vida. Eu podia ouvir pássaros e animais próximos soltando barulhos surpresos enquanto fugiam.

— VOCÊ É O TOLO QUE SEQUESTROU MINHA ÚNICA NETA?!

E então veio uma voz tão alta que meu corpo realmente começou a tremer. Era perfeitamente audível mesmo com o saco de pano sobre minha cabeça, e meu coração apertou apesar de todos os meus sentidos estarem confusos pelo veneno.

As palavras e a ferocidade com que foram ditas me disseram exatamente quem estava vindo em meu socorro.

Vo-vovô?!

O grito de Bonifatius estava cheio de raiva fervente. Soou ainda mais alto que a explosão, a ponto de o cavalo chutar as pernas novamente antes de parar completamente.

O quê…? O cavalo parou de correr?

De repente, pude senti-lo começar a tombar para um lado, e foi então que comecei a entrar em mais pânico do que nunca. Já que eu estava amarrado sobre ele, havia uma chance de eu ser esmagada dependendo da direção em que caísse.

Hum, espere… Espere!

Soltei um grito silencioso, mas as cordas que me prendiam ao cavalo foram subitamente cortadas e senti alguém me pegar rapidamente.

— Rozemyne, você está aí?! — veio a voz inconfundível de Bonifatius enquanto ele levantava o saco que eu estava no ar, sacudindo-o grosseiramente para investigar. Mas o veneno tinha me entorpecido em silêncio, e eu não podia responder nem reclamar.

Avô, estou de cabeça para baixo! Não consigo sentir nada, mas o sangue vai subir à minha cabeça! Pare! Não me chacoalhe!

— Não importa o quanto eu a sacuda, ela não está respondendo! Não me diga que ela está morta?! Rozemyne, estou tirando você daí agora mesmo! — ele gritou, e por um breve momento, ele parou de me sacudir para me segurar de lado.

Mas meu alívio não durou muito. Ele agarrou a borda do saco, então me levantou no ar novamente. Eu poderia dizer que ele estava prestes a girar para me tirar, e então comecei a gritar silenciosamente em uma tentativa desesperada de detê-lo. Se o vovô balançasse o mais forte que ele podia, meu pequeno corpo sem dúvida seria arremessado pelos ares.

Espere, espere, pare! Alguém, por favor, o pare! Eu vou morrer!

Meus gritos, claro, não alcançaram ninguém, e Bonifatius balançou a bolsa na tentativa de me libertar o mais rápido possível. Fui lançada instantaneamente, voando no ar exatamente como esperado enquanto girava tão rápido quanto uma furadeira de alta velocidade.

Aaaaaaah!

— Wow?! Rozemyne está voando?!

Ouvi Bonifatius soltar um grito de pânico, mas então alguém me pegou com um grunhido.

— Bonifatius! Karstedt não lhe disse para ficar longe de Rozemyne para não matá-la acidentalmente? Bom trabalho… Entendo sua preocupação, mas fazer isso seria fatal mesmo para uma pessoa saudável. Você está bem, Rozemyne?

Ferdinando… Eu te devo minha vida.

Ele cutucou minha bochecha para verificar se eu estava consciente, mas considerando o que Bonifatius acabara de fazer, até isso parecia extremamente cuidadoso e gentil. Eu não tinha nada além de gratidão por Karstedt ter mantido Bonifatius longe de mim até agora.

— Ela não está morta, está…? — Bonifatius perguntou, parecendo um pouco desanimado depois da bronca.

— Dificilmente posso dizer que ela está bem, já que ela não responde, mas ela tem pulso, — respondeu Ferdinando, rapidamente me dando um check-up. Ele mediu minha temperatura e pulso, então se inclinou para frente, colocando seu rosto tão perto do meu que eu podia sentir sua respiração. — Eu cheiro uma poção. Isto… não é bom.

Ouvi um farfalhar, então algo como um pedaço de papel foi enfiado na minha boca. Houve uma pausa antes de Ferdinando murmurar novamente, sua voz tingida de raiva desta vez.

— Pensar que eles usariam isso de todas as coisas…

— O que é isso, Ferdinando?

— Rozemyne morrerá se não lhe dermos um antídoto o mais rápido possível.

— O quê?!

Tanto Bonifatius quanto eu gritamos ao mesmo tempo, embora minha voz nunca tenha saído da minha garganta. Eu tinha considerado a possibilidade de morrer assim, mas com Ferdinando agora dizendo isso também, não havia mais nenhuma dúvida em minha mente.

Ouvi algum metal tilintando, seguido por um cheiro forte. Rapidamente concluí que Ferdinando havia aberto uma das poções penduradas em seu cinto, momento em que ele abriu abruptamente minha mandíbula e enfiou um pano embebido em líquido em minha boca. Ele estava enrolado em seu dedo indicador, e ele esfregou contra meus dentes e gengivas como se estivesse escovando meus dentes.

Urghghghghgh!

Ferdinando então tirou o dedo, deixando o pano preso na minha boca.

— Essa foi uma poção para atenuar os efeitos do veneno, mas fará pouco mais do que nos dar tempo. Devo correr para minha oficina e pegar o antídoto imediatamente. Vou levá-la de volta ao templo agora para começar o processo.

— O quê?! O templo?! Isso não é lugar para curar Rozemyne…!

O templo não era um lugar que os nobres visitavam por livre escolha, então era compreensível que Bonifatius não aprovasse me levar lá para me recuperar. Mas eu confiava muito mais nos meus assistentes do templo do que nos do castelo, e nada me faria sentir mais segura do que estar na oficina de Ferdinando e na jureve que havíamos feito.

— Eu entendo a saúde debilitada de Rozemyne e sua tolerância a poções mais do que ninguém. Estar no templo também tornará mais difícil para outros nobres se aproximarem dela e nos interromperem. Até essa conversa está perdendo tempo, então se você me der licença…

Ferdinando enrolou meu corpo em um pano, mas ao contrário dos nobres que me jogaram em um saco como se eu fosse um objeto, ele ajustou minha cabeça e deixou espaço para meu rosto para que eu pudesse respirar. Ele estava me tratando como uma pessoa, e uma vez que eu estava bem embrulhada, ele me pegou.

— Ferdinando, espere! Eu vou cuidar dela na minha propriedade!

— Eu sou o único que pode salvar Rozemyne agora! Não interfira! — Ferdinando rugiu, abandonando completamente seu ato educado e apertando seus braços em volta de mim com mais força. A raiva fria em sua voz enviou um arrepio na minha espinha. Eu morreria com certeza, se eles começassem a discutir aqui.

— Vovô, por favor, deixe Rozemyne com o Senhor Ferdinando, — veio outra voz. — Senhor Ferdinando, tome isso! É a feystone de Rozemyne.

Era Cornelius, e parecia que ele havia apanhado minha feystone da montaria escultural. Eu o ouvi colocá-lo de volta na gaiola no meu quadril. Eu queria agradecê-lo, mas minha boca ainda não se movia.

— Rozemyne, me desculpe por não poder protegê-la… — Cornelius murmurou enquanto acariciava minha bochecha. O fato dele ter salvado Charlotte e Angélica foi o suficiente para mim, mas eu podia ouvir a frustração dolorosa em sua voz. Doeu que eu não poderia dizer a ele que estava tudo bem.

— Cornelius, se você está realmente arrependido, capture aqueles que prejudicaram Rozemyne. Estamos lidando com nobres aqui, e o verme que Bonifatius esmagou era apenas um mero servo, — disse Ferdinando, sua voz gelada transmitindo o quão furioso ele realmente estava. Fiquei chocada ao ouvi-lo com tanta raiva, mas Cornelius simplesmente respirou fundo ao receber um trabalho que precisava fazer.

— Avô, ouvi dois cavalos. Há mais alguém em algum lugar na floresta.

— Bonifatius, peço-lhe para capturar vivo o criminoso que fez isso com Rozemyne para que possamos obter informações dele, — continuou Ferdinando. — Tome cuidado para não quebrar a cabeça dele em pedaços como você fez com aquele outro homem, não podemos investigar suas memórias quando eles não têm mais cérebro.

Naquele momento, fiquei genuinamente grata por não conseguir abrir os olhos. Eu certamente não queria ver um homem cujo crânio tivesse sido esmagado por Bonifatius.

— Muito bem. Eu confio minha neta a você. Cornelius! Me siga!

— Sim, avô.

Com isso, Bonifatius fugiu para capturar o criminoso. Cornelius correu atrás dele, tendo sido avisado por Ferdinando que era seu trabalho de neto conter a fúria de seu avô.

— Rozemyne, eu vou te salvar não importa o que aconteça, — Ferdinando sussurrou. — Então, por favor, lute contra o veneno o máximo que puder.

Sacudi um pouco, provavelmente devido ao Ferdinando ajustar a pegada em mim, e então ouvi o bater de asas de sua, então convocada, montaria escultural. Eu poderia dizer que ele estava a uma velocidade aterrorizante, a julgar pela forma como o pano estava batendo na minha boca. Não havia dúvida em minha mente de que ele estava se movendo muito mais rápido do que qualquer outra pessoa no ducado poderia esperar, e logo paramos.

Passos agudos ecoaram quando Ferdinando começou a caminhar, e o cheiro que enchia o ar me garantiu que realmente tínhamos chegado ao templo.

Já passava do sétimo sino, então tudo estava em silêncio, exceto pelos passos contínuos de Ferdinando. Eu não podia sentir a presença de mais ninguém.

— Abra, — veio a voz de Ferdinando, seguida por alguém ofegante e apressadamente abrindo uma porta. Ouvi-o então dizer “Fran” e adivinhei que havíamos chegado aos aposentos do Arcebispo.

— Sumo Sacerdote, o que tra… Senhora Rozemyne?!

Fran evidentemente estava ficando acordado até tarde para trabalhar ou algo do tipo, e ele soltou um grito surpreso ao me ver. Ferdinando deu uma breve explicação das circunstâncias enquanto me entregava a ele.

— Ela foi envenenada. Vou buscar o antídoto. Troque as roupas dela por algo branco enquanto eu pego a poção na minha oficina. Não retire o pano da boca, está encharcado com uma poção que retarda a propagação do veneno.

— Entendido.

Enquanto ainda me carregava, Fran usou a mão livre para tocar a campainha para chamar os assistentes. Ouvi vários passos enquanto eles rapidamente se reuniam ao nosso redor.

— Nicola, Monika, por favor, coloquem a Senhora Rozemyne em roupas brancas imediatamente. Zahm, Fritz, Gil, ajustem a luz e a temperatura da sala.

— Entendido!

Era impossível apenas Monika e Nicola trocarem de roupa quando eu estava totalmente mole. Fran me segurou enquanto elas desabotoavam os botões em minhas costas e removiam meu enfeite de cabelo.

— Fique forte, Senhora Rozemyne.

— Fran, ela está bem?

Ficou claro por suas vozes que Nicola e Monika estavam bastante preocupadas com minha total falta de movimento.

— O Sumo Sacerdote está aqui, — Fran respondeu com uma voz dura. Eu podia sentir suas mãos tremendo um pouco enquanto ele me segurava.

— Estou entrando, — anunciou Ferdinando, entrando antes que meus assistentes pudessem responder. Eu então o ouvi colocar algo em uma mesa.

Apesar da minha suposta falta de consciência, era impensável que Ferdinando entrasse em um quarto enquanto seu morador estava sendo trocado. Isso só serviu para mostrar o quanto minha vida estava em perigo, e eu podia sentir meu batimento cardíaco acelerando de medo.

— Deixe-a com essas roupas íntimas. Simplesmente enrole-a em um cobertor para se aquecer. Não temos tempo a perder, e ela deve usar a jureve depois que o antídoto for aplicado de qualquer maneira, — disse Ferdinando, e, um momento depois, pude sentir um cobertor me envolvendo. — Dê ela para mim, Fran.

Fui prontamente entregue a Ferdinando, que parecia estar sentado numa cadeira. Ele tirou o pano da minha boca e colocou um tubo fino em seu lugar. Parecia ser uma espécie de seringa, e enquanto uma poção pingava na minha boca pouco a pouco, eu não conseguia sentir o gosto de nada.

Será que a poção não tem sabor, ou acabei de perder o paladar também…?

Ferdinando verificou meu pulso assim que terminou de me dar o antídoto, então soltou um leve suspiro.

— Acho que cheguei a tempo. Fran, continue a segurando nessa posição até que o antídoto comece a fazer efeito. Tome cuidado para observar a posição da língua dela, pois isso pode impedi-la de respirar.

— Entendido.

Fran me pegou mais uma vez, me apoiando enquanto observava cuidadosamente a posição da minha cabeça e do meu corpo.

— Vou preparar a jureve, — anunciou Ferdinando. Ouvi seus passos se afastando de nós, então senti várias pessoas se aproximando enquanto eu permanecia caída contra Fran.

— Fran, a Senhora Rozemyne vai ficar bem?

— Claro que ela vai. O Sumo Sacerdote disse que conseguiu agir a tempo, — respondeu Fran, com a voz suave de alívio devido à sua fé absoluta em Ferdinando. E como todos tinham a mesma fé em Fran, o desespero no ar começou lentamente a desaparecer.

— Vou ler um livro para você, — disse Gil em seguida. — Então, por favor, melhore logo, senhora Rozemyne.

Um calor percorreu meu coração quando ele começou a ler em voz alta e, enquanto eu continuava a ouvir, a poção de Ferdinando começou a fazer efeito. Agora eu podia mover meus lábios um pouco.

— Ah! Senhora Rozemyne está sorrindo! Parece que ela pode ouvir você, Gil! — Nicola disse alegremente, o motivando a ler mais alto. Ouvi alguns suspiros aliviados, depois os sons de Nicola e Monika tirando minhas roupas e o enfeite de cabelo.

Quando Gil terminou o primeiro Livro ilustrado, eu conseguia mexer a boca e retesar um pouco as pálpebras. Então, depois de várias tentativas, finalmente abri os olhos.

— Senhora Rozemyne!

Os rostos dos meus assistentes se iluminaram com sorrisos enquanto se reuniam na minha frente. Eu ainda mal conseguia mover meus lábios, mas tentei falar de qualquer maneira.

— Desculpe… por… preocupar…

— Por favor, não se force. A poção deve terminar em breve.

Eu estava feliz por estar cercada por assistentes que se importavam tanto comigo, não mais sozinha naquela floresta perigosa com o nobre de olhos frios. A sensação voltou lentamente para mais e mais lugares.

— Acho que posso falar um pouco agora…

— Se você ainda não pode se mover, por favor, espere um pouco mais.

— Ok… — eu respondi, ainda caída contra Fran. Não arrisquei acenar com a cabeça, já que não tinha certeza se seria capaz de levantar a cabeça sozinha. — Bem, Fran… Estou prestes a usar minha poção de jureve, certo?

— Imagino que sim, já que o Sumo Sacerdote disse que você faria.

Ferdinando havia mencionado que usar a jureve me faria perder a consciência por um tempo, então provavelmente seria melhor eu dar as instruções que pudesse antes de usá-la.

— Nesse caso, por favor, entregue a carta que preparei para Lutz. Além disso, peça a Ferdinando que devolva meu pessoal do castelo ao templo. Quanto aos assuntos do templo… continue como faria se eu simplesmente ficasse no castelo por um longo tempo. Vocês são todos muito habilidosos, então imagino que as coisas continuarão funcionando sem problemas mesmo enquanto eu estiver usando a jureve, mas por favor, faça o seu melhor.

— Pode contar com a gente.

Dei todas as dicas que pude lembrar, então decidi confiar neles com o resto.

— Fran, eu gostaria de ir para o quarto escondido. Você gentilmente me levaria até lá? Você deve poder entrar se estiver comigo.

Ele me pegou, e eu estendi a mão trêmula para tocar a feystone na porta. Eu podia sentir minha mana fluindo pouco a pouco, mas as coisas estavam longe do normal, parecia que, apesar do antídoto trazer o movimento de volta aos meus membros, a mana dentro do meu corpo ainda mal se movia. Eu não era uma especialista no assunto, mas isso não parecia uma coisa boa para mim.

— Sumo Sacerdote, Senhora Rozemyne acordou.

De alguma forma consegui abrir a porta e lá dentro encontrei Ferdinando despejando a jureve na caixa de marfim, que poderia ser uma banheira ou um caixão.

— Ferdinando, eu posso me mover de novo, mas minha mana parece meio travada, — eu disse. — É como se tudo estivesse endurecido.

— Beba esta jureve de uma vez, — ele respondeu, sua expressão escurecendo em um instante. Ele derramou um pouco da jureve em um copo e depois entregou ao Fran.

Levei a jureve aos lábios, mal conseguindo mexer as mãos, depois bebi lentamente com o auxílio de Fran. O fato de ter um gosto um pouco doce me disse que meus sentidos estavam voltando.

Durante todo o tempo em que bebi da xícara, Ferdinando continuou despejando a jureve de uma jarra na banheira. A jarra em si não era tão grande, mas a jureve fluía dela sem parar. E apesar dele nem mesmo tocar o caldeirão, parecia que a jureve dentro dele estava se esgotando lentamente.

— É quase como se o jarro e o caldeirão estivessem conectados…

— Não quase, eles estão. Agora… isso deve ser o suficiente, — disse Ferdinando, deixando de lado o jarro. Ele então me levantou e me colocou na banheira de marfim cheia de jureve. Um círculo mágico estava dentro, e no instante em que me sentei, as linhas de mana no meu corpo vieram à tona e ficaram vermelhas.

— O círculo mágico parece estar funcionando corretamente. Sua mana, no entanto, é…

Ferdinando parou, murmurando para si mesmo e verificando o fluxo de mana em meus braços e pescoço. Minhas pálpebras começaram a cair quando ele me olhou.

— Eu me sinto meio cansada, Ferdinando…

— Sim, isso é devido à poção. Você pode se permitir adormecer onde está. Descanse bem, Rozemyne.

— Boa noite, Ferdinando. Confio o resto à você…

— De fato. Vou eliminar todos aqueles que ameaçarem perturbar seu sono. Você não tem nada a temer, — disse Ferdinando, cobrindo meus olhos com sua mão grande.

Minha visão escureceu, e senti minha consciência se afastando enquanto a jureve gradualmente se infiltrava em mim. Todo o meu corpo estava flutuando no líquido oscilante, e a sensação era tão nostálgica, tão reconfortante…

insert5
Fim da leitura

Capítulo 309 concluído

CAPÍTULO 309 - 308