Ascendance of a Bookworm — Capítulo 90: CAPÍTULO 90 - 89

Ascendance of a Bookworm
Cap. 90
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Ascendance of a Bookworm

CAPÍTULO 90 - 89

Capítulo 90

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Ascendance of a Bookworm – Capítulo 89

Servos e a Cerimônia de Juramento.

Depois de hoje, serei uma aprendiz de donzela do santuário.

Levou muitos dias para preparar cada conjunto de vestes azuis, então, apesar de ter sido batizada com Lutz, comecei meu trabalho de aprendiz um mês depois. Eu estava super animada para ir ao templo e cada segundo que eu tinha que esperar parecia uma eternidade.

Finalmente, finalmente poderei ler livros! E livros acorrentados também! Só de pensar nisso, me faz tremer de emoção! Gyahaha! Enquanto eu rolava na minha cama alegremente, Tuuli veio me chamar.

— Myne, Lutz está aqui para te pegar. Hum. Por que você está dançando?

— Porque poderei ler livros! Tchau tchau, Tuuli. A gente se vê em breve!

— Myne, tente não ficar muito animada.

Não peça o impossível, boba! Respondi na minha cabeça e corri para fora. O templo ficava na parte norte da cidade, então eu estava usando as melhores roupas que tinha, meu uniforme de aprendiz da Companhia Gilberta. Imaginei que seriam bons o suficiente para me aguentar até que eu tivesse minhas vestes azuis do templo.

— Eheheh, ahahaha. — Comecei a pular ao longo da rua enquanto cantarolava, apenas para Lutz agarrar meu braço e me puxar de volta com um olhar exasperado em seu rosto.

— Myne, vamos lá, você está ficando muito animada. Você vai pegar uma febre antes de chegarmos ao templo.

— Ah. Eu não quero isso. — Preparei minhas pernas elásticas para me impedir de pular e engoli meu desejo de andar o mais rápido possível, odiando que meu corpo estivesse fraco demais para eu ficar animada e feliz. Em vez disso, fui para o templo lentamente, de mãos dadas com Lutz.

— Myne, você realmente vai ficar bem sozinha?

— Hoje eles estarão apenas me dando minhas vestes e me apresentando aos meus assistentes, vai ficar tudo bem.

Eu iria ao templo basicamente nos mesmos dias em que Lutz tinha trabalho. Minha família e Benno decidiram que Lutz deveria continuar cuidando de mim até que os assistentes designados a mim, entendessem como meu corpo funcionava. No entanto, realmente não acho que ninguém, além de Lutz, seria capaz de gerenciar minha saúde tão bem.

Talvez esperassem que Lutz ficasse comigo para sempre. Minha família, Benno, Mark e Lutz, estavam extremamente cautelosos com os nobres no templo. Mas, se eu continuasse contando com Lutz para sempre, então não teria sentido eu abandonar meu emprego de aprendiz de comerciante para diminuir seu fardo.

Eu disse isso a Benno, mas ele apenas bufou e Mark então explicou com um sorriso em conflito. Parecia que Lutz estava sendo ensinado diretamente por Mark, para que eles pudessem ajudar a abrir um restaurante italiano aqui e abrir oficinas de fabricação de papel em outras cidades.

As lições eram aparentemente e razoavelmente pouco tradicionais, já que Lutz era sua maneira de contatar o inventor, euzinha. Ele estaria participando da construção de novos negócios e aprendendo a ser um comerciante através da experiência pessoal de campo. Quando comentei que este não era o processo normal para uma nova contratação, me disseram que isso estava sendo feito, em parte, porque Lutz queria ir para outras cidades o mais rápido possível.

Bem, se Lutz está feliz, eu estou feliz. Boa sorte, Lutz!

Quando chegamos ao portão, encontramos um padre cinza esperando por nós. Ele era um homem relativamente mais jovem que, ao nos ver, graciosamente se ajoelhou e cruzou as mãos na frente do peito.

— Bom dia, Irmã Myne. Vou guiá-la até o Sumo Sacerdote.

— Irmã Myne?! Pff, hahaha! Isso não se encaixa nada em você. — Lutz começou a rir com a atitude respeitosa do padre cinza, gargalhando enquanto olhava entre nós.

Eu queria rir com ele, mas notei que as sobrancelhas do padre franziram brevemente, então bati suavemente nas costas de Lutz, enquanto ele se inclinava para rir.

— Lutz, você está rindo demais!

— Sim, desculpe, desculpe. Vou buscá-la depois do quarto sino, Myne.— Lutz começou a sair e eu acenei para ele antes de voltar para o padre cinza.

— Desculpe por te deixar desconfortável.

— Não há necessidade de você se desculpar comigo. Mais importante, o Sumo Sacerdote está esperando. — Ele desviou o olhar e rejeitou minhas desculpas. Enquanto eu piscava de surpresa, ele virou as costas para mim e começou a se afastar.

Os sapatos de madeira do padre cinza bateram contra o corredor de pedra branca enquanto ele caminhava. Nada mais quebrou o silêncio pesado que estava sobre mim, enquanto eu caminhava para acompanhá-lo.

Após virar uma esquina no corredor, comecei a ouvir algo além de sapatos. Olhei instintivamente em direção ao som e vi algumas garotas limpando o corredor. Eram donzelas cinzentas do santuário que não estavam presentes na cerimônia de batismo e não pareciam muito limpas. Não porque elas estavam limpando ou porque suas roupas estavam sujas também. Elas apenas tinham uma atmosfera mais suja que o padre cinza andando na minha frente, talvez devido a ter pior higiene ou tomar menos banhos em geral. Quando viram o sacerdote cinza, pararam de limpar e recuaram para as paredes do corredor antes de baixarem os olhos.

Isso é uma demonstração de respeito ou algo assim? Eu estava escondida atrás do padre cinza, a julgar pelos olhares de choque das donzelas do santuário após me notar, o que deixou claro que não estavam fazendo isso por mim. Vendo que também havia uma hierarquia dentro dos sacerdotes cinzentos órfãos, fez o desconforto se espalhar pelo meu peito. Eu realmente tinha entrado em um mundo com um equilíbrio de poder totalmente diferente do meu. Nunca interagi com nobres em meu estilo de vida anterior. Todos viviam basicamente na mesma situação e mesmo depois que comecei a lidar com um comerciante rico, ele me tratou como um igual graças ao valor dos meus produtos.

Mas, ficarei bem aqui? Vou cometer um grande erro e estragar tudo já que não estou acostumada com a sociedade nobre? Meus passos ansiosos ecoaram por todo o corredor silencioso. Agora eu sabia que tinha entrado em um mundo que eu não podia imaginar, mesmo com a minha experiência dos meus dias de Urano.

— Sumo Sacerdote, trouxe a Irmã Myne — disse o sacerdote cinza. Eu não estava acostumada a ser chamada de “Irmã Myne” e parecia que ele estava falando inteiramente de outra pessoa. Eu era uma criança e uma plebeia, ninguém especial, mas, agora, um padre cinzento estava respeitosamente me chamando de Irmã Myne. Foi tão estranho que me deixou desconfortável. Como eu receberia vestes azuis e seria tratada como uma nobre aqui, não poderia pedir que ele deixasse a “irmã” e me chamasse de Myne. Eu teria que me acostumar.

— Com licença. — Abaixei minha cabeça um pouco por hábito, quando entrei no quarto do Sumo Sacerdote. Por algum motivo, havia um altar simples no meio da sala. Eu poderia dizer em um relance que era uma versão simplificada do altar de degraus coberto de estátuas que eu tinha visto durante a cerimônia de batismo.

No topo deste altar de três degraus, estava a capa preta e a coroa dourada que decoravam as estátuas no topo do altar real. No segundo degrau estava o cajado, lança, cálice, escudo e espada. O primeiro degrau tinha flores, frutas, sinos, incenso e assim por diante, com um par de vestes azuis cuidadosamente dobradas ao lado. Havia um tapete azul estendido na frente do altar, o que tornava difícil não pensar nas orações da cerimônia de batismo.

Este altar não estava lá quando fui pela última vez ao quarto do Sumo Sacerdote. Quando parei na porta e comecei a vasculhar minhas memórias, o Sumo Sacerdote parou seu trabalho para se levantar e caminhar na frente do altar.

— Venha aqui, Myne.

Corri para o Sumo Sacerdote. Ele olhou para mim com seus olhos dourado-claros e, após um suspiro, olhou para o altar.

— Em circunstâncias normais, você juraria servir os deuses e o templo diante do altar no quarto do Arcebispo, antes de receber suas vestes, mas, como ele não quer que você entre em seu quarto, construí outro aqui o mais rápido possível.

— Desculpe por te obrigar a fazer isso. — Graças a eu ficar irritada com a atitude arrogante e crueldade do Arcebispo, minha mana enlouqueceu de emoção. Pessoalmente, me senti melhor depois, mas fazia sentido que o Arcebispo guardasse rancor de mim, por intimidá-lo com minha mana.

Sem mencionar que ele já me desprezava por ser uma plebeia pobre. Com a mais alta autoridade no templo já me odiando sem chance de perdão, eu provavelmente estava em uma situação muito ruim. Quando comecei a me perguntar se eu tinha uma vida difícil pela frente no templo, o Sumo Sacerdote balançou a cabeça.

— Você só precisa evitar encontrar o Arcebispo sempre que possível, para não adicionar combustível ao fogo.

O Sumo Sacerdote conhecia o Arcebispo muito melhor que eu, então se ele disse que eu deveria evitá-lo, eu provavelmente deveria. Balancei a cabeça em resposta. Não queria sair do meu caminho para vê-lo de qualquer maneira.

— Agora, então, vamos começar a cerimônia de Juramento.

O Sumo Sacerdote pegou o incensário pela corrente e o balançou suavemente como um pêndulo. O cheiro flutuou para fora dele e para o ar enquanto balançava, enchendo a sala com um cheiro calmante.

O Sumo Sacerdote então começou a me contar sobre os instrumentos divinos consagrados no altar. A capa preta no topo significava o céu noturno e era o símbolo do Deus das Trevas. A coroa de ouro significava o sol e era o símbolo da Deusa da Luz Solar. Os deuses prometidos eram conhecidos como o rei e a rainha dos céus, então eles estavam no topo do altar.

O cajado no segundo degrau era o símbolo da Deusa da Água derretendo neve e gelo em água corrente, a lança era o símbolo do Deus do Fogo incentivando o crescimento a alturas cada vez maiores, o escudo era o símbolo da Deusa do Vento empurrando para trás o vento frio do inverno, o cálice era o símbolo da Deusa da Terra aceitando tudo e todos, e a espada era o símbolo do Deus da Vida cavando no chão duro. O degrau inferior tinha oferendas para os deuses. Plantas simbolizando vida fresca, frutas celebrando o crescimento, pano refletindo fé e assim por diante.

— A cor divina da primavera é verde. É a cor da vida jovem, brotando após o inverno rigoroso. A cor divina do verão é azul. É a cor do céu que a vida procura. A cor divina do outono é o amarelo. É a cor do trigo pesado e do amadurecimento abundante da fruta. A cor divina do inverno é vermelha. É a cor da lareira, diminuindo o frio e concedendo esperança.

Parecia que a cor reverenciada dentro do templo mudava de acordo com a estação. O pano no altar, o tapete, os ornamentos usados em cima das vestes azuis e assim por diante, todos tiveram sua cor determinada pela estação.

— Agora, seu voto.

O Sumo Sacerdote, de frente para o altar, ajoelhou-se no tapete com o pé esquerdo plantado para a frente e formando um ângulo reto. Ele então cruzou os braços sobre o peito e inclinou a cabeça. Fiz a mesma pose ao lado dele.

Assim que terminei, ele continuou.

— Repita depois de mim.

Olhei atentamente para a boca do Sumo Sacerdote, não querendo bagunçar nada. Ele moveu seus lábios esbeltos lentamente, de modo a tornar suas palavras mais fáceis de entender durante o voto.

— Ó poderoso Rei e Rainha das trevas e da luz, a maioria dos governantes justos e divinos dos céus amplos.

— Ó esplêndidos deuses dos Cinco Eternos, os governantes mais justos e divinos do vasto reino mortal.

— Deusa da Água, Flutrane.

— Deus do Fogo, Leidenschaft.

— Deusa do Vento, Schutzaria.

— Deusa da Terra, Geduldh.

— Deus da Vida, Ewigeliebe.

— Rei e Rainha, mostrem seu poder divino que se estende por todo o vasto céu e vasto reino mortal.

— Cinco Eternos, abençoe-nos do vasto reino mortal com seu poder divino.

— Em eterna gratidão por seus poderes celestiais, te adorarei pela eternidade.

— Viverei com coração justo, coração calmo e coração resolvido. Terei fé em ti como os deuses verdadeiros e justos.

— Juro que vou orar a ti, deuses da natureza, vou te agradecer e vou preparar ofertas para ti.

Olhei para o Sumo Sacerdote, tendo repetido o que ele disse palavra por palavra. Ele assentiu, aparentemente satisfeito com meu desempenho, antes de se levantar e olhar para os sacerdotes cinzentos perto da parede. Os sacerdotes mais próximos do altar se moveram silenciosamente, pegaram as vestes azuis no degrau inferior do altar e as entregaram ao Sumo Sacerdote.

— O azul incentiva o crescimento. É a cor divina do Deus do Fogo e é a cor do grande céu, onde o Rei e a Rainha governam. Dou essas vestes para você, aquela que adora o Rei e a Rainha, aquela que jura crescer com o passar dos anos.

Deram-me as vestes e uma aprendiz de donzela de santuário me ajudou a vesti-las. As vestes azuis eram fáceis de vestir, deslizavam sobre minhas roupas de cima e tinham que ser amarradas apenas com uma faixa na cintura. Eu podia usar qualquer roupa que gostasse por baixo e durante rituais ou cerimônias, eu só tinha que colocar vários ornamentos religiosos em cima delas.

— Myne, honorável apóstola enviada a nós pelos deuses. Lhe damos as boas-vindas entre nós. — O Sumo Sacerdote dobrou os joelhos e cruzou os braços na frente do peito. Eu o copiei e cruzei os braços também.

— Estou profundamente grato por você me receber.

— Então vamos orar.

Foi tão repentino, que eu não sabia o que ele queria dizer. Com os braços ainda cruzados, inclinei a cabeça em confusão. Suas sobrancelhas franziram de frustração com a minha má compreensão.

— Você aprendeu o método na sua cerimônia de batismo, não foi? Reze para os deuses.

Oh. A pose glico. Isso mesmo. Agora que estou no templo, vou precisar fazer isso todos os dias. Bem. Espero que minha barriga fique bem.

Memórias de minha barriga sendo destruída de tanto rir na cerimônia de batismo passaram pela minha mente, mas balancei a cabeça e tensionei meu estômago para não cair na gargalhada. Os olhos duvidosos do Sumo Sacerdote me perfuraram, deixando claro que ele estava prestes a questionar se eu havia esquecido o que fazer. Então, comecei a rezar.

— L-Louvado sejam os deuses! Ah?! — Foi surpreendentemente difícil manter a pose glico. Tive que carregar todo o meu peso com uma perna enquanto permanecia equilibrada. Incapaz de fazer uma bela pose como os sacerdotes na cerimônia, oscilei para os lados de uma maneira bastante feia.

— Isso não vai dar. Você um dia estará participando da Oração da Primavera. De que adianta uma donzela do santuário que não reza? Aprenda a orar antes da próxima cerimônia de oração.

— Arg. Darei o meu melhor.

O Sumo Sacerdote suspirou, balançou a cabeça e olhou para os sacerdotes cinzentos alinhados ao longo da parede.

— Vou apresentá-la ao sacerdote cinza e aos aprendizes que serão seus assistentes, — disse ele, que sinalizou para três dos vestes cinza para caminharem até a frente do altar. Um era um homem adulto e os outros dois eram um menino e uma menina da minha idade.

Surpreendentemente, o padre cinzento que me guiou para o quarto do Sumo Sacerdote, era de fato meu assistente. Ele parecia ser de altura acima da média, quase tão alto quanto papai. Ele tinha cabelos roxo-claros e olhos castanhos profundos, que davam a impressão de uma pessoa bastante séria, que geralmente ficava quieta. Sua expressão era solene e obediente. Parecia que seria difícil conhecê-lo.

— Eu sou Fran, dezessete anos. Estarei sob seus cuidados.

— Não, não, coisa alguma, eu que vou estar sob seus cuidados. — Tentei responder educadamente, mas o Sumo Sacerdote imediatamente lançou uma repreensão aguda.

— Myne. Você é um manto azul. Não se deprecie diante de vestes cinzentas.

— Des-Desculpe. Terei cuidado.

Não conhecia sociedades baseadas em posição social. Minha experiência de vida não me ajudaria a saber o que era bom ou ruim fazer aqui. Eu precisaria abrir o caminho para entender o ambiente, exatamente como fiz, após me tornar Myne. Como eu estava impressionada com a preocupação, vi um assistente, que parecia que seria uma preocupação ainda maior, ficar na minha frente.

Ele era quase tão alto quanto Lutz, mas, talvez por não ter sido alimentado o suficiente, ele tinha um olhar desagradável e parecia anormalmente magro. Ele tinha cabelos loiros sujos e, embora seus olhos parecessem pretos no início, um olhar mais atento revelou olhos roxos. Minha primeira impressão dele foi que parecia um pequeno rebelde. Para ser honesta, eu não era muito boa em lidar com pessoas como ele.

Nos meus dias de Urano, eu ficava escondida dentro do meu quarto lendo, nos meus dias de Myne, eu estava presa na cama com a doença o tempo todo, então eu era uma eremita completa. Violento, ou melhor, garotos durões, cheios de energia e coisas desagradáveis para dizer, não eram pessoas que eu queria estar por perto. Duvido que possamos ser amigos, pensei comigo mesma enquanto olhava para o menino. Ele estava olhando descaradamente para mim também, da cabeça aos pés, como se avaliasse meu valor.

— Eu sou Gil. Tenho dez anos. Você deveria ser a minha mestra? Que merda. Você é uma garotinha.

Hum. O quê? Os assistentes devem agir assim? Surpresa com seu olhar zombeteiro e palavras desagradáveis, minha boca se abriu e fechou. Mais uma vez, o Sumo Sacerdote lançou uma repreensão. Mas não no Gil, — em mim.

— Myne, Gil é seu assistente. Você deve repreendê-lo quando ele se comportar de forma inadequada.

— Quê? Eu?

— Quem, senão você, seu mestre? — Hum. Ele está dizendo isso como se fosse realmente normal, mas o que ele espera que eu faça? Esse garoto não parece ser do tipo que se importa em ser repreendido.

— Hum, você poderia ser um pouco mais educado?

— Hah! Você é estúpida?!

O Sumo Sacerdote estava balançando a cabeça com um olhar crítico no rosto, mas realmente, a culpa aqui estava em quem selecionou Gil para ser meu assistente. Meu estômago embrulho, quando percebi que ele ser escolhido era, provavelmente, um ato de vingança. Não havia dúvida de que Gil havia sido escolhido para me irritar. Era difícil imaginar que Gil seria um servo obediente. Alguém provavelmente o forçou a mim, uma plebeia, para que eles não precisassem lidar com ele, enquanto simultaneamente tornavam a vida mais difícil para mim. Com isso em mente, eu teria que ser burra para levá-lo a sério e ser educada. Só teria que lidar com ele, da mesma forma que lidei com os meninos maus na aula: ignorando-o.

Levantei a mão para interromper Gil e desviei minha atenção para a única garota entre os assistentes. Ela tinha cabelos ruivos profundos e olhos azul-claros. Ela estava usando um tipo de sorriso presunçoso, mas tinha um rosto bonito. Não é fofo, bonito, como uma mulher adulta bonita. Parecia que ela era alguém que entendia sua aparência e sabia como bajular os homens com lisonjas e flertes. Esse é o tipo de coisa que percebo como uma garota, eu acho.

— Eu sou Delia. Oito anos de idade. Vamos ser amigas, está bem? — Apesar de sugerir que fôssemos amigas, os olhos de Delia não estavam sorrindo. Ela provavelmente sentiu que não éramos cortadas do mesmo tecido e já estava mudando para uma hostilidade sútil. Mas ainda assim, a sorridente Delia parecia ter a aprovação silenciosa do Sumo Sacerdote. Ele não lançou nenhuma repreensão desta vez.

Nenhum dos assistentes parecia amigável e era difícil imaginar que as coisas iriam bem com um único deles. Estar perto deles provavelmente seria exaustivo.

— Hum, Sumo Sacerdote. Vivi sem assistentes até agora e mesmo sem esses três, posso continuar tranquilamente.

— Não. É dever dos vestes azuis ter assistentes. Estes assistentes foram escolhidos a dedo pelo Arcebispo e por mim. Agora que você aceitou suas vestes azuis, você deve agir como um mestre adequado, adequado para sua lealdade.

— Entendido.

Então, não posso dizer que não os quero? Nem tenho escolha aqui? Sinto como se minha vida como aprendiz de donzela azul de santuário já estivesse desmoronando.

Fim da leitura

Capítulo 90 concluído

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