Comendo Sozinho, Fiquei Invencível! — Capítulo 10: CAPÍTULO 10 - 10 – O Sabor da Revanche Começa na Cozinha

Comendo Sozinho, Fiquei Invencível!
Cap. 10
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Comendo Sozinho, Fiquei Invencível!

CAPÍTULO 10 - 10 – O Sabor da Revanche Começa na Cozinha

Capítulo 10

1.799 palavras~8 min de leitura

Capítulo 10 – O Sabor da Revanche Começa na Cozinha

Comendo Sozinho, Fiquei Invencível!

『 Tradutor: Hiroto 』

A manhã nasceu.

X sentiu um arrepio de empolgação ao observar o sol subindo no horizonte.

— Hehe, isso é bom.

Havia 20 peles de raposa de fogo em seu inventário.

Aquilo que outros não conseguiriam mesmo trabalhando dia e noite por um ano, X conseguiu em apenas um dia. Os espetinhos de cervo, que o ajudaram a se mover rapidamente pela floresta, foram um suporte inestimável.

— Hora de voltar para Rubin.

O objetivo tinha sido cumprido com perfeição.

— Eu queria espancar mais umas raposas de fogo por alguns dias… Mas não tô precisando de dinheiro agora.

Além disso, a taxa de aumento de experiência havia diminuído consideravelmente após atingir o nível 25.

Por isso, X decidiu seguir para Narville.

Seus passos eram surpreendentemente leves.

— Vamos extrair o efeito da pele de raposa de fogo e transformar isso em poção.

Era esse o plano: extrair as propriedades da pele e estocar as essências.

Adicionar efeitos de fogo ao equipamento agora seria como “colocar colar de pérolas em porco”.

Era melhor esperar até encontrar um bom equipamento para depois aplicar melhorias.

— Mais importante do que isso… é a Culinária Celestial. Isso tem um potencial absurdo.

Espetinho de cervo da Culinária Celestial!

O efeito era tão incrível quanto descrito — permitia se mover pela floresta com agilidade absurda, como um verdadeiro cervo.

X vasculhou seu inventário.

— Carne de bisão e carne de raposa também devem funcionar.

Elas certamente teriam efeitos diferentes dos espetinhos de cervo.

X se lembrou da classificação que viu na noite anterior.

— A classificação é feita por estrelas… Será que o efeito aumenta conforme o número de estrelas?

Era fácil imaginar como aumentar o número de estrelas:

— Só preciso fazer pratos mais saborosos!

Na vida real, livros de culinária classificam restaurantes pelas estrelas. Era o mesmo princípio — quanto melhor a comida, maior a classificação.

Enquanto pensava nisso, X balançou a cabeça.

— Fui preguiçoso. Tudo o que sei fazer é fritar…

“Por que diabos fui abrir um restaurante de frango frito? Se ao menos tivesse aberto uma lanchonete, poderia aproveitar melhor a Culinária Celestial…”

X, ainda lamentando, desistiu da autocomiseração.

— Tudo bem. Nunca é tarde para começar.

Vamos aprender a cozinhar em Narville!

Claro, ele não pretendia virar um chef profissional. Só de aprender algumas receitas básicas, suas habilidades poderiam dobrar.

Ele queria aprender a cozinhar com eficiência.

— Talvez o Rubin conheça alguém?

Rubin provavelmente saberia de um bom cozinheiro.

X apressou o passo e chegou à Narville justo quando o sol começava a se pôr.

— Uhm, dou 30 moedas de prata por isso.

Rubin apareceu diante de seus olhos, negociando com dificuldade com um cliente.

As olheiras profundas chamavam atenção.

— Trouxe o que o Sr. Rubin pediu.

— O que você está… ah, não é o Sr. X?!

Claramente, Rubin não esperava que ele voltasse tão rápido.

E estava mais do que radiante com isso.

Rapidamente, levou X para a sala de recepção.

Mais uma vez, os outros usuários sussurravam:

— Ei, o Rubin não tava chorando agora há pouco?

— Deve ter visto errado. Rubin, o cara sem sangue nem lágrimas, chorando?

Rubin sem sangue nem lágrimas!

Não era um apelido à toa, mas aquele Rubin era diferente agora.

Quando X retirou as peles de raposa de fogo, Rubin caiu em lágrimas.

— Hehehe… de verdade… muito obrigado. Com isso, até os superiores vão calar a boca por um tempo. X salvou a Loja Geral do Rubin!

Tiroling!

[Você concluiu a missão!]

[Sua reputação aumentou em 10 pontos!]

— Fico feliz que tenha sido útil.

X sorriu com gentileza e hospitalidade.

Depois de se recompor, Rubin falou:

— Como prometido, vou garantir o melhor tratamento ao senhor. Compartilharei toda a informação que tenho.

— Agradeço muito por isso.

— Obrigado mais uma vez, Sr. X!

Rubin fez uma reverência.

Era até constrangedor receber tamanha gratidãoapenas por trazer peles, porém X entendia. Peles de raposa de fogo eram populares não só entre NPCs, mas entre jogadores também.

Para NPCs que não podiam usar a casa de leilões mágica, conseguir essas peles era como tentar alcançar as estrelas. Mesmo com dinheiro, era impossível conseguir.

“Falando nisso, ele disse que compartilharia toda a informação, né?”

Havia uma pergunta que queria fazer.

X começou com naturalidade:

— Sr. Rubin, por acaso conhece algum chef habilidoso? Tenho cozinhado sozinho durante as aventuras e pensei que aprender um pouco de culinária poderia ser útil.

— Um grande chef? Hmm… conheço um, mas…

Rubin hesitou.

Depois balançou a cabeça.

— Acho que é impossível aprender com ele. Ele tem uma personalidade extremamente excêntrica. Pessoas comuns não conseguem nem falar com ele direito.

— Mas quanto às habilidades, são boas mesmo?

— Ah, disso nem se fala. Mesmo em Narville, onde a culinária é desenvolvida, ele está entre os melhores. Se ainda quiser tentar, posso escrever uma carta de recomendação. Pelo menos assim não será chutado da porta.

Tão excêntrico a ponto de precisar de carta só pra conversar?

De qualquer forma, X recebeu a carta de Rubin. Seria útil.

— O restaurante de Kalon fica na praça central. É tão luxuoso, que você vai reconhecê-lo de cara. Se precisar de ajuda, venha me procurar.

Rubin, o arrogante, agora inclinava a cabeça para X.

Os usuários na fila quase desmaiaram:

— Ele é aquele cara de antes, né?

— O que ele faz pra ser tratado assim?

— Com esse tratamento… ele deve ser, no mínimo, um nobre.

— Mas ele não tem cara de nobre…

Sim.

Normalmente, só nobres ou cavaleiros recebiam tratamento VIP nas lojas.

Todavia, mesmo com pouca reputação, X havia construído uma relação de confiança com Rubin.

Às vezes, isso valia mais do que um título.

X se enfiou num beco.

— Vamos cuidar das peles de raposa de fogo primeiro.

Ele queria aprender receitas e cozinhar para subir seus atributos, mas esvaziar o inventário era prioridade.

Seguiu, então, até a Guilda dos Alquimistas.1

Estava cheia de usuários de vestes longas. X subiu ao segundo andar e foi até o NPC responsável por extrações mágicas.

— Bem-vindo. Em que posso ajudar?

O velho enrugado ajustou os óculos.

Mesmo com cabelos grisalhos, parecia alguém que tinha vivido um século.

X retirou uma pele do inventário.

— Quero extrair o efeito da pele de raposa de fogo e transformá-lo em poção.

— Oh! Peles de raposa de fogo! Um item precioso. A taxa de serviço é 1 moeda de ouro.

— Espera aí.

— Algo errado?

Modo mão-de-vaca ativado.

— Tem desconto se eu fizer em grande quantidade?

— Em grande quantidade? Se forem itens com a mesma propriedade, não tem problema. Mas é difícil ter tantas peles com propriedades de fogo.

Para qualquer um, sim. No entanto, não para X.

— Então faz tudo por 1 moeda de ouro? Só um instante!

Um a um, X começou a retirar as peles.

No total, 19 peles de raposa de fogo!

O velho gaguejou diante do montante absurdo.

— I-isso tudo é pele de raposa de fogo?! Hahaha! Olhando essas chamas lindas, não há dúvidas. Nunca pensei que tocaria tantas na vida!

Até para o ancião, aquilo era algo inédito.

Ele sorriu satisfeito.

— Sim, 1 moeda de ouro está ótimo. Por favor, aguarde um momento.

— Obrigado, velho. Estou ansioso.

— Aliás, qual é seu nome?

X respondeu com um sorriso:

— Meu nome é X.

O velho sorriu de volta.

— Hmm… Sinto que você se tornará alguém importante. E não sou de dizer essas coisas levianamente. Mas você com certeza fará seu nome.

“Óbvio.”

O objetivo de X era ser o maioral de Fate!

— Nesse caso… que tal dar um descontinho a mais para uma futura celebridade?

Chullang!

A solução vermelha no frasco o fez sorrir.

X checou a janela de informações:

[Essência Menor de Fogo] (Único)

✦Descrição:Uma essência com propriedades flamejantes. Ao embebê-la em um equipamento, concede propriedades de fogo.

✦Efeito Especial:Adiciona atributos ígneos ao equipamento.

— Foi um prazer conhecê-lo. Iremos nos ver de novo quando eu tiver o material certo.

X se despediu, guardou o frasco no inventário e seguiu para a praça central.

No caminho, comprou comidas de rua que nunca tinha provado.

[Paladar Celestial descobriu o sabor oculto de “Biscoitos Gelados”!]

[O sabor refrescante dos biscoitos é absorvido pelo seu corpo!]

[Inteligência +1!]

— Hmm… Talvez seja melhor começar com educação.

Ele se lembrou dos avisos de Rubin.

Mas antes, deu uma mordida no espetinho de vegetais na outra mão:

[Paladar Celestial descobriu o sabor oculto de “Espetinhos de Vegetais”!]

[O sabor picante foi absorvido pelo seu corpo!]

[HP máximo +10!]

[Força +1!]

— Hein?! Que frescura! Precisa até de carta pra conversar com o cara?

X estava curioso, porém não preocupado.

Afinal, ele era bom em agradar os outros.

Tinha lidado com clientes difíceis no seu restaurante, aguentado proprietários abusivos e sorrido em qualquer situação.

Adulação era com ele mesmo.

— Uau… então é esse o restaurante de Kalon?

Um prédio de mármore branco imponente.

Só de olhar, dava pra saber que era caríssimo.

X entrou com cuidado.

— Bem-vindo.

— Olá.

Um funcionário o recebeu com educação.

Ao fundo, havia um quadro de menu.

Os olhos de X se arregalaram:

“Um prato custa 3 moedas de ouro?!”

Muito caro. Um roubo.

Olhou ao redor: usuários ricos e NPCs nobres de roupas finas.

“Ainda não tô pronto pra comer aqui…”

Quantas poções dava pra comprar com 3 moedas de ouro?

“Bem, dinheiro não é problema.”

Enquanto pensava parado na entrada, o garçom perguntou:

— Há algo mais que deseje?

— Ah, sim.

X retomou seu foco e entregou a carta de recomendação.

O atendente ficou visivelmente nervoso ao lê-la.

— Uma carta do Sr. Rubin… Avisarei o Chef Kalon. Mas claro, é hora do almoço e…

Antes que terminasse, um homem saiu da cozinha.

— Vamos ver… que tipo de idiota quer aprender a cozinhar comigo?

Uma voz grossa e áspera!

Uma presença avassaladora!

Kalon, o chef parrudo de avental, rugiu.

“Ele é bem mais… másculo do que eu imaginava.”

X ficou sem palavras por um segundo, porém logo se curvou.

— Olá, me chamo X. Como diz na carta, gostaria de aprender com Kalon, conhecido como o melhor chef de Narville…

— Guarde a bajulação e me siga até a cozinha.

— O quê?

Todo o elogio treinado para sobreviver na realidade… ignorado.

Kalon franziu a testa com impaciência.

— X. Vou testar suas habilidades para ver se você merece aprender comigo. Se não passar, vou considerar que desrespeitou a minha cozinha, então se prepare para levar um chute na bunda.

Primeiro encontro… e já um teste com ameaças.

Rubin não estava errado: Kalon era insuportável.

Por um momento, os olhos de X escureceram.

“Teste de culinária. Tudo o que sei fazer é… Espera aí, tem uma coisa.”

X tinha um prato. Um único prato que ninguém podia menosprezar.

Foi com ele que sobreviveu aooceano vermelhoda indústria de restaurantes!

Ele ergueu o canto da boca com um sorriso confiante.

— Beleza… mas tem bastante frango e óleo aí, né?

Fim da leitura

Capítulo 10 concluído

CAPÍTULO 10 - 10 – O Sabor da Revanche Começa na Cozinha