Dark SideCAPÍTULO 146 - 135 - O golpe frio da traição
Capítulo 146Capítulo 135 - O golpe frio da traição
Dark Side
Aquela voz indiferente puxou toda a atenção.
O grupo virou-se para trás. Encontraram um homem alto, de pele pálida, marcada pelo frio de Nevéria, que os encarava com seus olhos cinzentos penetrantes.
Lyara apertou os olhos e andou até ele.
“Diretor Kharos Venn.”
O diretor a olhou de cima, com desprezo em seus olhos. Então falou:
“Acharam que não saberíamos do seu plano ridículo de invadir a prisão? Lamento acabar com a diversão de vocês, mas já pegamos os seus amigos delinquentes.”
Lyara cerrou os punhos.
Ele estava dizendo que os outros tinham sido capturados, e pela sua atitude, todos já estavam sendo levados para esse mesmo lugar.
Não. Isso não é possível. Ele só está blefando.
Era apenas para distraí-los e tirar sua atenção do real objetivo.
“Não ache que vai me perturbar com essa fala nojenta”, disse Lyara, recuando um pouco e retomando o autocontrole.
Sim. Isso só poderia ser mentira. Afinal, não teria como aquela equipe de profissionais ser pega tão facilmente.
Kharos ajeitou as luvas em suas mãos e falou num tom especialmente tranquilo.
“Eu não espero que você acredite em mim. Aqui é o fim da linha pra vocês, de qualquer forma.”
Armaduras tilintaram atrás dele. Em poucos segundos, dezenas de guardas estavam posicionados ali. Eles não pareciam nada felizes.
O grupo logo adotou uma postura defensiva.
“Tsk.”
“Eles nos pegaram.”
Apesar disso, eles não pareciam recuar. Estavam agindo apenas como se aquilo tudo não passasse de um pequeno imprevisto.
Confiante, e sem hesitar, Lyara deu um passo à frente.
“Para onde vocês levaram Kaelric?”
“Como se eu fosse responder… Que pergunta estúpida.”
Kharos suspirou com um rosto decepcionado. Os ombros dele caíram. Ele continuou.
“Tudo o que precisam saber, é que não irão encontrá-lo aqui. Mas…, bem, se quiserem mandar outra equipe de resgate, talvez encontrem vocês.”
Um gesto da mão do diretor e todos os guardas se moveram.
Eles rapidamente fizeram um círculo ao redor do grupo, e mantiveram uma distância em que pudessem atirar assim que percebessem um movimento brusco.
“Ah, que legal…”
“O que faremos agora, Lyara?”
Os membros recorreram à líder, perguntando se havia uma última esperança.
No entanto, ela apenas sorriu, convencida.
“É. Eu até poderia dizer que você venceu… Mas, claro, se nós estivéssemos aqui apenas por Kaelric.”
“Huh?”
O diretor franziu o cenho.
Em meio a isso, o informante entregou algo nas mãos de Lyara. Uma chave.
Rider, que estava ao lado dela, percebeu na hora.
Espera… Isso é…?!
Lyara entregou nas mãos dele. Ela piscou um dos olhos.
“Você já sabe o que fazer, certo?”
É claro.
O loiro sorriu. Então acenou para Yoshiro. Os dois amigos estavam completamente na mesma página.
Sem pensar duas vezes, eles pisaram fundo e correram para a direita.
“Atirem!”
Os mosquetes foram disparados ao comando de Kharos, mas nenhum deles acertou a dupla, que saltou por cima dos guardas e alternou a posse da chave entre eles.
Rider empunhou sua espada, ainda no ar. Ele a apontou para baixo.
Slash!
Deslizou no ar e cravou a ponta dela no chão. O chão quebrou-se como uma teia de aranha. A poderosa onda de choque empurrou os guardas próximos.
Foi a vez de Yoshiro. Ele pousou suavemente atrás de Rider e calmamente abriu uma cela.
Uma voz veio de dentro dela.
“Ufa! Finalmente. Que droga. Pensei que demoraria mais.”
Gunner passou pela porta enquanto alongava os braços, um sorriso largo preenchia seus lábios. Parecia que descansar naquela cela o deixou todo travado.
Takeda saiu logo depois, seguido dos dois agentes da Strike Down.
“Bom trabalho, vocês dois.”
Do outro lado, o diretor assistia àquela cena com um rosto perplexo.
Aquelas eram as pessoas que tinham sido mandadas para a prisão pelo próprio rei de Nevéria.
A única informação que eu tenho deles é que são perigosos… Mas qual a ligação deles com a oposição?
Não havia nada que ele conseguisse imaginar como motivo para estarem aliados.
De qualquer forma, eles não podem sair.
“Não os deixem sair daqui”, gritou.
Os guardas agiram. Eles dispararam os mosquetes.
Mas agora a confiança do grupo tinha voltado. Unidos, ergueram uma barreira de gelo que interceptou os tiros.
Lyara aproveitou o momento para levantar ainda mais a moral da equipe.
“Agora é nossa vez de dar o troco, pessoal!”
Eles vibraram em uma só voz. Saltaram por cima da barreira e começaram a atacar os guardas sem medo.
Tiros e choques de lâminas rapidamente encheram aquela área, enquanto os presos não podiam fazer nada além de ouvir e fazer escândalo, torcendo, obviamente, contra os guardas.
Sem muito tempo para explicar, Takeda chamou Rider.
“Escuta, Sora também estava com a gente, mas ela e a outra garota foram levadas para um lugar mais fundo da prisão. Eu quero que vocês vão lá e as tragam de volta.”
“É sério? Tá, mas como vamos fazer isso?”
Lyara, que estava por perto, falou.
“Leve o informante com vocês. Ele deve ter as chaves de lá também.”
“Tá bom, tá bom.”
“E também procurem por Kaelric! Nós vamos segurar os guardas aqui!”
Com este último pedido, ela olhou para eles com esperança. Takeda os apressou.
“Não percam tanto tempo. Vão!”
Rider, Yoshiro e Gunner assentiram e então atravessaram os guardas, levando o informante com eles.
“Droga! Essa armadura pesa demais!”
“Desculpa, mas não há o que fazer.”
Kharos mandou soldados atrás deles, mas foram impedidos por uma fumaça negra que bloqueou a visão.
“Peço desculpas, senhor diretor, mas nós temos nossos objetivos para cumprir”, disse Takeda, depois de dar um trago em seu cigarro.
Os quatro homens correram mais a fundo.
Um grupo de guardas apareceu, como se estivessem esperando por eles, as lâminas fora da bainha os ameaçava com um brilho mortal.
“Parem aí mesmo”, ordenaram.
Mas uma flecha luminosa caiu perto de seus pés. Uma ventania os lançou longe.
Gunner saltou sobre os restantes. Sua lâmina brilhou em um corte horizontal. Os guardas caíram de joelhos, com cortes profundo na armadura.
“Você não matou eles, né?” Yoshiro perguntou com um rosto sério.
“Sei lá. Não tô vendo nenhum sangue.”
Gunner deu de ombros, guardando sua espada.
Vendo aqueles jovens habilidosos, o informante não conseguiu ficar calado.
“Muito bem! Vocês são impressionantes mesmo. Eu me pergunto onde obtiveram treinamento”, ele disse, enquanto retirava sua armadura.
“É uma longa história, tiozinho”, respondeu Gunner, com um ar arrogante.
“Aliás, você tem alguma ideia de onde as duas garotas podem estar?”
Rider olhou para o informante, que balançou a cabeça.
“Na verdade, não. Eu não estava presente quando eles chegaram aqui. Mas é bem possível que elas estejam bem mais fundo.”
“Hum… Entendi. Isso é desanimador.”
“Mas a gente não pode ficar enrolando. Se for demorar só pra achar elas, então é melhor nos apressarmos.”
“Você tem razão. Vamos lá.”
Eles assentiram e seguiram em frente.
Não muito tempo depois, eles se depararam com um guarda solitário, sentado perto de uma das celas.
Ele estava sem capacete, parecia estar tirando um cochilo.
Gunner queria atacá-lo, mas Rider o impediu.
“Vamos tentar tirar informações dele. Ele pode saber onde elas estão.”
Então Rider se adiantou e eles foram até o guarda adormecido.
A arma dele estava jogada ao lado. Quanto desleixo para um guarda de um nível tão profundo. Mas aquele lugar era tão pacífico que chegava a ser compreensível ele ter decidido matar o trabalho.
Afinal de contas, quem iria imaginar que um grupo aleatório invadiria a prisão tão de repente?
De qualquer forma, era hora de extrair o que fosse possível dele.
“Vamos acordar!”
O guarda ouviu um barulho alto, antes de algo atingir fortemente seu rosto.
“…?!”
Desesperado, ele abriu os olhos — e quando se acostumou à luz — quatro pessoas com sorrisos assustadores o encaravam.
“!!”
O guarda deu um salto e procurou sua arma. Onde? Não estava mais ali.
Seus olhos e corpo tremeram.
“Yō no oni… Qui êtes-vous?!!”
Gunner levantou uma sobrancelha.
“What- Que idioma é esse?”
“Sei lá…”
“Você não é inteligente? Como é que não sabe?”
“Uma coisa não tem nada a ver com a outra.”
Yoshiro e Gunner discutiram e até mesmo Rider estava confuso. Mas o informante trouxe esperança.
“Deixem isso comigo.”
Ele se aproximou do guarda e falou no mesmo idioma neveriano. Os demais não entendiam, mas as palavras eram ditas de forma assustadora e eles podiam ver o terror estampado na face do pobre guarda que só queria matar trabalho em paz.
“Ótimo.” A conversa terminou. O informante voltou-se aos três. “Ele me disse que as garotas foram levadas não muito longe daqui. Elas estão entre o quarto e o quinto andar.”
“Ah é? Então vamos nessa.”
“A gente deve conseguir achar elas se gritar.”
Já obtendo a resposta que queriam, os três saíram.
O informante os observou de relance. Ele olhou para o guarda com um olhar sério. Num movimento rápido, enfiou a mão na boca do guarda, e antes que ele gritasse, inseriu uma agulha em seu pescoço, fazendo-o adormecer.
O informante lançou um olhar cauteloso para Rider e os outros, então correu atrás deles.
A partir daí foi mais fácil. Seguindo o plano de Gunner, enquanto estavam entre o quarto e quinto andar, começaram a chamar por Sky e ela logo respondeu.
“Ali, oh!”
Eles correram até a cela e a destrancaram usando a chave do informante.
Quando a porta foi aberta, Rider correu imediatamente.
“Sky, você tá—!”
Ele congelou mais rápido do que entrou.
“Mas que porra…!”
“Cara?!”
Não só Rider, mas até mesmo Gunner, Yoshiro e o informante travaram ao olhar para as duas garotas.
Tirando o fato delas estarem com suas roupas sujas de sangue, havia um número enorme de corpos estirados ao redor da cela.
“Ah! Aí estão vocês. Como souberam desse lugar?”
Sky tinha um sorriso no rosto, que parecia completamente alheio àquela situação.
“Uh… Nós podemos explicar… Não é o que estão pensando… Ou talvez seja…”
A outra garota timidamente coçou a bochecha, tentando achar as palavras certas para explicar aquilo.
“Ah, mas antes disso, vocês têm alguma coisa pra nós limparmos? Isso aqui tá fedendo demais…”
“Um banho seria bom…”
“A-ah… Certo…”
Aquela era realmente uma situação complicada. Mesmo assim, Yoshiro e Rider tiraram seus mantos e ofereceram às garotas. Elas aceitaram com gratidão.
Por terem perdido o equipamento que trouxeram, todos os agentes, consequentemente, ficaram sem trocas de roupas, o que era lamentável — especialmente para as garotas, que tinham necessidades maiores.
Mas um sorriso estampou o rosto das meninas quando elas ouviram que poderiam tomar um banho quente proporcionado pelo grupo de oposição ao rei.
Eles deixaram a cela e seguiram caminho, rumo ao objetivo de encontrar Kaelric.
“Peraí… Peraí!! O que foi que aconteceu ali?!”
Gunner já estava atordoado.
“Haha! Não foi nada demais. É que quando fomos levadas, apareceram um monte de homens mal intencionados.” Sky sorriu assustadoramente.
“Nós meio que precisamos dar um jeito neles”, completou a garota.
‘Meio’. Essa palavra aterrorizante ressoou na cabeça dos três garotos, enquanto eles se lembravam dos corpos inconscientes no chão.
Meninas são terríveis…
Eles decidiram simplesmente deixar isso de lado.
Para desfazer aquela tensão sombria, Rider contou sobre a situação fora das celas para as duas garotas.
“Que viagem… E pensar que nós só viemos atrás de uma coisa tão simples…”
“Isso realmente virou um grande negócio.”
Rider assentiu.
“Agora só falta nos reunirmos com M-san… Não temos notícias dele nem de Sora, mas espero que estejam bem.”
“Conhecendo aquele cara, eu tenho certeza que nada ruim aconteceu.” Gunner deu uma risada convencida, embora ele mal conhecesse Mayck.
“De qualquer forma, vamos encontrar Kaelric e vazar daqui. Takeda e os outros podem estar em apuros agora.”
“Isso aí. Aqui, informante, você tem alguma ideia—!”
Gunner ia virar-se para o silencioso informante quando sentiu uma dor aguda em sua lateral. Seus olhos recaíram sobre a lâmina transpassada ali e o sangue escorrendo até o chão.
“… Que porra…!”
“Tsk. Errei um ponto vital”, o informante cuspiu, insatisfeito.
“Gunner!!”
Yoshiro agiu imediatamente e disparou uma flecha contra o homem, mas ele já estava em movimento e se esquivou, retirando a lâmina da carne de Gunner.
O garoto caiu sobre um joelho, cobrindo a ferida com as mãos.
“Gunner!” Sky correu para ajudá-lo. “Droga… Isso não é bom.”
Rider pôs-se entre seu amigo e o traidor, lançando um olhar feroz.
“Mas que diabos você tá fazendo?!”
O homem limpou o sangue da espada sem pressa.
“Acho que fiz besteira… Devia ter matado vocês antes naquela cela. Eu só não esperava que elas tivessem acabado com todos eles”, lamentou.
“Então aquilo foi coisa sua?”
Quando foram levadas para aquela cela, separada de Takeda, aquele grupo de homens entrou e estavam prontos para fazerem o que desse vontade com elas. Mas tudo isso saiu por água abaixo, afinal de contas, Sky estava ali.
“Você é um traidor sujo… Seu filho da puta—! Cof!” Gunner elevou sua voz, os nervos à flor da pele, mas acabou cuspindo sangue no processo.
“Não se esforce assim. Você não pode perder muito sangue”, a garota o alertou.
“Isso foi ideia sua? Ou então a oposição está envolvida nisso?”
Se fosse obra da oposição, então não seria possível confiar neles. Nesse caso, teriam que voltar imediatamente a partir dali, sem concluir o resgate de Kaelric. Sendo assim, a situação do outro lado estaria muito mais caótica.
Rider sentiu os pêlos da nuca se arrepiarem. O informante estalou a língua, abaixando-se lentamente. Seus dedos se fecharam ao redor de uma segunda lâmina, que pertencia ao guarda de antes.
Havia um brilho frio em seus olhos. Ele sorriu.
“E se for? Eu posso ser só uma peça no plano deles. Mas, infelizmente, aqueles traidores imundos não tem nada a ver com isso.”
“É coisa daquele rei, então… Cof!”
“É. Sim. Minhas ordens são para matar os invasores de Nevéria. Então, vocês devem morrer aqui.”
Num piscar de olhos, o informante diminuiu a distância até Rider e saltou. Ele ergueu uma das lâminas e a deslizou rapidamente num corte vertical.
Clang!
Rider bloqueou o golpe com sua própria lâmina. Uma corrente de ar irrompeu no ambiente.
“Resistir é inútil.”
Ele girou a segunda lâmina, mirando o abdômen e forçou Rider a recuar. Então correu novamente e começou uma série de golpes pesados e rápidos brandindo as lâminas com precisão.
Rider manteve a calma — mas logo percebeu que seu oponente era rápido demais. Um descuido e aquelas lâminas atravessariam seu peito.
Ele precisava elevar um pouco seu nível e se adaptar aos golpes.
O som metálico das lâminas se espalhava pela prisão, reverberando naquele ambiente silencioso.
“Vocês são perigosos. O rei precisa se certificar que não vão interferir nos assuntos do reino.”
Então ele era um assassino enviado por Arden. Isso tornava as coisas mais perigosas do que pareciam. Se ele era um agente duplo, então o rei sabia tudo sobre os planos da oposição também.
Isso significa que até mesmo libertar o capitão Takeda e os outros fazia parte do plano.
Rider bloqueou um ataque direto e contra atacou com um corte vertical de baixo para cima. O informante recuou. Uma flecha cortou o ar em sua direção, mas foi defletida facilmente pela segunda lâmina.
Rider não tinha tempo pra pensar direito, mas a dúvida latejava em sua mente. O que fazer agora? Ele apertou a empunhadura de sua espada, jogando todo o peso no próximo golpe.
Como o próprio tinha dito, Sky e a outra garota tinham de estar mortas há um tempo. Mas não foi isso o que aconteceu.
Nós estamos um passo à frente.
O informante escapou do golpe direto. Rider olhou para Yoshiro. Os dois agentes se coordenaram para pressionar o informante numa sequência de flechas e espada.
As flechas choviam como meteoros, destruindo o chão aos montes. Os cortes de Rider eram como furacões e deixavam marcas severas onde atingiam.
O informante, porém, era muito ágil. Ele conseguia desviar as flechas e evitar os cortes de Rider. Mas os dois estavam apenas começando.
Num certo momento, eles recuaram.
“Quanta teimosia.”
“Eu que deveria dizer isso. Olha, eu parabenizo suas habilidades. Não é querendo te tirar nem nada, mas nós estamos pegando leve com você.”
“Olha esse moleque…”
O informante sentiu algo queimar dentro dele.
“Eu confesso que vocês são bons. Mas eu mesmo vou matá-los aqui. E vou mostrar que não sou um mero assassino de classe baixa.”
Ele empunhou as lâminas, preparando outro ataque.
“No fim, é pro seu próprio benefício. Já vimos essa história várias vezes.”
Rider e Yoshiro se prepararam. Eles se entreolharam. Era hora de acabar com isso.
“Vou te mostrar um pouquinho do que realmente somos.”
Rider moveu sua lâmina lentamente para sua lateral e a apontou para frente.
O informante, por sua vez, respirou fundo. O Nheria em seu corpo sendo direcionado para as duas lâminas.
“Façam um favor e morram!”
As espadas foram riscadas com força. O ar em volta esfriou severamente. Um gigantesco corte em formato de ‘x’ saiu do movimento e disparou na direção de Rider e dos outros, congelando tudo em volta.
Yoshiro estava com seu arco preparado. Ele o disparou. A flecha veloz saiu como um vórtice poderoso e encontrou o ataque de gelo no trajeto.
Houve uma explosão estrondosa com o impacto. Uma cortina branca subiu, e as duas habilidades disputavam a passagem.
“Sejam destruídos… seus miseráveis”, disse o homem, aguardando o resultado do golpe final.
Mas então seus olhos foram atraídos para um brilho sutil mais à frente.
O quê…?
Ele apertou os olhos.
A luz, então, disparou em sua direção e antes que ele pudesse reagir—
A dor veio primeiro. Um choque quente, cortante. Rider na sua frente. Ele piscou. Sua respiração travou.
Alguma coisa estava errada. Seus olhos desceram, então ele viu.
A lâmina estava lá. Atravessada em seu peito.
Seu sangue escorria pelo fio. Rider ainda segurava a empunhadura sem medo. O informante tentou dizer algo, mas apenas sangue preencheu sua boca.
Sua visão se escureceu lentamente.
Quando Rider viu que ele já estava morto, tirou a lâmina de seu peito e se afastou, deixando o corpo do homem cair na poeira.
“É o fim”, disse, enquanto encarava o homem sem vida. “Peço desculpas, mas… Ou era você ou a gente.”
Ele limpou o sangue da lâmina e a guardou na bainha em suas costas. Em seguida, atravessou os escombros e correu para socorrer Gunner junto aos demais.
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