DARKLURKER: Herdeiro do Vazio — Capítulo 18: CAPÍTULO 18 - 17 Jogada de Mestre parte 2

DARKLURKER: Herdeiro do Vazio
Cap. 18
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DARKLURKER: Herdeiro do Vazio

CAPÍTULO 18 - 17 Jogada de Mestre parte 2

Capítulo 18

1.427 palavras~6 min de leitura

Capítulo 17: Jogada de Mestre parte 2

DARKLURKER: Herdeiro do Vazio

O coração de Ivar batia forte enquanto subia pelas escadas, a sensação de urgência apertando cada músculo de seu corpo.

Ele sabia que o tempo estava se esgotando, mas a confiança na precisão de seus feitiços o mantinha focado.

Chegando ao andar superior, ele se preparou para a parte crucial do plano.

E agora, ele estava perfeitamente camuflado em meio a sua identidade nova, com uma expressão séria e autoritária que ele sabia que seria facilmente aceita pelo guarda na porta da sala.

O guarda não levantou nenhuma suspeita quando Ivar, na forma da Arquivista Superior, se aproximou. Ele se posicionou em frente à porta, e Ivar o observou brevemente, notando a postura rígida do soldado.

O homem fez uma reverência rápida, esperando uma ordem.

— O que está acontecendo aqui? — Ivar perguntou em um tom autoritário, sem hesitar.

O guarda se endireitou imediatamente, nervoso com a mudança repentina de atitude.

— Arquivista… nada de mais, apenas estou aqui para garantir que ninguém entre sem permissão. A sala está segura.

Ivar assentiu levemente, com um gesto de mão que indicava que ele não precisava continuar explicando.

Sem perder tempo, ele empurrou a porta, que se abriu com um leve rangido, revelando o interior da sala.

A sala estava repleta de tomos antigos, papéis espalhados e artefatos mágicos meticulosamente arrumados.

A atmosfera era carregada com o peso do conhecimento acumulado ao longo dos séculos. Ivar respirou fundo, sentindo a energia do local, enquanto seus olhos escaneavam cada canto, cada prateleira em busca das chaves que ele precisava.

A porta se fechou atrás dele com um clique suave, e o guarda permaneceu do lado de fora, sem saber que o verdadeiro jogo já estava em andamento.

Ivar se dirigiu diretamente à estante onde os documentos mais sensíveis eram mantidos, seus dedos deslizando pelas lombadas dos livros com precisão e cuidado.

Ele encontrou rapidamente o que procurava, um pequeno cofre embutido na parede, disfarçado entre os tomos mais velhos.

O cofre tinha uma intricada fechadura mágica, que tinha o formato de um rosto.

Ele olhou fixamente para a fechadura, tentando entender como iria abri-la, de repente, os olhos da fechadura começaram a brilhar e iluminaram o rosto de Ivar, como se estivesse analisando seu rosto.

E com um suave estalo, o cofre se abriu, revelando muitas cartas e também o que ele procurava, um conjunto de chaves ornamentadas, cada uma com símbolos esotéricos gravados em seu metal.

Ivar as pegou com cuidado, colocando-as dentro de sua capa enquanto observava ao redor, certificando-se de que não havia mais nada importante ali.

Ele já tinha tudo o que precisava e conseguiu sair sem levantar suspeitas. Ele passou pelo guarda que estava do lado de fora e seguiu descendo as escadas.

Mais adiante ele escuta a Arquivista Superior resmungando com o guarda que a acompanhará. Ivar então fica invisível novamente e passa despercebido pelos dois.

A única coisa que ele tinha em mente agora era encontrar Elara, ir até o andar Restrito e sair dali sem deixar rastros.

Ivar seguiu silencioso pelos corredores da biblioteca, movendo-se como uma sombra enquanto sua invisibilidade ocultava sua presença.

A luz das velas nas paredes criava sombras dançantes, e ele se aproveitou delas para se deslocar com mais discrição.

O eco distante das vozes da Arquivista Superior e do guarda logo desapareceu, e ele acelerou o passo, sabendo que cada segundo contava.

Ao chegar no terceiro andar, ele avistou Elara, que já estava o aguardando.

Elara estava encostada em uma das estantes, aparentemente examinando um livro antigo, mas seus olhos atentos escaneavam o corredor em busca de qualquer movimento.

Quando sentiu a presença de Ivar se aproximando, um leve sorriso tocou seus lábios, embora ela não levantasse o olhar imediatamente.

— Demorou mais do que eu esperava — ela murmurou em voz baixa, mantendo a aparência de uma estudiosa distraída.

Ivar, agora visível e com sua aparência normal, aproximou-se dela.

— As chaves estavam bem mais protegidas do que eu marinada — respondeu ele, mantendo a voz baixa. Ele deslizou a mão sob o manto e retirou um pequeno conjunto de chaves ornamentadas, mostrando-as discretamente para Elara — Mas eu consegui!

Elara lançou um olhar rápido para as chaves, seus olhos brilhando com uma mistura de alívio e urgência.

Ela assentiu, deslizando o livro de volta à estante com um movimento casual.

— Ótimo, mas não temos tempo para comemorações. Precisamos ir antes que percebam.

Ela começou a caminhar pelo corredor e foi até as escadas pelas quais passavam longe da sala da Arquivista Superior, mantendo uma postura calma, mas com os sentidos atentos a qualquer movimentação suspeita.

Ivar a seguiu de perto, escondendo as chaves em sua capa. Enquanto caminhavam, ele sussurrou:

— A Arquivista não é tola. Ela pode perceber a falta das chaves em breve.

— Então é melhor não estarmos aqui se isso acontecer.

Ao chegarem no décimo segundo andar, avistaram uma grande porta com uma fechadura mágica que emanava um brilho azul.

Ivar estendeu a mão, inserindo a chave principal na fechadura arcana. Um estalo suave ressoou, e a porta se abriu silenciosamente, revelando a entrada para o andar Restrito.

O ar era denso e carregado de uma energia antiga, quase sufocante.

Elara entrou primeiro, seus olhos escaneando as prateleiras repletas de tomos antigos e pergaminhos selados.

Ivar fechou a porta atrás deles, certificando-se de que não houvesse sinais de sua passagem.

— A seção dos artefatos mágicos deve estar mais ao fundo — sussurrou Elara, movendo-se rapidamente entre as estantes.

Ivar seguiu logo atrás, atento a qualquer sinal de armadilhas mágicas. As sombras das prateleiras alongavam-se, criando formas distorcidas sob a fraca iluminação mágica.

Ao alcançarem uma mesa de pedra no centro da sala, Elara parou abruptamente.

— Aqui! — ela murmurou, apontando para uma caixa de metal negro repousando sobre o altar de pedra.

Gravuras antigas cobriam sua superfície, e um símbolo mágico pulsava suavemente em tons dourados, os mesmos do livro.

Ivar analisou a caixa com atenção.

— O mesmo simbolo… A caixa possui uma tranca, talvez uma das chaves consiga abrir.

Elara assentiu, lançando um olhar atento para as chaves nas mãos de Ivar.

— Tente essa primeiro… — sussurrou ela, apontando para uma chave — Ela parece ser feita do mesmo material da tranca.

Ivar examinou a chave indicada por Elara, observando as intricadas gravações que pareciam refletir as mesmas runas presentes na caixa.

Ele assentiu silenciosamente e a inseriu na fechadura com cuidado.

Assim que girou a chave, um brilho dourado percorreu as gravuras da caixa, seguido por um leve clique.

A magia que envolvia o objeto pulsou por um instante antes de desaparecer por completo, dissipando-se em pequenas partículas luminosas no ar.

Elara prendeu a respiração enquanto Ivar levantava a tampa lentamente, revelando o conteúdo da caixa.

Dentro, repousava as páginas arrancadas do livro e junto delas, uma parte do ritual necessário para usar o artefato, mas era a última parte somente.

Elara estreitou os olhos ao examinar as páginas antigas, seus dedos hesitando antes de tocá-las.

A escrita era densa e repleta de símbolos arcanos complexos, alguns dos quais ela reconheceu imediatamente como sendo de magia proibida.

— Isso… isso é apenas uma parte do ritual. — murmurou ela, franzindo a testa. — Precisamos do restante, ou isso não vai servir de nada.

Ivar pegou as páginas e as folheou rapidamente, seus olhos analisando cada detalhe.

O texto falava sobre a conjuração de um poder oculto e mencionava um artefato, uma esfera negra, chamada de “Coração do Abismo”, que era a peça central de tudo.

— Então esse é o nome do artefato… Coração do Abismo. Eles esconderam o restante em outro lugar. — disse ele em voz baixa, cerrando os punhos. — Provavelmente para garantir que ninguém conseguisse completar o ritual facilmente.

— Então as outras partes do ritual estão com Kaygon e os outros cultistas — respondeu Elara, com um tom de frustração.

Ivar assentiu, seus olhos fixos nas páginas como se tentasse decifrar algo além do que estava escrito.

— Kaygon… — ele murmurou, sentindo o peso do nome. — Se eles possuem o restante, isso significa que estão mais próximos de concluir o ritual, mas eles ainda precisariam da última parte que temos.

Elara respirou fundo, seu olhar tenso.

— Mas se conseguirem… ninguém estará seguro. O Coração do Abismo não parece ser apenas um artefato qualquer, Ivar. Ele é como uma chave… uma chave para algo muito pior, e não sabemos qual a intensão deles em usá-lo.

— Você tem razão, Elara. Não temos tempo a perder, vamos sair daqui.

Ivar guarda todos os papéis em sua bolsa e eles se deslocam para a saída do décimo segundo andar.

Fim da leitura

Capítulo 18 concluído

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