Delinquente em Outro MundoCAPÍTULO 190 - 189 - Vamos fingir que eu... bem, concordo, X.
Capítulo 190Capítulo 189 - Vamos fingir que eu... bem, concordo, X.
Delinquente em Outro Mundo
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— Capitão…
Ele chegou com o rosto suado e parou diante do cavaleiro com as duas mãos no joelho, para que pudesse diminuir o cansaço.
A sua aparência parecia lamentável, embora seu porte físico se contradizesse com os seus fortes músculos.
No momento em que ele chegou com pressa, Matsuno o levou às pressas para longe e os dois conversaram.
O soldado então começou a explicar os detalhes de seu desespero.
Informou que uma horda de demônios havia aparecido um pouco adiante das linhas da frente.
— Absurdo! Eles vieram em grande número, meu senhor. O que faremos?
— Vamos batalhar.
Matsuno respondeu, mas recebeu em resposta uma expressão de surpresa pelo soldado.
— Hum? Estava esperando uma ordem melhor?
— Não, senhor! É só que… são muitos demônios, eu imaginei que talvez…
— Imaginou o quê? Que poderíamos recuar? Se seguirmos esse plano, o que você acha que aconteceria com as linhas do meio e de trás?
O soldado mordeu os lábios, pois não sabia o que responder. A verdade era que ele não queria batalhar, ainda mais contra uma infestação de demônios daquela magnitude.
Em batalhas anteriores, ele sempre obtivera machucados e cicatrizes que encheram seu corpo com aquelas marcas que considerava detestáveis.
Se tivesse que lutar contra aquela horda, possivelmente três ou quatro vezes maior do que as anteriores, não sairia ileso.
No pior dos casos, poderia morrer. E, como faltava-lhe confiança, essa perspectiva parecia aumentar.
— Mas senhor, eu não…
Ele abriu a boca para retrucar, mas não conseguiu completar a frase.
— Você não o quê? Você deve estar com medo. Recomponha-se! Você mesmo aceitou ir para essa expedição, ninguém te forçou a isso.
Matsuno disse com calma, mas suas palavras pareciam carregar certa indignação e raiva em seu tom de voz, — transbordavam uma frieza por trás de uma gentileza surpreendente.
— Caso não queira participar, você pode simplesmente sair. Mas saiba que será conhecido como um covarde e carregará essa reputação por toda a vida no reino humano.
Assim que ouviu esses comentários, o soldado tremeu da cabeça aos pés. Ele fechou o punho com força e tentou se recompor.
— Certo, farei como você disse! Sem medo.
— Ótimo. Era isso que eu queria ouvir de você! Agora pegue o meu cavalo e me guie até as linhas da frente.
Após receber a ordem, o soldado correu até a região onde o cavalo de Matsuno estava posicionado.
— Houve uma invasão na linha da frente, estarei indo para lá nesse exato momento. Vamos terminar com essa brincadeira depois, garotão.
O homem disse rapidamente assim que se aproximou de Rei.
O seu tom de voz carregava um semblante sério, em contraste com o modo casual que estava conversando antes.
— Você precisa de ajuda?
O estudante perguntou, mas já esperando uma resposta como: “lutar? Você? De jeito nenhum, fique aqui em segurança.”
Kazuki ficou surpreso com o comentário de Rei. Ele não pensou que o estudante iria tomar a iniciativa de auxiliar.
— Oh? Você quer me ajudar?
Matsuno comentou em surpresa, colocou o dedo indicador no queixo e a outra mão na bainha de sua espada.
Em seguida, ele abriu um grande sorriso no rosto, revelando seus dentes brancos e olhos rubis intensos.
— Tudo bem.
— O quê?
Kazuki perguntou assustado, em uma situação assim, o normal seria de Matsuno recusar.
Porém, a mente de Matsuno não funciona como as outras. Ele era imprevisível em certos momentos e racional em outros.
— Está falando sério? Você quer ajudar?
O homem-fera perguntou para Rei em seguida, embora soubesse que o garoto sempre estivesse disposto em ajudar independente da situação.
Os olhos de Rei ficaram sérios nesse momento, Kazuki pôde sentir uma onda de confiança vinda deles naquele momento.
Kazuki soube naquela hpra que essa era a mesma expressão que o estudante usava quando estava disposto, assim como aconteceu quando saiu no refúgio para distribuir alimentos para todos, ou quando curou os feridos na entrada do refúgio.
— Ah… certo. Vou acompanhar você então, não posso deixar que nada aconteça.
Ele respondeu com confiança, embora seu olhar estivesse hesitando.
Então acrescentou após olhar para Matsuno:
— Sou diferente de certas pessoas que parecem não ter responsabilidade!
Em reposta, o cavaleiro negro arqueou as sobrancelhas, mas longe de se sentir ofendido. Levou aquele comentário como se não fosse nada, dando uma risada de lado.
— Você não pode. E as crianças? — Rei comentou.
— Você não criou colares de proteção para elas antes de sair do refúgio? — Kazuki respondeu com outra pergunta. — Além disso, Rina e Tyrant sabem se defender.
No momento em que disse isso, as crianças do outro lado da fogueira se movimentaram. Rina foi a primeira a entrar na conversa.
Por sua expressão, ela parecia levemente ofendida pelos comentários de Rei.
— Não nos trate como se fossemos um peso. Podemos nos defender sim. Enquanto vocês treinavam espada, eu e Tyrant melhoramos nossas habilidades. Não ficamos paradas sem fazer nada.
— Eu preciso concordar com ela, meu jovem. — Tyrant interveio momentos depois, concordando com a opinião de sua amiga.
Nessa hora, o estudante soltou um suspiro e aproximou-se das duas para colocar a mão em suas cabeças. Ele havia se esquecido que elas eram mulheres velhas, mas as tratou como crianças, meramente por suas aparências por conta do efeito do rejuvenescer.
Por conta disso, as duas meninas olharam-no com raiva, mas não afastaram a sua mão, que acariciava seus cabelos lisos e ondulados.
— Certo, eu nunca pensei nisso. Vocês são fortes, não é mesmo? Foi mal por isso. Tenho certeza que podem se defender e proteger Mia e Takayo, ainda mais com os colares de proteção que eu dei.
Rei declarou, mas sua expressão no rosto estava alegre, pois a forma como as duas meninas à sua frente estavam se comportando parecia desleixada demais, ainda mais para uma vidente que antes beirava a idade de um dinossauro pré-histórico.
— Humm! Você já devia saber disso! Por que acha que falamos nossos atributos para você? De qualquer forma, vem comigo.
Rina respondeu com total confiança, virando-se para trás para ficar próximo de Mia e Takayo, — quase como se fosse uma guardiã para eles. Podia-se ver seu nariz empinado naquela hora, e a reação das crianças.
Eles pareciam pensar: “Está nos confiança essa menina? É sério?”
Continua…
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