Delinquente em Outro Mundo — Capítulo 38: CAPÍTULO 38 - 37 - Svishtar X

Delinquente em Outro Mundo
Cap. 38
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Delinquente em Outro Mundo

CAPÍTULO 38 - 37 - Svishtar X

Capítulo 38

920 palavras~4 min de leitura

Capítulo 37 - Svishtar X

Delinquente em Outro Mundo

Após a resposta educada de Hert, o elfo olha para os lados e percebe que a noite já havia caído em toda a região. Grande parte dos elfos e pessoas que antes estavam aos arredores estão distantes do local.

Apressadamente, ele acaba deixando um comentário sair enquanto caminha adiante de Kazuki, Rei, Mia e Takayo.

— Por que não me acompanham? Ainda precisamos entrar em Svishtar, viajantes. Assim como os outros, que apenas estavam por perto devido às suas péssimas condições físicas.

— Apenas me sigam, não vai demorar — acrescenta por fim, ao tomar a liderança e caminhar sem delongas.

No momento em que Rei acompanha o elfo, ele percebe que tanto a sua postura quanto o seu modo de andar é firme, assim como a forma que Kazuki caminha, mas com uma ligeira diferença.

Seria essa a forma que todos os elfos andam?Pensa o garoto por um instante ao notar certa peculiaridade, como se ele andasse de uma maneira elegante e firme, enquanto mantém o ritmo dos passos.

Com alguns minutos passados, eles conseguem por fim chegar ao destino, e deparam-se com uma enorme porta rústica, de aproximadamente 5m de altura.

Porta rústica de madeira esta, que está ligada a uma montanha, como se fosse um meio de estrada para uma mina.

Atrás da porta, há enormes cadeias montanhosas elevadas que parecem se entender por uma vasta área, de maneira a ganhar forma e expandir ainda mais pelo relevo a frente.

Ao redor da porta, estão alguns elfos de guarda que guiam outras pessoas próximas para o seu interior. Onde está localizado o refúgio, também denominado Svishtar, assim como descrito nos avisos e recados nas placas por perto.

— Viajantes, como conseguem ver, a entrada de Svishtar é ligada ao interior de uma montanha, isso está relacionado a uma história bem antiga dos nossos ancestrais — declara Hert, enquanto acena para os demais elfos da área para abrirem o portão.

— Mas acredito que esse não é um momento oportuno para explicar tais coisas. Vamos entrar primeiro — complementa.

Quando terminar de falar, uma pequena brecha do portão se abre, sendo o suficiente para que duas a três pessoas pudessem passar. Ele não abre em sua totalidade, somente o necessário para que todos os refugiados e pessoas passassem.

No momento em que adentram, percebem que pequenas tochas envoltas em jóias azuis estão posicionadas por toda a região. Tornando a área ligeiramente clara, devido a forte iluminação.

No entanto, o que mais surpreende o estudante e seus companheiros é a vasta região aberta que há no interior do local, sendo possível ver inúmeras casas e pessoas.

No meio daquela região, há uma imensa árvore branca com folhas azuis que parece repousar e dar destaque em todo o cenário.

Em torno dela, estão cômodos e pequenas casas de madeira e pedra, que apesar de próximas da árvore, ainda estão afastadas o suficiente.

O lugar parece inteiramente trabalho e assimétrico, como um projeto de arquitetura que demorou anos para estar finalmente completo.

A visão do estudante cobre de entusiasmo e surpresa, as pequenas casas e cômodos, a enorme árvore branca com pétalas azuis que está no centro de toda a região, os pisos de mármore que cobrem o chão e até mesmo as plantas que revestem o caminho. Tudo parece se complementar e tornar o cenário ainda mais incrível, em seus mínimos detalhes.

“Esse lugar é incrível! Que daora. É como uma base no interior de uma montanha, como eles conseguiram fazer isso… quer dizer, isso é realmente possível?”

“Que cenário foda. Então o refúgio é assim? Incrível.”

Declara em pensamentos Rei, à medida em que caminho, guiado por Hert.

Com um enorme sorriso no rosto, enquanto aponta para a árvore no centro, Mia que está apoiada no ombro de Kazuki, solta um comentário em extrema empolgação.

— Olha tio, que árvore bonita! Ela é de verdade?

Percebendo a animação da sobrinha, Kazuki apenas acena com a cabeça e responde com empolgação também.

— Sim, ela é de verdade, incrível.

É nesse momento que Hert vira seu olhar para eles, e um profundo suspiro sai de sua boca ao notar a surpresa em seus rostos.

Com tantas coisas acontecendo do lado de fora, ele até esquece que muitas das pessoas que adentram o refúgio, não demonstram uma reação ao verem todo o cenário.

Por causa do impacto da guerra, das feridas físicas e mentais deixadas por ela, grande parte dos indivíduos que adentram o local, apenas tratam de forma indiferente, sem demonstrar um pingo de surpresa.

Os olhos dessas pessoas parecem sem vida, como se a motivação de suas vidas e seus sonhos fossem destruídas. Uma visão que antes, deixou Hert abalado e angustiado.

— Ela é realmente magnífica, não acham? — diz o elfo, com um sorriso no rosto.

— Está é uma árvore nativa do reino élfico! Vocês sempre encontraram algumas de diferentes espécies e formatos lá.

— Algumas são avermelhadas, outras são claras com um tom de lilás. Enfim, existem de todos os tipos, no nosso povo essa árvore simboliza prosperidade e harmonia. — No momento em que termina de falar, ele abre um pequeno sorriso no rosto, e olha para a árvore também.

Uma vez terminado de explicar a história, o garoto nota que há certa tranquilidade no rosto de Hert, diferente de antes, quando parecia não se expressar.

Subitamente, neste momento um elfo aproxima-se deles, e quando Hert percebe, abaixa apressadamente a sua cabeça.

— Condolências, meu senhor Círdan — diz Hert, com um semblante ligeiramente resignado, e uma voz calorosa e formal.

Continua…

Fim da leitura

Capítulo 38 concluído

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