Escolha-me! Gacha InfinitoCAPÍTULO 349 - 272 Catástrofe (3)
Capítulo 349Capítulo 272: Catástrofe (3)
Escolha-me! Gacha Infinito
Tradução:Nimsay
Limpei a lâmina com um pano de limpeza.
Uma, duas, três vezes. O charme característico da espada brilhou ainda mais sedutoramente.
‘Não resta muito tempo.’
A rachadura que vi brevemente no céu antes de retornar à Sala de Espera ontem foi um sinal de que eles estavam chegando.
Os Fragmentos, monstros do mais alto nível que aparecem depois do octogésimo andar. Esse tipo de monstro ganhou o apelido de ‘quebrador de balanceamento’ por humilhar os ranqueados que conseguiram passar dos estágios desafiadores.
Somente cinco pessoas, em todos os servidores, chegaram ao octogésimo andar entre cem milhões de Mestres.
Eles foram classificados entre os cinco primeiros lugares do ranque. Até mesmo os usuários mais habilidosos, que investiram milhares de dólares e inúmeras horas em suas estratégias, acharam o octogésimo andar uma barreira intransponível.
O motivo? O octogésimo andar era notoriamente difícil. Quando até mesmo os famosos e persistentes jogadores coreanos desistiram, isso disse tudo.
No final, os jogadores ou se contentavam em ficar no septuagésimo nono andar ou buscavam outro conteúdo além de escalar a torre.
‘É a minha vez de aceitar esse desafio?’
Eu olhei para cima.
【Formando o4º Esquadrão de Ataque(Grande).】
Formação da Equipe –Grupo 37, Grupo 38, Grupo 39, Grupo 40, Grupo 41, Grupo…
Qlqr1, que havia entrado mais cedo após uma longa ausência, estava organizando um novo esquadrão de ataque.
Ela estava montando uma equipe eficiente para o ataque ao octogésimo andar. Se falhássemos aqui, perderíamos não só a mim, mas todos os heróis envolvidos. A ideia de perder os heróis no qual gastou tempo e dinheiro levantando em um instante é horrível.
‘A batalha final será no octogésimo andar.’
O príncipe certa vez fez uma declaração ameaçadora. Com base nessa pista, formulei algumas hipóteses. A maioria era negativa, mas não deixei que isso me incomodasse.
Por enquanto, concentrei-me apenas em completar a missão.
[ Atenção! Aqui é a Isel. Vocês conseguem me ouvir? Estou informando todos os membros do ataque que estão esperando. Os seguintes indivíduos devem se preparar para a batalha imediatamente! Primeiro, nosso ás imbatível, Han… ]
A voz de Isel ecoou.
‘Hum, parece que estamos prestes a ir ao septuagésimo sétimo andar.’
Embainhei Bifrost e saí da sala.
Os heróis chamados nem sequer formavam um grupo completo. Só foram três pessoas, eu, Jenna e Velkist. Qlqr1 deve ter percebido que a verdadeira batalha começa no octogésimo andar.
Entramos na Fenda no Espaço-Tempo em uma atmosfera calma. Foi minha segunda vez entrando na cidade imperial.
À medida que a imagem do palácio se aproximava, uma janela holográfica apareceu.
【77º Andar】
Tipo de Missão– Exploração.
Objetivo– Vasculhe o Palácio Imperial Ragnasar!
O objetivo era idêntico ao do septuagésimo sexto andar, foi tão igual que quase me fez rir.
— Quê? É exatamente o mesmo objetivo que o do andar anterior! Quem cria as missões ficou com preguiça? — Jenna murmurou irritada.
— Não é como se tudo estivesse do mesmo jeito — respondi com um sorriso.
Uma das mudanças é que estava de noite. Tanto que olhando para cima era possível ver o céu cheio de estrelas. E as ruas estavam mais limpas.
Os remanescentes do exército imperial devem ter sido quase exterminados. Apenas mercenários armados patrulhavam as estradas com expressões severas.
Fiz contato visual com uma das patrulhas. O mercenário sussurrou para seu colega e então se aproximou de mim.
— Com licença, você é o senhor Han Israt?
— E se eu for?
— Sua Majestade está procurando por você.
Ele se foi depois de dizer aquelas palavras.
— …
— Devemos deixar você sozinho novamente? — Velkist murmurou.
Eu assenti silenciosamente.
— Se algo acontecer, nos chame. Nós iremos correndo.
— Que tédio…
Os dois desapareceram no beco escuro.
Deixado sozinho, virei-me e caminhei em direção à rua principal no centro da cidade imperial.
Passar pelos guardas não foi difícil, eles abriam o caminho assim que viam meu rosto. Na entrada do palácio selado, encontrei Pria me esperando.
— Você está aqui.
Pria, encostada no muro de pedra do jardim, endireitou-se. Ela usava um vestido branco simples, não seu traje cerimonial habitual.
Enquanto eu estava a observando, ela coçou a bochecha.
— …Não combina comigo?
— Não, eu só estava me perguntando por que está usando isso.
— Eu queria mudar o clima.
Pria começou a andar na frente em direção às portas abertas do palácio.
Eu a segui silenciosamente.
— Minhas memórias… retornaram — Pria murmurou como se estivesse falando consigo mesma. — Taoni já pereceu uma vez.
— …
— Agora, sinto como se um peso tivesse sido tirado do meu peito. Vocês foram os ajudantes que a deusa me enviou. Agora entendo por que eles me odiavam.
O som de seus passos ecoou pelo corredor escuro do palácio e luzes fracas iluminavam partes do interior.
— O que eu pensei que fosse um sonho era a prova de um contrato tolo. Se não fosse por mim… eles teriam encontrado um fim mais digno de sua honra. Eles não teriam sido marcados como traidores ou acusados de vender o império.
— …
— Por minha ganância… Eu posso tê-los traído. O que aconteceu com o príncipe foi obra minha.
O rosto de Pria estava escondido nas sombras.
— Então, você se arrepende? — Falei suavemente.
— Quase.
— Quase?
Quase não é resposta. Ou ela se arrepende ou não.
— Se eu não tivesse traído Taoni, eu não teria conhecido você, teria?
— Essa é uma afirmação bem perigosa.
Fiquei imaginando como Yoshu teria reagido ao ouvir isso.
— Hehe, eu não te contei? Eu sou uma pessoa egoísta. Eu faria qualquer coisa pelos meus desejos — Pria riu baixinho sob o brilho das luzes.
Ela conseguiu recuperar suas memórias sem receber muito choque ou trauma. Isso era um sinal de que ela havia amadurecido.
— Han.
— O que?
— Você se lembra daquela promessa?
Eu assenti. Ela estava falando sobre aquele pedido de contrato vitalício.
— Você não precisa se preocupar com isso. Parece que eu te sobrecarreguei. Sinto muito.
— E agora você está cancelando tudo de repente?
— Se é assim que você vê…
— Ainda não decidi. Preciso de mais tempo para pensar.
— Mas…
— Não acabou. Nem para você, nem para mim, nem para este lugar — falei com firmeza.
Pria mordeu o lábio.
— …Entendo.
— Os outros provavelmente estão nos esperando. Vamos.
Fiquei imaginando que bobagem ele diria dessa vez. Abri as portas da sala do trono e entrei.
A luz das estrelas entrava pelas aberturas no teto, mal iluminando o trono vazio. O príncipe estava ausente dessa vez. Em vez disso, o garoto que o serviu ficou olhando para mim.
Um menino com uma aparência delicada, que lembrava com um boneco de porcelana. Mas seus olhos frios não demonstravam nenhum sinal de emoção.
— Saudações, ser primordial… — Pria levantou a bainha do vestido em sinal de respeito.
Lantia zombou e se aproximou de mim.
— Hum?
Ele foi direto ao ponto.
— …
Lantia jogou algo do bolso.
Um cartão branco prateado brilhava ao luar.
Diretor Executivo deMobius Ltda.,%@■
010-6432-XXXX
Eu já tinha visto isso antes. Já faz mais de meio ano, mas a lembrança ainda estava viva. O cartão de visita que Tell me mostrou durante a cerimônia para atingir duas estrelas.
Pria se abaixou para pegar o cartão e o olhou lentamente.
Estreitei os meus olhos. Esse cara era um executivo da Mobius?
Pria deu um passo à frente.
— O que você quer dizer com isso? Minha memória me diz que esta é a primeira vez que nós… voltamos.
Lantia riu amargamente.
— Não foi isso que eu vi — falei.
Se ele estava se referindo ao fim do mundo mostrado quando atingi as quatro estrelas, ele estava completamente enganado. Lá, liderados pelo príncipe, os heróis de Taoni se uniram para resistir à destruição iminente.
Lantia fechou os olhos.
— Então, se eu cooperar ou não, depende de mim também.
— Pare com essa bobagem. Eu não vim aqui para brincar.
Sorri, enquanto Lantia abriu os olhos.
— Pense o que quiser.
No passado, eu poderia ter considerado isso. A possibilidade de retornar sem completar a missão era tentadora. Pelo menos eu estaria disposto a ouvi-lo.
Mas agora, isso não era uma opção.
Lantia acenou com a mão.
E após um clarão forte, estávamos fora do palácio. Um leve chilrear de insetos chegou aos meus ouvidos.
Eu olhei para o céu estrelado e vi a fissura de forma mais nítida e clara.
Progresso atual –40%
Quando o progresso chegar a100%, aDescidacomeçará.
Mestra, prepare-se para a batalha!
Arregalei meus olhos.
Além da rachadura, algo se contorcia e olhava para nós. Eles não tinham forma definida, mudando e se contorcendo enquanto olhavam em nossa direção.
‘Eles estão vindo.’
O confronto com eles era inevitável desde o início. Isso sempre esteve fadado a acontecer.
— Han…
Eu me virei e vi que Pria estava olhando para mim com olhos trêmulos.
— Então, você vai desistir? — murmurei. — Você vai desistir só porque parece impossível? Não, você não vai. Nós chegamos até aqui, então é melhor fazermos alguma coisa.
— As palavras daquele menino…
— Sejam elas verdadeiras ou não, não ligue para isso. Apenas faça o que pretende fazer. Você veio aqui para dar ao seu irmão um lar seguro, não foi?
Coloquei minha mão na cabeça de Pria.
A textura macia tocou minha palma. Mesmo que ela estivesse mais velha agora, para mim, ela ainda era a mesma garota que costumava fazer beicinho e reclamar.
‘Ainda me lembro da primeira vez que nos conhecemos.’
— Todos nós morremos no final. Você, eu. Seja de velhice ou de um acidente, a vida de todos é finita. Então, o que devemos fazer? Devemos viver influenciados pelos outros até estarmos em nossos caixões? Ou devemos viver fazendo o que queremos, pelo máximo de tempo que pudermos? — Parei por um momento e continuei. — Esqueça o papo de destino e fim do mundo. Siga seu coração. Ou você vai se arrepender para sempre.
— …
— Não me importo em viver muito. O que importa é viver do jeito que eu quero e ver isso acontecer corretamente.
Pria piscou enquanto olhava para mim.
Eu era um viciado em jogos no planeta Terra. Mesmo sendo o jogador mais bem classificado, as pessoas me viam como nada mais do que um recluso.
Mas não me arrependi. Eu pude fazer o que eu queria, tanto quanto eu queria.
Mesmo que esse tenha sido o resultado.
— Arrependimento…
— Você só vive uma vez. Então…
— Você está dizendo que eu devo fazer o que eu quero?
— Exatamente. Esqueça as aparências e obrigações. Você não acabou de dizer que não se arrependeu de ter vendido Taoni para a deusa? Continue assim. — Sorri suavemente. — Uma coisa é certa, porém…
— O que…?
— Até que essa luta acabe, ficarei ao seu lado.
Pria respirou fundo.
— Tá bom — ela disse, abrindo um sorriso carinhoso.
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