Escolha-me! Gacha InfinitoCAPÍTULO 363 - 286 O Outro Final (1)
Capítulo 363Capítulo 286: O Outro Final (1)
Escolha-me! Gacha Infinito
Tradução:Nimsay
A subjugação oficial do Rei Alado Azul, Shutenberg, um dos quatro seres antigos de Taoni, não ocorreu até o octogésimo terceiro andar. No octogésimo primeiro andar eliminamos os Fragmentos que permaneciam perto da cidade imperial e no octogésimo segundo andar limpamos o caminho até ele.
「Kieeee!」
Outrora uma divindade sagrada que governava uma dimensão, o majestoso pássaro azul, com um corpo de dez metros de comprimento, havia perdido toda a sua dignidade.
Torci o Bifrost que estava alojado entre suas asas. Com o som de carne e músculos se rasgando, sangue preto espirrou.
「Kyaaak! Kyaaak!」
Essa criatura nem poderia mais ser chamada de pássaro. Todas as suas penas foram arrancadas e seu esqueleto estava completamente destruído. Shutenberg estava caindo, sangrando muito.
「Insetos…! Insetos insignificantes…! Kuhek! Pryos!」
Uma forte tempestade mágica se abateu sobre nós. Se não fosse pela proteção das escamas do Dragão Negro cobrindo meu corpo, teria sido despedaçado em um instante.
Halkion não apareceu sem motivo, era uma vantagem clara.
Embora Shutenberg tenha desencadeado uma série de grandes magias, nenhuma foi poderosa o suficiente para penetrar minhas escamas.
Mas, o mestre da magia de Taoni, Shutenberg, poderia ter usado um feitiço com penetração suficiente para quebrar minhas escamas, ao misturar alguns atributos especiais em um ataque concentrado.
Ele poderia ter tido sucesso. Para Shutenberg, tal tática seria moleza.
「Traidor! Traidor! Príncipe arrogante! Eu vou te matar!」
Isso se ele ainda tivesse seu julgamento e raciocínio intactos.
Já faz um tempo que ele só grita o nome do príncipe e até me confundiu com ele. Se seu julgamento não estivesse nublado, a luta teria sido muito mais difícil.
Bam! Bam! Bam! Bam!
Feitiços deslumbrantes dos quatro elementos envolveram minha visão como uma tempestade.
O herói éimune a danos mágicos!O herói éimune a danos mágicos!O herói éimune a danos…!
Halkion sussurou, cheio de resignação.
O chão estava se aproximando cada vez mais rapidamente. Pouco antes da colisão, estendi as escamas do dragão até sua dureza máxima.
Bum! Com o impacto, a terra se partiu e, em meio aos destroços voadores, enfiei a espada profundamente e senti algo macio sendo espetado.
Naquele momento, eu soube que o Bifrost havia perfurado seu coração.
「Yyyyaaa…」
Dei um pulo para trás e esperei a poeira baixar.
Pouco tempo depois, o corpo de Shutenberg, completamente destruído, reduzido a uma pilha de ossos e carne desordenada, começou a aparecer da enorme cratera.
【Missão concluída!】
Esta missão não concede experiência
— Normalmente, você estaria se gabando de ser invencível ou dizendo que foi tão fácil que você quase bocejou. Dessa vez, você ficou em silêncio, então pensei que algo tinha acontecido.
— E não é?
Halkion sorriu e estendeu a mão direita.
Zzzzzzzz! A velocidade de dissolução do campo diminuiu.
— O que você fez?
— …
— Há alguém como você que acabou assim.
Apontei para o cadáver de Shutenberg e Halkion balançou a cabeça.
— Ele não está morto?
Eu franzi a testa. Eu não quero lutar com alguém como ele novamente.
— Hum.
Parece que estávamos nos desviando do assunto.
O que Halkion queria dizer não era isso.
Eu o observei silenciosamente, até que ele ficou em silêncio por um momento antes de falar novamente.
— …
— Ela se foi?
Lembrei-me do octogésimo andar.
Antes de cruzar a barreira dimensional, Pryos parou o tempo do cenário, mas isso não funcionaria com seres transcendentais. Assinis descobriu algo durante esse processo?
— Espera? O quê?
Halkion murmurou e então olhou para mim.
— …
— Para onde você está indo?
Halkion olhou para uma parte do céu e eu segui seu olhar. Além do céu que se dissolvia, inúmeras luzes douradas brilhavam.
Não eram Fragmentos.
Uma torrente de luz traçou uma trajetória deslumbrante.
Todo mundo nesse lugar é especialista em falar bobagens? Será que é tão difícil explicar as coisas claramente? Estou cansado de ter que adivinhar tudo.
Halkion falou ainda olhando para a luz.
— Então…
Eu suspirei.
‘Esse cara também percebeu. Não consegui enganá-lo.’
Ouvindo o que ele disse, ficou claro. Halkion também entendeu a verdade de Mobius.
— Escolher? Escolher o quê? Ficar aqui e morrer com todos ou fugir para viver? De qualquer forma, este mundo já está condenado. A opção lógica é fugir. Não sou idiota por me sacrificar por um ideal sem sentido.
— Mas escolher aquilo? E tornar-se uma bateria viva?
Eu franzi a testa e levantei minha mão, apontando para o céu.
— Não sei o que eles estão planejando ao reunir monstros, mas acho que não. Acho que você é como Tell. Você está me pedindo para me sacrificar e morrer por este universo, não é?
Lembrei-me das últimas palavras do príncipe. No campo de trigo, ele me disse:
“Nos encontraremos novamente no Trono Dourado.”
Estou cansado disso. Fui em direção à cratera onde estava o corpo de Shutenberg.
Vasculhei os restos mortais até encontrar o que procurava.
O núcleo pulsante do ser transcendental. Mesmo sem o Livro que Desafia os Céus, com essa quantidade de energia, seria possível tentar uma ascensão a sete estrelas.
Mas antes preciso de outro núcleo. O núcleo de Lantia.
Se eu conseguir, junto com Yurnet, posso criar uma cópia do Livro que Desafia os Céus. Não preciso do legado de El Cid. Se eu completar a missão até o nonagésimo andar e obter a ascensão para sete estrelas, finalmente posso dizer adeus a esse mundo louco.
No planeta Terra, Yurnet me deixou uma fortuna, uma quantia obscena de dinheiro. Eu poderia viver sem preocupações pelo resto da minha vida.
Eu não precisaria transmitir jogos no UyoTube para ganhar dinheiro. Eu poderia jogar o que quisesse sem preocupações.
Viver tranquilamente.
‘E se eu escolher ficar aqui?’
Nada de bom aconteceu comigo aqui. A vida de um herói era uma série de treinamentos dolorosos e batalhas sem fim.
‘Não há esperança aqui.’
Nada pode mudar. O universo está condenado, como isso pode ser revertido? Bilhões de fragmentos se juntam na fronteira a cada minuto, tomando cada vez mais um número infinito.
— …
Quando abri meus olhos, Halkion já havia sumido. Eu sabia que ele tinha ido embora para sempre.
‘Ele disse que eu não estou pronto.’
Estalei a língua.
Pronto para quê? Para morrer? Tornar-se uma bateria para prolongar a vida do universo?
Minha casa é o planeta Terra, foi lá que nasci e fui criado. É onde eu deveria estar.
Não neste mundo miserável.
‘Dane-se eles.’
O tempo parado começou a se mover novamente e eu me rendi à luz deslumbrante.
‘É hora de se preparar para partir.’
Eu não vou mais jogar os jogos deles.
Seris estava certa esse tempo todo.
Comentários do capítulo 363
Converse sobre este capítulo. Marque spoilers para proteger outros leitores.