Eu Vou Superar o MC — Capítulo 153: CAPÍTULO 153 - 153 Nunca Mexa com o Louco

Eu Vou Superar o MC
Cap. 153
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Eu Vou Superar o MC

CAPÍTULO 153 - 153 Nunca Mexa com o Louco

Capítulo 153

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Capítulo 153: Nunca Mexa com o Louco

Eu Vou Superar o MC

— Vá em frente —Inalaincentivou Maharell, com a voz calma e suave. Ele nunca havia falado com tanta gentileza na vida. Contudo, aquela voz mansa soava como o sussurro do diabo aos ouvidos de Maharell.

O contrato estipulava que Maharell nunca agiria legalmente contra a loja deInalaem termos comerciais. Se ousasse, seria obrigado a pagar um Elixir de Grau Médio como compensação todo mês, enquanto mantivesse suas atividades.

À primeira vista, parecia um acordo justo, feito para garantir que Maharell não tomasse a loja deInalacomo alvo. Mas, na curta interação que tiveram, Maharell percebeu algo crucial.

Inalaera umlouco!

Assim que o contrato fosse assinado,Inalacomeçaria a perturbar sutilmente a Mercadorias e Serviços Maharell. Ele não danificaria os produtos, nem faria mal à equipe ou aos clientes. Portanto, não poderia ser legalmente responsabilizado.

As ações deInalaseriam como as de uma mosca: quase sempre inofensivas, mas extremamente irritantes. BastariaInalacontinuar com aquilo por algum tempo e, mesmo que Maharell se controlasse, alguém de poder em seu estabelecimento retaliaria.

E contanto que esse alguém fosse parente, funcionário ou um terceiro com quem Maharell tivesse boas relações, as cláusulas do contrato entrariam em vigor. Isso o colocaria em dívida comInala, forçando-o a pagar um Elixir de Grau Médio todo mês.

Mas a pior parte do contrato era que as penalidades podiam se acumular. Ou seja, se Maharell fosse agressivo comInaladuas vezes, seria forçado a pagar dois Elixires de Grau Médio todos os meses.

No momento em que Maharell fizesse qualquer coisa, estaria dando um tiro no próprio pé. Ele perderia tudo o que construiu do zero e acabaria liquidando tudo para comprar Elixires de Grau Médio paraInala.

“Ele com certeza faria isso.”Encarando a expressão gentil deInala, Maharell sentia-se cada vez mais apavorado.“Eu cometi um erro! Eu o subestimei só porque ele está no Estágio Corporal. Que diabos ele é?”

— Mate-me e acabe logo com isso — Maharell declarou, resoluto — Eu nunca vou assinar isso.

— É mesmo? —Inalasuspirou e recolheu o contrato — Que pena.

O recuo deInalaapenas pressionou Maharell. Ele entrou em pânico, incapaz de entender o queInalaplanejava fazer. Infelizmente, o queInalatinha em mente estava um nível acima de qualquer pesadelo que Maharell pudesse imaginar.

— Pessoal —Inalaacenou para os guardas — O chefe de vocês quer fugir de toda a responsabilidade e morrer. E sabem… quando isso acontecer, vou responsabilizar todos vocês.

— Incluindo suas famílias — ele riu. — Vocês foram afetados por um poder meu que é como uma doença. Quando eu quiser, posso fazer todos perderem os sentidos, como antes. Mas isso não se limita a vocês.

— Sua linhagem inteira será infectada também.

— S-Senhor, por favor, poupe-nos! — o capitão dos guardas bateu a cabeça no chão, implorando perdão — Tire minha vida, mas não toque na minha família.

— Que rude —Inalafingiu estar ofendido — Vivemos em uma sociedade civilizada. Não vou machucar sua família nem nada. É só que…

— Bom, esqueçam. —Inaladeu de ombros e acenou, gesticulando para que partissem — Vocês não precisam fazer nada. Apenas saiam.

— Tem certeza? — o capitão perguntou, esperançoso.

— Sim —Inalaassentiu e ficou em silêncio, observando os guardas saírem correndo. Mas, assim que alcançaram a saída do pátio, ele murmurou: — Olhem a cidade uma última vez.

— Vocês não poderão fazer isso depois de hoje.

A equipe de guardas parou bruscamente. Estavam encharcados de suor, nervosos, tensos, incapazes de saber se apenas eles seriam punidos ou se suas famílias também. E não podiam sair a menos que isso fosse esclarecido.

Inalanão demonstrou intenção de esclarecer, fazendo o capitão desmoronar e implorar:

— O-O que quer que a gente faça?

— Nada —Inaladeu de ombros novamente e falou com indiferença: — Se eu precisar de algo, posso apenas pegar na Mercadorias e Serviços Maharell. Nenhum de vocês é capaz de notar minhas ações. Portanto…

Ele sorriu.

— Não há nada que possam fazer por mim.

Inaladeu um tapa no ombro de Maharell:

— O mesmo para você, senhor.

— Você acha que o Senhor da Cidade permitiria que você causasse o caos como bem entendesse? — Maharell estava no limite e decidiu usar sua cartada final: intimidação usando o nome de uma existência mais forte.

— Vá em frente, peça a ajuda dele. —Inalanão pareceu se importar. Ele ajudou Maharell a se levantar e gesticulou para que saísse: — Quer visitar a mansão do Senhor da Cidade agora ou mais tarde?

— Posso acompanhá-lo, se quiser.

“Q-Que porra é essa?”As ações deInaladesconcertaram Maharell. Ele não conseguia entender a atitude deInala. Ele era apenas louco ou nem se dava ao trabalho de temê-los por ter um apoio poderoso? Maharell não sabia dizer.

E, considerando como umInalanovato no Estágio Corporal subjugou um Maharell no Estágio de 6 Vidas, ficava claro queInalaestava em um nível de força totalmente diferente. Alguém tão forte e tão jovem não era uma pessoa qualquer.

— Eu… eu vou assinar o contrato — disse Maharell, desanimado, pegando rápido o contrato deInalapara assinar e carimbar.

— Pode reconhecer firma você mesmo.1—Inalaacenou, gesticulando para Maharell sair.

— Vou reconhecer firma e voltar já. — Dizendo isso, Maharell partiu em alta velocidade em sua carruagem. Algumas horas depois, ele voltou, exausto, entregando uma cópia do contrato paraInala. Havia sido autenticado pelo Conselho de Notários da Câmara Municipal.2

Uma vez autenticado, o contrato tinha validade legal. Mesmo sendo um contrato absurdo, Maharell não teve escolha a não ser assinar. Afinal, isso pelo menos lhe trazia alguma paz de espírito.

Contanto que garantisse que seu pessoal jamais chegasse perto da loja deInala, ele poderia evitar pagar o preço. Mas, se não assinasse, não teria ideia do queInalapoderia fazer a seguir. Isso era cem vezes mais aterrorizante.

Maharell não desejava perder tudo o que construiu. Ele agiu daquela forma para parecer resoluto, mas dava muito valor à própria vida e não estava disposto a morrer.

Com as costas curvadas, um Maharell desanimado embarcou em sua carruagem e voltou ao seu estabelecimento. Assim que eles se foram, Asaeya voltou ao pátio e encarouInala, perguntando:

— Você tem certeza de que ele não se juntará a outros comerciantes para retaliar contra nós?

— Ele vai pensar nisso. —Inalaassentiu — Mas nunca fará.

— Por que tem tanta certeza? — Asaeya quis saber, incapaz de entender a lógica por trás das ações deInala.

— Este é um mundo onde cão come cão, e a sobrevivência do mais apto reina suprema — disseInala. — Não importa o quão forte você seja, um erro e você cairá em um ciclo vicioso onde perderá tudo. E, no fim, será devorado por outro. Isso vale ainda mais para os comerciantes. Nenhum deles é aliado de ninguém.

— Além disso — ele sorriu — qualquer um que vive o bastante aprende e obedece a essa regra, sem exceção.

— O que é? — Asaeya perguntou.

Inalariu e começou a levar as cadeiras de madeira para dentro de casa:

— Nunca mexa com o louco.

O Louco
Fim da leitura

Capítulo 153 concluído

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