Eu Vou Superar o MC — Capítulo 2: CAPÍTULO 2 - 2 Continente Sumatra

Eu Vou Superar o MC
Cap. 2
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Eu Vou Superar o MC

CAPÍTULO 2 - 2 Continente Sumatra

Capítulo 2

820 palavras~4 min de leitura

Capítulo 2: Continente Sumatra

Eu Vou Superar o MC

“Reshaserá umRegressor.”

“Seu… bastardo!” Todas asseisfacesgritaram em pânico enquanto desapareciam.

“Hahaha!” O humanoide cabeça-de-polvo riu estrondosamente enquanto esfregava a barriga. “Ah! Isso foi satisfatório! Valeu o esforço só pra ver essas expressões.”

“Agora, espero que vocês sofram o suficiente até aceitarem a derrota pro meuprotagonista!”

Continente Sumatra!

Clã Mamute, 44º Assentamento da Presa Empírea, Academia de Refinamento!

Os olhos do jovem se abriram bruscamente, vendo o mundo do romance se apresentar como realidade. Seu olhar continha choque, empolgação, nervosismo e antecipação. Ele queria pular e gritar:

“O Papai Chegou!”

Mas não podia — estavam em aula.

‘O primeiro capítulo de Crônicas de Sumatra começa justo no meio da aula.’

Atualmente, ele tinhaseisinimigosque ameaçavam sua vida nesse mundo, e um deles era oprotagonista,Resha. Era melhor ser cauteloso para não revelar sua identidade… não, isso era inútil.

Enquanto um mar de informações invadia sua mente, sua empolgação esfriou. Ele compreendeu sua identidade.

Inala— esse era seu nome. Um órfão cujos pais foram dados como desaparecidos em ação. E o pior: seu corpo era fraco. Estalos ecoavam sempre que tentava se mover.

Doença do Fragmento!1

Umem cadacemno Clã Mamute sofria dessa doença incurável. Ela tornava os ossos quebradiços. Nesse mundo onde a força reinava, quem tinha a Doença do Fragmento recebia basicamente uma sentença de morte.

Qualquer esforço físico resultava em fraturas. Eles não só não podiam treinar para ficar mais fortes, como mal conseguiam realizar tarefas diárias sem arriscar a vida. Eram inúteis e um fardo para os recursos do Clã. Normalmente, essas pessoas eram eliminadas ao atingirem a idade adulta sem se tornarem úteis.

Inalatinha agora quatorze anos. Em um ano, seria considerado adulto. Se não encontrasse um modo de contribuir com o Clã até lá, seria jogado como comida para uma Besta Prânica.2

O Clã Mamute era uma tribo nômade que viajava sobre os lombos das Presas Empíreas,3Bestas Prânicas consideradas as maiores e mais antigas deSumatra.

A área superficial de uma Presa Empírea ultrapassava um quilômetro quadrado. Um assentamento inteiro existia ali, abrigando cerca de quarenta mil pessoas.

O Clã Mamute se distribuía por um rebanho de 44 Presas Empíreas que atravessavam territórios perigosos diariamente. O perigo, portanto, era constante.

SeInalase provasse inútil, seria cruelmente jogado na boca de uma Besta Prânica faminta sem hesitação. Logo, ele não só precisava ser cauteloso, como também aumentar seu valor para o Clã.

“Me desculpe…”

Os pensamentos deInalaforam interrompidos por um murmúrio ao seu lado. Seu corpo congelou ao se virar lentamente para a direita, onde viu um garoto de traços afiados e rosto bonito, com uma expressão angustiada — memórias de sua vida passada inundavam sua mente.

Resha,oProtagonista4de Crônicas de Sumatra!

Na Academia de Refinamento, as aulas eram conjuntas: os mais novos ficavam na frente, os mais velhos atrás. O grupo deInalaera o mais velho, sentado no fundão.

Como um dos afetados pelaDoença do Fragmento,Inalaestava na última fileira, apelidada de“Fileira da Morte”.5

Isso porque, no dia da formatura, eles seriam alimentados a uma Besta Prânica — daí o apelido. Originalmente,Reshaera o único aluno da Fileira da Morte em seu ano, sentado sozinho.

Mas agora, haviasete alunos. Uma revelação direta de suas identidades.

‘Cautela, o cacete!’Inaladisfarçou sua frustração. Entre os sete, um era oprotagonistae os outros seis,reencarnados. Evitar conflitos era impossível — suas identidades estavam expostas desde o início.

Estavam sentados lado a lado, afinal.

‘EntãoReshaera overmelho.‘Inaladeduziu. Baseado no esquema de cores doarco–íris, ele eraÍndigo(Inala),6seguido porVioleta,Azul,Verde,Amarelo,Laranjae, por fim,Vermelho(Resha).7

OVermelhoeraResha, já que ele estava sentado por último e seu nome tinha as duas primeiras letras da cor.

‘Essa é minha segunda chance!’Reshaencarou a classe com determinação.‘Dessa vez, vou proteger todos. Mas primeiro…’

“Quem são vocês?” Ele olhou fixamente paraosseisà sua esquerda.‘Esses seis não existiam na minha vida passada. O que está acontecendo?’

“Você bateu a cabeça,Resha?” Aquele sentado mais perto deResha, na posição deLaranja, inclinou a cabeça em confusão. “Não me diga que esqueceu seu melhor amigo,Orakha?

“Melhor amigo?”Reshafranziu a testa.

“O medo da morte deve ter apagado as memórias dele.” O da posiçãoVerdezombou. “Somos os infames alunos da Fileira da Morte, afinal. Ninguém no Clã acredita que temos futuro.”

“Você tá falando sério,Resha?” O da posiçãoAzulparecia confuso. “Esqueceu mesmo da gente?”

‘Que atores desgraçados!’Inalase impressionou. Como não existiam na vida passada deResha, eles fingiam intimidade, fazendo-o questionar se haveria diferenças nessa segunda vida.

Nenhum se comunicava entre si, mas discutiam como amigos de longa data.

‘Estou lidando com gente desse nível.’Inalaficou animado. Tudo ficara mais interessante. Ele então agiu como observador e disse, preocupado:

“Não sabia que aDoença do Fragmentoafetava a memória. Tô preocupado agora.”

“Por que não nos apresentamos de novo? Assim ajudamos oReshaa lembrar. Nós,alunosda Fileira da Morte, precisamos estar unidos.” O da posiçãoVioletaapoiouInala.

“SouVirala.”

Virala(Violeta),Inala(Índigo),Blola(Azul),Grehha(Verde),Yennda(Amarelo),Orakha(Laranja) eResha(Vermelho) — todos se apresentaram.8

O primeiro objetivo dosreencarnadosera ganhar a confiança doregressorpara evitar serem mortos imediatamente.

‘Por sorte, deu certo.’Inalasuspirou aliviado ao ver a expressão confusa deResha. Mas seu coração gelou um instante depois, ao sentir a intenção assassina doprotagonista.

Fim da leitura

Capítulo 2 concluído

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