Extra's Descent NovelCAPÍTULO 117 - Festival da Fundação 2
Capítulo 117Assim que chegaram ao último ponto de verificação, Brandon se juntou à confusão que retornava para a Academia.
A celebração toda durou cerca de três horas.
—Ukhh…!
E, ao final, Brandon imediatamente foi correndo em direção à Academia.
—Ei!
Amélia chamou por ele, mas tudo foi em vão.
Apertando a barriga, Brandon continuou correndo pelos corredores até finalmente chegar ao banheiro.
—Blergh…!
E vomitou mais uma vez.
Após terminar, ligou a torneira e a água começou a escorrer pela pia.
O vômito desapareceu junto com a água, e Brandon lavou o rosto.
Uma sensação refrescante o envolveu, e ele olhou para si mesmo no espelho.
Estava todo destruído.
Havia bolsas escuras sob os olhos e sua pele estava um pouco pálida.
—Porra… Smith.
Maldisse baixinho.
—Não devia ter bebido…
Foi uma escolha estúpida.
Mas,
—Hehehe.
Achou toda a situação engraçada.
Foi revigorante, para dizer o mínimo.
Nunca tinha se sentido assim antes.
Então, lembrou-se das palavras da Evelyn mais cedo.
—Finalmente agindo como minha idade, hein?
Pois é.
—Sim.
Foi divertido.
Desligando a torneira, ele enxugou o rosto molhado com uma toalha.
Olhou novamente no espelho e examinou minuciosamente sua aparência.
A gola estava levemente molhada e seu cabelo uma bagunça.
Passou um pouco de água para ajeitar o cabelo e, por fim, saiu do banheiro.
Andando pelos corredores, soltou um suspiro pesado.
—Haa…
Só a ideia das tarefas à tarde já o deixava cansado—pelo menos mentalmente.
Os corredores estavam silenciosos, sem estudantes por perto.
Mas havia um motivo para isso.
Percepção aguçada, um som específico chegou aos seus ouvidos.
—Hoje, nos reunimos para celebrar o início de um novo capítulo na história da nossa academia. Este festival é uma homenagem ao esforço, dedicação e espírito que definem nossa comunidade.
—A Academia Astrea é mais do que um local de aprendizado. É um espaço onde sonhos ganham asas, amizades se fortalecem e o conhecimento floresce. Juntos, construímos um futuro brilhante.
—Ao iniciarmos este festival, vamos lembrar dos valores que nos unem: curiosidade, bondade e perseverança. Aproveitem as festividades, criem novas memórias e celebrem o espírito de nossa academia.
Era o discurso de abertura do Festival da Fundação.
Com as festividades começando, Belle faria um discurso para inspirar a todos.
Mas, como Brandon foi correndo diretamente para a Academia, ele perdeu tudo.
Porém, tanto faz.
Ele deu de ombros.
Já sabia o que iria acontecer na cerimônia de inauguração, depois de dar uma olhada nos documentos da Belle na casa deles.
Graças a Deus, ele não fazia parte do conselho.
Não tinha nenhuma tarefa atribuída durante a cerimônia.
Continuou andando pelos corredores. Então, parou ao chegar ao seu destino final.
Abriu a porta e o que viu foi Amelia sentada na escrivaninha, com uma pilha de documentos à sua frente.
Percebendo sua chegada repentina, as sobrancelhas de Amelia se levantaram.
—Ótimo trabalho. Descanse um pouco agora.
—Obrigado.
Brandon apontou para o sofá e se jogou nele.
—Me acorde na hora.
—Beleza.
Então, Brandon fechou os olhos.
.
.
Mas, de repente, sentiu a cabeça começar a se elevar e uma sensação de calor logo se seguiu.
Logo após, um toque em seu cabelo também ocorreu.
Ele abriu um de seus olhos lentamente.
—…
Seus olhos se arregalaram completamente.
O que apareceu diante dele foram dois olhos azuis encarando de volta.
O rosto dela, belo e sereno, imediatamente ficou registrado na mente de Brandon.
Seu lábio se curvou em um sorriso, e Brandon travou, sem saber o que dizer.
Sua cabeça repousava no colo de Amelia.
Ela penteava seus cabelos com uma escova, antes de falar.
—Seu cabelo está uma bagunça.
—…
Ele ainda não encontrava palavras.
Mas, então…
Ba… Thump!
Seu coração acelerou.
—Durma. Você trabalhou duro essas últimas semanas. Merece descansar.
—…
Amélia continuou escovando seus cabelos com um sorriso caloroso.
Ba… Thump! Ba… Thump!
Aumentou ainda mais a batida do coração de Brandon, que entrou em um estado de pânico.
‘Isto é ruim.’
Ele…
Não conseguia entender o que estava acontecendo de verdade.
Um ataque cardíaco?
Seria por causa de toda a bebida que tinha consumido na noite anterior?
Provavelmente era isso.
De repente, fechou os olhos abruptamente.
Ba… Thump!
Uma sensação de calor inesperada começou a envolver seu corpo.
Mas, novamente, ele não compreendia o que era essa sensação.
Seja lá o que fosse, esperava que logo passasse.
Até lá, poderia interferir em suas tarefas futuras.
Não podia permitir isso.
Depois de tanto trabalhar duro.
O silêncio dominava o ambiente. Mas Brandon tinha dificuldades para dormir.
Ba… Thump! Ba… Thump!
Podia ouvir seu coração batendo forte dentro de sua cabeça.
Era o único som que escutava na quietude.
Ba… Thump!
Apesar do pânico, sentia-se em paz.
Essa sensação…
Era agradável.
Brandon conseguiu dormir logo após se acalmar.
Amélia ficou parada por um tempo, até perceber que Brandon finalmente havia apagado.
Depois de ajeitar seu cabelo, ela cuidadosamente colocou sua cabeça em um travesseiro e se levantou.
Olhou para o rosto de Brandon, que dormia profundamente, e murmurou baixinho.
—…Fofo.
Ele era um jovem bonito.
*
Após algumas horas, Brandon acordou de seu sono tranquilo.
Safety lounge por um momento, esfregou os olhos e segurou o corpo.
—Bom dia.
Uma voz suave chegou aos seus ouvidos. Ao se virar, viu Amelia, que parecia estar escrevendo algo em um documento.
Sua voz rouca veio logo depois.
—B-bom dia…
Ele gaguejou.
Por quê?
—Que horas são…?
—São 10h30. Você queria que eu te acordasse às 11h, não é?
—Ah… É, isso mesmo.
—Ainda quer dormir mais um pouco? Você tem uns minutinhos.
—Não, já está bom.
—Tudo bem, então.
Brandon se levantou e foi em direção à porta.
Alcançou a maçaneta, torceu levemente, fez uma breve pausa e se virou para olhar para Amelia, que ainda o fitava.
—Hm?
—T-obrigado.
Ele saiu repentinamente, quase sem jeito.
Ele…
—Por quê?
De repente, ficou consciente dela na sua mente.
Por qual motivo?
Ele não sabia.
Mas descartou esses pensamentos.
Tem tarefas a cumprir.
Continuou a caminhar pelos corredores até parar diante de uma porta específica.
—Certo.
Assim que abrir essa porta…
—Haha.
Ele abriu a porta e o que viu o deixou sem palavras.
—Seja bem-vindo de volta, Mestre.
Uma garota de uniforme de empregada o cumprimentou com uma reverência.
Era uma de suas colegas, Emily Hawthorne.
—Ah.
—Gente! Brandon chegou…!
A voz alta de Emily ecoou, chamando imediatamente a atenção de todos.
Ele começou a arrepiar-se de medo, já prevendo o que viria a seguir.
—Hehe.
—Achei que você não ia aparecer.
—Vamos lá, Brandonela. Está na hora de trocar de roupa.
Um sorriso sinistro se formou no rosto de sua colega.
—…Acho que entendi errado a sala.
Ele virou-se para tentar ir embora.
Mas foi impedido por um homem que apareceu na sua frente, bloqueando seu caminho.
—Vai, Brandonela.
Reinhard se manteve ereto, com um sorriso igualmente sombrio no rosto.
Ele hesitou, virou-se de volta, apenas para perceber que seus colegas já tinham surgido à sua frente.
—Não, não…! Isto é um engano…!
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