Extra's Descent NovelCAPÍTULO 164 - Brandon Locke seis
Capítulo 164—Ele se foi...?'
Como ele pôde simplesmente desaparecer?
Ele não era o mais forte?
Que tipo de monstro seria capaz de eliminá-lo assim?
Só de pensar nisso, um calafrio percorreu sua espinha.
Certamente, ele não estaria morto.
Não conseguia imaginar ninguém, ou qualquer coisa, capaz de matar Jin.
—Ele—
—Não sei.
Ela o interrompeu decidida.
—Mas confio nele. Se ele morreu, então acabou.
Ela balançou a cabeça.
—Só tenho que fazer o que estiver ao meu alcance. Por enquanto, preciso cuidar de você.
—Por quê?
Não fazia sentido. Ele sabia que Jin tinha grande favoritismo por ele, mas não havia motivo para a Ciel fazer tudo isso.
—Porque foi a última vontade de Jin.
—....
Ele conseguiu entender isso.
Ao observá-la, podia claramente perceber que ela estava exausta, as marcas leves nas pálpebras denunciando seu cansaço.
O quanto ela estava sacrificando por um estranho, chegando ao ponto de usar sua mana até ficar esgotada...
Mesmo que Jin tivesse lhe pedido para fazer isso, era demais.
Que tipo de relação os dois tinham?
—Ele é meu irmão.
De novo.
Ela tinha poderes de leitura de mentes?
—Eu não.
—....
—Posso perceber isso pelos seus semblantes.
—....
Além disso, a revelação repentina de sua relação com Jin o deixou surpreso, e seus olhos se arregalaram de surpresa.
A identidade de Jin nunca foi revelada na novel. Quanto a Ciel, ela fez várias aparições.
Mas, devido à natureza do segredo da organização e ao estilo de escrita do autor, sempre deixava as coisas vagas.
De novo, que autor malandro.
Agora, com tudo sendo experienciado com os próprios olhos, mais peças vão se encaixando.
Ele já vinha desconfiando há tempos se realmente estava dentro do mundo do romance ou se era apenas um universo similar.
Se estivesse mesmo na história, pode jurar que já tinha passado do último capítulo que leu.
Claro, tinha alterado a trama por vontade própria.
Mas o autor claramente deixou as coisas muito vagas. Pelo que sabe, estava próximo do final da história.
Não havia tempo para desenvolver demais o personagem da Ciel nem oferecer uma história de fundo assim.
—... Isto não é um romance, não é?'
Uma teoria plausível.
Existiam conceitos essenciais que simplesmente foram deixados de fora na história.
Um deles era a identidade de Jin.
Outro era a verdadeira identidade de Brandon Locke, o personagem em que ele havia transmigrado.
Se Jin não fosse tão importante, não haveria motivo para tanto favoritismo.
E, por último…
—A rachadura!
Foi nesse momento que ele percebeu que tinha completamente esquecido da rachadura.
—O que aconteceu depois?
Ele de repente mudou de assunto, com a cabeça fervilhando de dúvidas.
Porém, a resposta dela foi apenas um balançar de cabeça.
—É melhor você ver com seus próprios olhos.
—Você sabe o que aconteceu com minha família? Minha irmã? Meus amigos…?
—Infelizmente, não.
—....
Compreensível.
—E a incursão?
—...Foi uma fracasso.
—....
Então isso só podia significar uma coisa…
Que seu pai estava morto.
—Droga.
A ideia da morte dele deixou-o dividido internamente. Não era particularmente próximo dele, e ele não era seu filho legítimo.
Mas, lá no fundo, sentia que tinha decepcionado o Brandon Locke original.
Se fosse assim, então como estaria a Belle?
—....
A lembrança da Belle deixou-o melancólico.
Ela era a pessoa mais próxima dele.
A única que ele poderia realmente se abrir.
O pai dela tinha morrido, e ele não estava ao lado dela para consolá-la.
Ela o consolou diversas vezes quando ele estava para baixo. Era um farol de esperança, a que o salvou de si mesmo mais vezes do que podia contar.
E foi aí que ele percebeu sua situação atual.
Se a Ciel não soubesse do estado atual da Belle, isso só podia significar uma coisa: Belle não sabia onde ele estava.
—....O que aconteceu comigo?
—Também não sei. Eu te acolhi a pedido do Jin. Mas percebi por quê assim que te encontrei desacordado.
—Por quê?
—Por causa de sua instabilidade. Você é um perigo para os outros, Brandon. Consegui te estabilizar nesses últimos meses, mas claramente, isso é uma solução temporária.
Brandon escutava atentamente cada palavra que ela dizia.
—Desculpe por não ter informado eles. Mas você deve saber qual é minha situação.
Sim, ela precisava manter sua identidade escondida.
Ela tinha suas razões, e ele respeitava isso.
—Pelas informações que recebi dos outros membros, no dia do desastre muitas pessoas morreram.
Ele entendia para onde aquilo apontava.
Mas, honestamente, não queria ouvir isso.
Só de imaginar, um calafrio percorreu sua espinha.
—Para o mundo, parece que Brandon Locke está morto.
—....
Claro que os outros pensariam assim. Afinal, ele tinha desaparecido por mais de nove meses.
—Posso voltar a vê-los?
—Não.
Ela balançou a cabeça.
—Você pode estar bem agora. Mas, se ficar instável, é bem provável que eles também sejam afetados. Pelo que posso perceber, você parece estar muito mais forte agora. Pessoas de força inferior à sua provavelmente morreriam ao entrarem em contato com sua mana instável.
—Se for assim, por que você não foi afetada?
—Porque recebi uma parte do poder dele.
—O poder dele?
Ela se referia—a—
—Jin.
Como esperado.
Mas isso ainda não respondia à maioria de suas perguntas.
A Vontade do Soberano claramente envolvia algum tipo de poder.
Se ela disse que afetaria magos, então até alguém tão forte quanto a Belle seria atingido.
Mas, antes de tudo, que tipo de poder Jin teria lhe dado?
E por que ela conseguiu estabilizá-lo?
Com esses pensamentos, ele chegou a uma questão que queria muito respostas há tempos.
—Quem é Jin?
—Outro como você.
....
Isso era vago demais.
—Como eu?
—Um usuário de sistema.
....
Que porra?
Era tudo que conseguia pensar.
Mais uma vez, a revelação o deixou em choque, com a boca aberta formando um 'o'.
Já tinha levado várias surpresas até ali. Mas essa,, foi a que mais impressionou.
Agora tudo fazia sentido.
A força de Jin.
O mistério que o cercava, e seu favoritismo.
—Entendo.
Apesar do choque, ele respondeu com maturidade.
—Então… existem outros como nós?
—Não que eu saiba.
Ela balançou a cabeça.
Ele apreciou a honestidade de Ciel ao responder todas as suas perguntas. Percebeu que estava perguntando demais, mas não tinha como evitar.
Ele estava muito na dúvida por tudo isso.
—Você também é uma usuária de sistema?
—Não.
—Então, esse poder que ele te deu, tem relação com o sistema?
—Diz-se assim. Mas, para ser preciso, o poder que ele me deu está relacionado à Vontade do Soberano.
—Entendi. Então, por que você não consegue me curar sozinha?
—O poder que possuo é apenas uma parte da vontade. Posso te estabilizar por algumas horas, antes que você volte a ficar fora de controle.
Isso fazia sentido.
Ciel tinha deixado claro desde o início que seu método era ineficiente.
—Então, como posso ser curado?
—Precisamos de um Fragmento do Soberano para te estabilizar.
—E como podemos encontrar isso?
—Desculpe, mas vou ser vago novamente. O Fragmento do Soberano não é um objeto, é uma pessoa. Precisamos encontrá-la para estabilizar seu núcleo.
—Ela?
—Quem?
—Amélia Constantino.
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