Extra's Descent Novel — Capítulo 167: CAPÍTULO 167 - Fragmento Soberano

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Cap. 167
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CAPÍTULO 167 - Fragmento Soberano

Capítulo 167

1.266 palavras~6 min de leitura

Brandon queria sair.

Para ver sua irmã, e finalmente reencontrar seus amigos.

Para avisar que estava vivo.

"Você não quer aproveitar essa oportunidade?"

"Oportunidade?"

"Você não está mais preso pelos seus vínculos. Pode usar essa chance para crescer."

Isso…

Era uma proposta que o deixou pensativo. Havia argumentos válidos na fala de Ciel.

Porém, mesmo assim.

Ele sentia a necessidade de ao menos informar a eles que estava vivo.

Mas parecia que Ciel conseguiu perceber a expressão conflitante em seu rosto enquanto dizia suas próximas palavras.

"Se você quer seguir meu conselho, então pode contar para sua irmã. Para os outros, fica a seu critério."

"...."

E com isso, Brandon começou a refletir.

Certamente.

Para os demais, eles poderiam viver sem a sua presença por enquanto. A mais importante era Belle.

Ah.

E foi aí que ele se lembrou de alguém em particular.

'Rachel…'

A última lembrança que tinha sobre ela era como a situação dela era complicada.

Se Rachel estivesse bem agora, então sua aparição poderia atrapalhá-la de alguma forma.

O mesmo valia para ele.

Ele se lembrava de como suas planos ficavam incertos toda vez que Rachel se envolvia.

Ela era uma variável que ele não conseguia controlar, por mais que planejava.

Especialmente por causa dos assuntos familiares complicados dela.

Poderia imaginar, num futuro próximo, o quanto ela seria um peso para ambos.

É melhor mantê-la no escuro por enquanto.

Até que ele estivesse forte o suficiente para ignorar essas variáveis.

Pensar nisso tudo talvez o fizesse parecer ingrato, depois do que Rachel fez para salvá-lo.

Porém, tudo já tinha sido considerado desde o começo.

No mesmo dia em que quase morreu, Jin esteve presente.

Ele percebeu o olhar dele naquele dia. A única razão de a situação ter escalado para um quase fim era a aparição de Rachel.

Jin não poderia simplesmente aparecer de repente na frente de Rachel.

Mas, além disso, eles eram bons amigos.

Ele não poderia impedir o estado atual dela só por causa dos sentimentos dele.

E, para ser honesto,

…Ele ainda estava bastante inseguro sobre seus sentimentos por ela agora.

Tudo aconteceu tão abruptamente. Desde aquela forma que ela o atacou na cafeteria sombria com Zed.

Como se, se ele não tivesse feito o que fez, as coisas seriam ainda piores para Rachel.

Ele não queria isso.

Ela fazia parte do elenco principal.

Por outro lado, ele sabia qual era seu próximo passo.

E era o mesmo de sempre.

De alguma forma, salvar o pai dela da organização.

A organização ainda estaria funcionando após a calamidade?

Ele não tinha certeza.

Mas logo descobriria com uma simples ligação.

Após refletir, ele expressou sua decisão.

"Tudo bem, farei isso."

"Certo."

Ciel assentiu.

"Posso abrir um portal que leve diretamente até sua irmã. Mas não posso garantir que não haverá pessoas por perto. Elas veriam o portal e você teria muito mais explicações para dar."

"...."

Ela tinha razão.

"Então—"

"Tudo bem."

Amélia interrompeu. Ela olhou para o seu relógio para conferir a hora e assentiu com a cabeça.

"Na hora, a Belle geralmente está na igreja com a mãe."

Depois, ela olhou para Brandon.

"Depois que seu pai morreu, e seu desaparecimento repentino, a Belle demorou bastante para se recuperar. Na verdade, ela ainda está em processo de recuperação. O mesmo vale para sua mãe."

Havia uma certa tristeza em sua expressão enquanto Brandon observava seu rosto.

Ele pôde perceber imediatamente o quão boa amiga Amelia era para sua irmã.

E também…

'Então… a incursão…'

Foi um fracasso.

Brandon rangeu os dentes.

Ele esperava que a profecia de Jin não se concretizasse.

Mas não havia o que fazer.

E, se a incursão falhasse…

'Então o pai dela também seria o líder…'

Isso…

Será que Amelia era algum tipo de santa?

Parecia que ela não se aborrecia com aquela provação.

Seu pai estava morto.

Por que ela estava tão disposta a ajudar, se ela também tinha perdido alguém tão querido?

Com esses pensamentos, Brandon fixou o olhar nela.

E foi aí que ele percebeu…

O olhar nos olhos dela.

Ela vinha segurando tudo isso há um bom tempo.

Ela era filha do Marechal do Grande Reino de Britânia, da Terra Santa.

Claro.

Como filha de um militar, ela foi ensinada a se endurecer desde pequena.

Profissões militares envolvem mortes súbitas.

E isso…

Ela deve ter se preparado para esse tipo de cenário desde a infância.

Mas, mesmo assim.

Não faria mal deixar ela expressar seus sentimentos.

Com esses pensamentos, Brandon se aproximou dela.

"Amélia."

Ela levantou a cabeça, e seus olhares se cruzaram.

A expressão dela era a mesma. Mas os olhos entregavam uma história diferente.

"Obrigado por tudo que fez pela minha irmã até aqui."

Ele segurou a mão dela, apoiando-a em suas palmas. Sua outra mão cobriu a dela.

Com um olhar melancólico, Brandon abaixou a cabeça.

"Sinto muitíssimo pela sua perda. Receba minhas condolências."

Os olhos de Amélia se arregalaram. Sua boca permaneceu fechada, e suas expressões não mudaram muito.

Porém…

Gotejou uma lágrima, deslizando pelo rosto dela, enquanto seus olhos permaneciam abertos — encarando-o.

A falha do Exército Imperial foi uma perda profunda para a humanidade.

Mas, para ambos, Amelia e Brandon, eles também perderam seus pais.

E, embora Brandon não fosse especialmente próximo de Omar, a ideia da morte dele ainda o afetava de alguma forma.

"...!"

De repente, o ombro de Amelia começou a tremer, ela abaixou a cabeça, desviando o olhar.

Brandon ficou sem saber o que fazer a seguir.

E, com esses pensamentos, permaneceu imóvel, deixando sua senpai chorar diante dele.

Os dois ficaram parados naquele momento. O silêncio dominou a sala. Nem mesmo Ciel falou, observando pela janela.

Logo depois, a voz de Amelia chegou até seus ouvidos, trêmula.

"...Desculpe. Fiquei um pouco emotiva."

"Tudo bem."

Ele balançou a cabeça.

"Vou desviar o olhar desta vez."

"...."

E assim fez.

Choro. Choro.

O som ocasional de soluços quebrou o silêncio na sala.

Para Amelia, ela precisava se fortalecer, mesmo após a morte do pai.

Membros do Exército Imperial ofereciam condolences vazias, mas, no final, voltavam ao assunto de encontrar um substituto para o pai dela.

Embora ela compreendesse o estado crítico do domínio humano, isso parecia um ultraje.

Até pediram que ela assumisse o papel dele enquanto ela mournava.

…Como se o pai dela nunca tivesse significado nada para o exército.

Ele era fácil de substituir.

Seus pensamentos poderiam ser egoístas. Mas ela não podia evitar. Era apenas uma filha que tinha perdido o pai.

Gotejou uma lágrima, escorrendo…

2 de junho de 2149.

15h00.

Era um domingo.

E domingo significava ir à igreja, na religião da família Locke.

Aplaudiu as mãos —!

E Proferiu uma oração. Ao seu lado, sua mãe. As duas ficaram de joelhos, em silêncio, realizando uma prece.

Suas orações eram sempre as mesmas: que a divindade os protegesse, guiasse, e que o mundo encontrasse paz.

E também…

Na esperança de que seu irmão mais novo e seu pai estivessem lá em cima.

O tempo passou.

Terminaram a oração.

A mãe e a filha conversaram, caminhando pelos corredores em direção à saída.

Parece que sua mãe finalmente começou a se recuperar.

"Haaa…"

Bel let out a sigh. Percebendo que a mãe havia parado à sua frente, tentou alcançá-la.

Mas, quando notou que ela havia parado de andar, Bel inclinou a cabeça.

"Mãe?"

A atenção dela parecia estar fixada na ponta do corredor, ao longe.

Seguindo o olhar, Bel virou a cabeça na direção.

"...!"

Uma silhueta emergiu na sombra.

Pouco a pouco, seus traços ficaram visíveis. A boca de Bel formou um 'o', e seus olhos se arregalaram.

Não pode ser.

De jeito nenhum.

"...Brandon?"

Fim da leitura

Capítulo 167 concluído

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