Extra's Descent Novel — Capítulo 175: CAPÍTULO 175 - Furacão Enable

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Cap. 175
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CAPÍTULO 175 - Furacão Enable

Capítulo 175

1.160 palavras~5 min de leitura

Segundo Carl, a floresta não era assim antigamente. Deve ter sido uma das consequências da calamidade.

Agora, o terreno mudou drasticamente. Algumas áreas da floresta pareciam estar elevadas. O subbosque de árvores era denso, com folhagens espalhadas por toda parte.

"Essa é a primeira vez que vejo algo assim. Não há relatos de uma floresta com mana tão espessa."

Amélia afirmou enquanto olhava adiante.

Parecia que esse fenômeno tinha acontecido recentemente. Isso significava que eles não tinham conhecimento prévio de qualquer perigo que se escondesse na floresta.

"Você tem certeza disso, Carl?"

Brandon perguntou.

"... Talvez, possamos fazer um desvio. Até a neblina passar?"

"A neblina não vai desaparecer tão cedo."

A voz de Amélia interrompeu.

"Não sabemos nada sobre a floresta. É perigoso demais para navegar por lá."

"... É, acho que sim."

Carl baixou a cabeça, desanimado.

"Acho que estávamos pedindo demais."

"Não se preocupe. Nós te levaremos até lá."

Brandon tranquilizou-o.

"A floresta é bem clichê. Está bem na cara que há algum tipo de perigo que vamos ter dificuldades para enfrentar lá."

Ele abafou uma risada.

"Se não temos escolha a não ser atravessar a floresta, então…"

[Benção de Aeolus]

A mana começou a se concentrar ao redor dos pés de Brandon. Uma brisa fresca passou por seu cabelo.

As pontas do seu casaco de pele tremulavam com o vento, até mesmo balançando o cabelo de Amélia.

Passo—

Ele caminhou no ar como se estivesse subindo uma escada. A cada passo, ele ia ascendendo lentamente pelo ar.

"Uau."

Carl expressou sua surpresa.

"Emi, olha. Ele está voando."

Carl virou a cabeça para olhar para a irmã mais nova, depois apontou para Brandon com uma expressão de choque marcada no rosto.

Embora Amélia estivesse acostumada a ver a mesma habilidade da Belle, parecia que ela não conseguiu esconder sua surpresa.

"Kukoo!"

Até Kukoro ficou pasmo, seus olhos se arregalaram. Os outros goblins que pulavam no ar também pareciam espantados.

Pareciam tentar imitar Brandon, mas falhavam e caíam de cara no chão.

Brandon continuou a subir a cada segundo que passava, até finalmente chegar bem alto no ar.

Olhar para baixo, ele pôde ver toda a densidade da vegetação da floresta.

"Hmm…"

A floresta se estendia em longe. A névoa espessa preenchia o ar, parecia que cobria toda a floresta.

Ele examinou cada canto, procurando algum atalho para atravessá-la, mas não encontrou nenhum.

Realmente não havia outra opção?

Além da floresta, a única coisa que o preocupava era a névoa. Ela parecia estranha, meio assustadora.

Brandon desceu e desativou [Benção de Aeolus].

"O que vocês descobriram?"

Foi Amélia quem perguntou.

Brandon então fez seu relato. Carl ouviu atentamente, e a decepção em seu rosto ficou ainda mais visível.

"Então não há outro jeito, né?"

Amélia coçou o queixo, pensando.

Na verdade, deveria haver uma maneira. Brandon já tinha pensado nisso.

Mas ele não tinha certeza se sua capacidade de mana era suficiente para atravessar toda a floresta.

[Benção de Aeolus] provavelmente consumiria toda sua mana antes mesmo de cruzar metade da floresta.

Mas foi aí que ele pensou em outro plano.

Por enquanto…

"Por agora, o melhor é procurar algum lugar para nos recuperar. Além da névoa, essa neve não vai parar de cair tão cedo."

Olhando para cima, o céu parecia escurecer a alguns quilômetros à frente. Provavelmente, uma tempestade de neve se aproximava.

Se ele fosse executar seus planos, quando atravessassem metade da floresta, a tempestade já teria atingido.

Com esses pensamentos, o grupo decidiu deixar a floresta de lado por enquanto.

Observando ao redor, uma caverna ficava a alguns metros deles.

Apesar de estar longe, ainda havia tempo antes da tempestade chegar.

"Vamos até lá, pessoal."

Brandon apontou para a caverna e o grupo seguiu na direção.

"Kukoro."

"Kuuu?"

"Por enquanto, vamos nos recuperar naquela caverna."

—Entendi.

"Desculpem, mas não tenho suprimentos suficientes para alimentar todos vocês."

—Ah, tudo bem. Os goblins não precisam comer tanto quanto vocês, humanos.

"Ótimo."

Pelo menos…

…Foi assim que interpretou toda a conversa.

"Vamos lá, Kukoro."

Brandon virou-se para os outros goblins.

"Vocês também, pessoal. Não querem ser levados pela tempestade."

—Que gentileza.

—Tão bonitinho também.

"Haha, não precisa me adular, kuohzinho."

Era assim que a conversa parecia ocorrer.

Depois, Brandon olhou para Amélia, que parecia ter desistido dele, como se estivesse de cabeça baixa.

Ela inclinou a cabeça e falou.

"Kuku."

"...."

Parecia estar zombando dele.

"Kukukuku?"

"Kuku?"

E Brandon retribuiu a zombaria com uma expressão de desafio.

"Kukuku!"

"Kuahhh!"

Os dois conversavam em língua goblin como se fossem as únicas pessoas ao redor.

Os outros os olhavam como se estivessem loucos.

Até os goblins, que normalmente não eram diferentes, ficavam boquiabertos.

Provavelmente.

"Isso aqui é bem divertido."

"Pois é."

Amélia riu, e Brandon concordou.

Assim, o grupo seguiu em frente. Os goblins os acompanhavam de perto, como guarda-costas, enquanto os humanos eram considerados seus convidados VIP.

Após alguns minutos, finalmente chegaram ao destino e entraram na caverna.

A caverna era escura e fria. A neve caía lá fora, deixando o ar bem gelado por dentro.

Goteja. Goteja…!

A água escorria suavemente, ecoando no silêncio.

Felizmente, Brandon já tinha preparado para uma situação assim, rapidamente sacou uma lanterna do inventário.

Fez tudo de forma discreta, apenas o suficiente para Carl não perceber de onde vinha a luz, enquanto fingia pegar a lanterna da bolsa.

"Kwooah!"

O goblin que parecia ser Kukoro ficou surpreso com a fonte de luz.

Na verdade,

Para falar a verdade,

... Brandon nem conseguia distinguir quem era quem.

A única que ele conseguiu identificar foi a pequena Kuoh, por ser a menor goblin presente.

A que ele achava que era Kukoro era o goblin que sempre ficava perto dele.

Mas, na verdade, ele nem tinha certeza se era Kukoro mesmo.

Todos os goblins pareciam idênticos, e Brandon não se incomodava o bastante para tentar diferenciá-los.

Ele colocou a lanterna no chão, e os outros se acomodaram, agachados, sobre o chão frio e duro.

Brandon rapidamente tirou vários sacos de dormir da mochila e colocou para Carl se deitar.

"Aqui está."

"...Obrigado."

Carl agradeceu com um sorriso.

Era grande o suficiente para ele e sua irmã mais nova, que se encolheu dentro do saco de dormir.

"E este aqui é para você."

Dessa vez, era para Amélia.

"Obrigada."

"Mhm."

Seu olhar fixou-se nos goblins que caminhavam ao redor da lanterna. Não tinha como evitar, era a primeira vez que eles viam algo assim.

"Kht."

Brandon cobriu a boca, tentando conter a risada.

Havia uma certa sensação melancólica na jornada. Mas os goblins eram uma mudança bem-vinda.

Olhando para Amélia, Brandon se aproximou e sussurrou no ouvido dela.

"Eh? Você acha que isso vai funcionar?"

Amélia perguntou.

"Provavelmente."

"...Provavelmente?"

"Kuku."

"Pfft…"

Amélia riu da sua imitação de goblin.

"Kukuku?"

E ela retribuiu a brincadeira com uma versão dela.

"Kuahh!"

"Kuoooooh!"

"Kukukaa!"

"Kuaku—"

Brandon parou ao perceber que Carl ainda estava dormindo novamente.

O garoto jovem parecia dormir bastante.

E Brandon sabia bem o motivo.

Era um dos sintomas de…

….Depressão.

Fim da leitura

Capítulo 175 concluído

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