Extra's Descent Novel — Capítulo 203: CAPÍTULO 203 - O Destino Dele

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Cap. 203
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CAPÍTULO 203 - O Destino Dele

Capítulo 203

1.229 palavras~5 min de leitura

“Akh…!”

Brandon gritou de dor. Amelia estava ansiosa, mas não podia relaxar nem um segundo.

Mas o braço dele…

O ferimento era grave. Mas foi cortado limpidamente. Se tivessem tempo de ir ao hospital, poderia ser reimplantado.

Ou seja… se tivessem tempo.

Foi apenas um pensamento passageiro.

—Brandon!

Ela se aproximou dele, o suor frio escorrendo pela testa.

Brandon segurava o ombro com força enquanto sangrava profusamente.

Cr… Crack.

Começou a se materializar gelo e o sangramento parou.

Era sua única tentativa.

Indicando a cabeça na direção de Lumian, Amelia estreitou os olhos e o encarou com furiosa raiva.

Fogo de ira fervia dentro dela.

Todo seu pensamento naquele momento era em matar Lumian.

Esse homem.

Ele tinha que morrer.

Pelo Brandon.

Swoosh—!

Ele tentou criar uma habilidade para regenerar seu membro.

[Erro!]

Ele tentou criar uma habilidade de cura.

[Erro!]

Provou criar uma habilidade que gera poções de cura, igual ao sistema anterior.

[Erro!]

—Por favor.

[Erro!]

—Me salve.

[Erro!]

—Por quê!?

[Erro!]

Por quê?

Parecia que o sistema tinha considerado um tabu curá-lo.

Antigamente, toda vez que ele subia de nível, a primeira habilidade que vinha à mente era de cura.

Mas, como sempre.

[Erro!]

—Me dê uma porra de uma razão!

[Erro!]

—Haaa–Khh…!

Brandon arregalou os dentes e segurou o ombro. O gelo ajudou a parar o sangramento, mas não aliviava a dor.

Fodia! Doía pra caralho.

De verdade.

Senti o estômago revirar enquanto o suor frio corria pela bochecha.

O mundo dava voltas e a respiração ficava difícil.

—Haaa… Haaa…

Dor.

Dor demais.

Tudo.

Dor.

—Dor.

A vida era cruel demais.

A cada dia.

—Cada… único…

Porra de dia.

Parece que o mundo queria que ele sofresse.

Ele olhou para baixo e viu seu braço. Uma friagem percorreu sua espinha e seus ouvidos começaram a zunir.

Pum!

Seus joelhos fraquejaram e ele desabou no chão.

—Mmh…

Um som escapou de seus lábios, enquanto fazia bochechas. Com o queixo levantado, segurou o ombro onde estava o gelo, e sentiu o estômago revirar ainda mais.

Então.

—Blurg…!

Devido ao ataque de pânico severo, vomitou.

Um zumbido persistente ecoava em seu ouvido, e ele levantou a cabeça lentamente.

Nessa hora, via Amelia lutando contra Lumian.

Mas foi então que percebeu que a zona estava desaparecendo lentamente.

Basta ela resistir.

Quando a zona sumir, eles podem fugir.

Correria para longe.

Para longe de Lumian.

Não havia como vencê-lo.

Ele era simplesmente forte demais.

De todas as lutas aparentemente impossíveis que enfrentara, sempre havia alguém forte o bastante para derrotar o adversário.

Mas desta vez.

Ele sabia.

Não havia ninguém.

Ninguém para salvá-los.

Para salvá-lo.

Ele percebeu isso.

Clang—! Clang—!

Amelia caiu com força, e Lumian imediatamente desviou a lâmina, contra-atacando em cada troca.

Clang—! Clang—!

Os pensamentos de Amelia estavam completamente embaralhados. Ela não tinha percebido as feridas traçadas pelo corpo.

Gotejando. Gotejando…!

Ela persistia, rangendo os dentes.

Cada golpe custava mais esforço que o anterior. Sua visão começou a escurecer, fadiga tomou conta.

—Haa….

Clang—!

—H-haaa….

Clang—! Clang—!

Continuaram trocando ataques. Ela percebia que Lumian estava, de alguma forma, ficando mais lento.

A zona estava sumindo.

Embora quisesse matar Lumian, ela não era idiota.

Ela ainda tinha seus pensamentos firmes. Aproveitando a oportunidade, recuou com um salto para trás.

Lumian poderia morrer outro dia.

Na verdade, ela torcia para que morresse no dia seguinte.

Mas sabia que não valia a pena prolongar a luta.

Ela estava mais ferida que Lumian. A única razão de ter sobrevivido até ali foi a descarga repentina de adrenalina.

Nesse instante, lembrou-se das palavras do pai.

—Um espadachim que luta e foge, vive para lutar outro dia.

Era um código de conduta dos espadachins.

Não há vergonha em recuar.

Se morresse aqui, não conseguiria vingar Brandon.

Lumian avançou rapidamente na direção dela.

Swoosh—! Swoosh—!

Mas espadas mágicas caíram do céu e bloquearam seu caminho.

De nenhuma forma Amelia virou as costas para Lumian enquanto corria de volta em direção a Brandon.

Espadas mágicas continuaram protegendo-a, caindo sobre onde Lumian estava.

—Brandon, consegue se mexer!?

Ela falou, ansiosa.

—Haaa… Haaa….

Mas Brandon não respondeu, respirando fundo, pesado. Com a cabeça baixa, de joelhos, segurando o ombro, com os olhos arregalados.

A situação era crítica.

Brandon tinha um ataque de pânico violento.

Mas foi então.

Swoosh—! Swoosh—!

Cristais de repente ondularam no ar, indo na direção de Lumian. Misturados com as espadas mágicas, Lumian ficou sem se mover, desviando cada ataque.

Até Lumian parecia cansado, seu peito subindo e descendo aceleradamente.

Amelia virou levemente a cabeça e viu Carl e Aurelia — cujas mãos estavam estendidas à sua frente.

—Huaaa!

Os olhos de Carl se arregalaram e ele cobriu a boca, assustado ao ver o estado de Brandon.

O mesmo ocorreu com Aurelia, cujos olhos se arregalaram de surpresa.

Cr… Crack!

De repente, um círculo mágico se formou no chão, e uma golem de cristal de tamanho médio apareceu.

Não apenas um.

Mas dois.

Outro círculo mágico.

E mais um.

Três ao todo.

Crack!

Três golems de gelo de tamanho médio correram na direção de Lumian.

—Que porra é essa?

Amelia ouviu Lumian amaldiçoando enquanto continuava a desviar dos ataques.

Mas o que chamou sua atenção foi o fato de Lumian não estar olhando para os golpes.

Não.

Seus olhos estavam fixos nos golems que se aproximavam.

Outro círculo mágico apareceu.

E mais um.

Crack!

Mais golems de cristal surgiram e correram em direção a Lumian, cercando-o completamente.

Clap—!

Aurelia bateu as mãos, e os golems de repente aumentaram de tamanho. Seus corpos ficaram enormes, e os olhos de Amelia se arregalaram diante da visão.

—Vamos —

A voz de Aurelia chegou aos seus ouvidos, enquanto Amelia virou a cabeça na direção de Brandon, que claramente estava fora de si.

—…

Amelia se aproximou dele, puxando seu ombro. Mas Brandon não se mexia.

—Brandon!

—Haaa….

Amelia virou a cabeça na direção do braço no chão.

Com os dentes cerrados, segurou o braço e levantou o queixo de Brandon.

Mostrou o braço na sua mão para ele.

—Você vê isso?

—…

—Ainda pode ser reimplantado. Então, por favor, vamos sair daqui.

—…

Brandon não respondeu. Mas parecia que suas palavras conseguiram alcançá-lo, pois ele levantou o corpo lentamente.

Amelia assentiu e esperou Brandon começar a correr.

Assim que ele começou, ela o seguiu.

Vooosh—!

Correndo sem saber pra onde, Amelia ouviu as chamas se acenderem atrás dela, a algumas distâncias.

—…!

Seu coração acelerou e ela virou levemente a cabeça. Dizim que foi quando a figura de Lumian entrou no seu campo de visão periférica.

Ele era rápido.

Demais.

Nesse momento, ela já o via quase perto, vindo na direção deles e com a expressão deformada.

—Você não vai escapar!

Lumian gritou, e Amelia entrou em pânico.

Não tinha como se livrar desse homem.

Porém, mesmo assim, Amelia só pôde fazer o que fosse possível.

Espadas mágicas flutuaram ao seu redor e foram na direção de Lumian.

Clang—!

Lumian desviou imediatamente uma lâmina e esquivou-se das outras.

Mas, graças ao ataque de Amelia, conseguiu segurar o avanço por um breve momento.

Justo um segundo.

Ela continuou empregando a mesma estratégia. Parecia estar funcionando, pois estavam a uma boa distância de Lumian agora.

Amelia voltou sua atenção para Carl — que carregava Aurelia. O vento parecia envolver sua perna, aumentando sua velocidade.

Mas quem realmente a surpreendeu foi Aurelia.

Contudo, naquele instante em que ela parou o ataque.

Swoosh—!

Lumian apareceu bem atrás dela.

Fim da leitura

Capítulo 203 concluído

CAPÍTULO 203 - O Destino Dele