Extra's Descent NovelCAPÍTULO 218 - Infiltração
Capítulo 218Permitir que todos discutissem seu próximo passo, Brandon e Amelia retornaram à floresta sob o pretexto de montar o acampamento.
"Carl, você vai ficar com a Amelia. Eu vou providenciar um lugar para você morar e garantir suas necessidades diárias."
"Uh...."
"Não. Você não pode morar com ela."
Brandon afirmou solenemente, sem hesitação.
Ele virou a cabeça e olhou para a pequena elfa—que o encarou com os olhos bem abertos.
"E você, Aurelia."
"....?"
"Consegue fazer alguma coisa com suas orelhas?"
"...."
"Teremos que entrar no território humano. Se descobrirem que você é uma elfa..."
"Acho que posso fazer algo..."
Brandon sabia disso.
Não era a primeira vez que elfos apareciam nesta planície.
'Em outro momento de evolução, isto é.'
Lá, podia ver alguns elfos moldando suas formas. Em especial, a cor de cabelo, olhos e orelhas.
Provavelmente, Aurelia também havia feito o mesmo com o cabelo. Isso deu a Brandon a ideia de que Aurelia possuía tais habilidades.
Essa habilidade era rara entre os elfos.
De repente, uma aura mágica começou a se reunir ao redor de Aurelia.
Então, suas orelhas começaram a mudar de forma. A antiga forma de folha foi se reduzindo lentamente. Logo, tornaram-se semelhantes às orelhas humanas.
"Tudo bem."
Brandon assentiu e suavemente bagunçou o cabelo da pequena elfa.
"Hehe."
A pequena elfa sorriu divertidamente.
Brandon virou o olhar e olhou para Amelia.
Ele abriu a boca.
"Amelia, você pode deixar Aurelia ficar com você?"
"Ah."
"Não se preocupe. Eu vou visitá-la e cuidar dela."
"Nesse caso. Você não quer simplesmente morar comigo?"
"...."
"N-Não, não é isso que eu quis dizer."
Amelia hesitou, gesticulando com as mãos.
"Você não tem onde ficar no momento, né? A Belle praticamente expulsou você."
"...."
Belle lhe dissera que a mãe deles estava numa situação melhor agora. E que faria bem para a mãe deles se Brandon se mudasse e se tornasse independente.
Faria a mãe feliz, ver seus dois filhos crescendo e se tornando adultos responsáveis.
No entanto, essa proposta….
"Mas esse arranjo não é meio confuso...."
Brandon interrompeu suas palavras. Amelia imediatamente soube o que ele quis dizer.
Pareceu não perceber o que havia acabado de falar.
Seu queixo caiu e a face começou a ficar vermelha lentamente.
"Bem, se você não se importa, então aceito sua proposta."
"....Tudo bem."
Amelia não sabia mais o que dizer.
Então, Brandon olhou para Carl.
"Você, jovem cadete. Sobre aquele lugar que vou providenciar, será nos alojamentos da Academia Imperial. Você quer estudar lá, certo?"
"Sim."
"Ok. Vou pedir para minha irmã ajudar na sua matrícula. Vou te fornecer uma mesada semanalmente."
"...."
Carl ficou sem palavras, abaixando a cabeça.
A expressão no rosto dele deu a Brandon a impressão de que o menino estava quase chorando.
Brandon se aproximou dele e colocou a mão no ombro.
Ele fez um gesto de contenção com os lábios.
"Precisamos de toda ajuda possível. Você não precisa pensar em me reembolsar. Afinal, estamos fazendo isso pelo continente de Holy Britannia."
"....Tudo bem. Obrigado."
"Levante a cabeça, jovem cadete. Isso é só o começo."
Thump!
Carl bateu o pé no chão, endireitou as costas e enviou um cumprimento militar a Brandon.
"Entendido, senhor."
"Mhm."
Pelo retrovisor, Brandon ouviu Amelia sussurrando para Aurelia: 'Ele nem está no Exército Imperial…'
"Eu posso ouvir vocês, sabia?"
"Hehe."
Amelia sorriu de leve.
Brandon balançou a cabeça.
"Já servi na força militar antes, não se preocupe."
"Eh…?"
Amelia inclinou a cabeça, curiosa.
Brandon prosseguiu.
"Um total de 260 anos de serviço ao todo."
"....?"
"Heh."
Brandon sorriu de canto.
Depois de ajustarem os últimos detalhes, o grupo atravessou a floresta de marcha até chegarem ao local onde Belle e seus subordinados estavam.
"Tudo pronto?"
Belle percebeu a chegada ao virar um pouco a cabeça.
"Sim. Deixe-me apresentar vocês a esses dois."
"Hm…?"
"Você provavelmente já viu o Carl na foto que enviamos."
"Ah, então é ele. Olá."
Belle sorriu e acenou para Carl, que permanecia imóvel.
Esse garoto fica paralisado toda vez que vê alguém atraente?
Carl, para ser honesto, nem parecia uma criança de tão pequeno, especialmente ao lado de Brandon—que já tinha 1,88m.
"O-oi…"
Carl gaguejou.
Então, Aurelia se revelou—aparecendo por trás de Brandon.
"E esta é Aurelia."
"...."
Brandon observou as expressões de Belle. Ela parecia sem palavras.
O disfarce não funcionou—
Foi nesse momento que Belle correu em direção a Aurelia e se agachou.
Seus olhos pareceram brilhar ao fixar na pequena elfa.
"Oi, pequena Aurelia."
O sorriso de Belle se alargou, aquecido.
Aurelia pareceu surpresa.
"Ela está dizendo oi."
Brandon sussurrou gentilmente.
"O-oi…."
"Ah~ que fofa."
Belle bagunçou suavemente o cabelo da pequena elfa, com um sorriso ainda maior.
"Kuhum…"
Brandon tossiu para disfarçar.
"Ah, desculpe."
Belle se recompôs e se levantou.
Após as apresentações, o grupo partiu. Eles lideraram Brandon, Amelia, Aurelia e Carl até seu carruagem.
Aurelia foi a primeira a se sentar, seguida por Carl. Depois, foi a vez de Amelia — sentada ao lado de Carl.
Brandon tomou seu lugar ao lado de Amelia.
Na extremidade oposta estavam os demais oficiais. Era um grupo pequeno, de cinco pessoas.
Quem guiava era Ivan Albarn. Ao lado dele, Ray Arcadia.
Os dois concordaram em revezar a condução. Afinal, do lugar onde estavam, o território humano era bem distante.
Sentindo sono, Brandon encostou a cabeça no ombro de Amelia. Ela fez o mesmo—apoiando a bochecha nele.
"Kuhum…."
Belle limpou a garganta.
"Ah."
"Ah."
Brandon e Amelia ficaram surpresos, soltando um suspiro ao mesmo tempo, afastando-se um do outro.
"Velhos hábitos…."
Dentro de um escritório.
Um homem de cabelos castanhos estava sentado à sua mesa. Em frente a ele, havia uma pilha de documentos espalhados pelo tampo.
"Haaa…."
Suspiro cansado, ele reclinou na cadeira e olhou para cima.
Estava exausto.
Receberam uma missão que envolvia se infiltrar em uma organização criminosa.
Ele não fazia ideia do propósito disso tudo.
Era perigoso.
Porém, já fazia quase um ano que fazia isso.
Mais precisamente, 11 meses e 2 semanas.
E, além disso, lhe disseram que haveria recompensas após seu parceiro completar sua parte.
Mas esse parceiro…
…Estava morto.
Desde há um ano.
Mesmo assim, foi apresentado a um homem envolvido com a organização.
"Zed Alistar."
Esse era o nome dele.
Assim, os dois trabalharam juntos por um ano.
Por isso, a empresa permaneceu estável, apesar do caos que aconteceu.
O sindicato foi uma grande ajuda.
Ele se lembrou de umas palavras que Zed lhe disse alguns meses atrás.
— Fique atento. As coisas vão ficar bem interessantes.
Brtt… Brtt….
Justo quando ele ia cochilar, seu telefone começou a vibrar de repente.
Arrumando os óculos, ele se inclina para frente e pega o telefone.
"...."
Seus olhos se arregalaram de choque.
"Isso…"
[Sir Locke]
Isso é real…?
Ele perguntou a si mesmo.
Mas o que Zed lhe disse na época…
Seria isso o que ele quis dizer?
Será que aquele homem ainda está vivo?
Imediatamente, ele atendeu a ligação.
Pouco depois, uma voz familiar soou do telefone.
— E aí, como vai, Deus?
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