Extra's Descent Novel — Capítulo 220: CAPÍTULO 220 - Infiltração 3

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Cap. 220
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CAPÍTULO 220 - Infiltração 3

Capítulo 220

1.382 palavras~6 min de leitura

— Então, você conseguiu um lugar pra ficar...?

perguntou Belle—sentada de frente para Brandon.

— Sim.

Brandon assentiu.

— Sério? Onde?

— Na casa da Amelia.

— ……

— Meu Deus.

Belle ficou sem palavras, enquanto Brianna se cobriu com a mão, atônita.

Belle inclinou a cabeça, desacreditada.

— Sério mesmo?

— Sério mesmo.

Brandon afirmou com firmeza.

Depois, Belle se virou para olhar para a mãe e perguntou:

— Não esperava que acontecesse isso. Pode isso, mãe? Ele ainda tem 17 anos.

— Hehe~ Netinhos~

— ……

Mas a mãe parecia absorta, murmurando uma confusão de besteiras para si mesma.

Balanceando a cabeça e massageando a têmpora, Belle virou-se para Brandon, franzindo os lábios.

— Me fala. Quem se apaixonou primeiro? E quanto a… ela?

Ela.

Brandon sabia bem a quem Belle se referia.

— Acho que você está entendendo tudo errado, irmã. Ninguém se apaixonou por ninguém. Amelia só me ofereceu um lugar pra ficar temporariamente.

Deitando-se de forma descontraída, Brandon cruzou as mãos atrás da cabeça.

— Quanto à Rachel. Bem… estamos cada um na nossa. Além do mais, já faz um ano. Nunca tivemos um namoro, e os sentimentos das pessoas mudam.

— Acho que você tem razão. Mas espera aí… Você praticamente confirmou que gosta da Amelia.

— Vou deixar sua imaginação falar por si mesma.

Ele deu um encolhido de ombros descontraído.

— Desde quando você ficou tão frio assim…

— ……

Após a calamidade, o complexo Asami foi destruído. E, no processo, a maioria dos pertences de Brandon foi destruída.

E assim, ele tinha quase nada.

— Quer que eu vá fazer compras com você?

— Não, obrigado. Posso ir sozinho. Você deveria voltar logo para o exército. Provavelmente vai precisar dar mais explicações sobre o plano.

— É, aquilo…

— Sim, 'aquilo'. Boa sorte para me defender, irmã.

— ……

Brandon olhou ao redor. O cômodo era grande demais. Na verdade, era até exagerado para duas pessoas morarem sozinhas.

— Ah. E os empregados que trabalhavam pra gente? O que aconteceu com eles?

— Ainda trabalham pra gente. Mas com horário fixo. Agora ainda são seis da manhã. Geralmente eles chegam por volta de meia sete.

— Entendi.

Belle começou a explicar.

A família Locke era benevolente com os que trabalhavam para eles. Por isso, os funcionários nunca os abandonaram, optando por apoiar e trabalhar para eles mesmo nesses tempos difíceis.

Mas o tempo passou e a porta rangeu ao abrir. Os empregados começaram a entrar no enorme apartamento.

O cômodo realmente era gigante.

Na verdade, equivalia a umas duas lojas em altura.

Por que precisariam de tanto espaço…?

Brandon balançou a cabeça e dispensou os pensamentos.

Após cumprimentar todos os empregados e despedir-se da mãe, Brandon e Belle saíram do apartamento.

Belle chamou um táxi diferente e saiu logo depois.

Brandon fez o mesmo, indicando o caminho para a casa da Amelia ao motorista do táxi.

Deitando a cabeça na mão, observando lá fora, Brandon começou a refletir.

Revendo todos os acontecimentos recentes e a operação que se aproximava, ele soltou um suspiro.

— Haaa…

Ainda tinha muito o que fazer.

E o primeiro passo era limpar o domínio humano do lixo do Continente de Milis—eliminando os intrusos que haviam entrado na cidade, disfarçados entre os cidadãos.

Apesar de seus avanços, Brandon não conhecia as identidades deles.

Havia um certo risco em envolver o exército. Um dos imigrantes poderia ter se infiltrado na própria força militar.

Por esse motivo, Brandon tinha specifically dito para confiarem apenas em Bellion Van.

Era uma operação clandestina.

Não era improvável que um traidor estivesse entre seus ranks agora.

A evidência era a ação repentina de Lumian.

Ele deixou a cidade na mesma semana em que era caçado secretamente.

'Esse foi o seu erro.'

Antes que percebesse, ele já tinha chegado ao seu destino.

— Serão cinco moedas de prata, senhor—

Chi—

Brandon lançou uma moeda de ouro ao motorista.

O motorista ficou um pouco atordoado.

— Ah.

— Pelo seu serviço ao sindicato.

Brandon piscou de leve.

— Certo. Obrigado, senhor.

Brandon saiu do táxi, a porta se fechando lentamente.

— Haha.

Ele abafou uma risada enquanto o táxi se afastava.

— Ainda bem que até o motorista do táxi faz parte do sindicato, né.

Depois da calamidade, o pânico tomou conta.

O sindicato aproveitou a oportunidade quando os cidadãos estavam no seu pior—sussurrando palavras doces e promessas de ajuda para se recuperarem.

Na verdade, nem todo mundo envolvido com o sindicato eram imigrantes.

Enquanto o sindicato era a organização que realmente controlava tudo, a maioria das pessoas participava por causa de suas operações.

Sindicato do Crepúsculo.

Mas, em relação ao que as pessoas comuns associavam a ele…

— Mercado negro.

…

Brandon chegou à casa da Amelia. Entrando na porta e vendo Amelia, usando uma camisa branca folgada. Parecia grande demais para ela, cobrindo até os curtos.

Ou ela estaria até usando shorts…?

Brandon não conseguiu afirmar com certeza.

Além disso, seu cabelo ainda estava um pouco molhado. Provavelmente, ela tomou banho cedo.

— Não trouxe nada?

— Não. perdi tudo.

Amelia perguntou, e Brandon balançou a cabeça. A única coisa que trouxe foi uma sacola de plástico.

— Brandon!

De repente, a voz de uma menina pequena ressoou. Aurelia—vestida com um pijama azul claro—correu em direção a Brandon e a abraçou imediatamente.

Brandon se inclinou um pouco e bagunçou o cabelo da pequena elfa.

Observando, suas orelhas voltaram ao formato de folha—pontudas.

Depois de tudo, era preciso mana para manter as mudanças.

— Ela pergunta o tempo todo quando você chega.

— Sério?

— …… Sim.

A pequena elfa respondeu, um pouco envergonhada.

— Adivinha, Aurelia.

— ……?

Ela inclinou a cabeça.

Brandon continuou.

— Hoje vamos fazer compras.

— Fazer compras…?

— Ué. Comprar coisas. Igual…

Seus braços, cruzados atrás das costas, escondendo a sacola de plástico, estenderam-se na direção de Aurelia para que ela visse.

— Isso!

Brandon pegou um potinho pequeno dentro da sacola e Aurelia inclinou a cabeça, confusa.

— ……?

— É chamado sorvete.

— Sorvete…?

— Não, não. Sorvete mesmo.

— Sorvete…

— Quer experimentar?

De repente, a voz de Amelia cortou.

— Vamos comer isso depois do café da manhã.

— Ah.

Brandon levantou a cabeça e olhou para Amelia.

— Vocês ainda não comeram?

— Ainda não. Acabamos de acordar.

— Ah.

Amelia foi em direção à cozinha, pegando uma panela de um armário.

— E você? Quer alguma coisa?

— Já tomei café. Podem ir em frente.

— Certo.

Brandon olhou ao redor e observou a casa da Amelia.

Era um pouco mais espaçosa do que o necessário para uma pessoa só morar aqui. Brandon percebia que ela mantinha tudo muito limpo.

Não havia nem poeira nem lixo espalhado por todo canto.

Mas, ao mesmo tempo, Brandon também percebia como devia ser solitário para Amelia viver sozinha por meses nesse lugar.

Mandar Aurelia morar com ela foi uma boa decisão.

Depois, Brandon baixou o olhar e voltou a olhar para Aurelia—que o encarava com olhos arregalados.

— Que tal me mostrar a casa, Aurelia?

— Hm… Claro!

Segurando a mão de Aurelia, a pequena elfa percorreu a casa com ele.

— Sala de estar!

Lá, Brandon viu um sofá grande em formato de ‘L’. Uma tv de tela gigante. E, no topo, uma janela alta com vista para toda a cidade.

Que organizado.

— Banheiro!

— Oh.

Ele também era bem espaçoso e limpo, com tudo que precisava. E pensar que era só o banheiro para as visitas.

— Quarto da Aurelia!

— Hm?

Assim, Amelia gentilmente deu um quarto só para Aurelia. Parecia grande o suficiente para a pequena elfa. Na cama lilás, havia plushies espalhados.

— Quarto da mamãe!

— Opa—Espere.

Que diabos?

— Mamãe?

Desde quando Aurelia começou a chamar Amelia assim—de ‘mamãe’?

Que diabos.

— Wait, não vá aí!

De repente, Amelia gritou. Mas já era tarde.

— Ah.

Brandon olhou para o quarto da Amelia. Lá, viu um conjunto de lingerie espalhado por cima da cama. Ele virou o rosto rapidinho ao notar.

— ……

Batida—!

Amelia fechou a porta com força, sem hesitar, seu rosto corando muito, enquanto encarava Aurelia com expressão incrédula.

Brandon ficou sem fala, observando Amelia—que, por sua vez, o encarava com vergonha profunda.

— Você.

— Eu… Eu… Elas eram novas! Eu só…

Seus olhos percorreram o ambiente rapidamente.

— …Testando elas.

— …Não vi nada.

E ficou por isso mesmo.

Brandon foi até o sofá e se jogou nele. Ouviu Amelia resmungar algo para Aurelia, palavras como “Como você pôde me trair assim?” “Eu achava que tinha trancado a porta…”

Ele deu de ombros.

— Onde é minha cama?

de repente, Brandon perguntou.

Eles tinham o chamaram atenção. Amelia e Aurelia pararam e o olhararam.

— Quer que ela te mostre, Aurelia?

— Sim!

Fim da leitura

Capítulo 220 concluído

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