Extra's Descent Novel — Capítulo 241: CAPÍTULO 241 - Arrumando as peças 2

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Cap. 241
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CAPÍTULO 241 - Arrumando as peças 2

Capítulo 241

1.511 palavras~7 min de leitura

Era a sua metralhadora de raios. Mas, condensando a mana, ela conseguiu deixar as balas menores.

Bang!

Um barulho de confusão vinha do lado de fora do beco. Mas Brandon estava contando com isso.

Olhando para onde Amelia estava posicionada, nossos olhares se cruzaram por um breve segundo e Brandon lançou um olhar de lado, fazendo charme.

Por causa da distância, mal conseguia distinguir as expressões que Amelia fazia.

Mas, ao apontar para o seu ombro, Amelia se inclinou mais perto do ponto de impacto.

Bang!

"Ukh!"

Disfarçando procurar abrigo, uma bala atravessou justo pelo seu ombro, e ele soltou um gemido agudo.

— Porra.

— Alguém sabe quem é o agressor?

Link e os demais começaram a entrar em pânico.

Soltando uma tosse e se escondendo atrás de uma cobertura, Brandon soltou uma bomba.

— O Exército Imperial.

— O quê?!

Imediatamente, todos se viraram para olhar para ele, com olhos arregalados.

— Como uma pessoa acabou aqui?

— Link… isso é ruim!

— Pelo menos estamos de máscara.

Ao contrário dos demais capangas, Link permaneceu calmo.

— Vamos fugir. O franco-atirador parece estar desconfiado de nós.

— Sim, antes que reforços cheguem.

Com esses pensamentos, Link acenou com a mão na direção de Amelia.

Brandon ficou curioso para saber o que Link ia fazer. Evelyn parecia conhecer bem as habilidades de todos os guardas. No entanto, ela nunca tinha contado para ele.

De repente, mana começou a se acumular ao redor da mão de Link, e um círculo mágico se materializou.

Cr… Estalo!

Ao mesmo tempo, a luz das balas atravessou a parede de gelo que se formava. A parede tremeu por um instante, enquanto fragmentos glaciais se espalhavam pelo chão.

Um dos homens deixou a cobertura e levantou a mão.

— Água!

Ele gritou e outro homem também levantou a mão. Um círculo mágico apareceu na frente das palmas de Aqua.

— Infernis!

— Entendido.

Então, os dois lançaram suas magias ao mesmo tempo. Chamas saíram do círculo mágico na frente de Infernis, enquanto água jorrava de Aqua.

Os elementos se fundiram, anulando-se mutuamente, formando uma nuvem de fumaça.

A fumaça preencheu todo o beco.

Era uma cortina de fumaça.

Bang! Bang!

Balas atravessaram a parede de gelo. Mas, como a visão estava obstruída, nenhuma atingiu ninguém.

— Vamos!

Ao seu comando, o grupo imediatamente avançou na direção de Brandon.

— Moriarty, consegue se mover?

— ...Sim.

Brandon se levantou lentamente, com uma expressão de dor. O grupo virou-se para o beco sem saída.

— Fiquem atrás!

Ao comando de Link, eles se posicionaram atrás dele enquanto ele estendia a mão à frente.

Mana se acumulou novamente em suas mãos, e um espeto de gelo avançou, destruindo completamente a parede.

Bum—!

O entorno tremeu por alguns segundos. Poeira de rocha misturada com a fumaça obscurecia toda a área.

Quando a fumaça se dissipou, um buraco enorme na parede se revelou.

Depois de trocar olhares, escaparam pelo buraco.

Eleitou a cabeça levemente, Brandon sorriu descontraído e pensou consigo mesmo.

'Boa jogada.'

Correndo pelo beco, chegaram ao outro lado da rua.

Postes de lâmpada iluminavam o caminho, e os pedestres os encararam com olhares chocados e confusos.

Mas, como todos estavam de máscara, isso não os incomodou.

Assim, continuaram correndo, sem dar atenção às pessoas ao redor.

O tempo passou.

Já eram cerca de 13h.

Depois de escapar dos olhares indiscretos de todos, se reuniram numa área mais isolada da cidade.

As favelas.

Embora fosse possível ficar na black market, decidiram não permanecer lá.

— Haa… H-haaa…

— Haa… Aquilo… Haaa… foi um desastre.

— Droga, de quem foi a ideia mesmo?

Aqua e Infernis olharam para Link com expressão de reprovação.

Fazendo um gesto com a mão, Link tentou tranquilizá-los.

— Calma, calma. Isso saiu do nosso controle.

— É… sei lá.

Aqua cuspiu no chão e se apoiou na parede.

— A confusão toda vai causar pânico. Não seria surpresa se sair na TV. Boa, Link.

— Vai se foder.

Link deu de ombros e afastou o olhar.

— Tudo bem, então…?

Ele olhou para Brandon.

— Nós estamos nisso juntos agora. Não tem motivo para você recusar.

— Pode crer.

— Isso só aconteceu porque você não aceitou na hora.

— Pode me culpar?

— Acho que não.

Link balançou a cabeça.

— Como estamos provavelmente fora de perigo, acho melhor cada um pegar seu caminho aqui. Procure deixar um por um, para não parecer suspeito.

Logo, o grupo se separou, cada um seguindo numa direção diferente.

De volta ao apartamento, Amelia foi direto para o sofá e se jogou nela, exausta.

Ela estava cansada.

Parecia que não tinha feito muita coisa, mas controlar para deixar as balas menores e diminuir o som da metralhadora foi exaustivo.

Mesmo assim, ainda era bastante barulhento.

— Haaa… Preciso treinar mais meu controle de mana.

Depois de tudo, apesar de suas habilidades, ela ainda era uma duelista.

Controlar mana era mais difícil para elas.

Percebendo que não tinha ligado o ar-condicionado da sala, ela desabotoou o colete.

Estava quente.

Suor escorria pela testa, e Amelia suspirou.

Era meia-noite e trinta e oito minutos, embora ela tivesse que acordar cedo para se preparar para o dia seguinte, decidiu esperar por Brandon.

Ele tinha algo para explicar.

E, após esperar um pouco, o homem que ela aguardava chegou. A maçaneta girou por um momento, e o som das chaves sendo manuseadas ecoou.

Creak…

A porta se abriu lentamente, e apareceu um homem de camisa branca de manga longa, usando seus óculos escuros de armação preta de sempre.

Era Brandon.

Percebendo que ela ainda estava acordada, Brandon levantou as sobrancelhas. Mas ele ajeitou a expressão e se aproximou dela.

De pé, olhando para ela de cima, ele abriu a boca.

— Obrigado pela ajuda.

— De nada.

Sentando ao lado dela, Brandon ajeitou a gola do colarinho.

— Está quente.

Sem responder, Amelia se aproximou mais e segurou a gravata dele.

— O que você—

Ao puxar a gravata, o rosto de Brandon se aproximou do dela.

— Agora explica.

Brandon pareceu surpreso por um momento. Mas então, começou a explicar.

Amelia ouviu atentamente e compreendeu suas palavras.

— Entendi. Então não tinha jeito mesmo.

— Você foi bem fácil.

— Não foi?

Amelia sorriu de leve.

Depois, ela olhou para o buraco no ombro dele, onde o sangue tinha manchado a roupa.

Percebendo seu olhar, Brandon protegeu o ombro.

— Não é nada. Eu te pedi para fazer isso por mim. Foi uma boa álibi. Agora, eles não vão desconfiar mais de mim.

Depois de tudo, ele era o único ferido do grupo.

De repente, Amelia o empurrou para a cama e se posicionou por cima dele.

— Ei—Huh?

— Você é louco por fazer isso…

— Mas está por cima de mim.

— Acho que também sou louca.

— Isso não faz sentido.

— Você também não.

— Haha.

Brandon deu uma risada debochada e puxou ela para perto. Por cima dele, ele a envolveu enquanto ela se deitava no seu peito.

Amelia pressionou os lábios e relaxou os músculos.

— Você está cansado, não está?

— Depois de uns duzentos e tantos anos, sim.

— Isso não faz sentido.

— Você que não faz sentido.

Envolvendo seu braço ao redor dela e cobrindo os olhos com a outra mão, Brandon permaneceu em silêncio.

Os dois ficaram assim por alguns minutos, enquanto o silêncio preenchia o cômodo.

A primeira a quebrar o silêncio foi Amelia, que disse:

— Como você está se sentindo?

— Poderia ficar assim pra sempre.

— Vou ligar o ar-condicionado primeiro.

Amelia tentou se mover, mas o braço de Brandon ao redor dela apertou mais.

— Não.

— Mas está quente…?

— Está mesmo.

— …

Vários pensamentos passaram pela cabeça de Amelia.

— Sabe de uma coisa? Está meio quente mesmo.

Brandon afastou o braço ao redor dela por um instante. Amelia se levantou um pouco e deixou que ele desse um botão em seu shirt.

Seu tórax ficou à vista, refletido por uma luz que o faria brilhar.

Senti-se tímida com a visão, Amelia hesitou.

— Eu… Eu deveria ligar o ar-condicionado.

Mas, ao tentar se levantar, Brandon segurou seu braço.

— Não.

— Você está sendo estranho.

— O calor é bom.

Brandon riu de si mesmo e cobriu os olhos.

Apesar de Amelia estar se sentindo bem ousada, ela desviou o olhar, sentindo seu rosto ficar em chamas.

O olho de Brandon entreabriu-se, olhando para baixo de seu braço enquanto Amelia ainda evitava o olhar.

— Devemos dormir.

— Devemos— Ah.

De repente, Brandon a puxou para perto e Amelia deitou no seu peito.

Mais uma vez, ao envolver o braço ao redor dela, ela relaxou os músculos tensos.

Sentindo sua pele desnuda tocando a dela, Amelia teve uma sensação de paz.

Mas, pouco tempo depois….

— Huuu…

Brandon começou a roncar.

— …

'De novo?'

Sério mesmo?

Ela ficou envergonhada, mordendo o lábio.

Porém, não se afastou e fechou os olhos.

De repente, sentiu a mão dele mais baixa na cintura dela.

— Ah.

Ele estava acordado.

— Você é uma provocadora mesmo.

No entanto, ela permitiu.

Ela tinha consciência de seus sentimentos por ele, e suspeitava que ele sentia o mesmo por ela.

Nenhum voto ou compromisso foi trocado entre os dois. Com a mão na cintura dela, Amelia fechou os olhos.

Ela sabia que ele estava exausto, então não insistiu mais.

Pouco tempo depois, os dois adormeceram.

Na verdade, dormiram mesmo.

Fim da leitura

Capítulo 241 concluído

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