Extra's Descent NovelCAPÍTULO 250 - Leilão cinco
Capítulo 250A última câmara.
Ou pelo menos, a única câmara que ele não precisava administrar.
Grrr….
Ao empurrar a porta, o que apareceu diante de seus olhos foi a visão familiar de um homem—que tinha as mãos cruzadas atrás das costas enquanto olhava para as grade de proteção.
Brandon olhou ao redor. Corpos sem vida marcados nas paredes, cristais atravessando seus torsos.
Todo o ambiente estava coberto de sangue.
"Sem remorso?"
"Nada."
Zed se virou e seus olhares se encontraram.
Então, Zed perguntou,
"Terminou?"
"Sim. Evelyn está te esperando."
"Certo."
Zed assentiu e caminhou em direção à saída. Brandon foi na frente, e os dois passaram um pelo outro enquanto ele se aproximava das grades.
Claque—!
A porta atrás dele se fechou de repente, e Brandon se inclinou, examinando toda a sala de leilão.
Todo o plano havia mudado para melhor.
Embora ele não tivesse conseguido usar Deus exatamente como planejara, isso não importava.
Foi a aparição repentina de Evelyn que fez o projeto mudar.
Originalmente, ele queria participar do leilão como um empresário comum, com apoio de Zed para validar suas credenciais.
Entretanto, por mais que isso importasse, Deus ainda tinha desempenhado um papel.
O papel mais importante, na verdade.
A discussão tinha sido apenas entre Zed e Deus. Afinal, Brandon não podia participar dela.
Era uma questão exclusiva do alto comando da máfia.
"Confio neles."
Deixando seus pensamentos de lado, Brandon olhou para baixo. Dois olhos castanhos o encararam e ambos assentiram um para o outro.
Era hora da segunda fase dos seus planos.
Com esses pensamentos, Brandon recebeu o Dispositivo do Crepúsculo e discou um contato.
Tel … Tel … Toque—
Logo depois, uma voz chegou até seus ouvidos.
— Chefe.
Era Matthew.
"Seguindo minhas instruções."
Evelyn terminou suas tarefas.
Como terminou bastante rápido, ela esperou o tempo passar.
Quando achou que era o momento certo, bateu na porta.
Bate! Bate!
"Terminei, Senhor Lancelott."
—Pode entrar.
Ao ouvir as instruções de Lancelott, Evelyn girou a maçaneta e entrou na câmara.
Scanando o ambiente, havia duas pessoas apoiadas nas grades, inclinadas para frente.
Lancelott, e outro homem com um chapéu. Evelyn não sabia quem era, mas tinha uma ideia.
'Então é ele.'
Ela lembrou das palavras de Brandon na época.
'Até que ponto ele previu tudo?'
Sua capacidade de previsão era assombrosa.
Na verdade, até assustadora.
Evelyn sentiu um arrepio ao pensar nisso.
'Pelo menos está do nosso lado….'
"Quem é esse?"
O outro homem perguntou, avaliando Evelyn de cima a baixo.
Lancelott respondeu.
"Evangel."
"Ah, então é ela."
"Sim."
Um sentimento de reconhecimento.
Evelyn ficou cautelosa.
Afinal, ela sabia que ele era forte. Mas quão forte…?
Ela não sabia.
De qualquer forma, tinha que fazer o que Brandon lhe pedira.
Brandon contava com ela. Não podia desapontá-lo.
"Evangel."
Ela foi tocada de volta pelos pensamentos quando Lancelott a chamou.
Evelyn ergueu a cabeça, permanecendo em silêncio.
Era a persona que ela estava interpretando no momento, portanto, ainda tinha que atuar seu papel.
Somente até a chegada dele.
"Onde está o Moriarty?"
"Acredito que ainda não terminou."
"Ah. Você acha que ele está tendo dificuldades?"
"Não tenho certeza."
Evelyn balançou a cabeça.
"Devo verificar?"
"Não."
Lancelott a interrompeu.
"Se ele não consegue fazer isso, então não serve para nada."
Depois, Lancelott se virou.
"Mas veja, há dois tipos de pessoas em quem não confio."
"…"
Evelyn se endireitou involuntariamente enquanto a tensão tomava conta do ambiente.
"Aquelas que não conseguem obedecer ao que lhes mandam, e…."
Evelyn ouviu atentamente. Olhando fixamente nos olhos frios de Lancelott, ela se preparou.
"Pessoas que conseguem me vencer no xadrez."
"…"
No entanto, nada aconteceu.
"Por que toda essa tensão, Evangel? Será porque do Sir Rodd aqui presente?"
Lancelott apontou para o homem ao seu lado.
"Saia da sua arrogância, Lancelott."
Rodd franziu o cenho.
"Ainda sou seu superior."
E aquelas palavras de Rodd foram suficientes para Evelyn confirmar que Brandon tinha razão.
Certo.
Esse homem ao lado de Lancelott….
'Um oficial militar do continente Milis.'
E como ele afirmou que era superior de Lancelott, isso significava que Lancelott também era oficial militar.
'Esses caras…'
Conseguiram infiltrar-se na Santa Britânia de forma astuta.
'Mas há quanto tempo Lancelott está aqui…?'
Evelyn ponderou.
"Relaxe, Evangel. Você está conosco há bastante tempo. Estava pensando em fazer você trabalhar comigo."
Lancelott estendeu a mão.
"Quer vir para o continente Milis? Vendo que você vive na máfia clandestina, provavelmente não tem nenhuma ligação com a Santa Britânia, certo?"
"…"
Evelyn assentiu decididamente.
Ela tinha que ganhar tempo.
"Posso verificar com o Senhor Rodd?"
Lancelott olhou para Rodd, que cruzou os braços de volta para ele.
"Faça o que quiser. Se esse seu leilão for bem-sucedido, você será promovido."
"Obrigado."
Foi só após um breve momento que a porta foi novamente batida.
Bate! Bate!
"Esse deve ser o Moriarty. Pode abrir a porta para nós, Evangel?"
"…"
E Evelyn voltou a acenar com a cabeça.
"Ela realmente é do tipo silenciosa, hein?"
"Sim. É o tipo de soldado que preciso trabalhando comigo."
"Haha. Com certeza."
Evelyn caminhou até a porta e a abriu.
Grrr….
Porém, o que apareceu diante dela não foi Brandon.
A porta se abriu completamente, e tanto Lancelott quanto Rodd desviaram suas cabeças para examinar.
"Zed?"
"E aí, Lancelott."
"Amigo seu?"
Rodd interrompeu.
"O homem que planejei que fosse meu segundo no comando."
E Lancelott respondeu.
"O que você está fazendo aqui? Morreu o trabalho do Moriarty?"
"Cometemos um erro fatal."
"Hm?"
Lancelott virou a cabeça, confuso.
"Ele nos traiu?"
"Sim. Tentou me matar também, mas consegui lidar com isso rapidamente."
Evelyn ouviu com atenção a conversa dos dois.
O que Zed estivesse fazendo parecia estar funcionando, porque ela observava Lancelott.
Ela podia perceber que ele tinha abaixado a guarda.
"Que pena."
Zed fez um movimento de cabeça, desapontado.
"Tinha esperança nele."
Depois, olhou para o tabuleiro de xadrez na mesa.
"Achei que tinha encontrado um parceiro de xadrez novo."
"Você pode jogar comigo também, sabia?"
Zed se aproximou do tabuleiro e começou a arrumar as peças.
"Não, obrigado."
Recusa direta.
"Perdi para ele. Apesar de ser um bom oponente, quero vencer o Moriarty também."
"Qual foi mesmo a nossa pontuação? 55 a 56?"
"Acho que sim. Eu estava na liderança, pelo menos."
"Vamos jogar outra?"
Zed perguntou.
Então, Lancelott virou a cabeça para Rodd, que ouvia tudo.
"Não. Mas já que todos estão aqui, vou apresentar alguém."
Rodd deu um passo à frente, olhando para Evelyn e Zed. Sua presença tinha uma pressão forte. Mas Evelyn não vacilou.
Foi nesse momento que ela confirmou que podia lidar com ele.
E assim, Lancelott apresentou Rodd e sua posição, tentando recrutar Zed.
"Eu vou onde você for."
"Você realmente não tem lealdade a este país, não é?"
"Haha."
Zed zombou da voz de Lancelott.
"Essa é a questão."
Um sorriso surgiu no rosto de Zed, e Evelyn discretamente se posicionou.
"Eu não tenho lealdade."
Os olhos de Lancelott se arregalaram, confusos.
Começou a se formar uma energia mágica ao redor de Zed.
No momento exato, Evelyn avançou, puxou seu capuz, e comentou:
"Zona."
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