Extra's Descent Novel — Capítulo 262: CAPÍTULO 262 - Retorno

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Cap. 262
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CAPÍTULO 262 - Retorno

Capítulo 262

1.427 palavras~6 min de leitura

"Então você esteve vivo o tempo todo, hein? Quem diria."

Foi preciso muita insistência só para confirmar sua identidade.

Felizmente, todas as informações que ele lhe passou estavam alinhadas com o que o Exército Imperial havia informado. Especialmente sobre as informações do informante.

Não havia motivo para ele mentir sobre sua identidade. Por isso, Bellion teve que lhe dar o benefício da dúvida.

"Encontraram os outros?"

"Sim, você é o último. Não é de se surpreender que o General Locke estivesse em pânico."

"E quanto ao General Constantine?"

"Ela parecia fora de si. Então decidi deixá-la em paz."

"Entendi."

Brandon levantou a cabeça, encarando o olhar de Bellion.

"Quanto tempo estive fora?"

"Sete horas. Quanto aos demais, eles apareceram por toda a cidade. Não foi difícil encontrá-los, pois já estavam com rastreadores antes mesmo da operação começar."

"Ah."

As peças começaram a fazer sentido.

De fato, houve um atraso na sua teletransporter em relação aos outros.

"Não se preocupe. Recebi todos os relatórios do que aconteceu. Evelyn Cessna está sendo tratada neste exato momento. Você pode perguntar à sua irmã sobre os detalhes. Em breve, o Exército Imperial fará uma operação contra o mercado negro. Você já cumpriu sua parte."

Bom trabalho, Júnior Cadete."

Bellion fez uma saudação de respeito.

"Você fez seu país se orgulhar. Espero vê-lo na academia em breve. Precisamos de mais soldados como você."

"Entendido."

Brandon assentiu com a cabeça. Planejava visitar Evelyn logo. Mas, agora que se lembrou, o que aconteceu com suas feridas?

Parecia que haviam desaparecido no momento em que ele teleportou.

"Pode ir embora agora. Mas, faça algo sobre sua aparência..."

Bellion franziu a testa em desgosto.

"Consigo sentir uma mana opressiva vindo de você..."

"Não há o que fazer quanto a isso. Parece que estou preso nesta forma por enquanto."

"Forma?"

"Assimilação Elemental."

"Ah? Não é de se espantar que seu cabelo mudou. Vi você há algum tempo, quando visitei a academia."

"Sério?"

"Sim, no festival, para ser exato."

"Então... você viu... Aquilo?"

"Sim, foi exatamente isso."

Um acordo de cavalheiros.

Para não falar nada sobre tudo o que Reinhard fez durante o show de talentos.

"Ele é um ou dois anos mais novo do que eu."

"Você?"

"Aquele garoto deve ter se inspirado em mim."

"....."

Não.

"Não faça isso—"

"Quanto custa uma chaminé?"

"Por favor, não faz isso comigo—"

"Não custa nada, é por nossa conta. Haha!"

Bellion bateu na própria coxa e começou a rir descontroladamente.

Ele era ainda pior do que Reinhard.

Pelo menos Reinhard nunca ria das próprias piadas.

Mas esse véi….

"Haha!"

Brandon só pôde brincar junto.

"Mais uma. O que foi—"

"Obrigado. Adeus."

Clang—!

Brandon tinha que sair antes que as coisas piorassem.

Ao sair do hall de interrogatórios, uma figura peculiar permanecia ao lado da janela, de braços cruzados.

"Oi."

Era Raven.

"Oi."

Brandon acenou de volta.

"O que você pretende fazer agora?"

Raven perguntou.

"Pode ser um choque para os outros descobrir sua identidade. Talvez seja melhor você se revelar agora."

"Não. Vou entrar na academia em breve. Assim será uma surpresa bem melhor lá."

"Ah? Quando começa o semestre?"

"Já dei um passo à frente. Estou na sua turma. Devemos começar assim que estiver pronto."

"Sério!?"

Raven parecia extasiado, tão entusiasmado que até Brandon se sentiu exausto.

"Sim. Vou pra casa agora. Preciso resolver umas coisas."

"Ah."

Uma expressão de decepção apareceu no rosto de Raven. Percebendo isso, Brandon colocou a mão no ombro dele e tentou consolá-lo.

"Não vou a lugar nenhum. Estou aqui pra ficar de vez. Vamos ter mais chances de conversar."

"Você está certo— Ah, que dor!"

"Desculpe."

Os impulsos ainda estavam lá.

Mas ele os reprimiu.

Por um tempo, um silêncio estranho tomou conta do ambiente. Os dois não sabiam o que dizer um ao outro. Porém, Raven quebrou o silêncio e perguntou.

"Ei, o que você quis dizer com 'Você pode me matar?'"

"Isso não foi nada."

"Ah."

Assim, outro silêncio constrangedor se instalou.

Até que Brandon se despediu.

"Vou indo. Nos vemos amanhã."

E assim, ele seguiu adiante. Mas parou em seu caminho ao ouvir Raven chamá-lo.

"Amanhã? Você vai passar o dia?"

"Sim."

Brandon continuou caminhando.

Raven deixou algumas palavras antes de ir embora completamente.

"Fico feliz que esteja vivo, cara."

Brandon não pôde deixar de sorrir ao ouvir essas palavras.

Certo.

Esse Raven era diferente.

E, assim, ele precisou colocar suas prioridades no lugar.

Para evitar que esse Raven virasse Jin.

"Plop!"

Brandon fez beicinho.

Amélia sentou no sofá, abraçando as pernas e enterrando o rosto nos braços. Logo ao lado, Aurelia tentava consolá-la.

"Mamãe, não chore…."

Durante toda a operação, ela se sentiu inútil.

Não no sentido de que não tivesse feito nada, porque contribuiu na morte dos atacantes.

Mas ao lembrar o quanto ficou congelada diante do Wraith….

"Droga."

Isso atormentava seus pensamentos.

Não só ela, como também o Exército Imperial ficou paralisado. Nenhum deles conseguiu fazer algo contra o Wraith. Somente no último segundo é que se moveram.

E esse último segundo….

Brandon poderia ter morrido.

"Droga. Droga."

Ela se culpava por isso.

Mesmo com todos presentes na sala no nível A, um no nível S e Evelyn no nível SS, eles ainda não conseguiam arranhar o Wraith.

Que nível precisariam atingir para parar um monstro assim?

Será que é até mesmo possível detê-los?

Ela estava perdida.

Sua cabeça estava uma confusão só.

E Brandon….

Ele ainda estava desaparecido.

Também estava gravemente ferido.

Para onde exatamente ele teleportou?

Clang—!

Somente após alguns minutos, ela ouviu a porta se fechar.

"Mmm…?"

"Brandon~!"

Aurelia pulou do sofá e correu na direção da porta.

"Brandon…?"

Amélia virou levemente a cabeça. Lá, ela podia ver Brandon pegando Aurelia no colo.

"Brandon~ Brandon~! O que você fez? Deixou a Mamãe triste."

"Sério? Você ajudou a Mamãe a se sentir melhor?"

"Un! Eu… ajudei…!"

"Haha. Boa, Aurelia."

"Hehe~"

"Pode me ajudar a tirar essa coisa da mala? Vou lá ver a Mamãe."

"Aaaang…. Ah! Sorvete!?"

"Exatamente. Estamos comemorando. Minha mãe e minha irmã também vão vir."

"Sorvete~ Sorvete~"

Aurelia pegou a sacola e correu em direção à mesa, completamente concentrada no sorvete.

Brandon assentiu e foi até Amélia.

Ao reviver as lembranças, tudo o que Brandon sentiu por Amélia foi gratidão.

Ela tinha assumido seus fardos, até mesmo criado um grupo de mercenários para lutar contra os Wraithbounds em seu lugar. Especialmente os fardos de Jin, e de Ciel mesma.

Podem não ser exatamente as mesmas pessoas, mas Amélia ainda era ela mesma.

E sacrificar parte de suas memórias, só para devolver tudo a Jin, seguindo-o cegamente....

"Amélia."

Ele não sabia mais como abordá-la.

Matar ela…?

Já teve esses pensamentos antes.

Mas, sabendo de onde vinham suas habilidades…

Sim, ele entendeu a conexão dela com o Soberano.

Foi por causa dele. Ou melhor, do Jin.

Mas, para ser exato, Raven.

Não fazia ideia de como chamá-lo agora.

Todos eram a mesma pessoa. E essa pessoa era ele também.

"...."

No entanto, Amélia permaneceu em silêncio, enterrando-se em seus braços, abraçando as pernas.

"Estou de volta."

".....Você poderia ter morrido."

"Mas estou aqui. Estou bem ao seu lado, e não vou embora."

De repente, Amélia o abraçou, enterrando-se no peito dele.

Brandon ficou assustado por um instante, mas retribuiu o abraço e acariciou suavemente seus cabelos.

"Desculpe. Fui tão inútil."

Amélia falou, quase chorando.

"Não. Você fez muito mais do que imagina."

"Você só está dizendo isso. Mas ambos sabemos—"

"Não. Eu sei mais do que você pensa."

"...."

Amélia ficou em silêncio diante disso.

No entanto, ela logo se afastou ao perceber algo.

"Espera, suas feridas."

"Eu já estou curado."

Amélia examinou seu corpo. No momento, ele vestia um suéter preto longo. Tinha que trocar, já que seu blazer estava rasgado depois de tudo.

"Como...? Você estava—"

"Shh…."

Brandon colocou um dedo na boca dela, pedindo silêncio.

"Estou aqui. Estou vivo. É tudo o que importa."

"Tá bom... Estou tão feliz que você está seguro."

Ela o abraçou novamente, empurrando-o para de baixo do sofá enquanto ele continuava acariciando seus cabelos.

p>Parecia bem grudenta hoje.

Brandon olhou para o lado.

"Aurelia pode nos ver."

"Ela está ocupada com o sorvete. Deixe-me ficar assim por um tempo."

"Tudo bem."

O silêncio tomou conta do cômodo. Os dois permaneceram imóveis. Amélia por cima dele, enquanto ele continuava acariciando suavemente a parte de trás da cabeça dela.

Era uma paz.

Aquela sensação de calor, tranquilizadora, afastava todos os pensamentos enquanto ele se concentrava na garota de cima.

Só se deram conta de que tinham saído de seus devaneios quando alguém bateu à porta.

To—Tok.

"Ah."

"Parece que chegaram."

Fim da leitura

Capítulo 262 concluído

CAPÍTULO 262 - Retorno