Extra's Descent Novel — Capítulo 301: CAPÍTULO 301 - Uma situação repentina

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Cap. 301
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CAPÍTULO 301 - Uma situação repentina

Capítulo 301

1.308 palavras~6 min de leitura

Você? Por quê…?

Brandon ficou de queixo caído, ao ouvir a revelação repentina de Bellion.

— Você acreditaria se eu dissesse que foi por uma boa causa?

Uma boa causa, hein?

Como poderia matar a própria irmã e o marido dela ser por uma boa causa?

— Entendo sua reação. Você também tem uma irmã, não é?

Brandon foi puxado de seus pensamentos quando soltou o punho.

— Deixe-me explicar.

E assim, Bellion começou a relatar como os acontecimentos se desenrolaram.

— Minha irmã…

As expressões de Bellion se desfizeram.

— Ela estava se transformando numa Espectro.

— …

Brandon perambulava pelos corredores, lembrando-se da história de Bellion há pouco tempo.

Tudo fazia sentido com o que ele via nas memórias de Raven.

Humanos, contaminados, lentamente se tornando versões menores de Espectros.

Esses Espectros, ou até mesmo Wraithbounds… contaminando o núcleo de mana de uma pessoa. Ou então, aparecendo na visão de alguém de mente fraca, sussurrando promessas de uma vida melhor.

— Huu…

Algo que Reinhard jamais deveria descobrir.

Mas…

Se isso estivesse ligado ao problema, por que ele estava se encontrando com Lianna?

Ele não tinha respostas para essas perguntas.

A conversa que tiveram… as informações foram omitidas.

Afinal, Bellion mal conseguia explicar como ou por que era até mesmo possível que um humano se transformasse em uma Espectro, ao invés de um Wraithbound.

Para pensar que isso aconteceu logo no começo… Dez anos atrás.

Logo após esvaziar seus pensamentos, ele parou, de pé na frente da porta de suas novas aulas.

— Estou atrasado.

Bellion falou bastante tempo. Assim que terminou sua história, Brandon já estava vinte minutos atrasado.

Por isso, logo foi dispensado. Eles continuariam a conversa mais tarde.

Pouco tempo depois, entrou na sala. A aula parecia estar acontecendo, mas parou quando o professor e os colegas de classe direcionaram atenção a ele.

— Uh…

— Então você é o novo. Não se preocupe, acabei de receber uma notícia do Diretor que você chegaria atrasado. Procure uma cadeira vazia.

— Ok, obrigado.

Pelo menos, aquilo tinha acabado.

A situação parecia bastante nostálgica. A época em que ele ainda era bem novo neste mundo.

Vários olhos o acompanhavam enquanto buscava uma cadeira vazia.

Ao olhar ao redor, seu olhar caiu em Amelia—sentada bem ao lado de Belle.

As duas acenaram para ele, e Brandon respondeu com um sorriso de esboço.

Então, ao seu olhar se direcionar para uma cadeira vazia—ao lado dessa, podia ver Raven—acenando com a mão.

Brandon sorriu e se sentou ao lado dele.

— Oi.

— Oi.

— Essa aula é meio doida. Tá difícil de acompanhar…

— Qual é o tema atual?

— Já estão discutindo sobre criação de zonas.

— Ah.

Esse era um tema que ele precisava ouvir. Embora pudesse ver a zona de Raven nas memórias, as zonas variavam de pessoa para pessoa.

Afinal, as zonas estão relacionadas à manifestação física da alma de alguém.

— Zonas externas são o que a maioria das pessoas imagina quando pensam em zonas. Pense como uma zona de isolamento, um território que se expande para fora, criando um espaço que reflete a natureza da sua alma.

O instrutor fez uma pausa, deixando a turma processar a informação.

Ao observar as expressões deles e perceber que os cadetes estavam anotando a aula, o instrutor continuou.

— Dentro dessa área, as regras são suas. A realidade se dobra. É como construir um mundo próprio, e quem entra nele fica à sua mercê. Suas emoções, desejos, até suas intenções—tudo vaza para dentro dessa zona.

Ele deu um passo à frente, examinando os rostos na sala.

— E as zonas internas? Aí a coisa fica mais pessoal. Esse tipo não se expande para o mundo, fica próximo de você, como uma segunda pele. Amplifica suas habilidades, te dá poderes que simplesmente não fazem sentido pelos padrões humanos.

O instrutor sorriu de lado, encostado na mesa.

— Pode-se dizer que é mais sutil, mas muito mais potente, pois altera você diretamente. Velocidade, força, reflexos—até habilidades de distorção da realidade—tudo acontece dentro do seu corpo imediato.

Ele olhou ao redor, seu olhar roxo encontrando os olhos de todos os presentes.

— Mas, provavelmente, vocês devem estar pensando: Como exatamente conseguimos ativar esse fenômeno?

Claro que todos já sabem como os magos ativam suas zonas.

Na maioria das vezes, pressionando os dedos.

Mas isso levanta uma questão.

Como isso se relaciona com a ativação das zonas?

Embora existissem prodígios como Oscar, um dos membros do comitê durante seu tempo em Astrea—que manifestaram suas zonas logo no quinto nível.

— Ativar uma zona não é só questão de foco mental ou força bruta. É criar uma ligação entre seu corpo, sua mana e sua alma. Pense como uma espécie de memória muscular.

Ele pressionou os dedos de forma mais deliberada, e a turma inclinou-se para ouvir.

— Pressionar os dedos funciona como um gatilho, treinando seu corpo para reconhecer essa ação como sinal para sua mana fluir. Como memória muscular, o movimento se torna instintivo com o tempo, ajudando sua mana a responder e se moldar conforme o estímulo.

Ele fez uma pausa, encarando alguns estudantes com atenção.

— Com prática, o gesto vira um comportamento automático, permitindo que acessem sua zona quase instantaneamente com esse pequeno movimento. Mas isso é só o começo—o verdadeiro desafio é controlar o enorme poder que você desbloqueia.

Após isso, várias perguntas surgiram.

Claro que alguns eram bem indiferentes às apresentações das zonas. Por quê? Provavelmente, já tinham manifestado suas zonas e estavam tentando melhorá-las.

Logo após, as aulas foram encerradas. Os estudantes se deslocaram rumo à saída, conversando sobre a aula que acabara de acontecer.

Todos aparentavam estar em um humor alegre, ansiosos pela próxima aula de [Criação de Zonas] amanhã.

Depois de tudo, uma das partes mais empolgantes de atingir o quinto nível era a possibilidade de manifestar suas zonas.

Brandon—que caminhava ao lado de Raven—estava prestes a começar uma conversa quando sentiu alguma coisa pressionando seu ombro.

Ao se virar, viu dois olhos azuis olhando de volta.

Era Amelia.

— Oi.

— Oi, finalmente estamos na mesma turma. E você é Raven, certo?

— Sim, prazer em conhecê-la, Senhorita Amelia. Ouvi falar muito de você.

Raven olhou para Amelia, depois virou seu olhar para Belle, que acabara de sair do auditório.

Depois, voltou sua atenção para Amelia, que estava prestes a responder.

— Não precisa de títulos. Qualquer amigo do Brandon é meu amigo. Espero que nos damos bem. Hehe~

— Ah, Haha. Entendido.

Raven parecia um pouco envergonhado, coçando a bochecha.

— Ei, irmã.

Belle chegou, juntando-se a eles, caminhando ao lado do grupo de quatro. Agora, ao lado de Amelia.

— Olha só, não sabia que você estaria nesta turma. Foi uma surpresa pra mim…

— A Amelia não te avisou?

— Não, bem… Ela disse que teria uma surpresa hoje…

— Hehe~

Amelia deu uma risadinha.

Brandon então mudou de assunto.

— Qual é a próxima aula?

Perguntou. Ainda não tinha conferido sua nova grade.

A pessoa que respondeu foi ninguém menos que Raven.

— É [Maximização de Afinidade].

— Ah.

O grupo de quatro começou a conversar enquanto se dirigia para a próxima aula. As duas garotas tentavam ajudar Raven a se sentir mais à vontade com elas.

Pouco depois, chegaram ao auditório.

A entrada fervilhava de atividade enquanto cadetes começavam a chegar.

Porém, ao entrarem, a situação era bastante peculiar.

Nenhum cadete tinha se acomodado nas cadeiras e todos estavam imóveis, paralisados.

A curiosidade de Brandon foi despertada.

Por que motivo estavam—

…

Foi então.

Uma mulher deslumbrante estava no púlpito. Seus cabelos roxos caíam sobre os ombros, e ela ajustou um fio de cabelo atrás da orelha.

Ela inclinou a cabeça, parecendo bastante confusa. Seus olhos azuis vasculharam, até finalmente encontrarem os de Brandon.

— Ah.

Agora ele entendeu por que todos estavam congelados.

Quem não ficaria sob a presença de alguém reverenciada como a segunda vinda de Lucian Frost?

E pensar que ela estava na academia, ensinando cadetes.

Era uma oportunidade que ninguém queria perder.

Ou melhor… era ninguém menos que…

— Senhora Evelyn?

Fim da leitura

Capítulo 301 concluído

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