Extra's Descent Novel — Capítulo 303: CAPÍTULO 303 - Uma situação repentina

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Cap. 303
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CAPÍTULO 303 - Uma situação repentina

Capítulo 303

1.371 palavras~6 min de leitura

"Hm~ Hmm~"

Amélia cantarolou alegremente após dar um gole no chá de tapioca. Aquele que Brandon acabara de pagar.

"Deixa eu experimentar um gole."

Ela se inclinou na palha do canudo que acabara de usar e Brandon aproveitou para beber também.

"Tá bom."

"Viu?"

"...."

"...."

Os outros, que observavam aquilo, ficaram petrificados com a cena.

"...?"

Assim que Brandon terminou, ele olhou para eles com curiosidade.

"O quê?"

Mesmo o casal Artoria e Ray parecem estar um pouco confusos.

Por que será que estavam reagindo assim?

'Não é como se eu tivesse beijado a Amélia na frente deles.'

Por mais que os olhares fossem curiosos, Amélia parecia nem notar e continuou feliz saboreando a bebida.

Brandon balançou a cabeça de forma desdenhosa.

Era só uma bebida.

Não precisava de tanta reação.

Para mudar de assunto, Belle deu uma tossida discreta.

"Kuhum. Enfim, sobre o acampamento de treinamento, tenho algumas informações. Vamos precisar formar um grupo de seis pessoas para fazer as tarefas juntos. Ainda não sei exatamente quais serão essas tarefas, mas como temos o número de pessoas necessário aqui, por que não formamos um grupo todo?"

"Parece um bom plano, General."

Ray aceitou imediatamente, acompanhado por Artoria.

Depois, Belle olhou para os demais.

"E vocês, o que acham?"

"Pode ser."

"Tudo bem."

"Beleza."

Os outros três também não levantaram objeções.

E assim, a comida foi servida, e o grupo aproveitou seu horário de almoço.

Assim que terminaram, uma dor de cabeça súbita assolou Brandon.

"Haaa…."

Ficava mais difícil respirar enquanto ele se agarrava ao peito, tentando esconder a emergência repentina.

Por isso, ele se levantou. Todos o olharam, e Amélia perguntou.

"Para onde você vai?"

"Banheiro."

Brandon fez esforço para não cambalear enquanto caminhava em direção ao banheiro, respirando fundo com dificuldade.

"Haaa… H-haa…"

Assim que entrou, pegou uma pequena garrafinha do bolso com rapidez.

Abriu a garrafa, colocou uma mão por dentro e pegou o conteúdo.

Era uma pílula.

Já vinha tomando há algum tempo.

Desde que viu as memórias de Raven Blackheart….

O sofrimento delas.

A agonia.

A morte.

….Aos poucos, começava a ter ataques de pânico.

"Haaa… Haaa…."

Ele fazia o máximo para esquecer essas memórias. Especificamente, sobre suas mortes.

Nunca pediu para ver as memórias, para começar.

Se pudesse, gostaria de esquecê-las.

Porém, ele não conseguia.

Porque eram essenciais.

Um ativo.

Se ele sacrificasse essas memórias, perderia sua vantagem.

Seu conhecimento de tudo que aconteceu nas regressões anteriores.

"Ainda não é suficiente…."

O coração acelerava, a pressão no peito aumentava, mesmo após tomar a dose de remédio.

Por isso, tomou mais várias pílulas até se acalmar.

"Haaa… Droga."

Os remédios eram simples, comprados numa farmácia qualquer.

Mas eram suficientes para o efeito desejado.

Pelo menos por enquanto.

No começo, precisava de uma só pílula.

Depois, duas, depois três.

Até que, ao longo do tempo, perdeu a conta de quantas tomou.

Todo dia, sentia que ia perdendo um pedaço de si mesmo. Mas precisava esconder isso, mostrar um rosto tranquilo para os outros.

Se não fosse pelos remédios, talvez tudo fosse muito pior.

Eram sua única forma de controlar a situação.

"Haaa…."

Se segurando o peito, olhou para o espelho, observando sua aparência desarrumada.

"Estou bem."

Ele realmente estava bem.

"O que eu estou fazendo agora… Ainda não é o suficiente. Tenho que fazer muito mais."

Após lavar o rosto e arrumar sua aparência, saiu do banheiro rapidamente.

Dois dias depois.

A decisão para o ataque foi definitiva.

O Exército Imperial queria evitar conflito, sabendo que a máfia negra não recuaria facilmente. Então, fizeram uma proposta.

Proteção em troca de colaboração.

O mercado poderia continuar operando sob supervisão do governo, contanto que suas atividades não ameaçassem o país.

O aviso era claro. Qualquer envolvimento com traição ou crime grave seria considerado alvo. Se sua atividade causasse caos, o governo faria sua linha de ação sem hesitação.

Não se tratava de aprovação. Era questão de controle. Coopere ou pague o preço.

Felizmente, tudo acabou sem derramamento de sangue.

Apesar do susto inicial com a chegada rápida do exército, como eles imediatamente revelaram sua intenção—with a ajuda da magia [Som], os frequentadores do mercado negro se acalmaram.

Por outro lado, Brandon ainda não fazia parte formalmente do Exército Imperial.

Mas, com a aprovação de Bellion, foi autorizado a participar. Contudo, ele trataria apenas de seus próprios assuntos.

Depois de concluir sua parte, foi orientado a sair e não interferir.

Com essa decisão, Brandon rapidamente se dirigiu ao hospital do mercado negro.

Vale dizer, ele estava usando uma fantasia naquele momento.

Nada do Exército Imperial percebeu que era Brandon Locke. Nem Belle, nem Amélia.

Depois de encontrar a sala certa, entrou logo na sequência.

Existiam duas razões para querer salvar Rafael Asami.

Uma: mesmo desaparecendo, a influência de Rafael Asami como empresário daquela geração era respeitável.

Por isso, queria tê-lo ao seu lado e fazer com que Rafael ficasse devendo favors.

Outra… ele sentia que devia alguma coisa para Rachel.

Então, Brandon avançou. Nesse momento, a visão de Rafael Asami, repousando na cama do hospital, com fios conectados ao corpo, entrou no seu campo de visão perifericamente.

Cabelos loiros bastante longos. Parecia desnutrido, evidenciado pela aparência magra.

Brandon já preparara uma instalação. Uma instalação construída com tecnologia do mercado negro para tratar Rafael Asami.

Ele examinou de perto.

Segundo Zed, Rafael Asami estava em coma desde a calamidade.

Era algo estranho.

Não havia ferimentos visíveis no rosto nem sinais de trauma que explicassem uma situação tão prolongada.

E também,

Beep. Beep.

O coração dele ainda batia. Muito saudável, aliás.

Porém, logo entenderia a causa dessa condição.

Por isso, a magia emanada do anel de Brandon começou a brilhar.

WHIII—

Um portal se materializou, e vários homens saíram dele, movendo a cama do hospital e as máquinas conectadas a Rafael.

Depois, eles entraram novamente pelo portal com o paciente em coma.

Brandon também entrou junto.

WHIII—

*

"Como estão os sinais vitais dele?"

"Estão… estavelmente iguais a antes. Ainda não vejo nada de errado."

Brandon perguntou a Zed.

Já que Zed tinha bastante experiência na área médica.

"Bem estranho mesmo."

Brandon esfregou o queixo pensativo.

Ele queria que Rafael Asami acordasse primeiro, antes de contar para Rachel. Caso ficasse em coma de vez, então…

Não teria outra alternativa.

De qualquer forma, preferia esperar um pouco mais. Para evitar criar falsas esperanças em Rachel.

"Continue procurando. Você também deve ter alguma dívida com ela, né?"

"Sim, acho que sim."

Aliás, se não fosse por Rachel, Zed jamais teria recursos na época do seu auge no mercado negro.

Claro, era uma parceria mútua.

Os dois se ajudavam em tempos de crise financeira. Além disso, Zed tinha uma espécie de mentorado com Rachel, quando ela começou seus empreendimentos.

"Obrigado. Me avise se precisar de algo. Embora eu vá ficar dois meses fora, se for algo importante, venho rapidinho."

"Para onde vai?"

"Para o acampamento de treinamento."

No dia seguinte.

Como precisavam se preparar para o treinamento de dois meses, Brandon e Amélia decidiram visitar o recém-reconstruído Victoria Supermall.

No entanto, havia uma terceira pessoa.

Uma garotinha que insistia para que eles a levassem junto.

Como recusar uma garotinha tão fofinha?

Não era outra senão Aurelia. Ela usava um lindo vestido branco e um gorro preto por cima.

Ela era realmente encantadora.

"Olha, Aurelia, que lindo!"

Pararam numa das vitrines da seção de roupas. Amélia se agachou e apontou para uma roupa pensada especialmente para crianças.

"Uau~"

Os olhos de Aurelia brilharam enquanto ela olhava para as roupas.

"Quer que a mamãe compre roupas novas pra você?"

Aurelia virou-se para Amélia, abriu um pouquinho a boca e seus olhos reluziram de felicidade.

"Uh!"

Aurelia balançou a cabeça duas vezes, e aquilo foi suficiente para decidir. As duas entraram na seção de roupas, parecendo ter se esquecido de Brandon por um momento.

"...."

Eh.

Brandon encolheu os ombros e entrou na loja de roupas também.

"Quer experimentar essa, Aurelia?"

"Uh!"

"Hehe~ Olha, a mamãe também vai ficar de roupa igualzinha~!"

Brandon sentou-se num dos sofás arredondados, assistindo às duas meninas escolherem roupas.

Embora não fosse exatamente o motivo principal de ir ao shopping, tanto fazia.

Ver os sorrisos delas, felizes por sua conexão, fez Brandon sorrir também.

Se ao menos….

"Se ao menos as coisas pudessem ficar assim para sempre…."

Fim da leitura

Capítulo 303 concluído

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