Extra's Descent Novel — Capítulo 372: CAPÍTULO 372 - Branco Natal

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Cap. 372
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CAPÍTULO 372 - Branco Natal

Capítulo 372

1.117 palavras~5 min de leitura

Os dias continuaram daquele jeito.

E no final, eles nunca encontraram o culpado.

Não passava de um caso arquivado.

18 de dezembro de 2149.

Aparentemente, Brandon tinha uma reunião importante naquele dia. Como era recesso de inverno, Amelia não sabia o que fazer.

No momento, ela ainda aguardava seu grupo terminar a missão em andamento.

Além disso, ela tinha finalizado sua papelada do dia e já tinha enviado vinte propostas.

Apesar de ser uma Constantine, ela estava rapidamente se destacando pelo nome de "Amelia", ao invés de ser conhecida como Amelia Constantine.

Tudo graças ao esforço dela, que finalmente fez o Exército Imperial enxergá-la pelo que realmente era.

No entanto, como não havia mais o que fazer naquele dia, não restava outra alternativa senão se dedicar ao treinamento.

Amelia não gostava de ficar parada.

Por isso, ela costumava reduzir seu sono em seis horas, ao invés das habituais oito. Tudo para ganhar tempo extra para estudar ou treinar.

Recentemente, os ataques de cultistas da Wraith aumentaram por algum motivo.

O Exército Imperial — junto com vários rankers — rapidamente se deslocava para resolver a situação.

Mas havia limites para o que podiam fazer.

Por isso, Amelia entrou para uma equipe enviada, composta por rankers e mercenários.

No total, seis pessoas.

Pelo que parecia, o grupo de cultistas que estavam caçando tinha sido pego tentando contrabandear cogumelos psicodélicos.

Eles avançaram discretamente pela floresta. Mas havia algo que simplesmente não saía da cabeça de Amelia.

"...."

À sua frente, por um breve momento, Amelia podia jurar que eles trocaram olhares umas duas vezes.

Era um mercenário potente, contratado pelo Exército Imperial para garantir sua sobrevivência.

Ela era bonita, com cabelo rosa e olhos cor-de-rosa.

Curiosa, Amelia não pôde deixar de perguntar.

"Desculpe, você precisa de alguma coisa?"

"Ah? Ah, não. Desculpe, você me lembrou alguém."

A mulher rapidamente descartou a ideia e virou sua atenção para a frente.

Swoosh—!

Como um espectro, elas atravessaram silenciosamente a floresta até finalmente chegarem ao local.

Entre árvores, enquanto algumas estavam nos galhos, elas inspecionavam a região.

À sua frente, havia um armazém bem detonadinho. Mas tudo era só aparência.

A Mana opressora parecia ainda pairar no ar.

"Eles colocaram uma barreira."

Um dos integrantes avisou. Uma olhada rápida foi suficiente para ele perceber imediatamente.

Por outro lado, Amelia não conseguia distinguir. Sua percepção de mana tangível não era tão sensível quanto a de magos.

Mas se o que o mago dizia era verdade, então aquele era o lugar.

Por sorte, eles estavam preparados para qualquer tipo de situação.

"Eu vou lidar com isso, mas será rápido. Quanto mais eu cancelar a barreira, mais cedo eles vão perceber que algo está errado. Aproveite essa chance para se infiltrar na área."

Outro integrante falou. Não havia um líder fixo. Entretanto, por causa do profissionalismo, eles tinham sido escolhidos para a missão.

Na real, por causa do incidente recente, Bellion não tinha muita vontade de deixar Amelia encarar uma tarefa tão perigosa.

Mas, com a insistência dela, e o fato de ela estar perto de quebrar o rank S, Bellion não teve escolha senão aprovar.

Amelia percebia que ele estava sendo protetor demais. Com alguém como Brandon, ele nem teria reagido.

De qualquer forma, Amelia precisava ganhar experiência de primeira mão.

Fazia tempo que cultistas estavam ficando ativos de novo.

Ela não queria perder a oportunidade.

"Quando eu der o sinal, entrem rapidamente."

Com isso, o membro deu um passo à frente. Um homem no começo dos vinte anos.

Pelo que parecia, ele era um ranker de uma guilda chamada "O Signo do Juramento".

Na área acadêmica, pelo currículo, ele era ex-aluno da Academia Astrea.

O homem desapareceu na escuridão rapidamente.

Os outros cinco membros olharam para baixo e escanearam o local.

Ele puxou algo da alça da mochila. Um dispositivo com pedras mágicas entalhadas.

De repente, o aparelho brilhou e tocou a barreira.

Foi só por um instante, mas Amelia conseguiu vislumbrar uma cúpula transparente de cor roxa que desapareceu assim que apareceu.

Faíscas roxas envolveram o aparelho, e Amelia viu o homem lutando contra a dor que isso causava.

Então, um buraco se abriu na cúpula ao redor do dispositivo.

Esse foi o sinal.

Swoosh—!

O grupo de cinco rapidamente se moveu e entrou na barreira, um por um, pelo buraco. Amelia também entrou, e assim que o número completou, o homem recolheu o dispositivo rapidamente e se juntou ao grupo.

Nessa hora, o buraco se reconstruiu.

Havia várias árvores na região, que eles usaram para se esconder temporariamente.

Em seguida, veio a mulher de cabelo rosa. Aparentemente, ela era especialista em reconhecimento e espionagem.

A mulher olhou novamente para Amelia, mas logo voltou sua atenção para frente.

"...?"

Amelia achou estranho.

Era como se ela não conseguisse evitar olhar para ela.

Mas, de qualquer forma, Amelia não reclamou.

Porque, entre todos presentes, a mulher de cabelo rosa era a mais forte entre elas.

"Illya."

Esse era o nome dela.

"Vou me lembrar disso."

Amelia sussurrou para si mesma.

De repente, a figura de Illya ficou translúcida—virando uma sombra azul.

Então….

Splash!

Ela se transformou em água e desapareceu logo em seguida.

"Uau…."

Ainda era difícil acreditar que alguém tivesse dominado completamente sua afinidade a ponto de fundir-se de vez, mesmo tendo ouvido falar e visto antes.

O espetáculo ainda a surpreendia.

Realmente, na Academia Imperial, ela era só uma peixinha num lago pequeno.

Existiam pessoas muito mais talentosas e poderosas por aí.

Essa missão foi uma ótima experiência.

De qualquer forma, a tarefa de Amelia era simples.

Uma atiradora de elite.

Por isso, ela se posicionou bem acima das árvores cobertas de neve, com os olhos fixos nos alvos.

A railgun em suas mãos zumbia lentamente.

Ela treinou bastante para estar pronta caso precisasse agir discretamente—aperfeiçoando a arte do tiro silencioso.

Sem som, sem rastros.

"Huu…."

Ela ajustou seu posicionamento, respirando com calma, enquanto as coordenadas de Illya ecoavam em seu aparelho de ouvido.

"Três guardas. 080."

Amelia travou no foco, tocou o gatilho lentamente.

"Entendido."

Swoosh—!

A primeira bala voou. Silenciosa. Letal.

Três caíram.

Ela mudou a mira, quase sem tempo de pausa.

Swoosh—!

A outra disparou. Vários projéteis perfuraram o ar silenciosamente.

Mais dois caíram.

O restante da equipe avançou.

Amelia terminou sua missão por enquanto.

Ela franziu a testa, então.

Porque seu telefone tinha vibro há um bom tempo.

Ela pegou o celular e seus olhos se arregalaram.

"Huh?"

Havia uma enxurrada de e-mails.

Não só alguns. Eram muitos.

Ela rapidamente abriu um deles.

[Saudações, eu sou…]

[....Este é meu pedido formal para ingressar na sua facção….]

Era um currículo, solicitando especificamente a entrada na sua facção.

E, ao conferir os outros e-mails, eram todos com o mesmo conteúdo.

"...."

Que diabos está acontecendo?

Fim da leitura

Capítulo 372 concluído

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