Extra's Descent Novel — Capítulo 386: CAPÍTULO 386 - Evelyn Cessna

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Cap. 386
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CAPÍTULO 386 - Evelyn Cessna

Capítulo 386

1.185 palavras~5 min de leitura

Amélia estava do lado de fora do restaurante, esperando por Brandon, quando recebeu uma mensagem.

—Vamos cancelar. Não estou me sentindo muito bem hoje.

"O quê?"

E, assim, ela enviou respostas, bastante confusa com a situação repentina.

—Hã?

—O que aconteceu?

—Entendo, mas você está bem?

—Onde você está? Eu já vou aí.

No entanto, suas mensagens estavam só com o status de enviado, sem receber resposta. Brandon tinha parado de ler as mensagens após a primeira.

"...."

Mas, em vez de se sentir rejeitada, uma preocupação inesperada cresceu dentro de seu coração.

Brandon sempre foi cuidadoso quando saíam para um encontro.

Pelo que sabia, Brandon estava apenas passando na casa da Evelyn para pegar algo.

Será que aconteceu alguma coisa lá?

Ela não conseguia ignorar aquela sensação de desconforto.

Mas Brandon nunca foi alguém irracional.

Sem dúvida, algo devia ter acontecido. Talvez, ele tenha que treinar e isso tenha ocupado a maior parte do tempo dele de forma inesperada?

As bochechas de Amélia inflaram, fazendo uma carinha de protesto enquanto pensava nesses detalhes.

"Caramba, ele precisa aprender a fazer uma pausa."

Treinamento... sempre treinando...

Em alguns dias, Brandon voltava machucado, com hematomas, e simplesmente cochilava de qualquer jeito pelo apartamento.

Achando que ficar esperando ali seria um desperdício de tempo, Amélia guardou o celular no bolso, o hálito visível no frio enquanto caminhava para frente.

A cidade vibrava de excitação, a neve caindo suavemente enquanto as pessoas passavam apressadas, preparadas para a virada do Ano Novo.

Faltavam cerca de cinco horas para o novo ano começar.

Amélia relembrou os acontecimentos do ano.

Apesar de o começo ter sido difícil, ela estava numa situação bem melhor agora.

E tudo isso graças a Brandon.

Quando levantou os olhos, avistou uma figura familiar segurando um guarda-chuva. O elegante cabelo platinado esvoaçava ao vento frio, olhos vermelhos impressionantes, e uma fragrância agradável que pairava no ar.

Era um rosto que ficaria gravado na memória de qualquer um, incomparável com qualquer beleza que Amélia já tinha visto.

"Senhora Lianna?"

Uma mulher que Amélia conheceu recentemente, na festa de Natal que haviam organizado.

"Ah?"

Lianna notou sua presença, os olhares se cruzaram.

"Você... Amélia, não é?"

"Sim, sou eu."

"Que coincidência!"

A voz de Lianna era suave. Apesar da idade, tinha um tom um pouco agudo e doce.

"O que está fazendo aqui?"

Perguntou Lianna.

"Ah, uhm, nada. Eu estava indo para casa."

Amélia corou de vergonha. De jeito nenhum podia contar que tinha sido dada como plantada.

Era constrangedor.

"Entendi. Quer vir comigo? Estou a caminho do shopping."

"Shopping? Você não vai passar o Ano Novo com seus entes queridos?"

"Ah... Haha."

Lianna soltou uma risadinha constrangida. Parece que tinha dito algo errado. Percebendo isso, Amélia recuou na fala.

De qualquer forma, como ainda tinha tempo antes da virada, Amélia decidiu acompanhar Lianna ao shopping.

"Obrigada por vir comigo. Quer alguma coisa? Eu pago."

"Ah? Não precisa, Srta. Lianna. Pode deixar."

"Não, não. Insisto. Não sabia que ia trocar presentes na festa, por isso não tinha nada comigo."

Lianna segurou as mãos de Amélia com delicadeza, e seu rosto brilhou com uma inocência amadurecida.

"Uhm…."

Amélia ponderou a proposta. Pelo que sabia, Lianna tinha uma fortuna assustadora.

Ela poderia talvez conseguir um vestido caro com isso.

De repente, Amélia sentiu uma flutuação de mana dentro de seu corpo, e entre seus dedos e a mão de Lianna, uma luz tênue surgiu de repente.

Ela percebeu.

A aliança que conectava ela e Brandon.

Ela estava ativando.

Amélia puxou a mão de volta e virou-se rapidamente.

Lá estava ele, e ele parecia... diferente.

Não, diferente não era a palavra certa para descrevê-lo.

Seu cabelo estava um pouco desgrenhado, fios caindo de forma desordenada, mas o que chamava atenção era sua cor negra como tinta, artificial e por demais perfeita.

Seus olhos, que antes tinham vida, agora pareciam oco, negros como poços vazios.

Todo o seu ser parecia esvaziado, como uma casca vazia, como se toda a energia e calor tivessem sido sugados.

A sensação de desconforto crescia no seu coração.

Ao olhar para o lado, ela percebeu por um breve segundo.

Só um instante, um pequeno lapso de tempo.

Mas Lianna parecia visivelmente abalada, antes de se recompor.

"....Brandon?"

Amélia chamou por ele. Contudo, Brandon estava olhando para outra pessoa.

Para a mulher ao lado dele.

"Senhora Lianna?"

"A-Ah… Olá?"

Lianna virou o olhar entre os dois, parecendo perplexa com a aparição repentina de Brandon.

Então, ela se aproximou de Amélia, sussurrando no ouvido.

"Quem é essa? Você está tendo um caso com outro Brandon?"

"E–Eh!?"

Amélia gaguejou. Caso? De jeito nenhum. Mas a reação de Lianna fazia sentido.

Afinal, a pessoa bem na frente deles mal parecia Brandon.

"O que você está fazendo aqui, Amélia?"

"Ah, eu apenas tropecei na Srta. Lianna."

"Só isso?"

Brandon se aproximou dela e segurou seu pulso.

"Enfim, vamos embora. Não temos muito tempo."

"A–Ah…! Ei, isso é bem rude com a senhorita Lianna."

"Só escuta, por favor."

Brandon a puxou com força. Amélia olhou para trás, tentando consertar a confusão com Lianna.

"Desculpe! Foi divertido! Feliz Ano Novo, Srta. Lianna!"

"Y-Sim! Feliz Ano Novo!"

"Ei!"

Brandon não teve tempo de refletir profundamente.

O único pensamento que martelava em sua cabeça era que ninguém podia confiar plenamente.

Ele sabia que não havia tempo. E, apesar de seu rosto não estar visível, havia deixado evidências por toda parte.

"Você está machucando…."

Para ser exato, sua própria DNA.

Seu DNA poderia ser encontrado por toda a sala de Evelyn, e seria só questão de tempo até tudo levá-lo de volta a ele.

Ele precisava preparar-se muito bem quando esse momento chegasse.

Se fosse a polícia, o Exército Imperial ou os cães de caça, era bem provável que já soubessem exatamente onde ele estava neste momento.

Eles tinham olhos e ouvidos por toda parte. A parte assustadora, especialmente no caso dos cães de caça, é que eles se disfarçam de pessoas comuns.

Já houve casos no passado em que criminosos viveram impunes por anos, mudando de identidade, só para serem presos por alguém que convivera com eles por anos.

Com os gadgets que possuíam, bastava um piscar de olhos para descobrir que ele estava na sala.

E, com a rede de informações, bastava divulgar a notícia por aí.

"Brandon!"

"Ah?"

Amélia puxou o braço de volta e esfregou o pulso.

Lá, Brandon podia ver um leve hematoma. Percebeu que talvez tivesse apertado forte demais, balançou a cabeça e deixou de lado os pensamentos.

"Desculpe."

"Está tudo bem. Me diga, o que aconteceu? Por que você está assim?"

Brandon segurou seus ombros na hora.

"Escuta, Amélia."

Seu rosto estava bastante impassível. Mas seus olhos trêmulos contavam outra história.

"Daqui pra frente, aconteça o que acontecer, confie em mim."

"O que…—"

"Brandon Locke."

Uma voz repentina veio de trás de Brandon. Amélia se inclinou para o lado e observou cuidadosamente.

Lá estavam duas pessoas, segurando algemas de mana.

"Você está preso pelo assassinato de Evelyn Cessna."

Com algemas de mana, Brandon sentiu toda mana de seu corpo ser restringida. Olhando para Amélia enquanto era levado, ele pronunciou bocamente:

"Confio em você."

Fim da leitura

Capítulo 386 concluído

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