Extra's Descent Novel — Capítulo 413: CAPÍTULO 413 - Férias de inverno

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Cap. 413
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CAPÍTULO 413 - Férias de inverno

Capítulo 413

1.974 palavras~9 min de leitura

— Obrigado por suportar minha presença neste último mês.

Androxus havia informado a Brandon que não poderia mais supervisionar seu treinamento.

Claro que Brandon queria questionar, mas se conteve.

No fim das contas, Androxus não ia dizer nada.

Ele se dedicou ao treinamento durante todo o recesso de inverno, forçando seus limites até níveis que nem sabia que tinha.

Embora o recesso de inverno ainda estivesse no meio, e ainda faltasse um mês para o início do segundo semestre, Brandon nunca ficou parado.

Ele queria colocar sua preparação à prova.

E, recentemente, seu desprezo pelos cultistas de Wraith tinha atingido níveis altíssimos.

Ele os odiava de verdade.

Todos precisavam morrer.

Por isso, Brandon mergulhou na deep web, aceitando trabalhos de mercenário que envolviam caçar cultistas de Wraith.

Ele vestia uma capa escura e utilizava a Máscara do Espelho, distorcendo sua forma para esconder completamente sua identidade—ao mesmo tempo em que ocultava que se tratava da Máscara do Espelho.

Nas últimas duas semanas, ele realizou vinte e três missões.

Vinte e três.

Os alvos eram sempre os mesmos.

Cultistas de Wraith espalhados por toda a Holy Britannia.

Mas Brandon não ficava esperando que eles aparecessem.

Ele caçava como se fossem presas.

De qualquer forma, sua afinidade com [Permafrost] tinha se tornado sua assinatura nessas missões.

A primeira vez que usou [Glacial Infinito] em uma situação de vida ou morte, foi um verdadeiro caos.

Quando a energia glacial se espalhou, o campo de batalha virou seu domínio.

O chão congelou instantaneamente. Os inimigos desaceleraram sob o domínio do gelo, lutando para se reerguer.

Cultistas de Wraith não eram um grande desafio quando não conseguiam se mover direito.

A espada de Brandon, coberta de geada, cortava-os como uma foice atravessando a grama.

Whoosh—! Corte—!

Ele se movia com rapidez.

Um após o outro, os cultistas caíam.

Eles não tinham ideia de quem os caçava, só sabiam que a morte vinha na forma de gelo.

Os combates se confundiam.

Cada um, mais rápido e eficiente que o anterior.

Ele já não hesitava.

Seu [Glacial Infinito] transformava os campos de batalha em desertos congelados, enfraquecendo e desacelerando seus inimigos.

Era evidente o quanto tinha evoluído desde que começou a treinar com Androxus.

Whoosh—!

Mais um cultista caía, seu sangue congelando ao tocar o chão gelado.

Ele não tinha voltado para casa há duas semanas.

Nem uma ligação com seus amigos. Belle e Amelia não faziam ideia de onde ele estava, e isso estava ótimo para ele.

Eles não precisavam saber o que ele estava fazendo.

Afinal, havia vários anúncios na deep web sobre suspeitos de serem cultistas de Wraith.

Alguns deles, até celebridades de alto perfil, e por aí vai.

A deep web estava cheia de posts de trabalho, muitos relacionados a suspeitos de Wraith.

Alguns eram alvos de perfil discreto, enquanto outros eram pessoas na mídia, celebridades, políticos, até empresários de destaque.

Claro que a deep web não aceitava acusações aleatórias sem provas.

Antes de um anúncio de recompensa ser publicado, quem oferecia o prêmio precisava apresentar evidências concretas. Uma prova de que o alvo realmente tinha relação com o culto Wraith.

Brandon até aqui foi seletivo, aceitando trabalhos que não chamassem muita atenção.

Porém, isso mudou com sua próxima missão.

O trabalho número vinte e quatro foi ousado.

Rian Velante, um ator de primeira linha e nome conhecido por todo mundo.

Famoso pelo sorriso encantador e por seus papéis principais em blockbusters, Rian era querido pelo público.

Ele também era suspeito de estar profundamente envolvido com o culto de Wraith.

Não era só boato—existiam ligações que não podiam ser ignoradas.

Reuniões secretas, desaparecimentos ligados a seu nome, provas circunstanciais suficientes para levantar suspeitas.

Brandon sabia que esse trabalho seria arriscado.

Eliminar alguém como Rian Velante chamaria atenção, mas ele não se preocupava nem um pouco.

Estava numa sala com pouca iluminação, analisando os detalhes da missão.

Rian participaria de uma festa privada em um dos bairros mais exclusivos de Holy Britannia.

Era um evento luxuoso, com celebridades, políticos e figuras de alto nível.

A festa aconteceria em um prédio altíssimo. E o prédio era fortemente protegido, com várias camadas de segurança, tanto por dentro quanto por fora.

Perfeito.

Se Rian Velante fosse mesmo um cultista de Wraith, essa seria a oportunidade ideal para eliminá-lo sem levantar muitos alarmes.

Brandon poderia aproveitar o caos do evento ao seu favor.

— Hm…

Ele começou a preparar tudo meticulosamente.

Primeiro, estudou o layout do prédio, memorizando todas as entradas, saídas e rotas de fuga.

Precisava conhecer o lugar por dentro e por fora, para, quando as coisas fugissem do controle, conseguir fugir sem ser visto.

Também reuniu informações sobre a segurança.

A maioria dos seguranças eram de classificação A. Com essa quantidade, não era fácil lidar, mas Brandon já enfrentou adversários mais duros.

Depois, equipou-se com as ferramentas necessárias.

Vestia sua capa escura habitual e a Máscara do Espelho, garantindo que ninguém o reconhecesse.

A máscara distorcia seus traços, escondendo sua identidade por completo.

Sua espada, impregnada com sua afinidade de [Permafrost], ficava presa às costas.

Além disso, carregava várias facas lançadas, gadgets de disfarce e distração.

Quando a noite da festa chegou, Brandon se moveu silenciosamente pelas sombras, se camuflando na escuridão enquanto se aproximava do prédio.

— Haha!

— Lady Cersei, ouvi dizer que o novo álbum do seu grupo de ídolos acabou de ser indicado a um prêmio!

— Sir Arthur! Aqui!

As luzes do evento se espalhavam pelas ruas abaixo, e o som de música e risadas preenchia o ar.

De longe, tudo parecia tão normal. Mas Brandon sabia que não era bem assim.

Ele inspecionou a área, notando os guarda-costas posicionados em cada canto.

Ele não conseguiria passar pela entrada principal sem levantar suspeitas, então optou por uma abordagem mais discreta.

Circulou pelos fundos do prédio, encontrando uma entrada de serviço usada pela equipe de buffet.

Dois guardas estavam de vigia na porta.

— Hoo…

Brandon respirou fundo enquanto se movia silenciosamente.

Whoosh—!

Num movimento rápido, apareceu atrás do primeiro guarda.

— O que que—Nmm…!

Sua mão cobriu a boca do homem antes de neutralizá-lo logo em seguida.

Ele não podia matá-lo, eram inocentes.

O guarda caiu sem fazer barulho.

Antes que o segundo guardião pudesse reagir, Brandon o silenciou tão rapidamente quanto.

Com os guardas neutralizados, ele entrou sorrateiramente.

O interior do prédio era ainda mais extravagante do que esperava.

Candelabros de cristal pendiam do teto. Convidados em trajes luxuosos circulavam, conversando e rindo, completamente alheios ao perigo.

Brandon permaneceu escondido, seguindo pelas sombras enquanto se infiltrava pelo local.

Podia sentir o peso da máscara em seu rosto. Ninguém lhe dava atenção.

Seu único objetivo era: Encontrar Rian Velante.

As informações que reunira indicavam que Rian estaria em uma das salas privadas no andar superior.

Era lá que acontecia a verdadeira festa, longe dos olhares do público.

Porém, ao subir, as coisas ficaram mais complicadas.

A segurança ficava mais rígida quanto mais alto ele ia.

A maioria eram de classificação A. Brandon mesmo era de classificação S—. Um pouco longe de S—, mas muito mais capaz do que um de classificação A+.

Brandon manteve a paciência, observando seus movimentos, esperando o momento certo para atacar.

Quando encontrou um grupo de três seguranças no corredor, soube que uma luta direta seria arriscada.

Ao invés disso, usou suas habilidades de furtividade para passar despercebido, evitando confronto.

Movia-se silencioso pelos corredores luxuosos.

Mas, ao se aproximar da sala privada, percebeu que algo estava errado.

Lá, ao lado do banheiro, a uma certa distância, estavam duas pessoas que ele jamais imaginou ver.

— Huh?

As sobrancelhas de Brandon se levantaram por baixo da máscara.

Ele não os via há mais de dois meses.

— Raven e Reinhard?

Foi a primeira grande missão de Raven.

Embora não tivesse problemas em acompanhar ídolos em outros trabalhos, hoje era diferente.

O grupo de garotas se chamava "apsea" e a líder, nome artístico: "Katarina", tinha solicitado especificamente que Raven fosse seu acompanhante nesta noite.

Além disso, a mais nova integrante do grupo, cujo nome artístico era "Yizhuo", também tinha sido convidada para a festa, e pediu que Reinhard a acompanhasse.

E assim, eles chegaram à situação atual.

Raven olhou ao redor. Sentiu que algo estava estranho, mas não conseguiu identificar exatamente o quê.

Pela razão, manteve um olho atento na cliente, Katarina.

Porém, viu-se difícil de controlar.

Depois de tudo…

— Aqui, Raven, experimenta isso!

Katarina, vestindo um vestido bonito, fazia sucessivos gestos de flerte.

Raven quase via seu decote!

E o fato de não conseguir desviar o olhar dela, com medo de que algo acontecesse, não ajudava em nada!

Mas, já que estava sendo bem pago, tinha que atender às solicitações da cliente.

Contanto que não fosse algo too trouble.

— Nossa, você é um ótimo bebedor!

— Haaa…

Raven já sentia o álcool batendo nele.

— Hehe~

Katarina, com o rosto enrubescido, entrelaçou os braços com Raven.

Ele sentiu uma coisa macia e mole pressionando seu braço. Mas rapidamente desviou o olhar, lutando contra o efeito do álcool.

Katarina era uma beleza de verdade, e o álcool não ajudava em nada!

Ele tinha que se controlar.

'Droga de hormônios de adolescente!'

— Raven, preciso usar o banheiro. Pode me acompanhar?

Katarina olhou ao redor. Parecia apreensiva, mas Raven entendia o motivo.

Vários homens a observavam. Todos eram celebridades, figuras influentes do mundo do entretenimento.

— Claro, vem comigo.

Raven a guiou até lá.

— Reinhard?

Reinhard também estava de guarda na porta do banheiro. Não é de se surpreender que ele não tivesse sido visto antes.

— Ah, Raven?

— Onde está a Yizhuo?

— Ela está dentro, arrumando a maquiagem. Alguém a empurrou e ela acabou com a maquiagem borrada pelo bolo.

— Pft…

Katarina, que estava bem ao lado de Raven, deu uma risadinha.

Depois, entrou no banheiro.

Os dois ficaram do lado de fora, vigiando. Embora sua cabeça ainda estivesse meio zonza por causa do álcool, ele se saíra muito bem.

De fato, tinha criado uma boa resistência ao álcool graças ao Brandon, que trazia o que fosse de bebida toda vez que se encontravam.

— E aí, como vai com o Raven, Katarina?

— Hehe~ Ele é bem fofo. Sempre fica nervoso e tal.

Apesar de as duas meninas estarem atrás da porta, Raven e Reinhard não conseguiam deixar de ouvir.

— Acha que estão falando de você. Heh.

Reinhard olhou para ele com um sorriso de canto de boca.

Raven balançou a cabeça, passando a mão no rosto.

— Se der tudo certo… Hehe~

— Hã? Em qual hotel você vai levá-lo?

"…"

Raven deu um pulo.

Hotel? Trivago?

Não fazia a menor ideia. Por que levá-lo para um hotel, afinal?

Caríssimo.

— Na verdade, estou bastante interessado nele. Quero conhecê-lo melhor primeiro.

"…"

— Oi.

Reinhard de repente falou, olhando para ele com atenção.

— E a Amy? Você não vai rejeitá-la?

— Hã?

Raven virou para Reinhard.

— O que você quer dizer?

— Sério, cara? Você nem gosta dela de verdade, é evidente. Vai ficar enganando ela?

— Ah?

Será que era assim que parecia?

De fato, ele não sentia nada de especial por Amy.

Mas também não era como se ela fosse proativa. Parecia mais que eram melhores amigos, do que amantes.

— Ela se declarou pra você há dois anos, e até hoje você não deu uma resposta. Para mim, foi uma surpresa te ver aceitar esse trabalho, sabendo exatamente do que se tratava.

— Uhm…

— Bem, é sua vida. Só estou te dando um conselho antes que as coisas fiquem complicadas.

— ...Entendo?

Raven não fazia ideia. Ainda tinha sentimento dela?

Não conseguia dizer ao certo.

Na verdade, ela tinha se declarado dois anos atrás, antes da calamidade, e ele nunca lhe deu uma resposta adequada.

Ela só o seguia por aí.

Será que ele estava a levando na brincadeira?

— ...!

De repente, antes que pudesse pensar nisso, por um breve instante, viu uma sombra se mexer no canto do olho.

— Você viu isso?

Perguntou a Reinhard.

— O quê?

— ...

Será que foi só o álcool?

— Esquece isso.

Fim da leitura

Capítulo 413 concluído

CAPÍTULO 413 - Férias de inverno