Extra's Descent Novel — Capítulo 418: CAPÍTULO 418 - Circuitos Mágicos

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Cap. 418
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CAPÍTULO 418 - Circuitos Mágicos

Capítulo 418

1.213 palavras~5 min de leitura

Amélia e Belle estavam completamente absorvidas em seus treinamentos há tanto tempo quanto conseguiam se lembrar.

Praticamente, elas estavam pesquisando e experimentando.

Cada continente praticava magia de forma diferente. Para Milis, o foco era aprimorar teorias complexas de magia.

Cada habilidade era desmembrada, analisada e praticada com cuidado.

Elas passavam horas estudando padrões de circuitos, memorizando fórmulas e aprendendo a manipular o fluxo de mana em níveis minúsculos.

Já na Santa Britânia, o foco era fortalecer tanto o corpo quanto a mana.

Magiás treinavam para suportar o impacto físico de habilidades de alto nível, valorizando resistência e stamina junto com técnica.

Belle praticava uma combinação das teorias de Milis que havia aprendido lá, além de incorporar técnicas de resistência física ensinadas na Santa Britânia.

Era uma mistura de ambos.

No entanto, para Amélia, que havia estudado exclusivamente na Santa Britânia, era difícil captar as teorias complexas que Belle frequentemente diversificava.

Também havia práticas de outros continentes, como o Asura, que valorizava técnicas de respiração.

Porém, isso era demais — um devaneio distante, que se afastava do que elas já sabiam desde pequenas.

Amélia, que tentara incorporar o teorema de Quidell em seus circuitos mágicos, franzia a testa frustrada.

Era complicado demais, e ela tinha medo de prejudicar seu núcleo se cometesse um erro fatal ao reajustar as linhas nos circuitos já estabelecidos, com os quais estava acostumada.

Os circuitos que usava para suas espadas mágicas e para materializar armas eram tão naturais quanto respirar para ela.

Então, alterar e reajustar esses circuitos mostrava-se difícil para Amélia, que há anos praticava de uma mesma forma.

Belle observou a frustração de Amélia e sorriu de forma tranquilizadora.

"Vai com calma. O teorema de Quidell não é algo que se encaixa simples nos circuitos existentes. É uma reconstrução completa."

Amélia suspirou, relaxando um pouco os ombros.

"Sei. Mas parece que cada pequeno ajuste pode arruinar tudo."

"Você está tentando mudar de uma abordagem linear para o fluxo em camadas de Quidell. Pense como… entrelaçar fios, ao invés de apenas acrescentar linhas."

Amélia acenou, tentando imaginar a cena.

Seu mana fluía em pulsos suaves, alinhando-se brevemente antes de se apagar. Ela cerrava os punhos, concentrando-se mais ainda.

"É como se quase conectasse, mas não totalmente."

Belle apontou para seu próprio diagrama de circuito, riscado de forma desorganizada nas anotações.

"Olha, em vez de focar na perfeição, tenta deixar que se forme naturalmente."

Essa era a prática da Santa Britânia. Afinal, criatividade e teoria andam de mãos dadas.

O treinamento deles valorizava o fluxo natural da mana, incentivando magiás a combinar criatividade com teoria.

Não eram rígidos na aplicação. Pelo contrário, adaptavam-se, permitindo que os magiás explorassem como a mana ressoava melhor com seu estilo próprio.

Não se tratava de criar circuitos perfeitos.

Era sentir a corrente, encontrar o equilíbrio certo e ajustar conforme as forças de cada um.

Essa prática tornava os magiás da Santa Britânia versáteis.

Eles não estavam presos a métodos rígidos. Construíam sobre habilidades fundamentais e experimentavam livremente.

Para Belle, essa filosofia era ao mesmo tempo libertadora e desafiadora.

Ela tinha espaço para explorar, mas também precisava confiar em seus instintos.

Diferente de Milis, onde a precisão rígida era prioridade, aqui ela era encorajada a seguir o fluxo, a deixar que cada ajuste se revelasse ao longo do caminho.

Pelo menos, essa era a orientação que Belle tinha dado a Amélia.

Belle tinha percebido a falha nos métodos de Milis.

Como tinha oportunidades em ambos os continentes, ela absorveu tudo que pôde em Milis e voltou para a Santa Britânia após receber uma proposta de retorno.

"Hoo…."

Amélia respirou fundo, focando intensamente nos ajustes que tinha feito.

Ela podia sentir o fluxo alterado de mana, tecendo-se dentro de seus circuitos.

Com um lampejo de concentração, ativou sua magia.

Whoosh—!

Um círculo mágico se formou no ar, e uma espada surgiu dele numa explosão rápida.

Para sua surpresa, o tempo de ação melhorou.

Foi um pouco mais rápido, talvez só 0,1 segundos, mas deu para perceber, e ela ficou surpresa.

Porém, ao disparar para frente, percebeu rapidamente que o controle ainda não estava bom.

A espada desviou do curso, passou perto do alvo pretendido e se cravou na porta.

"Ah—!"

Amélia ofegou, com os olhos arregalados.

As duas trocaram olhares, Belle com expressão entre choque e uma risada disfarçada.

Clang—!

Antes que pudessem reagir, um barulho metálico ecoou no ar.

A espada não apenas grudou na porta.

Uma figura apareceu, bloqueando com a sua própria arma.

O homem abaixou a lâmina, e seus olhos negros, como tinta, encontraram os delas.

"...!"

"...!"

Amélia e Belle pararam, reconhecendo-o instantaneamente.

Brandon estava lá, com uma expressão calma.

Seu cabelo negro como tinta, preso em um rabo de cavalo solto. Era um rosto que elas não viam há quase dois meses.

"Brandon?"

Belle sussurrou, com uma mistura de descrença e alívio.

Coração de Amélia pulou uma batida. Ele olhava para ela com um sorriso suave, abaixando a espada.

"Oi."

Disse, com uma voz calma como ela se lembrava, deixando seu coração acelerar.

Brandon estava surpreso. Havia pilhas de papéis espalhados por todo lado. círculos mágicos estavam escritos neles, detalhadamente, mas incompletos.

Na verdade, Brandon não precisava se esforçar tanto. O sistema configurava os círculos mágicos de suas habilidades automaticamente para ele.

Mas havia uma pegadinha.

Brandon não tinha liberdade para criar suas próprias habilidades exclusivas.

Diferente de Amélia ou Belle, que podiam experimentar e desenvolver novas técnicas através da prática e teoria, ele tinha limitações impostas pelo sistema.

Para Raven também, o sistema configurava suas habilidades.

Ambos podiam confiar na eficiência, mas isso vinha com uma certa rigidez.

A configuração dos círculos mágicos do sistema era fixa. Se Brandon quisesse evoluir ou adaptar suas habilidades, teria que confiar apenas no crescimento fornecido pelo sistema.

No entanto, as restrições do sistema tinham uma vantagem importante.

Ao contrário de habilidades desenvolvidas por talento, esforço e limitações naturais, as habilidades de Brandon, configuradas pelo sistema, tinham potencial ilimitado de crescimento.

Um mago sem sistema chegaria a um teto definido por suas próprias habilidades e pela progressão natural de sua afinidade.

Para eles, cada aumento de poder ou velocidade exigia prática constante, tentativa e erro, e aprimoramento do talento bruto.

Estavam limitados por sua capacidade física e mágica — restritos, no final, por suas próprias habilidades.

Mas para Brandon, suas habilidades cresciam em sintonia com os limites do sistema.

Seus poderes eram livres de restrições pessoais e podiam superar o que um mago comum poderia atingir.

Porém, uma dúvida persistia.

Amélia também tinha um sistema. Mas, por algum motivo, ela conseguia configurar seus circuitos.

Parecia que ela era metade usuária do sistema, metade uma pessoa normal.

"Ei."

Ele sussurrou, aproximando-se das duas garotas.

Brandon não tinha certeza do que dizer. Mas precisava de informações.

"Brandon, eu…."

E, sem pensar muito, fez a pergunta.

"Amélia, você está namorando alguém."

"Hã?"

"Nossa…"

Amélia piscou, enquanto Belle cobria a boca, admirando-se com a reação repentina.

"O quê? É só isso que tem a dizer depois de quase dois meses desaparecida…?"

"Uhm…."

Brandon também piscou, surpreso com a resposta dela.

Os ombros de Amélia tremeram, o rosto escurecendo.

"Você nem ao menos me ligou de volta. Quinze chamadas não atendidas… E agora aparece dizendo isso…"

Brandon congelou, percebendo que tinha se metido numa confusão de proporções maiores do que imaginava.

Fim da leitura

Capítulo 418 concluído

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