Extra's Descent Novel — Capítulo 48: CAPÍTULO 48 - Além de Tudo

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Cap. 48
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CAPÍTULO 48 - Além de Tudo

Capítulo 48

1.052 palavras~5 min de leitura

Puf

—E aí? Você terminou de apagar suas provas?—

—Tudo já está resolvido, Senhor Francis.

—Bom.

Francis deu uma olhada rápida para Amy, que estava machucada e com hematomas. Ela jazia mais uma vez inconsciente no chão.

Depois, continuou.

—Essa garota… Tudo o que ela me contou foi informação que eu já sabia. O homem de máscara, mas…

Francis cerrava os dentes.

—Não explica por que ela seguiu Felix naquela viela…

—O que você quer dizer, Senhor Francis?

—Com certeza havia alguém mais lá, a pessoa que ela realmente estava seguindo.

—Então você acha que tinha uma quarta pessoa no local do crime?

—Só posso especular, mas é bem provável.

—Você acha que essa pessoa vai aparecer?

Francis franziu o cenho com desconfiança.

—Hã? Como isso pode acontecer? Ninguém mais conhece nossa ligação com este hotel, além dos funcionários aqui.

—Ah, sim. É verdade.

Os funcionários do hotel que Francis contratou eram aspirantes a cultistas de Wraith. Embora, no momento, ainda não tivessem provado suas capacidades para Francis.

A já tinha se passado meia hora desde que Francis interrogara Amy. E, o tempo todo, ela só fazia chorar pateticamente na frente dele.

Isso irritava Francis profundamente.

Mas, independentemente, ele tinha que aguentar.

Tudo o que precisava fazer era assustar ao máximo Amy, a ponto de ela querer terminar com tudo sozinha.

Porém…

Ele virou para olhar novamente para ela.

'A determinação dela é admirável.'

Apesar da tortura grotesca que sofria, Amy não mudava sua versão.

'Sempre é o homem de máscara. Como se essa informação não estivesse espalhada pela internet.'

Francis então saiu de seus pensamentos e respondeu ao sobrinho, Darwin.

—Enfim, venha aqui agora.

—Acho que isso não será possível.

—…!

Francis foi alertado.

A voz que falou não era de Darwin.

Era de outro homem.

Quem?

—Quem é você? O que fez com o Darwin–

Clique—

Antes que pudesse continuar, a ligação foi interrompida abruptamente.

Estalido—!

—Droga.

Francis reagiu, jogando o telefone no chão.

Wraiths geralmente são bastante estoicos. Mas, estar em um pacto com o corpo de Francis há mais de 18 anos tinha mudado bastante a personalidade do Wraith.

A personalidade de Francis começava a se misturar à sua.

Por isso, ele precisava invocar seu corpo verdadeiro o quanto antes.

Mas…

—Esse momento só vai chegar após eu convocar o mestre.

Ou seja, o Wraith que ele servia.

Existem diferentes classes de Wraiths.

Um Neo, e um Menor.

Embora ainda sejam considerados Wraiths,

aquele que está acima deles é quem recebem sua submissão.

Um Wraith completo.

Embora Neos e Menores ainda fossem classificados como Wraiths, a diferença entre eles e seu mestre é incomparável.

E, embora o Wraith que tomou conta de Francis parecesse ser o líder, na verdade, ele era um Menor.

Porém, foi considerado o líder porque foi o primeiro a fazer pacto dentro de sua clã, transformando um humano em Wraith ligado.

Seu dever como líder era convocar todos os seus companheiros de clã.

E, no final, seu mestre.

—Huuu…

Ele exalou um suspiro pesado.

Parece que Darwin foi comprometido por algum motivo.

—Droga…

Quem quer que fosse o outro homem, Francis não se importava.

No fim das contas, era só Darwin.

Darwin seria seu sobrinho, mas Francis há muito tinha sido substituído por um Wraith.

Foi então que Francis percebeu um detalhe pequeno.

Ele virou-se para olhar em direção à porta.

—Hã?

Percebeu algo.

Estava silencioso.

Muito silencioso.

—Não era esperado que tivesse convidados?

Francis se levantou de repente e se aproximou da porta.

Rangeu…

Ao abrir a porta, espiou lá fora, só para perceber que não havia ninguém ao redor.

Estalido… Estalido…!

—…!

Ele ouvia o chão tremer sob seus pés.

—O quê?

Ele estava na sala o tempo todo, mas só ouviu o barulho ao sair.

Decidiu então confirmar se aquilo era mesmo verdade.

Voltou para dentro, fechando a porta.

—Hã…?

Estava terrivelmente silencioso.

De novo, repetiu o mesmo procedimento. Saiu, entrou, saiu, entrou…

Novamente.

E mais uma vez…

E de novo…

—Isso não faz sentido…

O mesmo resultado.

Se permanecesse no corredor, definitivamente ouviria o tremor. Mas, se estivesse dentro da sala, tudo estaria assustadoramente silencioso.

—Espere…

Percebeu…

Então, destruiu o cômodo com força, procurando um dispositivo específico.

Livros espalhados pelo chão.

Bateu—!

Estantes tombaram. Documentos se espalharam, esvoaçando pelo ar.

—Droga, onde está?

Continua vasculhando cada canto da sala sem parar.

Até que…

Finalmente, encontrou.

Segurou o dispositivo na mão.

Um aparelho circular branco, com círculos mágicos gravados nele.

Era um Dispositivo de Barreira Sonora.

Crr… Crrack…!

Ele o apertou com força até destruí-lo em pedaços.

Naquele instante, Francis começou a ficar nervoso.

Quem poderia tê-lo colocado ali?

Não havia mais ninguém com acesso ao quarto.

Além de…

—Darwin…

Mas…

—Não há como ele me trair…

Porém,…

Era uma possibilidade.

Darwin ainda não era Wraithbound.

—Mas por quê?

—Ele não queria se tornar Wraithbound?

—Droga…

Francis bagunçou o cabelo, puxando-o com força.

—Espera…

Poderia ser?

—O homem.

Por suas especulações, parecia provável que Darwin estivesse trabalhando para aquele que atendeu a ligação por ele.

—Haa…

As coisas não estavam indo como ele esperava.

Ainda não tinha conseguido transformar um humano em Wraithbound. Felix foi a única exceção, e acabou morrendo.

Apesar de ter reunido aspirantes a cultistas, nenhum deles parecia compatível para se tornar Wraithbound.

Viu Amy, ainda inconsciente.

Ela era a única que, naquele momento, tinha potencial.

—Droga, essa garota ainda está dormindo?

Depois, foi até Amy, que ainda jazia adormecida.

Chute—!

Deu um pontapé na ela, na face.

Mas ela continuou sem despertar.

Chute— Chute— Chute—!

—Acorda, porra!

'Aguente aí, Amy, ele vai parar mais cedo ou mais tarde.'

Chute— Chute— Chute—!

Apesar de todas as porradas, Amy persistia, segurando os dentes secretamente para tentar aliviar a dor.

Mas ela sabia que era inútil tentar.

'Está doendo…'

Todo seu corpo doía após a surra severa, e ela sentia os pulmões encherem-se do calor da fumaça.

Chute— Chute—!

Ela conteve as lágrimas. Se ela mostrasse a Francis que ainda estava acordada, só o tempo diria o que poderia acontecer com ela.

'Por favor… alguém… me salve…'

Quando Francis destruiu o dispositivo, ela também ouviu o barulho vindo de baixo.

Percebeu…

Que alguém vinha.

Depois de todo o desespero, finalmente ela poderia ter esperança.

Chute— Chute—!

Todo o esforço era suportar a dor.

Perseverar.

Perseverar.

Esperar até que seu salvador chegasse.

.

.

VOOOOSH—!

Fim da leitura

Capítulo 48 concluído

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