Extra's Descent Novel — Capítulo 74: CAPÍTULO 74 - Everglades

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Cap. 74
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CAPÍTULO 74 - Everglades

Capítulo 74

1.322 palavras~6 min de leitura

Sentado de frente para Amy, Raven tomava seu café.

Enquanto isso, seus olhos brilharam de repente.

Na sua frente, Amy lhe lançou um sorriso largo.

— Como ficou?

— Está bom.

Pela primeira vez na vida, Raven finalmente admitiu para si mesmo que café era bom.

Mas não era aquele tipo de café amargo que ele estava acostumado a tomar.

Com um sorriso, Amy apoiou a cabeça com as mãos, inclinando-se para perto para olhar bem para Raven.

— Hehe, te avisei.

— Este café é diferente. Como é que chama?

— Um macchiato.

— Mac…?

— Macchiato.

— Entendi.

— Hehe.

Ficou evidente para Raven que Amy se sentia bastante à vontade com ele desde que começaram a estudar juntos.

Brandon geralmente era frio com ele. Enquanto Reinhard frequentemente tentava ensinar coisas que Raven preferiria nem saber.

Estar com Amy lhe parecia bem refrescante.

'Ela é uma boa amiga.'

É o que ele pensa.

Colocando o café na mesa, Raven olhou para Amy, que estava bebendo seu próprio café.

— Sobre a missão. Ainda não escolhi nenhuma.

— Hmm? Tudo bem…

Sip~

— Podemos escolher uma juntas.

— Sim, mas eu não acredito em missões fáceis. Tem um motivo por que foram solicitadas inicialmente.

Raven fez uma pausa e olhou ao redor.

Depois, olhou de volta para Amy e continuou.

— Por isso, primeiro reuni informações.

— Ah.

Amy ficou bastante surpresa.

Raven era realmente meticuloso em tudo.

Esse era um hábito que vinha cultivando desde jovem. E por causa disso, hoje ele era um Estagiário de Oficial Especial.

Sherlock.

O título que conquistou na sua turma.

Olhando ao redor, Raven se aproximou da orelha de Amy.

— Hã!?

Amy sobressaltou-se um pouco. Suas orelhas instantaneamente ficaram vermelhas.

Mas Raven não percebeu e sussurrou suavemente no ouvido dela.

— Esta cidade… À primeira vista, parece pacífica. Mas…

Ele fez uma pausa e respirou fundo, depois continuou.

— Todo ano há casos de desaparecimento.

Os olhos de Amy abriram-se de choque.

Ela ficou quieta por um instante para processar a informação.

Quando conseguiu, olhou para Raven, que recostara-se na cadeira.

— …Por que eles não reportaram isso para a cidade principal?

— Porque não puderam.

— O quê?

Amy recostou-se na cadeira, chocada.

— E quanto aos Rankers daqui? Não podem criar uma missão para isso?

Raven cruzou os braços e abriu a boca para falar.

— É aí que está a questão. Não foi dito explicitamente, mas pelo que consegui deduzir, a maioria dos Rankers que tentaram sair daqui também desapareceu.

Mais uma vez, Amy ficou em silêncio.

A revelação repentina parecia abalá-la até o fundo, e ela começou a massagear os ombros.

Havia uma coisa que ela queria perguntar.

Mas só de pensar nisso dava um arrepio de medo nela.

Erguendo a cabeça, olhou para Raven.

Com os lábios franzidos, fez a mesma pergunta que não queria receber resposta.

— …Então, isso pode acontecer com a gente também, se sairmos daqui?

Mas Raven não respondeu. Ele tinha uma expressão de ansiedade.

Nesse momento, ele abriu a boca.

— Não tenho certeza…

Por algum motivo, a Universidade os enviou para Everglade, mas Raven não sabia ao certo.

Parecia que até a própria Academia não tinha noção do que acontecia em Everglade.

Se fosse só uma viagem comum, onde pudessem relaxar, Raven não teria semetido a investigar e descobrir o segredo obscuro de Everglade.

As missões.

Foi por isso que Raven fez o que fez.

Então, os Professores sabiam de alguma coisa?

Raven não tinha certeza.

Estava novamente sem saber o que pensar.

Se até Rankers estavam desaparecendo, e os estudantes... o que esperar da própria Academia ou dos Professores, que deveriam supervisionar tudo?

Enquanto mergulhava nesses pensamentos, seu celular vibrando no bolso o tirou de devaneio.

Percebendo isso, Raven pegou o celular.

Ao conferir quem ligou, seu nível de ansiedade diminuiu um pouco.

Era a pessoa com quem queria discutir a situação atual.

Clique—

— Alô?

— Raven, onde você está?

Era Brandon.

— Estou no café do hotel.

— Ok, espera por mim. Estarei aí em uma hora.

— Tudo bem. Quero conversar com você também.

— Você descobriu alguma coisa?

Como esperado, Brandon sabia de algo.

Raven sabia que Brandon era inteligente.

Se tivesse alguém que conseguisse acompanhar seu raciocínio, esse alguém era Brandon.

Percebendo isso, Raven confirmou.

— Sim.

— Então, facilita as coisas. Até já.

— Certo.

Clique—

Deixando o celular no bolso, Raven olhou para Amy, que parecia querer dizer algo.

Ela então abriu a boca para perguntar.

— Quem era?

— Brandon.

— Entendi. Talvez ele consiga achar uma solução.

— Tomara.

— Ela não responde.

Depois de deixar o Centro da Guilda, Brandon tentou ligar para Sarah por cerca de trinta minutos.

Mas toda vez que tentava, ela não atendia.

Por causa disso, Brandon se separou de Reinhard e Liam saiu correndo pela cidade.

Ele perguntou aos cidadãos se eles sabiam onde ficava a residência Aurae, mas todos só disseram que não tinham ideia.

— Haaa…

Respirando fundo, Brandon decidiu fazer uma pausa.

Seu método era ineficiente, por isso pensou em ir até o hotel se encontrar com Raven.

Recuperado, entrou no café.

De longe, notou de imediato Raven e Amy.

Ao perceber, seus olhos se contraíram com ceticismo.

'Com certeza é um encontro amoroso.'

E ele estava pensando em se inserir como o terceiro na história.

Porém, não havia tempo para divagações. Logo, Brandon se aproximou deles. Eles perceberam sua chegada repentina.

Raven deu um passo para o lado e Brandon sentou ao lado dele.

Como Brandon veio correndo do hotel, sua garganta estava bem seca.

Percebendo o café na mesa, estendeu a mão para pegar.

Mas antes de tomar um gole, virou-se para Raven, que olhava para ele com desconfiança.

— Posso?

— ... Pode.

— Obrigado.

Sip~

Enquanto bebia o café, Brandon virou o rosto para Amy, que o encarava com os olhos arregalados.

Colocando o café de volta na mesa, ele virou sua cabeça para ela.

— O quê?

— …”

Porém, Amy não respondeu, apenas continuou a observá-lo com a boca aberta.

Parecia que queria dizer algo, mas as palavras não saíam.

Até que, depois de um tempo, ela fez bico com os lábios.

— Você…

— ...?

— Aquilo foi…

— O quê?

— Uma indireta…

— ...

Amy murmurou as últimas palavras bem baixinho, quase de forma inaudível. Mas Brandon ouviu mesmo assim.

— Beijo…

— ...

Porém, Brandon deu de ombros e voltou sua atenção a Raven, que parecia não ter ouvido nada.

Ele então abriu a boca e perguntou.

— E aí, o que você descobriu?

Inspirou fundo, olhou brevemente para Amy e depois voltou a olhar para Brandon. Começou a relatar tudo o que tinha contado à Amy.

Não demorou mais de cinco minutos, e quando terminou, Brandon estava de queixo apoiado, com expressão de pensativo.

— Entendi.

— E o que acha?

— ...Tem algo estranho acontecendo nesta cidade, com certeza.

— Concordo.

— Então, vou falar agora.

Brandon pegou o pôster da missão de pessoa desaparecida e colocou na mesa.

Era a sua vez de informar o que aconteceu.

Raven parecia estar ouvindo atentamente, mesmo em silêncio.

Mas, assim que Brandon terminou, seus olhos passaram rapidamente ao redor, como se não tivesse escutado nada.

Olhando ao redor, Raven deu uma tossida constrangida.

— Hã…

Parecia difícil escolher as palavras. Mas, eventualmente, ele falou.

— Quem é Sarah…?

— ...

— ...

Até Amy ficou surpresa.

No seu escritório, Evelyn empilhava documentos que continham detalhes sobre a viagem que os calouros estavam fazendo.

Porém, ao empilhar, um dos papéis escorregou e caiu lentamente no chão.

Colocando o monte de papéis na mesa, Evelyn se abaixou para pegar o documento que caiu.

— ...Everglade?

Seus olhos se arregalaram.

As outras seções tiveram viagens por áreas urbanas. Muito menos, elas nem tinham missões, ao contrário das Seções A e B.

E, antes de tudo, Everglade não era uma cidade popular para visitar. Ela tinha ouvido rumores sobre o local durante seu tempo na guilda.

Era algo bastante peculiar.

Era para ser uma viagem, e ainda assim, deram aos estudantes uma missão.

— Não é a Vanessa a orientadora deles? Como é que algo assim foi aprovado?

Porém, ao continuar lendo o documento, a seção de assinatura chamou sua atenção.

— ...Isso aqui.

A assinatura do Diretor...

Era falsa.

Fim da leitura

Capítulo 74 concluído

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