Volume 9 – Capítulo 870 – Capítulo 870: O Caixão Preto
Capítulo 870A área sob a Rainha Árvore Fantasma Noturna já havia se transformado em um campo infernal Asura. Zero andou direto em direção à Rainha Árvore Fantasma Noturna. Por onde passava, o chão estava coberto com cadáveres de morcegos gigantes. Quando Zero chegou na frente da Rainha Árvore Fantasma Noturna, quase não se via mais nenhum morcego vivo, restando apenas uma poça de corpos dilacerados e sangue preto pelo chão.
Os Insetos Fantasmas Noturnos no céu voavam de forma desordenada em todas as direções, sem ousar se aproximar da Zero. Até mesmo a Rainha Árvore Fantasma Noturna parecia tremer de leve, emitindo o som de folhas farfalhando.
Zero caminhou inexpressiva até a frente da Rainha Árvore Fantasma Noturna e estendeu a mão para acariciar o tronco da árvore. Suas pupilas roxas revelavam uma emoção complexa, uma mistura de confusão e dúvida.
Boom!
Han Sen estava se perguntando o que raios a Zero estava fazendo, quando a viu dar um soco no tronco da Rainha Árvore Fantasma Noturna. A casca da árvore rachou instantaneamente, fazendo lascas de madeira voarem em todas as direções.
Sem nenhuma pausa, a outra mão da Zero também atacou. Ela continuou desferindo socos com as duas mãos, esmagando o tronco da Rainha Árvore Fantasma Noturna e fazendo lascas de madeira e cascas voarem. Em pouco tempo, ela abriu um buraco na árvore com mais de um metro de diâmetro.
Foi então que Han Sen percebeu que o interior da Rainha Árvore Fantasma Noturna era oco. Zero apenas quebrou a camada externa de casca e a fina madeira, revelando o buraco na árvore de forma natural.
Vendo a Zero entrar no buraco da árvore, Han Sen tentou correr até lá. Mas assim que pisou dentro do raio de um quilômetro, sentiu instantaneamente a força vital de todo o seu corpo sendo drenada.
Até mesmo a Raposa Prateada no seu ombro sentiu o mesmo. A Raposa Prateada soltou um grito assustado, pulou direto do ombro do Han Sen e correu para fora da área da Rainha Árvore Fantasma Noturna.
Han Sen deu mais alguns passos e percebeu que a perda de força vital ficava cada vez mais grave. Não teve escolha a não ser recuar impotente. Se continuasse caminhando, temia que realmente morreria de velhice, como Liu Fang e os outros disseram.
Porém, a Zero já tinha entrado no buraco da árvore. Do lado de fora, Han Sen não conseguia ver a situação lá dentro. A Aura Dongxuan não alcançava aquela distância, e a Máscara de Olhos Demoníacos também foi barrada, tornando impossível ver a força vital dentro da árvore.
Han Sen ficou ansioso, sem saber o que estava acontecendo dentro do buraco da árvore. Só ouvia o som ocasional de madeira estalando vindo de lá de dentro.
Toda a Rainha Árvore Fantasma Noturna, que parecia uma colina, estava tremendo. Suas flores estavam todas murchando. As pétalas luminescentes caíam uma a uma, voando por todo o céu, de modo que até o céu ficou coberto pelas pétalas.
E não era apenas a Rainha Árvore Fantasma Noturna. As pétalas de toda a Floresta Fantasma Noturna estavam murchando. Quando o vento soprou, o céu se encheu de pétalas rosas esvoaçantes. A cena era tão bizarra quanto linda.
— O que aconteceu? — Liu Fang e Wang Jiangang correram com expressões de pânico. A confusão enorme na Floresta Fantasma Noturna os tinha alarmado faz tempo. Deduziram que algo havia acontecido do lado do Han Sen, então os dois correram juntos para ver qual era o problema.
Han Sen balançou a cabeça, apenas encarando o buraco na Rainha Árvore Fantasma Noturna.
De repente, gritos trágicos e desesperados ecoaram da direção do acampamento, assustando Liu Fang e Wang Jiangang.
— Ai, não! Parece que aconteceu alguma coisa no acampamento. — Liu Fang se virou e correu de volta para a área do acampamento.
Embora Han Sen quisesse correr desesperadamente para dentro do buraco da árvore para ver o que estava acontecendo, não conseguia passar de jeito nenhum. Hesitou por um momento, então seguiu Liu Fang e correu para o acampamento, querendo ver o que havia ocorrido.
Os três ainda nem tinham chegado ao acampamento quando viram duas pessoas fugindo de lá com os rostos aterrorizados. Havia várias manchas de sangue neles, mas ficou óbvio que o sangue não era deles, mas sim de outra pessoa que havia respingado neles.
— O que aconteceu? — Wang Jiangang puxou uma das pessoas e perguntou.
— Fan… fantasma… tem um fantasma… — Os dois pareciam ter enlouquecido de medo. Gritaram algumas vezes e continuaram correndo para fugir.
Han Sen não disse nada e avançou depressa para o acampamento. Mas viu que o local já estava em ruínas, com terra amarela para todo lado. A única clareira onde as Árvores Fantasmas Noturnas não cresciam foi aberto em uma fenda grande, parecendo uma cratera imensa. Dentro da cratera de terra, jazia um objeto retangular e sombrio. Tinha uns dois ou três metros de comprimento e parecia ser feito de madeira. Uma extremidade era mais larga e a outra mais estreita, com a tampa arredondada e o fundo retangular. O formato era muito bizarro.
— Isso é… um caixão? — Han Sen encarou essa coisa retangular. Não importava como olhasse, parecia com um caixão usado para enterrar humanos na antiguidade.
Mas, nesta época, coisas desse tipo já haviam desaparecido há milhares de anos. Só era possível ver caixões de vez em quando em documentários ou filmes antigos.
Esse produto do pensamento supersticioso da humanidade da antiguidade só podia ser visto fisicamente nos museus da Aliança. Só que, surpreendentemente, havia um caixão de madeira sombrio ali, dentro do Santuário de Deus, o que era apavorante.
Ele nunca tinha ouvido falar de criaturas ou espíritos usando caixões. Era uma coisa simplesmente impossível.
Mesmo se um espírito morresse, sua Pedra Espiritual se autodestruiria, não deixando nada para trás. De que serviria um caixão?
Seria ainda mais impossível para criaturas terem coisas como caixões. Não importava o quão inteligente fosse uma criatura, ela não teria esse tipo de superstição, muito menos enterros em caixão.
Elas nasciam na natureza e retornavam à natureza. Depois da morte, voltavam à origem. Seus corpos cheios de carne e sangue eram enterrados na terra ou devorados por outras criaturas. Elas jamais usariam esse tipo de método.
"Será que algum humano trouxe um caixão e o enterrou aqui?" Han Sen pensou, chocado e confuso.
Enquanto isso, Liu Fang e Wang Jiangang pareciam petrificados de pavor. Durante todos esses anos, eles estavam dormindo exatamente em cima de um caixão.
Sem dúvida nenhuma, o motivo pelo qual as Árvores Fantasmas Noturnas não cresciam nesta área estava conectado a esse caixão.
O mais assustador era que as pessoas no acampamento estavam todas caídas perto do caixão preto, sangrando pelos sete orifícios faciais. Seus corpos estavam encolhidos, como se tivessem diminuído muito de tamanho, e seus músculos estavam ressecados.
E o chão estava todo coberto de sangue. Desse jeito, parecia que o sangue deles tinha vazado totalmente do corpo, sem sobrar sequer uma gota.
Ele viu os corpos, mas não achou nenhuma ferida. Pareciam ter morrido depois do sangue vazar pelos sete orifícios enquanto ainda estavam vivos.
Liu Fang e Wang Jiangang olharam horrorizados para o caixão preto. A tampa não parava de tremer, fazendo barulhos altos de batidas, como se algo estivesse tentando sair dali a todo custo.
Han Sen encarou essa coisa parecida com um caixão. Só que mesmo usando a Máscara de Olhos Demoníacos, não conseguia ver nenhuma força vital fluindo lá dentro.
Apenas a sua percepção espiritual o fez se sentir um pouco inquieto, mas era apenas inquietação.
Boom!
Depois de um estrondo violento, a tampa do caixão foi aberta por uma fresta. Vários pregos do caixão foram atirados para fora. Cada um tinha uns quinze centímetros de comprimento e era muito bruto. Não podiam ser comparados aos pregos de metal atuais, mas possuíam uma aura misteriosa selvagem e de morte. Sua cor era de um vermelho escuro indescritivelmente assustador.
Boom!
A tampa do caixão foi empurrada novamente, revelando uma fresta grande o suficiente para alguém estender a mão para fora. Mas ainda estava tudo sombrio lá dentro. Com a visão do Han Sen, não conseguia enxergar o que havia ali.
Pá!
De repente, uma mão pálida saiu de dentro do caixão, que mais parecia um buraco negro, e agarrou a borda da tampa.
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