Volume 10 – Capítulo 961 – Capítulo 961: O Jardim de Plantas
Capítulo 961Han Sen ficou em um dilema. Uma garotinha desse tamanho chamava atenção demais dentro do abrigo.
Os outros ficariam surpresos se a vissem. Para os humanos, entrar no santuário antes dos dezesseis anos era quase suicídio, ainda mais no Terceiro Santuário de Deus.
Além disso, ela não tinha a menor presença de criatura ou de espírito, sendo fácil confundi-la com um bebê humano comum.
Se saísse com ela, seria difícil não chamar atenção, e seria complicado e impossível dar explicações.
No momento, Han Sen só podia agradecer por ter ordenado antes para Huang e os outros ficarem restritos à ala leste, sem se aproximarem do Salão Espiritual. Por enquanto, não traria problemas.
— Que nome eu deveria te dar? — Han Sen colocou a menina na sua frente e se sentou de pernas cruzadas no chão para pensar.
Ela ficou sentada no chão, inclinando a cabeça para olhar para ele com curiosidade nos olhos grandes. Estendeu as mãozinhas gordinhas na direção dele e, vendo que ele continuava parado pensando, engatinhou até o colo dele. Encontrou uma posição confortável, fechou os olhos e dormiu.
Han Sen não tinha talento para escolher nomes, e era ainda mais difícil ter que nomear uma menina de repente.
Ainda assim, ela parecia uma humana em todos os sentidos, então não dava para chamá-la de qualquer coisa.
Se fosse um menino, não faria diferença dar um nome simples e qualquer para facilitar a criação.
Como diz o ditado, o menino é criado com simplicidade e a menina com fartura. Criando bem a menina desde pequena, ela não seria levada por qualquer um no futuro.
Agora, essa garotinha era a mina de ouro dele. Uma lágrima virava uma Árvore do Verdadeiro Tesouro das Seis Rodas, muito melhor do que uma árvore que dava dinheiro.
Para garantir que ninguém a levasse, Han Sen decidiu que cuidaria muito bem dela, sem tratá-la com o descaso dado a uma criatura qualquer.
Infelizmente, ele realmente não levava jeito para nomes e não pensou em nada bom após muito tempo.
— Deixa para lá. O apelido vai ser Bao'er por enquanto, e depois penso num nome oficial. — Han Sen colocou Bao'er dormindo na cama do palácio e se teletransportou para sua casa na Aliança, planejando entrar na Skynet para comprar algumas roupas e comida gostosa para ela.
Porém, assim que deu alguns passos para fora do dispositivo de teletransporte, ouviu uma voz infantil balbuciando “papai” vindo de trás. Bao'er estava engatinhando para fora do aparelho.
— O quê…?! Como você chegou aqui?! — Han Sen tomou um susto enorme. Ele nunca tinha visto nenhuma criatura conseguir sair do Santuário de Deus.
— Papai… colo… — Bao'er se sentou na entrada do dispositivo e estendeu as mãozinhas para ele.
Han Sen pegou Bao'er no colo. Era real e de carne e osso, não uma ilusão. Ela realmente se teletransportou para fora do Santuário de Deus, e direto para as coordenadas dele.
Com ela nos braços, Han Sen testou o teletransporte de volta para o santuário e entrou sem problemas. Teletransportou-se para fora de novo e o processo ocorreu com a mesma facilidade.
Bao'er podia entrar e sair livremente do Santuário de Deus como se fosse um humano de verdade.
Ainda bem que estavam na casa dele. Seria um escândalo se alguém visse essa cena, porque nenhum bebê desse tamanho se teletransportava para o Santuário de Deus.
Se o conselho tutelar visse, certamente o prenderiam por colocar a vida de uma criança em risco.
Ele a levou discretamente para o seu quarto e deu alguns doces que Han Yan costumava comer. A garotinha devorou tudo com gosto, ficando com o rostinho sujo de creme.
Han Sen comprou roupas e itens básicos para ela na Skynet e só então retornou ao Santuário de Deus trazendo Bao'er e as compras.
Logo ele percebeu que, embora parecesse humana na maior parte das coisas, as funções corporais dela eram um pouco diferentes.
Pelo menos Han Sen não a viu sujar fraldas como um bebê comum, nem a viu chorar sem motivo.
Com exceção daquelas duas primeiras lágrimas, não a viu chorar mais.
Claro, isso também porque ele não fez nada para provocá-la.
Apenas cuidar dessas duas Árvores do Verdadeiro Tesouro das Seis Rodas já dava trabalho demais para Han Sen. Não adiantaria plantar mais, pois ele não daria conta.
Essas duas árvores não eram como a que a Imperatriz Momentânea plantou, que cresceu da noite para o dia. Para essas duas se desenvolverem e darem frutos, provavelmente levariam dezenas de milhares de anos.
O simples fornecimento das Gotas de Água Vital necessárias para mantê-las já era um problema. Ele não aguentaria cuidar de mais árvores.
Han Sen já tinha perguntado à Imperatriz Momentânea como a árvore dela cresceu tão rápido. Ela não escondeu nada… Aquela árvore já havia se desenvolvido completamente no Terceiro Santuário de Deus, mas regrediu para sua forma inicial ao cair de volta para o Segundo Santuário de Deus e não conseguir mais crescer. Ao encontrar uma oportunidade adequada, pôde crescer rapidamente de novo, diferente de uma Semente de Gene normal.
“Parece que preciso conseguir mais Gotas de Água Vital.” Han Sen precisava alimentar o Pinheiro de Sangue e as duas Árvores do Verdadeiro Tesouro das Seis Rodas. Embora ainda tivesse uma boa reserva de gotas, precisava se precaver.
Ele deixou as duas árvores e Bao'er aos cuidados da Zero, entregando várias Gotas de Água Vital para que ela regasse uma gota por dia, garantindo o crescimento das plantas.
Para a sorte dele, Bao'er ficou quieta no abrigo. Se tivesse que levar um bebê consigo, Han Sen não saberia como caçar.
Saindo sozinho e em silêncio da Floresta de Espinhos, ele se esgueirou até a posição do antigo abrigo humano, agora ocupado por espíritos e criaturas.
Han Sen observou por bastante tempo. O líder daquele abrigo era um Espírito Real, acompanhado por duas Criaturas de Linhagem Sagrada.
O Imperador Demônio do Trovão colocou uma guarnição bem forte nesse abrigo pequeno, o que superou as expectativas dele e arruinou seu plano de atacar de emboscada para caçar criaturas.
Sem poder caçar ali, Han Sen não desanimou. Contornou o abrigo, atravessou a região dos Picos da Floresta de Espadas e seguiu para o Abrigo dos Espinhos.
Ele não era tolo a ponto de invadir o Abrigo dos Espinhos. O poder do lugar agora era muito superior ao de antes, de modo que nem com vários clones dele seria possível conquistá-lo.
Seu verdadeiro alvo era o Jardim de Plantas de Gene do Abrigo dos Espinhos. Muitas plantas de gene de alto nível eram cultivadas lá e o jardim ficava do lado de fora do abrigo. Embora houvesse guardas, Han Sen tinha um jeito de entrar.
Ao se aproximar do Jardim de Plantas de Gene, Han Sen espiou e viu incontáveis frutos de pêssego e outros em formato de espada, cheios de itens valiosos.
— Condessa dos Espinhos, você disse que tinha um jeito de entrar escondido no jardim. Qual é? — Han Sen invocou a Condessa dos Espinhos e perguntou, com os olhos brilhando de cobiça para o Jardim de Plantas de Gene.
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