Volume 10 – Capítulo 963 – Capítulo 963: Pertences Deixados
Capítulo 963— Maldito Imperador Supremo! Só pode ter sido obra dele! Eu vou matar ele… — No dia seguinte, quando o jardim de plantas foi aberto, toda a região do abrigo dos espinhos parecia ouvir o rugido furioso do Imperador Demônio do Trovão.
Han Sen já tinha voltado escondido para o abrigo subterrâneo há muito tempo, plantando o Cogumelo da Ascensão, a Orquídea Imortal da Borboleta Roxa e as outras plantas de gene no jardim dos fundos que ele mesmo cultivou.
— Papai… papai… — Ao ver que Han Sen tinha voltado, Bao'er chamou animada e engatinhou até ele. Sua velocidade parecia a de um carro de corrida, levantando poeira pelo caminho. Ela subiu rápido para o colo dele, abraçou seu pescoço, encostou o rostinho gordinho no dele e ainda lhe deu um beijo.
— A Bao'er se comportou bem enquanto eu estive fora? — De ótimo humor, Han Sen apertou a bochecha gordinha dela e perguntou.
— Bao'er… boazinha… — ela respondeu com seriedade.
Segurando Bao'er, Han Sen entrou no palácio e ficou paralisado na hora. Zero estava limpando o local, e o interior do palácio parecia uma ruína, cheio de coisas destruídas e lixo por toda parte.
Muitas das coisas que Han Sen trouxe da Aliança tinham virado uma pilha de entulho. Até a cama grande e inflável, que era muito confortável, estava rasgada em pedaços.
Olhando para o palácio em estado de ruína, Han Sen perguntou, pasmo: — Zero, o que aconteceu aqui?
Zero olhou para Bao'er no colo do Han Sen e disse apenas uma palavra de forma direta: — Ela.
Han Sen olhou para Bao'er. Ela fez bico, deu outro beijo no rosto dele e disse com ar inocente: — Papai… Bao'er… boazinha…
Han Sen forçou um sorriso. Ele tinha saído por menos de dois dias e Bao'er já havia transformado o interior do palácio em ruínas. Se ficasse fora por mais alguns dias, era capaz de ela demolir o abrigo inteiro.
— Não precisa limpar, pode jogar tudo fora. Vamos voltar para a Aliança e comprar coisas novas. — Han Sen deu uma olhada no palácio e viu que não havia nada que pudesse ser aproveitado. Então, levou Bao'er e Zero de volta para a Aliança para fazer compras em um shopping próximo.
Embora também desse para comprar pela Skynet, ainda era mais prático ir a uma loja no shopping para testar a textura de produtos diferentes.
Bao'er parecia muito animada e curiosa com tudo, enquanto Zero apenas seguia em silêncio ao lado do Han Sen, como se não tivesse interesse em nada.
— Senhor, a loja possui uma sala especial de cuidados infantis. Gostaria de usar o serviço? — Um funcionário viu Han Sen com Bao'er e se aproximou para perguntar.
— Obrigado, não precisa. — Embora a sala de cuidados infantis fosse gratuita e tivesse funcionários dedicados, Han Sen não se atrevia a deixar Bao'er lá. Quem poderia saber se ela não iria demolir a sala inteira? Seria perigoso demais para as outras crianças.
Com Bao'er no colo, ele foi com Zero até a seção de camas infláveis. Elas eram confortáveis e fáceis de transportar, sendo uma das melhores opções para usar no Santuário de Deus.
— Senhor, esta cama inflável é feita com o mais novo material de alta tecnologia, o Quanic. Tem ótima elasticidade, é confortável e não irrita a pele do bebê. Você pode testar junto com a criança… — a vendedora disse.
— Isso… melhor não… vai que estraga a cama… — Lembrando do fim que teve a sua própria cama inflável, Han Sen não tinha coragem de colocar Bao'er em cima.
— Não tem problema, senhor. As camas infláveis desta marca têm garantia vitalícia, não precisa se preocupar. Mesmo que não compre, a responsabilidade é nossa se estragar… — A vendedora insistiu com gentileza para que Han Sen e Bao'er testassem.
Han Sen pensou que, como estava ali do lado, não deveria haver problema, então colocou Bao'er em cima da cama inflável.
— Bao'er, a cama é confortável? — Han Sen perguntou, olhando para ela sentada no colchão.
Bao'er balançou o bumbum duas vezes, animada, e deu um tapinha na cama inflável com a mãozinha.
Bang!
A cama inflável explodiu na mesma hora. Rápido no reflexo, Han Sen puxou Bao'er de volta para o colo.
— Desculpe… me desculpe, senhor… a sua filha se machucou…? — A vendedora se aproximou em pânico pedindo desculpas, e logo até o gerente apareceu.
— Me desculpe, senhor. Se a sua filha tiver se machucado, nós arcaremos com todas as despesas médicas… — O gerente também se curvava sem parar, pedindo desculpas.
— Está tudo bem, fomos nós que estragamos a cama. Quanto custa? Pode colocar na minha conta — Han Sen falou com um sorriso, sabendo que a culpa não era deles.
O gerente insistiu que Han Sen não precisava pagar. Para eles, o fato dele não exigir indenização já era uma grande generosidade. No fim, ainda lhes deu de presente alguns bilhetes de jogos organizados pela loja.
Embora tenha ficado um pouco sem graça, era difícil explicar o que houve, então Han Sen acabou aceitando os bilhetes do sorteio.
A princípio, não pretendia participar dos jogos, mas, ao passar pela área do evento, Bao'er ficou fascinada pelos vários jogos eletrônicos retrô do local, com os olhos brilhando.
— Han Sen! — Assim que entrou na área de jogos, ouviu alguém chamar seu nome. Virando a cabeça, viu que era o seu segundo tio, Han Lei.
Atualmente, Han Sen não chegava a sentir ódio pelas pessoas da Família Han, mas também não tinha nenhuma simpatia, não sendo diferentes de estranhos.
Se antes Han Sen ficava muito irritado com eles, agora não tinham nem mesmo qualificação para irritá-lo.
Além disso, os assuntos da Família Han não eram tão simples. Embora seu pai administrasse os negócios da empresa no passado, ela estava no nome do segundo tio e da tia. Além do cargo, o pai não tinha nenhuma ação da empresa.
O segundo tio e a tia não faziam ideia disso antes. Só depois da morte do pai é que descobriram que eram os donos da empresa, conseguindo vendê-la sem obstáculos para o Grupo Estrelado.
Esse assunto por si só já era estranho, e o pai dele também havia dito que eram eles que deviam à Família Han. Por isso, Han Sen já não guardava tanto rancor ou raiva do segundo tio e da tia, tratando apenas como desconhecidos.
— Han Sen, você também veio fazer compras? — Han Lei pareceu um pouco sem jeito ao vê-lo. No passado, eles trataram Han Sen e sua mãe daquele jeito, mas agora Han Sen era famoso em toda a Aliança. Além de ter derrotado um Asura Real, era o futuro genro do Presidente, com uma posição social muito além do alcance deles.
Hoje em dia, Han Lei sentia certo arrependimento. Se tivesse tratado melhor Han Sen e a mãe dele no passado, qualquer ajuda mínima dele agora já tornaria a vida deles muito melhor.
— Já comprei o que precisava e estou de saída. Não vou atrapalhar vocês! — Han Sen falou e já se preparou para ir embora com Bao'er no colo.
Embora não fosse mais cobrar o passado, Han Sen jamais voltaria a considerá-los como família e não queria mais ter nenhum contato com eles.
Mas Han Lei o chamou de novo: — Ainda ficaram algumas coisas do meu irmão da época da empresa. Estão guardadas lá comigo. Se você quiser, pode ir lá buscar.
— Que coisas? — Han Sen olhou para Han Lei com dúvida.
— São alguns pertences pessoais que ele deixou na empresa quando estava vivo. Dei uma olhada por cima e tem algumas roupas, um comunicador e coisas do tipo… — Han Lei respondeu.
— Então eu passo lá para pegar quando você tiver tempo. — Han Sen nem se deu ao trabalho de perguntar por que não entregaram essas coisas para ele e sua mãe na época e só estavam falando disso agora.
— Eu tenho tempo agora… tenho tempo agora mesmo… Vou com você lá buscar… — Han Lei abriu um sorriso na hora.
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