Hadria, O Renegado — Capítulo 6: CAPÍTULO 6 - 6 O Lenox Renegado Retorna!

Hadria, O Renegado
Cap. 6
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Hadria, O Renegado

CAPÍTULO 6 - 6 O Lenox Renegado Retorna!

Capítulo 6

730 palavras~3 min de leitura

Capítulo 6: O Lenox Renegado Retorna!

Hadria, O Renegado

HADRIA HIRAETH:

— COMO ASSIM?! — As duas cabeças berram em uníssono, assim produzindo uma voz grave.

— Já disse. — Dou de ombros antes de continuar: — Não faço ideia de quem são vocês.

Claro, isso é mentira: não esqueço o rosto de ninguém.

A cabeça da direita é o garoto que, como eu, fez o teste da ilusão 13 dias atrás. Minha mentora contou-me que Harvey havia falhado e seria executado, porém, de alguma forma, conseguiu fugir e me culpa por ter reprovado no teste.

Já a cabeça da esquerda é Greg Fernandes, um ex-ceifador de 1ª classe rank F. Aparentemente, um vídeo de mim chutando sua cara viralizou na internet. Sua esposa o deixou e ele também me culpa por tal decisão.

“Foram burros o suficiente para assimilaram-se em um único ser… idiotas.”

— Fodase, isso não importa… — As cabeças esboçam um sorriso macabro, revelando assim seus dentes pontiagudos. — Agora, vamos te matar e levar sua cabeça para o chefe.

— Chefe?

— GRRR!

Começam a correr em minha direção. Os movimentos estão dessincronizados, como se ainda estivessem adaptando-se ao corpo.

Uma rajada de água é disparada, o chão abaixo racha e os estilhaços do concreto voam para cima. Recuo com um pulo para trás.

A maldição chega e, no instante que iria me atingir, nossos antebraços colidem. Meus pés afundam no chão pela pressão e meu estômago é atingido.

Sou arremessado por vários metros e caio, porém, fazendo um kip up, lanço as pernas em movimento crescente e novamente estou de pé.

Sem me dar tempo, outras rajadas de água vem até mim. Piso no chão, após ele rachar, levanto as mãos em sinal para a terra formar uma barreira e receber o ataque.

Ela, no entanto, se reduz a poeira no instante em que recebe um chute da criatura. Ele começa a socar sem parar, assim me forçando cada vez mais a ir para trás.

Sem escolha, abro a palma da mão, penso na katana dentro do anel dimensional e ela surge.

Desfiro um golpe em seu braço, o movimento é tão veloz que vejo apenas o rastro prateado. Metade de seu membro cai no chão.

— AHH!

A criatura recua com a mão sobre a ferida esguichando líquido azulado.

— Ei. — Agacho e pego o membro. — Quer uma mãozinha?

As duas cabeças me encaram ao mesmo tempo. Noto fumaça saindo do local recém amputado.

“Sua regeneração é mais rápida que o normal.”

Correm até mim novamente enquanto deixam pequenas crateras por onde pisam.

Faço o mesmo em sua direção.

Estamos prestes a colidir.

Eles levantam o punho em direção a minha face, entretanto, usando o impulso da velocidade, me jogo no chão e passo por baixo de suas pernas enquanto as desconecto de seu corpo.

A maldição cai de bruços no chão. Tenta se levantar usando os outros três braços, porém afundo sua cabeça no chão novamente usando meu pé.

Um brilho surge em sua nuca.

“Então seu ponto vital fica aí, hein?”

— Mesmo sendo maldições, vocês continuam patéticos… — Levanto a katana e miro em sua nuca.

— Isso não acabou! Outros irão atrás de você!

— Outros?

— Hehe, não sabemos o que fez, mas você é bem famoso entre as maldições… e não de um jeito bom.

Eles continuam forçando os braços para levantarem, porém permaneço com o pé sobre sua cabeça.

— Se nos deixar ir, podemos te aju-?! — Afundo minha katana em seu ponto vital. — AHHH!

Tiro meu pé de sua cabeça e imagino minha arma dentro do anel dimensional, quando o mesmo brilha, ela desaparece.

A maldição começa a se desintegrar. Aos poucos, cada parte do seu corpo se transforma em cinzas.

“Ah?”

Noto um ponto vermelho em minha camiseta, agora manchada de azul. Observo melhor e vejo uma fina linha escarlate que origina-se em uma janela do último andar no hospital.

Uma silhueta embaçada está presente ao lado de um rifle. Reforço os olhos com mana e vejo uma figura de cabelo escuro junto de uma mecha verde.

Um sorriso genuíno cria forma em meus lábios.

— É o Hadria Lenox! O garoto que matou a ceifadora Currie a alguns anos!

De imediato, viro em direção a voz e deparo-me com uma multidão. Vários celulares e câmeras estão apontados para mim e para as cinzas no chão onde a maldição estava.

“Merda.”

Viro as costas para as pessoas se aproximando e começo a correr.

Fim da leitura

Capítulo 6 concluído

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