Hadria, O RenegadoCAPÍTULO 8 - 8 Bem-Vindo a Academia Ospol ( 2 )
Capítulo 8Capítulo 8: Bem-Vindo a Academia Ospol ( 2 )
Hadria, O Renegado
Esor, membro de uma das famílias mais poderosas do Brasil: os Kethen.
Depois de sua irmã, Dona, escolher-me como pupilo, começou a ter um ódio extremo contra mim. Tanto, que chegou a quase me matar uma vez…
Não sou idiota, sei que, se comparado a ele, sou fraco. Por este motivo, mantenho minha guarda em alerta.
De repente, uma de suas espadas gélidas vem em direção ao meu pescoço. A paro com minha katana, porém a segunda vem até meu abdômen.
Imediatamente coloco minha mão para impedir o golpe e, quando estava prestes a atingir-me, chamas azuis são invocadas e a arma derrete em um instante.
Aproveitando-me da surpresa espontânea de Esor, chuto seu estômago. É arremessado vários metros, chegando até a derrubar pessoas da multidão.
Sei que não devo, mas ativo minha volunge, e o mundo ao redor para. Fito o arredor e vejo que, literalmente, todos os estudantes estão em volta.
Ao perceber a merda que estava prestes a fazer, imediatamente desativo minha habilidade.
Swish!
Uma rajada de gelo passa de raspão e uma mancha de sangue surge em minha camiseta, na regiao da barriga. Ela está indo até Coraline, que está sentada.
Rapidamente invoco uma barreira de mana na frente da garota, e o gelo estilhaça ao atingi-la.
— Tsk!
Sinto minha pele queimar na regiao do estomago. Levanto a camiseta e vejo gelo se espalhando. Imediatamente envio mana para a região e passo a mão em chamas na barriga, uma mancha roxa fica onde o gelo estava.
Olho para Esor, que dispara até mim. Fico em posição de defesa, porém o homem ruivo para de correr e permanece imovel.
— Huu! — Tenta gritar, mas sua boca continua fechada, como se estivesse grudada.
— Meninos, vamos parar com a violencia, por favor — diz uma voz vindo dos auto falantes no palco.
Olho e avisto um homem de cabelo castanha curto. Usa um terno escuro junto de uma gravata vermelha.
“O diretor?”
Quando menos percebo, noto que a multidão de antes dispersou-se e estão todos sentados em seus respectivos lugares. Fazendo assim eu e o irmão de Dona sermos os únicos de pé.
Noto que o homem com uma volunge elemental está direcionando-se para sua mesa. Logo, faço o mesmo.
Ao me aconchegar sobre o assento, noto que Coraline está me encarando, sua expressão é uma mescla de raiva e… não sei mais o que.
— Bom, agora que as coisas estão como deveriam, vamos começar — anuncia o diretor David.
No entanto, quando estava prestes a continuar, um portal cromado aparece ao seu lado. Uma mulher negra de cabelo prateado surge e cochicha algo no ouvido do diretor.
— Ei — chama Coraline.
“Ela dever estar falando com Eliene ou Maven.”
Não me viro, apenas continuou olhando para o diretor.
— Ou.
Novamente, não olho e permaneço encarando a mulher de cabelos brancos.
— Mas que…
De repente, a atmosfera muda. Uma barreira de mana é criada a minha volta.
— EI!
Dessa vez, viro para a mulher loira de olhos azuis. Encaro-a e friamente digo:
— O quê?
— O… o-obrigada, sabe? por me…
— Não agradeça — corto-a no meio de sua frase.
Não quero ouvir o resto, não mereço. Ah, já sei.
— Seria uma pena desperdiçar um rostinho lindo como o seu, não acha? — digo com sarcasmo.
— O quê? Tá de gozação? Argt! Esquece, seu otário do caralho!
A barreira a nossa volta se dissipa, logo, noto Eliene encarando-me.
Retribuo o gesto, mas ela desvia o olhar.
“O que…”
— Muito bem, vamos continuar!
Meu olhar volta ao palco. A mulher de cabelo prateado fora embora.
— Agora, vou explicar algumas coisas da escola. Muitas informações deixarão de ser ditas, então peço que leiam o manual que lhes será entregue posteriormente. — David aguarda por um momento e então continua: — Primeiro…
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