Horizonte de Conquistas — Capítulo 291: CAPÍTULO 291 - 289 – Viver e deixar viver

Horizonte de Conquistas
Cap. 291
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CAPÍTULO 291 - 289 – Viver e deixar viver

Capítulo 291

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Capítulo 289 – Viver e deixar viver

Horizonte de Conquistas

Assim que usou aquela terceira[EssênciaEvolutiva], Alexander sentiu um formigamento no corpo enquanto o aprimoramento era assimilado. Porém, assim que ele se consolidou, uma sensação estranha, como um poder residual de natureza espacial, tornou-se perceptível ao seu redor.

O mais estranho, e também fascinante, sim, ambas as coisas ao mesmo tempo, era que esse poder vinha de todas as direções, como se o mundo estivesse impregnado dele; como se sempre tivesse estado ali, permeando tudo, e ele apenas não fosse capaz de senti-lo até aquele momento.

Revigorado e vibrando com tantas novas possibilidades, Alexander passou a tentar modular alguma espécie de mana espacial. Porém, para seu desânimo, isso ainda estava tortuosamente além da sua capacidade ou compreensão no momento.

No entanto, ao tentar forçar o uso da energia espacial, mesmo em sua forma mais básica, ele sentiu um tênue filete responder à sua modulação. Mas foi apenas isso: uma ínfima, fina e levíssima reação, quase nada.

Suspirando resignado, sabendo que aquilo já era algum começo, Alexander retirou do seu anel de armazenamento uma lâmina e uma caixa, aparentemente simples. Ele então as observou com um olhar pleno de expectativa antes de sorrir, optando pela caixa e guardando a lâmina.

A caixa era de metal e bem simples para olhos destreinados. Tão comum que tais olhos não conseguiriam sequer reconhecê-la como uma caixa, pensando tratar-se apenas de um bloco liso e polido. Afinal, não apresentava frestas nem aberturas visíveis, pois fora fabricada com uma técnica de compressão e dilatação térmica, que permitia um encaixe tão perfeito quanto invisível… Um item simples, de aparência comum, mas que ocultava um espaço reservado para tesouros que poucos reconheceriam. Algo realmente perfeito para abrigar o eco da habilidade|Tesouro do Mímico|que estava incutida nela.

“Brincando” com a caixa enquanto a girava em suas mãos, analisando as nuances que o eco de habilidade nela transmitia, esforçando-se para aprendê-la, Alexander foi até a mansão do Lorde da cidade por causa da bagunça que causara. Porém, Diana já havia cuidado e resolvido a maior parte.

Houve muita confusão e alguns incidentes; uma grávida até entrou em trabalho de parto, mas, felizmente, não houve nenhuma fatalidade ou algo mais grave. O único incidente que ela não conseguiu resolver foi a grita por informações dos nobres.

Exasperado com a ganância deles, sim, ganância, pois a esmagadora maioria não foi atrás de informação para saber como podia ajudá-los, Alexander tamborilou a caixa por um momento e ponderou que não havia uma boa maneira de explicar ao público o que havia feito. Felizmente para ele, havia alguém que conseguia, um especialista nisso; e essa pessoa até o havia convocado.

Ao concluir que valia, e muito, a pena fazer uma visita ao Duque Robert naquele momento, por diversos motivos, Alexander equipou e selou Storm com os itens feitos pelos irmãos ferreiros, que finalmente ficaram prontos, e partiu com Diana para a Cidade Gêmea. Eles até deram carona a John e Sansy, que ainda tinham os seus negócios por lá, até a Cidade Martelo de Ferro.

Figurinha carimbada por tantas idas e vindas na Cidade Gêmea, Alexander nem se deu ao trabalho do trâmite de entrada e apenas assentiu para os guardas em uma rasante de Storm antes de seguir para a Academia dos Combates Gêmeos.

Uma vez na cidade, o casal se separou, pois havia várias coisas que desejavam fazer, e as pessoas que queriam encontrar não estavam no mesmo lugar, especialmente porque aquele não era um momento qualquer na cidade. O Torneio de meio de ano da Academia, eliminatória para o Torneio Imperial, estava prestes a acontecer.

Livre demais sem Diana ao seu lado para impedir que o pensamento intrusivo o tomasse, bem como sabendo que Robert estava ciente da sua chegada, ele entrou pela janela no escritório do diretor-Duque e ficou ali, aguardando-o.

Ao olhar para um lado e para o outro sem ter muito o que fazer, Alexander pensou em puxar sua caixa para continuar a analisar o eco nela, mas, de uma forma fugaz, sentiu-se compelido por algo e imediatamente ativou a sua|Natureza Selvagem|, modulando energia espacial nos olhos à procura de algo. Seus instintos geralmente não o enganavam, então não deveria começar dessa vez, justo com aquele alto risco de custo-benefício.

Em resposta às ações dele, sentindo sua presença ocultar-se e uma forma de “olhar” lhe sondar, Robert parou o que estava fazendo e disparou para o seu escritório, alertando Alexander com sua aproximação; mas o dragonoid já havia localizado o que sentira.

— O que, infernos, você estava fazendo aqui, garoto? — perguntou o Duque ao ver que sua dor de cabeça recorrente já estava de volta ao normal, apesar de estar um pouco desgastado.

— Nada demais — assegurou Alexander com um sorriso, bem a tempo de Lucas também chegar e ouvir a segunda parte. — Só achei um tesouro.

— Tesouro? Aqui? — indagou Lucas, não conseguindo sentir tal tesouro.

— Com a sua permissão, Diretor, posso trazê-lo aqui — disse Alexander, confiante.

Não podendo deixar de achar aquilo tudo muito estranho, mas também curioso, Robert ponderou por um momento e assentiu. Ao que a outra parte respondeu alargando seu sorriso antes de usar|Construtos de Combate|para lançar uma corda de energia tangível pela janela da sala.

Surpreso com aquela habilidade, o Duque viu-a se estender de forma grandiosa ao consumir energia, e então a viu puxar algo como se estivesse pescando.

Para surpresa do professor e do estudante, a corda serviu apenas como condutor de poder, encapsulando uma bela mulher e trazendo-a até eles. Mas as reações de ambos foram completamente opostas: Robert ficou sombrio como poucas vezes antes, enquanto Lucas continha risos e exclamações em seu sorriso distorcido.

— Muito bom dia, minha senhora — disse Lucas em uma semi-reverência, ainda ajustando sua expressão e voz para a bela mulher humana, que não pareceria mais velha do que a mãe de Diana em aparência, tendo no máximo uns 40 anos daquele mundo; ou ao menos aparentando isso.

— Apenas para você saber por que morreu: a mulher que chamou de tesouro é a segunda esposa do professor, Lady Brie Raiovas — explicou ele, ao virar-se para Alexander com um olhar de quem já lamentava por seu funeral.

— Não me levem a mal, mas não tenho um pingo de interesse nela ou na beleza dela desse jeito — assegurou Alexander, ainda revezando seu olhar entre o Duque e a mulher, não tendo como negar que foi pego de surpresa por tamanha coincidência. — O meu interesse está no serzinho atrás dela. Mas, ao saber da relação entre vocês, parece que as coisas vão ser mais complicadas do que eu esperava.

Espiando-o contidamente por trás da mulher, um garotinho, de uns 6 a 7 anos, o observava com um misto de curiosidade e receio, tendo em vista que a imagem dele poderia ser considerada selvagem e predatória para uma criança. No entanto, ao ver Lucas e depois o Duque, o garotinho se encheu de coragem e correu até o último, se jogando nele. — Papai. Papai.

Revirando os olhos, como se soubesse o que a outra parte estava pensando, o Duque apenas puxou uma cadeira para sua mulher com mana, acariciou os cabelos do filho antes de colocá-lo no chão e, por fim, voltou-se para ele. — E então, o que quer com meu filho?

— Não vou mentir para o senhor. Queria acolhê-lo como um dos meus pelo potencial que senti nele — declarou Alexander sem o menor constrangimento. — Mas como ele é seu filho, acho que isso não vai ser possível.

Surpreso com aquela resposta, visto que ele, uma||Força da Natureza||, não conseguia sentir que o potencial do filho fosse tão grande, Robert ponderou um pouco antes de questionar: — E como isso o impediria de ajudá-lo?

— Não tenho interesse em criar uma máquina de guerra para o Império — retrucou Alexander, seco. — Para o seu nível, o senhor é verdadeiramente uma das pessoas com melhor temperamento e acessibilidade que conheço… Mas, ao meu ver, peca por ser estadista demais. Não darei poder a ele para que se torne como o senhor.

— Eu sei que o senhor ama de verdade esta terra, assim como ama seu filho, bem como devia amar ao menos um de seus pais — completou o dragonoid, seriamente, olho no olho com Robert. — Mas as pessoas deviam ter o direito de escolher quem, como e em que ordem amar; não ter isso imposto a si… O verdadeiro dever, e, por consequência, o verdadeiro poder, nasce da própria vontade de realizar algo, não de completar uma missão cujo verdadeiro sentido e motivo de quem a criou você nunca vai entender.

— Com a “coleira” certa, eu poderia ser muito mais útil ao Império em vários outros lugares que não com a família que eu escolhi. Mas saiba disto: em nenhum outro lugar do mundo eu seria tão feliz quanto ao lado deles — garantiu, de coração.

Sufocado internamente por aquelas palavras, Robert caiu em contemplação.

Ele ainda se esforçava muito, assim como se esforçou durante toda a vida, mas era um fato que havia nascido como o gênio bélico da família Raiovas.

Para completar tudo, apesar de qualquer perrengue pelo qual tenha passado, ele era um dos “heróis” de sua época e, como era de se esperar, suas esposas eram lindas, educadas, felizes em estar com ele, e ele era feliz em estar com elas.

A verdade era que Robert não havia sofrido com a maioria das adversidades que outros, mesmo dentro da própria família, haviam enfrentado; até por isso, ele era tão devoto ao Império e à família que lhe proporcionaram aquela vida.

— Uma vez, você basicamente me disse: “eu sou eu, e ele é ele. Assim as escolhas são dele” — apontou Robert, por fim. — Talvez algum meio-termo entre isso e a minha forma de pensar não seja algo tão ruim, afinal.

— Concordo — disse Alexander, relaxando. — Mas sejamos justos: seguir o lema de “viver e deixar viver” parece muito mais fácil para mim do que para o senhor… não acha?

Obs1:Contribuição arrecadada para lançamento de capítulo extra:(00,00 R$ / 20,00 R$).

Obs2:Chave PIX para quem quiser, e puder, apoiar a novel:0353fd55-f0ac-45b5-a366-040ecefa7f7b. Caso não consiga copiar a chave pix, é só clicar nela que vai ser gerada uma aba/guia que tem como URL/Link a própria chave pix com algumas barras nas pontas: https://0353fd55-f0ac-45b5-a366-040ecefa7f7b/, e é só retirar a parte excedente.

Ps:Para finalizar, volto a reiterar que as publicações seguirão normais e recorrentes no ritmo mencionado mesmo que, porventura, haja a publicação de capítulos adicionais.

Fim da leitura

Capítulo 291 concluído

CAPÍTULO 291 - 289 – Viver e deixar viver