Horizonte de ConquistasCAPÍTULO 91 - 090 – Dias tranquilos (Parte I)
Capítulo 91Capítulo 090 – Dias tranquilos (Parte I)
Horizonte de Conquistas
Alexander não sabia dizer quanto tempo ficou desmaiado, mas quando acordou, ele estava deitado em uma cama. Sua cabeça parecia que ia explodir de dor, e seu corpo não parecia muito melhor que sua cabeça.
Esforçando-se e com muita dificuldade, Alexander conseguiu sentar-se na cama para ver o que havia ao seu redor. Eram quatro pessoas e Ocean.
Assim que as pessoas na sala notaram que Alexander acordou, a pessoa que ele não conhecia saiu, os pais de Diana suspiraram de alívio e a própria Diana, cujos olhos já estavam inchados de tanto chorar, começou a chorar novamente.
— Quanto tempo fiquei inconsciente? — perguntou Alexander.
— Não sei ao certo — respondeu o pai de Diana. — Mas acho que duas horas.
— Obrigado — suspirou Alexander, muito aliviado. — Felizmente eu não fiquei inconsciente por muito tempo.
Após enxugar suas lágrimas, Diana quis dizer algo, mas antes que ela tivesse tal oportunidade, a porta foi aberta por um homem fisicamente imponente e com rosto bem sério. — Desculpe interromper, mas o assunto é urgente. Meu nome é Marcos, e eu sou o mestre deste ramo da guilda dos aventureiros.
— Sei que está cansado e se recuperando, mas preciso de algumas informações, pois já se passaram mais de 2 horas desde que chegou na cidade e não temos sinal da Onda — explicou o mestre desta guilda de aventureiros, sério. — Mandei vários batedores até meio caminho da aldeia e eles também não encontraram nada… Você não poderia estar brincando sobre uma coisa dessas, não é?
— Essa onda não chegará mais à cidade. O que sobrou dela se dissipou, ou pelo menos pareceu ter se dissipado, depois que matei o{Urso Rei da Floresta}que a liderava — explicou Alexander.
Para comprovar suas palavras, mesmo com dor, ele puxou Diana, que estava no caminho, para a cama e retirou o corpo do urso do [Anel do Deus Ladrão], fingindo que retirava do outro item de armazenamento.
Mesmo que a distância até o solo fosse pequena, o impacto que o corpo do urso causou surpreendeu a todos que estavam por perto. Até mesmo o mestre da guilda não pôde deixar de franzir a testa e reavaliar Alexander.
— Você poderia me explicar como isso aconteceu? — perguntou Marcos.
— Eu sou um estudante do estilo híbrido da Academia dos Combates Gêmeos com afinidade mágica com água — explicou Alexander. — Pular em um lago para lutar comigo não foi a melhor ideia que esse urso teve na vida.
— Basta olhar o interior do urso se precisar de provas — disse Alexander ao ver o rosto analítico do mestre daquela filial da guilda. — Eu garanto que ele estará cheio de água.
Sentindo que isso parecia coerente, o mestre daquela guilda começou a analisar o corpo do urso para confirmar a história.
— É verdade — concordou Marcos após analisar o corpo do urso. — Ele sofreu vários ataques, mas a principal causa da morte foi afogamento…
— Parabéns, rapaz. Você conseguiu realizar um grande feito — disse Marcos, verdadeiramente impressionado. — Se dependesse apenas de mim, eu o promoveria a patente de um aventureiro nível ouro agora mesmo.
— Mas como nossa instituição tem algumas regras para o nível ouro e acima, só posso colocá-lo sob avaliação para promoção e dar-lhe uma recompensa digna — apontou o mestre da filial.
— Obrigado pela colaboração — disse Marcos ao fim de suas perguntas. — No entanto, agora que sei que a onda não vai aparecer, eu tenho que administrar as coisas para normalizar a situação na cidade.
— Sem problemas — respondeu Alexander. — Mas poderia pedir para alguém pegar e desmantelar esse urso para mim? Estou um pouco sem forças agora.
— Tudo bem — concordou o mestre da guilda ao sair da sala.
Assim que um funcionário da guilda apareceu e levou embora o corpo do urso, a sala ficou estranhamente silenciosa até que Diana deu um soco no peito de Alexander, o que literalmente quase o fez cuspir sangue.
— Seu idiota! Como você pôde fazer isso comigo? — reclamou Diana, voltando a chorar. — Você tem alguma ideia de como fiquei preocupada quando você me mandou embora e ficou para trás?
— Ou quando Ocean me levou até você apenas para encontrá-lo inconsciente no chão? — adicionou ela, ainda batendo nele.
Diana continuou batendo em Alexander enquanto reclamava, mas à medida que as palavras presas em sua garganta se libertavam, ela ia batendo cada vez mais devagar, até que finalmente o abraçou quando terminou de falar.
— Não seja assim, Diana — pediu Alexander. — Você sabe como seria difícil mandá-la de volta se fosse de outra forma. Eu mal consegui sobreviver naquela situação, muito menos se tivesse que proteger a nós dois.
Diana apertou seu abraço em resposta a Alexander. — Eu sei. Eu entendo isso… Mas essa escolha ainda era minha. Você não deveria ter feito isso.
Ao desabafar, Diana finalmente aliviou seu aperto e relaxou, o que permitiu que Alexander acariciasse sua cabeça. — Tudo bem, Diana. Se houver uma próxima vez, eu vou deixá-la escolher.
— Mas você vai ter que se esforçar para ficar cada vez mais forte — brincou Alexander. — Assim nós teremos mais chances de sobreviver.
— Tudo bem — concordou Diana, sorrindo, mas com um toque de seriedade na voz. — Vou me esforçar para me tornar cada vez mais forte e ajudá-lo.
Após dizer tudo o que queria e se acalmar, Diana finalmente percebeu que estivera todo esse tempo “nos braços de Alexander”, diante de seus pais. Como um filhote assustado, pulou da cama.
Sentindo que havia se tornado o centro das atenções, Diana abaixou a cabeça e começou a corar completamente.
O pai dela não parecia muito feliz com a situação, mas não fez nada. Já sua mãe apenas sorriu, como se estivesse muito feliz com a situação.
Mesmo surpreso ao se ver um pouco envergonhado, Alexander ainda tentou ajudar Diana a desviar o foco de todos para outra coisa. — Hmm… Eu sei que é um pouco tarde para perguntar, mas onde nós estamos?
— Em uma sala de tratamento da guilda dos aventureiros — respondeu a mãe de Diana, ainda sorrindo. — Assim que você chegou na cidade, a sua loba sentiu sua presença. Em seguida, ela pegou Diana e foi até você, onde lhe encontraram e o mestre da guilda ordenou que você fosse tratado.
— Obrigado. Agora entendo mais ou menos a minha situação — disse Alexander.
— Por falar em já estarmos na cidade, você já contou a eles sobre sua surpresa? — perguntou Alexander, fazendo com que o pai de Diana franzisse ainda mais a testa, e a mãe dela alargasse ainda mais o sorriso.
— Ainda não — respondeu Diana, ficando animada novamente. — Com tudo o que aconteceu, eu não tive tempo nem cabeça para isso.
— Pode contar. Eu estou bem, apenas um pouco cansado — garantiu Alexander, sorrindo. — Isto ajudará a melhorar o clima após estes eventos. E eu não vou ter problemas em acompanhá-los com a ajuda de Ocean.
— Tudo bem então — disse Diana, extremamente animada. — Eu vou contar.
— Já que é esse o caso, por que nós não vamos para “aquele” lugar? — sugeriu Alexander. — Não deve haver um lugar melhor do que ele para falar sobre isso.
— Você tem razão — concordou Diana.
Ao ouvir a conversa entre eles, o rosto do pai de Diana ficou ainda mais fechado, se é que isso era possível, enquanto o sorriso da mãe dela parecia crescer cada vez mais, se é que isso também era possível.
Depois de sair da guilda e caminhar algum tempo pelas ruas da cidade, o grupo chegou à porta da casa que Diana comprou, que no momento era simplesmente a materialização do sonho de consumo de uma família humilde.
Os pais de Diana, que a seguiam, ficaram confusos com a parada repentina e questionaram-na sobre isso: — O que aconteceu? Por que paramos?
— Pai, mãe, vocês trabalharam tanto para me criar, e ainda mais para me ajudar a entrar na Academia dos Combates Gêmeos — disse Diana, com os seus olhos completamente marejados. — Eu sempre quis retribuir todo o esforço de vocês, mas a verdade é que não estava indo muito bem na academia.
— Sua criança boba — disse a mãe de Diana, sorrindo. — Você não precisa nos retribuir por nada. Nós somos seus pais.
Diana então puxou o cordão com a sua identificação de prata, que era o símbolo de um aventureiro de nível prata, que estava escondido dentro das suas roupas, e a mostrou a eles. — Mas eu conheci Alexander e Ocean, que me ajudaram muito a melhorar, e dei o meu melhor. Agora sou uma aventureira de rank prata.
A última parte das palavras de Diana surpreendeu muito os seus pais, pois eles conheciam sua filha e sabiam que ela tinha dificuldade de se relacionar e tomar iniciativa devido à timidez, o que era basicamente vital para um aventureiro.
— Esta é a nossa nova casa — disse Diana, não conseguindo mais conter as lágrimas. — Eu a comprei para vocês. Para que possam ter uma vida melhor e mais segura.
— Só para constar, esta casa foi comprada exclusivamente com o dinheiro de Diana — apontou Alexander, sério. — Ela até reduziu o valor que recebia, mantendo a partilha usual destinada a outros grupos.
— Ela queria se orgulhar de comprar uma bela casa para vocês com seu próprio esforço — explicou.
Antes mesmo de Alexander terminar de explicar, a mãe de Diana já começou a chorar, muito mais do que a própria Diana. Até o pai de Diana, que era mais sério, não pôde deixar de chorar quando os três se abraçaram.
Observando aquela situação, Alexander deu alguns passos para trás para dar mais espaço à família enquanto eles choravam e se agradeciam continuamente. Uma cena muito estranha de se ver, mas que não poderia deixar de aquecer o coração de quem conhecia a história daquela família.
Após algum tempo, quando os três se acalmaram e recuperaram a compostura, Diana chamou Alexander e o grupo entrou na casa.
Assim que o grupo entrou, os pais de Diana choraram mais um pouco. A casa estava pintada, mobiliada, arrumada, decorada e bem charmosa.
A sala era bem espaçosa, e a cozinha, tão grande que estava dividida em área de preparo e de jantar.
Os quartos principais tinham seu próprio banheiro.
Todos os banheiros eram espaçosos e equipados com uma grande banheira de casal.
Havia até quarto para hóspedes em potencial.
— A propriedade também tem uma área muito ampla — disse Diana com um lindo sorriso de satisfação — Alexander até mandou preparar alguns presentes para vocês lá… Vamos ver como ficou.
Assim que o grupo se dirigiu ao pátio interno da propriedade, eles se depararam com um cenário quase paradisíaco.
A grama estava bem aparada, havia lindas árvores frondosas e bancos de madeira estrategicamente colocados nas áreas sombreadas. Tudo impecavelmente limpo e novo.
Obs1:Contribuição arrecadada para lançamento de capítulo extra:(00,00 R$ / 10,00 R$).
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Ps:Para finalizar, volto a reiterar que as publicações seguiram normais e recorrentes no ritmo mencionado mesmo que, por ventura, haja a publicação de capítulos adicionais.
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