Jaro — Capítulo 55: CAPÍTULO 55 - 55 - Aliviando Dores

Jaro
Cap. 55
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Jaro

CAPÍTULO 55 - 55 - Aliviando Dores

Capítulo 55

1.398 palavras~6 min de leitura

Capítulo 55 - Aliviando Dores

Jaro

Após se despedir de Raizen, devagar ele foi andando em direção aos dormitórios. Ao chegar, quando estava próximo do seu quarto, deparou-se com dois adolescentes, na faixa dos 16 aos 19 anos, maltratando outro jovem de cabelos azuis; ou melhor, espancando-o enquanto riam e caçoavam.

Ao ver a cena, Jaro não se importou, ele não sabia o motivo de o garoto estar apanhando e de qualquer forma, aquilo não era da sua conta. Porém, teria que passar por aquele corredor se quisesse chegar ao seu quarto, e sentia um pressentimento ruim quanto àquilo. Mesmo assim, ele suspirou e seguiu em frente. Quando estava quase passando pela confusão, uma voz soou atrás dele.

— Ei, você aí! — gritou um dos garotos, com um sorriso debochado. — Para aí mesmo!

Jaro parou por um instante, virando o rosto levemente na direção da voz.

— Que foi? — perguntou, com um tom calmo.

O outro adolescente, com um corpo esguio, deu um passo à frente, cruzando os braços. — Me passa 500 crons. Agora. — O sorriso dele se transformou em um olhar ameaçador. — A não ser que queira apanhar igual aquele ali.

Nesse instante, o garoto espancado, de cabelos azuis, gemeu no chão, se contorcendo de dor.Jaro observou a cena por um breve momento e saiu andando sem responder.

— O quê?! — exclamou o sujeito, irritado. — Tá se achando demais! Volta aqui!

O sujeito partiu para cima de Jaro com um soco, o punho voou num impulso rápido e desajeitado. O jovem mascarado virou o rosto por cima do ombro e observou o golpe vindo.Hmm… estágio Guerreiro, mas esse nível de força é deprimente.No instante seguinte, moveu-se, com um passo curto para a direita.

O soco passou raspando por seu rosto, e o ar deslocado fez seu cabelo se agitar levemente. Antes que o valentão percebesse o erro, Jaro já havia segurado o antebraço dele com firmeza.Então, ele desferiu um soco de baixo pra cima, que acertou em cheio o cotovelo do seu oponente.CRAACK!O osso se partiu instantaneamente, dobrando-se no sentido oposto ao natural.

O garoto, soltou um grito de dor, enquanto caía de joelhos, segurando o braço que agora pendia num ângulo grotesco. Jaro o observou por um instante, sem emoção no olhar. Em sequência, desferiu um chute frontal em seu rosto, jogando-o para perto do seu companheiro.

O outro valentão, deu um passo para trás, seu estava rosto pálido e suas mãos tremiam.De que ordem esse maldito é?! Não importa, eu vou ensinar para esse merda quem manda aqui!

— James, como você pode ter caído tão fácil?

— E isso importa, porra? Acaba com ele logo e me leva pra enfermaria! Isso tá doendo demais!

— Hahaha, eu deveria te deixar aí — respondeu o indivíduo, caminhando em direção ao mascarado.

— Jake, seu arrogante de merda — murmurou o esguio, com ódio em seu olhar.

Jaro o analisava enquanto seu oponente caminhava em sua direção:Esse parece ser um pouco mais forte.Ele Também foi se aproximando; quando chegaram a uma distância curta, socos de ambos os lados voaram e se chocaram, e isso durou alguns segundos, até que o mascarado conseguiu dar uma rasteira violenta que quebrou a perna do Jake.

Ele caiu no chão gemendo de dor. Jaro levantou a perna e, em alta velocidade, esmagou o estômago do valentão, apenas o suficiente para fazê-lo desmaiar; o chute chegou a danificar o piso. O sujeito mascarado ordenou ao outro cujo braço havia sido quebrado: — Leve seu amigo, e se vocês me encherem o saco novamente, eu vou matar os dois.

O rapaz fez o que Jaro pediu, pegou seu amigo e correu, mas antes gritou: — Isso não vai ficar assim!

Merda… espero que não nenhum instrutor fique sabendo disso… Será que eu deveria ter matado eles?Reflitiu Jaro, remoendo suas decisões. Isso o deixou nervoso, pois Lila já o havia alertado de que era estritamente proibido haver batalhas nos dormitórios.

O de cabelos azuis que estava sendo espancado aproximou-se do sujeito mascarado.

— O-obrigado por me ajudar, estou em dívida com você — falou o jovem de cabelos azuis, com dificuldade.

— Não precisa me agradecer. Eu só me defendi; não foi para te ajudar.

Em seguida, partiu, deixando o rapaz de cabelos azuis para trás.

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Serena estava com os braços pra trás, assim que Jaro entrou, o olhar dela já dizia tudo.

— Você demorou muito — exclamou ela, arqueando a sobrancelha. — Porque que não respondeu nenhuma das minhas mensagens? Fiquei preocupada…

Jaro coçou a nuca, tentando disfarçar o constrangimento.Porque ela tá agindo como uma esposa irritada… sendo que nem namorados somos…

— Ah… o celular tava no silencioso. Nem vi o que você mandou. Eu acabei comprando algumas coisas e… voltei na biblioteca pra ler um pouco.

— Sei… — respondeu ela, desviando o olhar.

Será que ela tava com aquela mulher?!Pensou ela, lembrando, da maneira, como a secretária sênior Elise tratou Jaro.Não, não… porque tô pensando nisso?! A gente só é amigos…

Jaro piscou, reparando na mesa arrumada.

— Isso tudo era… o jantar?

— Era. — Serena suspirou, bufando um pouco. — Fiquei te esperando pra comer junto, e você simplesmente tinha sumido…

Ele se aproximou devagar, meio sem jeito.

— Foi mal mesmo, Serena. Mas… ainda dá tempo de comer — falou ele, sorrindo

Ela olhou pra ele de canto, mas acabou cedendo.

— Tudo bem… vamos comer?

— Claro.

Assim que se sentaram, o sujeito tirou a máscara, provou a comida e ergueu as sobrancelhas, surpreso com o sabor.

— Ei… isso aqui tá muito bom! — comentou com a boca cheia. — Sério, você mandou bem demais.

Serena disfarçou o sorriso, mas parecia contente.

— Que bom, ele gostou — sussurou ela pra si mesma.

Ele riu de leve.

— Então… acharam um bom lugar pra treinar?

— Achamos — ela respondeu, mais animada. — Um espaço enorme, perto de uma padaria famosa. Vitória, disse que o lugar era perfeito pra treinarmos com frequência.

— Que bom! — respondeu sorridente. — E o treino com a Vitória? — perguntou Jaro, curioso.

Serena fez uma careta, o humor mudou na hora.

— Ah, não me fala… foi puxado demais. — Ela encostou as costas na cadeira e soltou um suspiro. — Aquela mulher é uma máquina! Fez eu correr, pular, levantar peso, depois ainda me ensinou como segurar a espada, atacar, defender… até a postura dos pés! Pra finalizar, a gente ainda lutou algumas vezes.

Jaro arregalou os olhos.Depois de todo o treino de hoje… elas ainda treinarão tanto?Jaro ficou satisfeito, por algum motivo.Não posso ficar pra atrás… também preciso treinar ainda mais pesado que antes!

— Ela não teve dó mesmo, haha.

Ela riu fraco.

— Tô viva, mas o meu corpo não sabe disso. E amanhã temos aula às quatro da manhã… nem sei como vou levantar.

Jaro encostou o cotovelo na mesa e sorriu de canto.

— Acho que tenho uma ideia que pode ajudar.

— Que ideia?

— Uma massagem — ele respondeu com um sorriso travesso. — Prometo que sou bom nisso.

Serena o encarou, meio envergonhada.

— Hm… bom, não vou negar que tô precisando.

— Ótimo! Vamos terminar de comer.

— Tá…

Após o jantar e o banho, Serena apareceu de toalha, com o cabelo ainda úmido. Jaro já tava sentado na cama, esperando.

— Deita de bruços — explicou ele, com calma. — Prometo que não vai doer.

— Se você fizer gracinha, eu não vou te perdoar — respondeu ela, tentando parecer séria, mas com o rosto já corado.

O jovem riu baixo.

— Nem passa pela minha cabeça.

Ela se deitou devagar, e quando sentiu as mãos dele nos pés, soltou um suspiro sem querer.

— Assim tá bom? — perguntou Jaro. Massageando com um pouco mais de força.

Serena ia responder, mas acabou deixando escapar um gemido, espontâneo. O silêncio que veio depois foi bem constrangedor.

— Hm… que bom que tá funcionando — anunciou ele, tentando quebrar o clima.

— Cala a boca — respondeu ela, escondendo o rosto na almofada, morrendo de vergonha.

Foco, foco!Repetia ela pra si mesma. E Jaro continuava.As mãos dele subiram lentamente pelas pernas, costas, ombros… Serena tentava conter os sons, mas cada toque parecia aliviar a dor e ao mesmo tempo a deixava mais nervosa.

Quando terminou, ela virou o rosto e murmurou, com um sorriso cansado: — Uau… meu corpo tá muito melhor. Obrigada, de verdade.

— Que bom que ajudou — respondeu ele, com um sorriso calmo.

Ele deitou no futon ao lado da cama. Depois disso, ambos ficaram conversando mais um pouco, sobre o treino e coisas bobas… até que o sono foi levando os dois, devagar, no meio da conversa.

Seria bom se as coisas continuassem calmas assim…Reflitiu Jaro, antes de cair no sono.

Fim da leitura

Capítulo 55 concluído

CAPÍTULO 55 - 55 - Aliviando Dores