Leia o Vento — Capítulo 175: CAPÍTULO 175 - 175 - Seja feliz, por um breve momento

Leia o Vento
Cap. 175
0%
Leia o Vento

CAPÍTULO 175 - 175 - Seja feliz, por um breve momento

Capítulo 175

1.454 palavras~6 min de leitura

Capítulo 175 - Seja feliz, por um breve momento

Leia o Vento

A brisa fria da madrugada cortava as ruas escuras de Tóquio, enquanto as cicatrizes da guerra recente ainda eram visíveis nas calçadas rachadas e paredes pichadas.

Mas, entre todo o caos deixado para trás, havia vida.

Dentro de um velho galpão reformado — agora usado como um “quartel-general improvisado” —, a verdadeira comemoração acontecia.

Yoru estava sentado num caixote velho, uma garrafa de refrigerante barato na mão, observando todos à sua volta.Cada rosto ali carregava marcas de batalhas: cortes, hematomas, bandagens improvisadas.Mas também havia sorrisos… sinceros, orgulhosos.

Hayato, seu melhor amigo, ria alto enquanto tentava enfiar três pedaços de carne na boca de uma só vez.

— Cara… — disse Hayato, mastigando desajeitadamente — Isso aqui tá melhor que qualquer churrasco que já comi!

Ben, de braços cruzados, lançou um sorriso de canto.

— Depois de quase morrer, acho que tudo fica mais gostoso, né?

Sophie, sentada no chão com as pernas cruzadas, brincava com um pedaço de papel, fazendo pequenos origamis.

— Vocês são tão barulhentos… — murmurou, mas não conseguiu esconder o sorriso.

Nathan, já meio bêbado, pulava sobre uma das mesas improvisadas.

— AO REI YORU! — gritou, levantando um copo de plástico.

Todo mundo riu e o acompanhou, levantando suas bebidas.

Rayna, encostada perto da porta, deu um leve sorriso.Mesmo quieto, seus olhos brilhavam de felicidade.

Hiroshi abriu uma garrafa nova, jorrando espuma para todos os lados.

— Hoje ninguém dorme, porra! — gritou ele, jogando o líquido na cabeça de Bunkjae.

— Ei! — resmungou Bunkjae, rindo, tentando limpar a camisa.

Kaito deu de ombros.

— Vai sujar de novo na briga de comida que o Nathan vai começar, certeza.

Mia Lee bufou, cruzando os braços.

— Homens são todos iguais…

Beak, com uma expressão calma, ofereceu um suco para ela.

— Quer beber algo decente?

Leonard, com um cigarro na boca, soltou uma risada seca.

— Relaxa, Mia. Essa noite a gente é criança de novo.

Susan e Yuna conversavam animadamente num canto, falando sobre como reconstruir a escola depois da guerra.

— Sabe o que é engraçado? — disse Susan. — A gente sobreviveu… e eu ainda tenho que fazer prova semana que vem.

— Justiça divina. — respondeu Yuna, rindo.

Mac-Donny, um pouco mais desajeitado, montava uma pequena churrasqueira improvisada.

— Se é pra comemorar, vamos fazer direito! — disse, animado.

Sora, o mais novo do grupo, brincava com uma bexiga que alguém achou perdida.

— Olha, olha! — dizia ele, tentando fazer a bexiga quicar no teto.

Ukinake e Phantom, os mais reservados, observavam de longe, trocando poucas palavras.

— Parece que valeu a pena. — disse Phantom, com um raro sorriso.

— Valeu. — respondeu Ukinake, encostando na parede.

Ryuji e Hajuki estavam engajados num braço de ferro.

— Eu ganho! — rosnava Ryuji.

— Nem fudendo! — retrucava Hajuki, suando.

Juan, Matabi Huai, sentados em círculo, relembravam as lutas mais tensas da guerra.

— Você viu o soco que o Reo tomou? — dizia Matabi, animado.

— Parecia que ele tinha batido numa muralha. — completou Juan, rindo.

Matabi apenas sorriu, balançando a cabeça.

No centro de tudo, Yoru observava.Seu peito pesava de emoção.Eles estavam vivos.Eles estavam juntos.E, mesmo com todas as dúvidas que ainda existiam dentro dele, naquele momento… ele se permitiu sorrir.

— Obrigado, pessoal… — murmurou para si mesmo.

Uma explosão de risadas, zoações e pequenas brigas de comida invadiu o ambiente.

E naquela madrugada fria, naquele galpão destruído, um grupo de jovens que desafiara o impossível comemorava como reis.

Enquanto a festa dos jovens seguia, em outro ponto da cidade — nos luxuosos e secretos Estúdios GHV — uma atmosfera totalmente diferente reinava.

As luzes eram baixas.O cheiro forte de tabaco impregnava o ar.Na sala principal, paredes negras e janelas espelhadas escondiam qualquer visão do mundo externo.

Ali, sentado em uma grande poltrona de couro, estava Charles Choi.

Ele batia os dedos no braço da cadeira, o rosto envelhecido porém ainda cheio de vigor.

Seus olhos, estreitos como lâminas, brilhavam com astúcia.

[ Nome: Charles Choi | Geração Zero – ex-vice-líder do Punho negro e atual presidente dos grupos GHV]

um dos maiores conglomerados criminosos secretos do Japão — sorria de forma lenta e calculada.

Diante dele, em pé, vários homens encapuzados escutavam em silêncio.

Charles acendeu um charuto e falou, sua voz profunda ecoando pela sala.

— A história foi reescrita esta noite. — disse ele, soltando a fumaça pelo canto da boca. — O domínio das 35 escolas caiu… diante de um garoto. De um único nome.

Ele ergueu uma foto na mão.Era Yoru, suado, sorrindo no meio da multidão.

— Yoru… — sussurrou Charles, quase como se provasse o gosto do nome.

Fez uma pausa longa, deixando o peso da situação se instalar.

— A queda das escolas significa mais do que apenas uma mudança de liderança. — continuou, seus olhos brilhando com malícia. — Significa que o verdadeiro submundo, que esteve adormecido por anos… começará a se mover novamente.

Os homens em pé não ousaram interromper.

— Os velhos reis… os primeiros monstros da geração dos delinquentes… — disse Charles, cruzando as pernas lentamente — Eles sentiram o cheiro do sangue. E eles virão.

Ele deu uma tragada profunda no charuto.

— As gangues, os cartéis, os sindicatos… todos os predadores que um dia governaram nas sombras… agora vão querer suas presas de volta.

Charles se levantou, caminhando lentamente até a janela espelhada, olhando para o reflexo da cidade adormecida.

— A era da paz juvenil acabou. — disse, quase em um sussurro.

Seu sorriso aumentou, macabro.

— E Yoru… — murmurou ele — …vai descobrir que vencer uma guerra escolar… foi apenas a primeira gota no oceano.

Atrás dele, os homens começaram a se movimentar.Mensageiros seriam enviados.Ordens seriam dadas.Velhos inimigos seriam acordados.

O mundo, silenciosamente, começou a mudar naquela madrugada.

E Yoru…Sem saber, havia puxado o gatilho de uma nova era.

Uma era… onde a verdadeira guerra estava apenas começando

…

[Três dias depois]

Dias depois, tudo já estava mais calmo, o boato que a escola 35 havia sido dominada pela escola 25 e o Yoru e seu grupo depois de 10 anos, unificou todas as 35 escolas do Japão se alastrou como fogo, todos estavam sabendo sobre a grande vitória do Yoru.

O Yoru, estava vivendo sua vida normalmente, ele não queria viver como um delinquente, não agora. Ele queria focar nos estudos, viver em paz por alguns momentos e aproveitar os dias, ou até meses com a Hina e os seus amigos.

— Yoru! Bom dia, como está? — a Hina apareceu agarrando o braço do Yoru de forma delicada, o Yoru deu um sorriso e disse;

— Estou muito bem, e você, como está? — a Hina devolveu o sorriso e disse;

— Muito bem agora, oque pretende fazer hoje a tarde? Estava pensando em não trabalhar hoje e agente sair para um jantar romântico, não acha bom?

— Vamos sair mais cedo hoje, atentemos alguns clientes e depois vamos jantar em um lugar um lugar bom.

— Ah, tudo bem… Aliás Yoru, fiquei sabendo que o Wallace está na cidade… Eu queria ver ele

— Ah… Quem sabe agente vá lá depois, ele está na casa do Hayato.

“É verdade, o Wallace e a Hina construíram uma espécie de amizade… Bem, depois que curei ela dá habilidade que sugou a vitalidade dela, com a habilidade de elixir, o Wallace foi morar por tempo indeterminado na casa do Hayato, pois ele tinha umas coisas pra fazer aqui. Porra.. muita coisa aconteceu também…”

[Dias atrás]

A dias atrás, o Yoru estava no hospital, ele já tinha curado a Hina de um estado bem grave, a ela mesmo assim permaneceu em vigia só por precaução

A tarde do mesmo dia, Lee chegou no hospital de cabeça baixa, ela estava bem abatida mesmo, ela chegou até o Yoru e disse;

— Mesmo depois de tudo… O Barry continua desacordo, e o Danilo também, queria ver eles acordados assim como a Hina acordou, mas parece que o estado deles é mais grave… — a Lee começou a chorar um pouco, o Yoru abraçou ela e disse;

— Eu vou salvar eles dois, por favor, fique aqui com a Hina — o Yoru se levantou e foi caminhando até o quarto onde o Barry e o Danilo estavam

“Esses são meus últimos dois frascos de elixir…”

[Habilidade: Elixir]

Ao usar essa habilidade no Danilo, do nada, ele começou a se movimentar novamente, um brilho azul intenso começou a emanar, e então… Devagarinho ele abriu os olhos lentamente, olhando para o Yoru

— Oque aconteceu?

O Yoru não respondeu e fez a mesma coisa com o Barry, o Danilo não acreditou no que viu, para ele era algo gotalinovo e diferente de tudo que havia visto, ele ficou com os olhos cheios de lágrimas, pois agora, seu amigo estava acordado

O Barry olhou para o Yoru, olhou para os lados e viu seu amigo, e deu um grande sorriso, do nada, a Lee apareceu na porta, e correu até ele dando um grito bem alto e chorando bastante

— Barry! Que bom te ver novamente!

Fim da leitura

Capítulo 175 concluído

CAPÍTULO 175 - 175 - Seja feliz, por um breve momento